Cuidando da saúde mental e espiritual

14 de abril de 2020

“Considerando que sois livres, não useis a liberdade como pretexto para fazer o que é mal, mas vivei como servos de Deus” (1 Pedro 2:6).

 

De repente, o mundo parou. As pessoas tiveram que mudar seus hábitos e viver enclausuradas dentro de suas casas. Um vírus que, originalmente, surgiu na China, logo, por conta das relações humanas, espalhou-se pelo mundo inteiro, ceifando a vida de milhões.

 

A liberdade foi o principal atributo que DEUS deu ao homem ao criá-lo: “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de DEUS o criou; o homem e a mulher os criou. E DEUS os abençoou, e DEUS lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo animal que se move sobre a terra” (Gênesis 1:27-28). A liberdade, portanto, são asas colocadas na mente e no coração de todo homem. DEUS o fez livre para servi-LO, adorá-LO e obedecê-LO. Além do mais, o SENHOR criou toda uma natureza extensa, magnífica, para que esse homem pudesse desfrutar o máximo dessa liberdade. Observe que DEUS não criou o universo mudo, vazio, sem forma e sem integrantes para que o homem vivesse sozinho, isolado. Mas criou animais de diversas espécies, formou a mulher do seu próprio corpo e ordenou: “Desfrutem dessa liberdade, sejam um do outro, amem-se, multipliquem a espécie, sejam solidários entre si e façam o bem sempre”.

 

O relacionamento seria a base que daria saúde mental e emocional aos indivíduos; e DEUS proporcionaria edificação espiritual. DEUS não projetou o homem para viver só. A solidão ou o estar sozinho jamais fez parte dos projetos de DEUS para a humanidade. Solidão, isolamento, representa um distúrbio natural contrários ao SENHOR. O próprio sentido bíblico original de igreja carrega consigo a ideia de comunhão, compartilhamento, solidariedade, estar junto e presente, não apenas por um momento em um templo, mas diariamente, no sentido de afeição, vínculo, um Corpo de CRISTO aqui na terra. A igreja primitiva desfrutava desse privilégio à medida que um não desgrudava do outro como alimento para a mente e para o espírito. A família terrena também traz esse sentido profundo: pais, filhos, irmãos, tios, juntos, irmanados, defendendo uns aos outros, ajudando, socorrendo, suprindo a todas as necessidades existenciais. Um homem e uma mulher já é suficiente para que haja o preenchimento dos vazios interiores. O sentido da vida reside na coletividade. Mas não tardou e o primeiro casal logo caiu em tentação, experimentou o pecado, perdendo os privilégios dos benefícios da comunhão com o CRIADOR. O tempo foi passando, a humanidade inchou e a desobediência se tornou o seu principal oxigênio. O homem se tornou mal, horrível, com uma natureza e um caráter reprovados. A humanidade passou a ser egoísta e adúltera a partir do momento que só pensou em si e também faz aliança com este mundo maldito e condenado. Adultério é trocar a santidade de DEUS pelos prazeres do mundo. O mundo habitado se tornou o principal inimigo de DEUS. Observe o desabafo do apóstolo Tiago:

 

“De onde vêm as guerras e pelejas entre vós? Porventura não vêm disto, a saber: dos vossos deleites, que os vossos membros guerreiam? Cobiçais e nada tendes; matais e sois invejosos, e nada podeis alcançar; combateis e guerreais, e nada tendes porque não pedis. Pedis e não recebeis porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites. Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tiago 4:1-4).

 

É, agora, um homem preso, cativo (espiritualmente falando), longe de DEUS, vivendo e sorrindo dentro de uma utópica liberdade devastadora. Mas, embora esse mesmo homem seja muito mal, DEUS não desistiu de libertá-lo. Assim o fez no passado, quando ungiu Moisés, um homem falho, pecador, para ser o libertador do seu povo no Egito. Os príncipes do mal desejaram impedir a liberdade dos israelitas. Daí, DEUS lançou 10 pragas sobre o Egito, atingindo, inclusive, o rio que era fonte de riqueza e sustentação daquela nação: as suas águas foram transformadas em sangue. Depois, rãs, piolhos, moscas, a morte dos rebanhos, feridas graves (causadas por um punhado de cinzas que Moisés espalhou pelo ar), granizos, gafanhotos, muita treva e, por fim, a morte de todos os primogênitos (porque os primeiros representavam a perpetuação da espécie). Somente os hebreus, que tinham colocado o sangue dos cordeiros oferecidos a Deus nos batentes de suas portas, não sofreram perda. DEUS É FIEL! O primeiro filho era o herdeiro principal e o sinal da continuidade dos pais. Por isso, só depois que o faraó perdeu seu filho, finalmente libertou os hebreus, que deixaram o Egito, rumo à Terra Prometida. Mas, no deserto a que foi levado por DEUS para ser tratado, a multidão israelita voltou a se rebelar contra o SENHOR, não agradecendo, não sabendo viver em comunhão, não se sujeitando a autoridade de Moisés e, principalmente, murmurando bastante. O resultado disso foi a morte de todos dessa primeira geração.

 

Séculos e séculos se passaram e a realidade da humanidade para DEUS só piorou. DEUS, então, em um projeto especial e derradeiro de redenção envia ao mundo JESUS CRISTO (não haverá outro projeto de redenção da humanidade. Quem não aproveitar esse, morrerá em todos os sentidos). JESUS: um santíssimo, puro, sem pecado algum, caminhando entre uma humanidade perdida, má, rebelde. JESUS entregou a Sua vida, foi torturado, morto, crucificado, e poucos atentaram para o valor daquele sacrifício. Ainda nos dias atuais, inclusive. No máximo, há um povo religioso (que se diz cristão), que se reúne em suas casas todo ano na Semana Santa, compartilha o peixe, o ovo de chocolate, um coelhinho, distribui mensagens de esperança pelas redes sociais e só. O número de sistemas religiosos cresceu, assim como a quantidade de templos religiosos para acolher pessoas e tentar fazê-las melhores. Mas, sabemos, nada disso adiantou. A malignidade, o egoísmo, a avareza, as traições também se espalharam no meio desses lugares considerados sagrados para alguns, entre seus líderes e pessoas comuns.

 

O homem deu às costas para o SENHOR e criou um universo de solidão absoluta. A semente do pecado destrói a cada dia a sua saúde emocional, psicológica, porque a espiritual já nem existe mais. E em meio a essa pandemia do coronavírus, em que todos são obrigados a ficar em suas casas, castrados em sua liberdade, precisamos refletir urgentemente e voltar ao primeiro amor, tornarmos um tipo de primeiro Adão e primeira Eva no Éden, antes do pecado. E, se não conseguimos, por nós mesmos, afastar a nossa natureza pecaminosa, que busquemos a JESUS, porque ELE é o Cordeiro vivo que derramou o Seu precioso Sangue em um madeiro, suportando todas as nossas maldições, para que NELE tenhamos vida em abundância. Quem busca o SENHOR JESUS, especialmente fora dos sistemas religiosos, encontra a verdadeira saúde mental, emocional, psicológica, e uma forte estrutura espiritual. É dever da liderança provocar e proporcionar esse caminho. Converse, viva, relacione-se, ouça tudo com muita atenção. Procure aprender com quem sabe mais que você. Conserve em si uma estrutura interior sólida para que, através dela, você possa socorrer e ajudar, por exemplo, os idosos, que também estão enclausurados e próximos de você na mesma casa. Cito esse grupo de pessoas porque, talvez, muitos deles apresentarão vulnerabilidade em sua estrutura psicológica. Tornar um idoso inativo de suas atividades é quase um martírio para muitos. A solidão, o isolamento total, a castração da liberdade, podem causar mais mortes que o vírus covid-19. Se possível, pegue o telefone e passe horas conversando, aprendendo, com quem pode edificar a sua vida em CRISTO JESUS. Mas não se permita a um isolamento maior, interior, aquele que pode causar disfunções a sua mente, físico, emoção e espírito. Muitos já enlouqueceram e morreram de depressão por causa disso.

 

Um direcionamento correto renova as forças, produz esperança, fé, para suportarmos e superarmos todas as adversidades e, assim, alcançarmos o prêmio maior, que é a salvação do nosso espírito. Pense nisso e boas reflexões.

 

No Amor de DEUS,

 

Pr. Fernando César – É líder do Ministério Restaurando Famílias para CRISTO, escritor, palestrante, um dos principais antidivorcistas do Brasil e defensor das famílias e dos casamentos lícitos aos olhos de DEUS.

O deserto do povo de Israel

06 de março de 2020.

“Quarenta anos estive desgostado com esta geração, e disse: É um povo que erra no coração, e não tem conhecido os meus caminhos” (Salmo 95:10).

 

Após ser libertado de uma escravidão cruel no Egito pelo SENHOR DEUS, o povo de Israel foi levado para o deserto de onde partiria para a conquista da Terra Prometida. O deserto tinha uma extensão de 200 quilômetros, que poderia ser cumprido em 40 dias. Mas a travessia do deserto durou 40 anos. Em vez de seguirem em linha reta, os israelitas andaram em círculos, dando voltas inúteis.

 

O SENHOR DEUS ungiu Moisés, um homem simples, pesado de língua, para essas duas missões importantes sobre a vida do seu povo: a primeira a de libertá-los da opressão e dos sofrimentos impostos pelo faraó no Egito. A segunda a de conduzir e orientar toda a população em sua travessia no deserto. Não à toa Moisés fora o escolhido por DEUS. Apesar de ser hebreu, ele havia sido criado pela filha de faraó e conhecia bem a realidade das pessoas e do local.

 

O deserto era necessário. Os israelitas estavam saindo de uma escravidão de 400 anos em terras egípcias: mente e alma oprimidas, corpo debilitados, espírito combalido devido a tanta crueldade. O deserto iria purificá-los, renová-los, prepará-los para uma bênção maior e definitiva. Dessa forma, os hebreus presenciaram os maiores milagres registrados na História. Inicialmente DEUS usou Moisés para canalizar poder e abrir as águas do Mar Vermelho em duas grandes paredes, gerando um caminho seco para o povo atravessar. E, diante dos seus próprios olhos, viram os inimigos serem destruídos no meio do Mar. Após esse grande milagre, os hebreus talvez imaginassem que iriam herdar logo a Terra Prometida. Não aceitaram o deserto que havia sido proposto pelo SENHOR DEUS, porque não acreditariam que DEUS pudesse sustentá-los em uma terra sem água nem pão. Iraram-se contra DEUS, murmuraram profundamente contra DEUS e contra Moisés, dizendo: “(...) Quem dera tivéssemos morrido pela mão do SENHOR na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne, quando comíamos até fartar! Porque nos tende trazido a este deserto, para matardes de fome a toda esta multidão” (Êxodo 16:3). E DEUS fez chover maná do Céu (uma espécie de pão com graus) e codornizes (aves), fez jorrar água de uma rocha através de Moisés. Mas o povo de Israel inventou motivos para murmurar outra vez contra DEUS e Moisés. Dizia estar enfastiado daquela comida e que sentira saudade até mesmo das cebolas do Egito.

 

DEUS cuidara dos seus filhos nos mínimos detalhes: fez abrir o Mar, quando, aos olhos humanos, não havia mais caminho; deu alimento e água; durante o dia, fora uma nuvem que fazia sombra fresca sobre o povo e, às noites, fora uma tocha de fogo para aquecê-los e alumiá-los. O deserto, no período noturno, é uma região de muito frio devido à baixa umidade do ar, fazendo com que haja pouquíssimo vapor de água na atmosfera e ausência de nuvens. Mas, apesar de tantos milagres, de tanto cuidado Paterno, o povo se manteve de coração duro, incrédulo e ingrato.

 

Os hebreus não reconheceram a liderança dada por DEUS a Moisés e, por isso, não respeitaram a sua autoridade. Faziam o que queriam e caminhavam como se estivessem sozinhos, desamparados. Esse fora o seu primeiro grande erro: rebelar-se contra uma liderança ungida por DEUS. Uma das lições do deserto era exatamente a de torná-los humildes através da submissão e obediência. Mas eles preferiram o caminho oposto. Foram quarenta anos vivendo debaixo da rebeldia, murmuração e desobediência, a ponto de Moisés desejar a morte a continuar na companhia deles: “Concebi eu porventura todo este povo? Dei-o à luz? Para que me dissesses: leva-o ao teu colo, como a ama leva a criança que mama, à terra que juraste a seus pais? (...) E se assim fazes comigo, mata-me, peço-te, se tenho achado graça aos teus olhos, e não me deixes ver o meu mal” (Números 11:12 e 15). Da rebeldia e murmuração dos israelitas extraímos, da Bíblia, uma das declarações mais pesadas dadas pelo SENHOR DEUS: “Quarenta anos estive desgostado com esta geração, e disse: É um povo que erra no coração, e não tem conhecido os meus caminhos” (Salmo 95:10).

 

Quando não se entende os propósitos do PAI, a desobediência bate à porta do coração dos filhos. O deserto não deve ser fonte de tristeza, murmuração e sofrimento; nem tampouco tempo de caminhar sozinho. A travessia de um deserto deve ser sempre progressiva, para a frente e para o alto (não é parado em um lugar), blindando os sentidos, tendo a companhia de um ungido de DEUS, obedecendo em tudo. Assim tudo se torna mais rápido e fácil.

 

De uma multidão de mais de três milhões de pessoas, apenas dois tiveram a fé, a confiança agradáveis a DEUS: Josué e Caleb. Todas as demais gerações, que foram resgatadas do Egito, pereceram. Um indivíduo sequer não foi salvo.

 

Quem quiser ter um final diferente em seu deserto que aprenda com a história dos nossos antepassados, não repetindo o que fora feito por eles e que tanto desagradou ao SENHOR. É possível construir uma história gloriosa de bênçãos, restauração e grandes testemunhos. DEUS não mudou: ELE permanece o mesmo. Nós, enquanto integrados à igreja do NOSSO SENHOR E SALVADOR JESUS CRISTO, é que temos que mudar, se quisermos ver o brilho da vitória sobre nós.

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

Por que ainda não se libertou do pecado?

08 de junho de 2019.

Essa é uma pergunta natural que muitos cônjuges fazem quando estão atravessando o deserto pela restauração familiar.

 

A libertação espiritual de uma pessoa não depende diretamente do seu cônjuge, até porque, sabemos, a Palavra nos ensina que a salvação é individual. Também o irmão Paulo, escrevendo à igreja em Coríntios, escreveu:

 

“Por que, de onde sabes, ó mulher, se salvarás teu marido? Ou, de onde sabes, ó marido, se salvarás tua mulher?” (1 Coríntios 7:16).

Observo, na Palavra, que o processo que conduz uma pessoa a ser salva por CRISTO JESUS é a mesma enxergar a vida errante que está vivendo. É o chamado “cair em si”. Todas as pessoas da Bíblia, que estavam vivendo uma vida errada, longe da vontade de DEUS, só vieram a ter um encontro com o Espírito Santo, quando reconheceram a miséria espiritual, a lama, que estavam mergulhadas.

No Antigo Testamento, o rei Davi, um homem ungido e separado pelo próprio DEUS para reinar, caiu na devassidão do pecado, traiu, adulterou, mandou matar a mulher de outro para ficar com ela. Depois, quando teve um encontro com o profeta de DEUS, Natã, caiu em si e se arrependeu com lágrimas:

“Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias. Lava-me completamente da minha iniquidade, e purifica-me do meu pecado. Porque eu conheço as minhas transgressões e o meu pecado está sempre diante de mim. Contra ti, contra ti somente pequei e fiz o que é mal à tua vista...” (Salmo 51:1-4).

No Novo Testamento, a Parábola do Filho Pródigo também nos ilustra bem a fala de um homem arrependido:

“E, tornando em si, disse: Quantos jornaleiros de meu pai têm abundância de pão e eu aqui pereço de fome! Levantar-me-ei e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti. Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus jornaleiros” (Lucas 15:17-19).

Vimos, então, que o enxergar, o reconhecer, é o primeiro passo para a regeneração humana. No caso de Davi, ele foi confrontado pelo profeta acerca do grave pecado que havia cometido, baixou a cabeça, chorou amargamente e clamou a DEUS. Quanto ao caso ilustrativo do filho pródigo, o mesmo caiu em si por conta da força da condição social miserável a que chegou, o chamado “fundo do poço”. Mas é sabido que há pessoas que jamais enxergarão a vida pecaminosa, perdida, que estão vivendo. Viverão o resto dos dias que lhes restam aprisionadas no pecado, servas do pecado para a morte. Muitas, no mundo, nunca desejarão ter uma experiência genuína com DEUS. Outras, no templo religioso, participarão das ceias, cantarão, orarão, até farão a obra, mas morrerão presas em algum pecado, sem desejo algum de enxergá-lo.

O apóstolo Paulo escreveu à igreja em Roma algo importantíssimo sobre isso:

“Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça? Mas graças a Deus que, tendo sido servos do pecado, OBEDECESTES DE CORAÇÃO À FORMA DE DOUTRINA a que fostes entregues. E, libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça” (Romanos 6:16-18).

O homem se faz servo daquele a quem ele se apresenta para obedecer: ou do pecado para a morte ou da obediência à Palavra para a justiça. E no tempo em que era praticante do pecado, preferiu se entregar em total obediência à doutrina, à Palavra de DEUS, para ser transformado por ela. Somente através dela, esse homem foi liberto do pecado e feito servo da justiça.

Por isso, é tão importante ouvirmos ou lermos a Palavra de DEUS e guardá-la em nosso coração. Essa Palavra, guardada no coração, impedirá de o homem vir a mergulhar no lamaçal do pecado:

“Escondi a tua Palavra no meu coração para eu não pecar contra ti” (Salmo 119:11).

A nossa oração é para que as pessoas venham a ter a visão espiritual aberta, para que caiam em si, arrependam-se dos seus pecados e vivam uma vida diferente, que agrade e muito a DEUS. Peçamos a DEUS misericórdia por nós e por essas pessoas. Somente verdadeiramente arrependidas, terão nojo do pecado, pedirão perdão a DEUS e a sua família e voltarão para a casa.

No AMOR de DEUS em CRISTO JESUS,

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

Ministério pastoral feminino: uma das heresias da "igreja" moderna

9 de julho de 2018.

Nos últimos meses me debrucei sobre a excelente obra “O Livro dos Mártires” de John Fox, um puritano protestante inglês, nascido no princípio do século XVI, precisamente 1516.

 

A sua supracitada obra registra os sofrimentos e morte dos cristãos primitivos e faz uma narrativa até os primeiros protestantes. O curioso é que nas 449 páginas distribuídas em 22 capítulos não se vê referência alguma à morte e ao sofrimento de alguma mártir mulher, com cargo eclesiástico, sacerdotal, pastoral sobre a igreja. Nem mesmo antes de Constantino e do controle da religião católica romana. Porque o próprio DEUS, na pessoa de JESUS, apesar do amor que tem por todas as almas, independentemente do sexo, estabeleceu uma ordem hierárquica na terra muito diferente do que vemos hoje na “igreja cristã” moderna. A pessoa do DEUS santo, justo e perfeito abomina a elevação da mulher à função de pastora ou a qualquer outra liderança.

JESUS, enquanto peregrino nesta terra, teve muita compaixão e amor pelas mulheres. ELE não se fez soberbo e quebrou o silêncio que separava judeus de samaritanos ao lado do poço de Jacó, oferecendo Água viva (ELE mesmo) a uma samaritana. Também foi à casa da sogra do apóstolo Pedro para curá-la de uma grave enfermidade. Adiante, recebeu uma pobre mulher adúltera, humilhada e execrada pelos fariseus da época, que queriam apedrejá-la. JESUS a amou, perdoou e deu uma nova vida com ELE. Não tenho dúvida alguma de que Nosso SENHOR amava e ama as mulheres. Nem ninguém deve ter. Mas, por que, estando ELE rodeado de mulheres abençoadas, não escolheu nenhuma para fazer parte do Seu Ministério apostólico? Por que não lemos nenhuma mulher como apóstola, bispa, presbítera, pastora, sobre as igrejas cristãs primitivas? Por que a história registra a trajetória dos Pais Apostólicos dos primeiros séculos e não das mães apostólicas? Aliás, nem no princípio da Reforma Protestante tal função era aceita. A resposta é uma só: PORQUE O MINISTÉRIO PASTORAL FEMININO É CRIAÇÃO MODERNA, oriundo dos movimentos feministas mundanos, que adentraram no âmago de denominações religiosas protestantes, que não tinham nenhum compromisso com a Palavra de DEUS.

O próprio conselho do apóstolo Paulo para o irmão Timóteo, que era líder da igreja em Éfeso, traduz com perfeição o sentimento do Espírito Santo acerca da questão:

“Quero, pois, que os homens orem em todo o lugar, levantando mãos santas, sem ira nem contenda. Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia, não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos preciosos, mas (como convém a mulheres que fazem profissão de servir a Deus) com boas obras. A MULHER APRENDA EM SILÊNCIO, COM TODA A SUJEIÇÃO. NÃO PERMITO, PORÉM, QUE A MULHER ENSINE, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio” (1 Timóteo 2:8-12).

Agora, veremos o que o mesmo apóstolo escreveu para a igreja em Corinto:

“As vossas mulheres ESTEJAM CALADAS NAS IGREJAS; porque não lhes é permitido falar, MAS ESTEJAM SUJEITAS, como também ordena a lei. E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos, PORQUE É VERGONHOSO QUE AS MULHERES FALEM NA IGREJA. Porventura saiu dentre vós a Palavra de Deus? Ou veio ela somente para vós? Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo SÃO MANDAMENTOS DO SENHOR. Mas, se alguém ignora isto, que ignore” (1 Coríntios 14:34-38).

É claro que há orientações de Paulo para a igreja que foram meramente culturais, como o uso do véu. Mas a orientação para as mulheres permanecerem em silêncio nas igrejas, não. Paulo eleva tal conselho a Mandamento de DEUS, ou seja, universal e atemporal.

 

A principal função da mulher, delegada por DEUS, é a de se sujeitar. Essa estreita sujeição é reflexo do pecado original, ocasionado primeiramente pela mulher, como bem explicou Paulo: “Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão” (1 Timóteo 2:13-14). Há no mínimo 4 níveis de submissão que a mulher precisa cumprir para ser uma mulher de DEUS: 1) o primeiro e o mais importante é o da sujeição a DEUS. Esse nível de sujeição não é exclusivo às mulheres, mas a todos que desejam agradá-LO (Tiago 4:7); 2) o segundo, ao marido. A submissão da esposa ao marido é um lado fundamental na boa consolidação do casamento juntamente com o amor do marido por ela. Vemos em Efésios 5:22-24, 1 Timóteo 2:11; 1 Pedro 3:1-6; Tito 2:5; Colossenses 3:18). Ao contrário disso, é motivo de o marido repudiar a sua esposa, se a mesma for rixosa, briguenta (Provérbios 21:19; 25:24); 3) Ao pastor que a acompanha diariamente, doutrina e disciplina: Hebreus 13:17; 4) À autoridade secular (Romanos 13:1-5 e 1 Pedro 2:18).

 

Fazendo uma análise fria e imparcial no Novo Testamento, veremos que as mulheres exerciam dons espirituais (Atos 2:17-18; 21:9; 1 Coríntios 11:5); oravam e profetizavam (1 Coríntios 11: 5-13); estavam presentes em ocasiões importantes como a crucificação (João 19:25; Marcos 15:40-41), e ressurreição de Jesus (João 20:1,11-18), na espera para a vinda do Espírito (Atos 1:13-14), na perseguição (Atos 8:3); acompanhavam equipes ministeriais, como no caso de Jesus (Lucas 8:1-3; Mateus 27:55-56; Marcos 15:40-41); faziam parte de casais que ministravam juntos, como no caso de Priscila e Áquila (Atos 18.26, e Romanos 16.3,4), e Andrônico e Júnia; destacavam-se no ministério prático de servir e ajudar os necessitados (como no caso de Dorcas, Atos 12:37-39, Febe que servia à igreja de Cencréia, Romanos 16:1, e várias outras, como, no caso de Maria, que “muito trabalhou por vós”, v. 6); hospedavam a igreja em suas casas, como a mãe de Marcos (Atos 12:12), e Lídia (Atos 16:40). Mas não lemos nada sobre a ordenação pastoral feminina ou, independentemente disto, a mulher exercendo a função de líder sobre a igreja de JESUS. Tudo o que está acima relacionando é lícito e possível às mulheres fazerem, mas liderar, jamais.

 

No Antigo Testamento, mulheres foram usadas para abençoar o povo de Israel, mas também, em nenhum livro, O SENHOR DOS EXÉRCITOS delegou a elas a função de sacerdotisa. Inclusive, quando Moisés se deitou com uma mulher cusita e foi advertido duramente por sua irmã Miriã, DEUS desceu e repreendeu a esta e a Arão, colocando uma lepra sobre ela, deixando claro que não tolera a quebra da Sua hierarquia: “E disse: Ouvi agora as minhas palavras: se entre vós houver profeta, eu, o SENHOR, em visão a ele falarei com ele. Não é assim com o meu servo Moisés que é fiel em toda a minha casa. Boca a boca falo com ele, claramente e não por enigmas; pois ele vê a semelhança do SENHOR; por que, pois, não tivestes TEMOR de falar contra o meu servo, contra Moisés? Assim a ira do SENHOR contra eles se acendeu; e retirou-se. E a nuvem se retirou sobre a tenda; e eis que Miriã ficou leprosa como a neve; e olhou Arão para Miriã, e eis que estava leprosa” (Números 12:6-10).

 

Há vários argumentos e exposições, principalmente na Internet, de pessoas que defendem o contrário, que DEUS aprova a ordenação pastoral feminina, mas não encontraremos essa aprovação, por parte de DEUS, na Bíblia; nem nos sérios manuais que tratam da história e a vida da igreja, especialmente nos primeiros séculos.

 

No nosso dia a dia, encontramos várias “pastoras” ajudando, servindo, amando, socorrendo os necessitados e pregando mensagens lindas nos púlpitos, mas é preciso considerar que qualquer bondade que se faz, ignorando a hierarquia estabelecida pelo SENHOR DEUS, é abominável; não passam de meras manifestações e esforços humanos. Ímpios também realizam obras sociais e socorro ao próximo maravilhosos, porém, se não se converterem ao DEUS vivo, a Sua Palavra, não irão para o Céu.

 

Exatamente são dois os fatores que deixam muita gente em dúvida, se é lícito ou não o ministério pastoral feminino: primeiro, as inúmeras e indiscutíveis benfeitorias realizadas por muitas dessas mulheres, que se dizem de DEUS. Segundo, a quantidade delas existentes nos templos denominacionais.

 

Mas não nos deixemos enganar. DEUS não se impressiona com meras benfeitorias nem com quantitativo. NOSSO SENHOR observa se as vidas estão conforme a Sua Palavra e os Seus Mandamentos. O conselho que dou é: rejeite qualquer subordinação à mulher pastora. Fuja! É melhor perder a amizade aqui na terra (se isso, claro, acontecer) do que a salvação eterna, por compactuar com o erro alheio. Quando se tratar de liderança sobre a igreja de JESUS, somente homens. E observemos que nem todos que se dizem foram ordenados por DEUS. Há muitos falsos pastores, avarentos, espalhados pelo mundo. Os tempos atuais são muito difíceis para a verdadeira igreja. Heresias se espalharam de tal maneira, que estão a enganar uma multidão. É preciso orar muito e buscar a presença de DEUS, pedindo-LHE discernimento para não cair em nenhum tipo de engano.

 

Amo as mulheres. Vivo rodeado por muitas delas abençoadíssimas. Somos todos iguais aos olhos de DEUS, mas temos funções diferentes. Não posso me omitir de mostrar a verdade de JESUS, especialmente quando se trata de um tema tão polêmico. Mulher pastora? Só se for de ovelhas, animal, como era Raquel...

 

Que o SENHOR DEUS nos abençoe e nos revista mais e mais de sabedoria!

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

Como se relacionar com casais adúlteros?

12 de junho de 2018.

Essa é uma pergunta muito comum que muitos maridos e esposas, que se encontram em um deserto espiritual, fazem, especialmente quando possuem, na família ou no círculo de amigos, pessoas que estão vivendo em um relacionamento adúltero.

 

Ora, a vida do ser cristão precisa ser revestida de santidade, de bons frutos, de uma conduta exemplar. Porém, sabe-se que o mesmo vive em um mundo impregnado de pessoas que ainda não conhecem JESUS nem a Sua sã doutrina, inclusive, muitas destas, fazendo parte de um convívio mais íntimo. É preciso muita sabedoria vinda do alto para se relacionar com uma infinidade de pessoas, que ainda não conhecem a DEUS verdadeiramente, sem comprometer a santidade.

 

Neste humilde texto, pretendo mostrar algumas maneiras que podem conduzir um cristão a um viver agradável, especialmente entre pessoas de condição espiritual diferente, mundana, sem temor algum do SENHOR.

 

Olhemos para JESUS e encontraremos a forma correta de viver.

 

JESUS comeu com os pecadores sem ser influenciado por eles: “E aconteceu que, estando ele em casa sentado à mesa, chegaram muitos publicanos e pecadores e sentaram-se juntamente com Jesus e seus discípulos. E os fariseus, vendo isto, disseram aos seus discípulos: Por que come o vosso Mestre com os publicanos e pecadores? Jesus, porém, ouvindo, disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos, mas, sim, os doentes” (Mateus 9:10-12).

 

Nosso SENHOR JESUS veio ao mundo para alcançar os perdidos. Para isso, precisava ter algum tipo de contato, de aproximação, com eles. Se JESUS se isolasse, quantos deles teriam sido alcançado? É óbvio que, entre os pecadores, havia gente de toda espécie com todo tipo de vício e pecado, inclusive, pessoas adúlteras.

 

Não havia problema algum de JESUS estar em uma mesa se alimentando junto a pessoas pecadoras. Isso não comprometeria a natureza perfeita do Nosso SENHOR. O importante para o Filho de DEUS era influenciar aqueles que necessitavam DELE.

 

No Evangelho de João, temos uma outra situação. JESUS, cansado do caminho, sentado ao lado de um poço, puxando assunto com uma mulher samaritana. A condução de todo o diálogo se objetivava em apontar JESUS como centro de tudo. Em nenhum momento, vemos JESUS sendo distraído por alguma conversa paralela daquela mulher. Ao contrário, a partir de uma necessidade humana (beber água), o SENHOR transformou a conversa em um sentido espiritual (necessidade de tomar a Água viva, que é ELE mesmo). Aquela samaritana era uma pecadora, presa ao adultério. JESUS sabia tudo da vida dela. E foi penetrando de mansinho nos esconderijos interiores daquela mulher. Finalmente, ela se convencera de que com a Água que o SENHOR oferecera, ela não tornaria mais a sentir sede. A mulher quis provar dessa Água. Mas havia um grande obstáculo em sua vida que a impediria de herdar o Reino de DEUS: ela vivia com um homem, que não pertencia a ela. Assim como o jovem rico da parábola, que precisava abrir mão de tudo, distribuir com os pobres, se quisesse seguir a JESUS. “Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água para que não mais tenha sede e não venha aqui tirá-la. Disse-lhe Jesus: Vai, chama o teu marido e vem cá. A mulher respondeu e disse: Não tenho marido. Disse-lhe Jesus: disseste bem: Não tenho marido. Porque tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade” (João 4:15-18).

 

Duas hipóteses para JESUS ter afirmado àquela mulher que ela já tivera cinco maridos. A primeira: o casamento aquela época e conforme a condição religiosa da pessoa era muito diferente do que temos hoje. Dentro da comunidade religiosa samaritana antiga era comum haver muitos casamentos mistos de judeus, que permaneceram em Samaria (que não foram levados ao cativeiro), com pessoas pagãs. Isto era proibido pela Lei de Moisés.

 

Muitos desses casamentos não eram legítimos aos olhos de DEUS, mas uniões clandestinas, de homens que viviam viajando e onde chegavam temporariamente contraía falsas núpcias com as mulheres. Certamente, àquela mulher que conversara com JESUS foi uma dessas. O fato de JESUS afirmar que ela teve cinco maridos não significava que aqueles cinco teriam sido lícitos; muito menos aquele último que ela se encontrava envolvida. JESUS em nenhum momento atestou a licitude dos relacionamentos anteriores daquela mulher. Nem os cinco nem o sexto. Outro detalhe importante: as traduções para a língua portuguesa de termos como “casou”, “marido”, nem sempre corresponde, biblicamente, a coisa lícita. Por exemplo: algumas traduções bíblicas (subtítulos colocados por homens) afirmam que Davi casou com Bate-Seba; quando, na verdade, Davi era casado com Mical, ainda que estivesse separado da mesma, por ela se encontrar viva. A outra hipótese, e menos provável, era aquela samaritana ter contraído cinco casamentos lícitos e tido ficado viúva em todos. E, por ter muito se frustrado, devido à sequência de óbitos, envolveu-se em um relacionamento errado, com um homem que não pertencia a ela.

 

Enfim, aquela mulher samaritana não havia ainda nascido de novo, bebido da Água viva; não havia recebido o Espírito Santo de DEUS. O certo foi que JESUS mostrou que ela deveria se livrar daquele relacionamento errado se quisesse nascer de novo, segui-LO.

 

Qual o problema de nos relacionarmos com pessoas que vivem presas ao adultério? Nenhum. Errado seria não nos relacionarmos com elas. Os perdidos precisam dos salvos para conhecerem o Evangelho da salvação. O cristão se relaciona amigavelmente com qualquer pessoa de outra condição espiritual, desde que não se permita ser influenciado por ela. Tenho colegas, conhecidos, viciados em drogas, homicidas, prostitutos, idólatras, homossexuais, enfim, de muita natureza ruim. Procuro tratar bem a todos, respeitá-los, amá-los e, sobretudo, fazer a diferença na vida deles. Só não vou para celebrações de “casamentos” adúlteros. Isso, jamais. Não posso aplaudir, me emocionar, nem ser testemunha de algo que sei que é abominável aos olhos de DEUS. Como me abstenho de outras situações que possam comprometer a minha estrutura espiritual com DEUS.

 

Cada cristão deve conhecer o seu limite dentro de qualquer relacionamento; até onde ele pode ir e o que deve fazer, sem contaminar a sua fé. Não existe um manual para isso com regras estáticas. Qualquer casal adúltero que quiser ser meu amigo, será; desde que saiba que a minha fé bíblica não enxerga aquele relacionamento como lícito.

 

Mas se relacionar é preciso. Amar sem acepções mais ainda. E, vivendo como ensinou o irmão Paulo: “Todas as coisas me são permitidas, mas nem todas as coisas convém. Todas as coisas me são permitidas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma” (1 Coríntios 6:12).

 

No Amor de CRISTO,

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

O lado obscuro do casamento

19 de maio de 2018.

O casamento é uma instituição com vários lados, como uma casa com várias paredes. Mas há um lado que, apesar de muito comum, é extremamente obscuro, sombrio, doloroso.

 

Convivência conjugal alguma é válida quando, ao menos, uma das partes oprime, tortura, massacra e mata a outra. Não é pelo nome do casamento, não é pelo compromisso a uma aliança, ainda que seja a primeira de ambos, que um cônjuge terá que viver em “sagrado” inferno.

 

Acima do casamento está a PAZ. A palavra PAZ significa a presença de DEUS em nós. A manutenção da PAZ é mais importante que qualquer outra instituição, inclusive, da igreja. Casamento é satisfatório quando a PAZ é mantida na alma de ambos. É claro que desavenças, brigas, discussões ocorrem em qualquer convivência conjugal. Mas são coisas isoladas. Quando se tornam permanentes, há o extermínio da PAZ e essa convivência precisa ser interrompida o mais rápido possível.

 

Observe os versículos a seguir: “Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens” (Romanos 12:18); “Aparte-se do mal e faça o bem; busque a paz e siga-a” (1 Pedro 3:11); “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14); “Mas se o marido descrente quiser se apartar, aparte-se. Neste caso o irmão ou a irmã não estará sujeito à servidão. Deus nos chamou para a paz” (1 Coríntios 7:15).

 

Há maridos (e eu quero falar especificamente deles), que se dizem cristãos apenas porque frequentam um templo denominacional, mas que são verdadeiros instrumentos de tortura, de massacre, de dor e de sofrimento na vida de suas esposas. O curioso é que o caráter mau desses maridos só é revelado depois de alguns meses ou anos de convivência conjugal. São frios, manipuladores, ameaçadores. Imprimem tortura psicológica, possuem crises de ciúmes, impedem que as mesmas cresçam, estudem, trabalhem, e sejam colaboradoras financeiras do lar. Como sempre digo e escrevo: UMA COISA É FREQUENTAR TEMPLO DENOMINACIONAL; OUTRA, BEM DIFERENTE, É SER TEMPLO E MORADA DO ESPÍRITO SANTO.

 

As mulheres judias no tempo do Antigo Testamento não tinham opção de escolha dos maridos. Elas eram oferecidas pelos pais como produtos de pagamento de dote. Ainda que estivessem acostumadas a isso, tal prática não lhes permitia desfrutar do verdadeiro AMOR que nasce das relações naturais. Essas mulheres antigas também sofriam muita humilhação pelas mãos dos seus maridos. Eles se faziam donos delas, como produto que se compra em algum supermercado, ou algum animal que pega para criar. Os maridos, assim como os de hoje, sem temor nenhum a DEUS, desejam manipular suas esposas como se elas fossem suas marionetes.

 

DEUS, através de Sua Palavra perfeita, fala, sim, que os corpos dos cônjuges são propriedades um do outro. Fala também que as esposas devem se submeter em tudo aos seus maridos como ao SENHOR. Mas, em nada disso, há a prerrogativa para que os maridos as maltratem, subjuguem e humilhem. Todo vínculo de propriedade e de submissão, respaldado em DEUS, é fundamentado no AMOR, no respeito e no bom tratamento.

 

É doloroso, em algum momento do casamento, a esposa ter que olhar nos olhos daquele a quem ela acreditou que a faria feliz para o resto da vida, e dizer que não o ama mais, que vai embora de casa (talvez voltar para a casa dos pais). Porque onde existe opressão, o amor do casal sucumbe, esfria, desaparece. É preferível a separação do que se ver, adiante, mergulhada na mais profunda loucura. Alguns, quando percebem que o reinado da opressão vai desabar, fingem cenas de arrependimento, como último recurso de manter a mulher sob os seus domínios.

 

A cada 2 minutos, no Brasil, uma mulher é agredida. O maior volume dessas agressões vem de dentro de casa, da parte dos seus maridos. Pior que uma agressão física é a dor da traição, da covardia que os maridos estabelecem sobre elas. A recuperação moral, emocional e psicológica dessas mulheres leva muito tempo. Algumas até nem se recuperam: passam o resto da vida sob os olhares dos fantasmas do sofrimento.

 

Falta DEUS na vida desses maridos. Falta conversão verdadeira. Falta caráter e tudo mais que contribua para que se tornem homens de verdade. Uma mulher não é qualquer coisa; e se tratando de esposa, mais especial se torna. Mulher é parte da carne do homem. Quem a faz sofrer, agride a própria carne. A Bíblia a chama de “vaso frágil” para que o homem a cuide com carinho e cuidado e não para atirá-lo contra a parede.

 

Oro a DEUS para que esses monstros maridos se revelem cada vez mais e suas esposas sigam o caminho da PAZ: o caminho de viver em plena dedicação para o reino celestial.

 

Defendo o casamento, mas o casamento sadio, onde a PAZ resplandeça nos corações dos cônjuges e, na família, brilhe a presença do Espírito Santo. Porque DEUS nos chamou para a PAZ!

 

No Amor de DEUS,

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

O pastor e a sua trajetória

17 de dezembro de 2017.

Leio com bastante tristeza a notícia de que dois pastores da Assembleia de Deus se suicidaram somente esta semana no Brasil. Não pretendo, com isso, analisar aqui o assunto da depressão em si nem julgar os atos cometidos pelas duas lideranças religiosas; mas refletir sobre o fardo pesadíssimo que tem recaído sobre a vida de muitos pastores evangélicos no país.

Curiosamente, este texto em questão vem preencher um vazio, em nosso Ministério de restauração familiar, de longos meses sem que uma publicação sequer viesse à tona, exatamente pelo desânimo que a ingratidão do caminho pastoral suscita.

A trajetória de um pastor cristão é muito parecida com a de Moisés no Antigo Testamento. Ele é chamado diretamente por DEUS para ser o libertador de um povo que vive em opressão, estado de escravidão, no mundo (nesse caso, o Egito de nossos dias). Curiosamente, o apóstolo Paulo, muitos séculos depois, ao iniciar a Carta que escrevera aos irmãos na Galácia, fizera questão de afirmar que fora apóstolo, não da parte de homens algum, mas o seu chamado se dera por meio único e exclusivo de JESUS CRISTO, que havia ressuscitado entre os mortos (Gálatas 1:1). A princípio, esse pastor não se sente preparado para a missão, mas é o SENHOR DEUS quem toma a frente e usa de Sua autoridade para afirmar que é ELE quem o capacita, assim como fez com Moisés: “Então disse Moisés ao SENHOR: Ah, meu Senhor! Eu não sou homem eloquente, nem de ontem nem de anteontem, nem ainda desde que tens falado ao teu servo; porque sou pesado de boca e pesado de língua. E disse-lhe o SENHOR: Quem fez a boca do homem? Ou quem fez o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego? Não sou eu, o SENHOR? Vai, pois, agora, e eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar” (Êxodo 4:10-12).

E o homem, meio que sem entender bem, meio que sem muita vontade, vai cumprir a determinação do Seu DEUS. E o SENHOR não o chama somente para ser o instrumento libertador, mas também o discipulador e a companhia certa e diária pelos desertos da vida. Todo pastor, verdadeiramente levantado por DEUS, tem um testemunho do seu chamado. É algo maravilhoso, sobrenatural, edificante, somente visto na perspectiva do milagre. DEUS o chama na avenida diante de um sol escaldante, nas ruas, praças, nas praias, enfim, nos lugares mais incomuns que se possa existir. E a primeira providência do SENHOR DEUS sobre a vida do Seu chamado é tirá-lo do serviço secular, assim como fez com todos os apóstolos de JESUS CRISTO. Os que eram pescadores de peixes passaram a ser de almas; os que viviam a cobrar impostos e explorar a sociedade, passaram a trabalhar com misericórdia para o bem e o alívio dessa mesma população; o que era médico se transformou em um instrumento do Espírito Santo para realizar curas sobrenaturais, milagres. Porque DEUS exige tempo e dedicação exclusivos para todo aquele que vai trabalhar para o serviço do Reino DELE. E esse mesmo homem deve ser respaldado materialmente por aqueles a quem ele irá cuidar, ensinar, doutrinar, apascentar. Nisso, enxerga-se o exercício da voluntariedade, reconhecimento, amor e gratidão entre os irmãos em relação ao seu líder. Ao menos, na teoria e nos princípios bíblicos deveria ser assim.

Ser pastor e muito mais ter um pastor levantado por DEUS é um grande privilégio. É através do pastor que DEUS capacita e aperfeiçoa a igreja, como foi bem descrito por Paulo à igreja em Éfeso: “E Ele (JESUS) mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; até que cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que, com astúcia, enganam fraudulosamente” (Efésios 4:11-14). Um pastor representa também uma cobertura espiritual em oração para todos aqueles que se submetem a ele: “Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil” (Hebreus 13:17). Ser e ter um pastor, portanto, é uma bênção de DEUS.

Mas o povo de Israel não entendeu isso. As suas mentes estavam voltadas para o Egito. Também, achavam eles que com Moisés ao lado, nenhuma adversidade lhes sobreviria. Talvez enxergassem Moisés como homem perfeito, que não errasse jamais; e que, por isso, não deveriam se submeter às instruções dele (que na verdade eram instruções de DEUS para aquele povo). A frequente expressão  usada pelo SENHOR DEUS “diga ao povo”  vista, especialmente, no livro do Êxodo, demonstra o quanto DEUS usava Moisés, como instrumento DELE, para dar as instruções aos israelitas. Mas, por não reconhecer a autoridade de Moisés sobre a vida deles, que aquela multidão sempre optava pelo estado da desobediência, rebeldia, com o coração sempre voltado para o passado, para o Egito.

Imagino e vejo o quanto o relacionamento de Moisés nos 40 anos que passou com aquelas várias gerações de israelitas nos desertos fora conflitante, muito carregado espiritualmente, tenso, pesado demais; o que causava esgotamento emocional por parte do líder, que simplesmente abandonara tudo para seguir a missão que o SENHOR havia lhe dado. Moisés orientava e o povo comumente desobedecia. Então Moisés clamava a DEUS; e o SENHOR consolava o seu coração. É notório e é sabido que aquele líder que falava face a face com o SENHOR e a quem DEUS dera as tábuas dos Mandamentos Sagrados era homem falho, pecador, limitado. A Bíblia relata também esse lado triste, sombrio, amargo, dos grandes homens levantados por DEUS. Em Números 12, por causa de uma mulher cusita (que não era a sua esposa Zípora), na tenda, diante de seus irmãos de sangue, Moisés caiu horrivelmente em pecado. E ambos falaram mal dele. Creio que disseram barbaridades e até o amaldiçoaram porque assistiram ao pecado do líder. “Então o SENHOR desceu na coluna de nuvem, e se pôs a porta da tenda; depois chamou a Arão e a Miriã e ambos saíram. (...) Boca a boca falo com ele, claramente e não por enigmas; pois ele vê a semelhança do SENHOR; porque, pois, não tivestes temor de falar contra o meu servo, contra Moisés? Assim a ira do SENHOR contra eles se acendeu; e retirou-se” (Números 12: 5 e 8-9). O SENHOR quis mostrar para Miriã e para Arão, assim também para todo o povo, que ali havia uma hierarquia estabelecida por ELE e que ela deveria ser respeitada. O único que deveria corrigir e advertir Moisés sobre seus erros e pecados seria o SENHOR; não mais ninguém. Quando alguém sai de sua posição e tenta atirar pedras contra um ungido de DEUS, isso desperta a ira do SENHOR. A função das pessoas cristãs, mesmo diante de um pecado gravíssimo como fora o de Moisés, não é a de atirar pedras, promover fofocas e revoltas, espalhar o ódio e a dúvida nos corações, mas orar, estender as mãos, assim como o pastor faz com todos aqueles que caem diante dele.

 

Moisés, esgotado psicologicamente, completamente esvaído, por conta da ingratidão e desobediência, pede para o SENHOR matá-lo: “Então Moisés ouviu chorar o povo pelas suas famílias, cada qual à porta de sua tenda; e a ira do SENHOR grandemente se acendeu, e pareceu mal aos olhos de Moisés. E disse Moisés ao SENHOR: Por que fizeste mal ao teu servo, e por que não achei graça aos teus olhos, visto que puseste sobre mim o cargo de todo este povo? Concebi eu porventura todo este povo? Dei-o eu à luz? para que me dissesses: leva-o ao teu colo, como a ama leva a criança que mama, à terra que juraste a seus pais? De onde teria eu carne para dar a todo este povo? Porquanto contra mim choram, dizendo: Dá-nos carne a comer. Eu não posso levar a todo este povo, porque muito pesado é para mim. E, se assim fazes comigo, MATA-ME, peço-te, se tenho achado graça aos teus olhos, e não me deixes ver o mal” (Números 11:10-15).

 

Mesmo não suportando mais tamanha carga, Moisés não atentou contra a sua própria vida. Ele era homem de DEUS e tinha o Espírito do SENHOR sobre ele. Ele, ao contrário de cometer suicídio, pediu para DEUS tirar a vida dele, demonstrando, diante de tamanha angústia e decepção, que tinha temor ao SENHOR.

 

Não é fácil ser líder de igreja (de pessoas), especialmente nos tempos atuais. Parece que, desde o tempo de Moisés para cá, a ingratidão no coração das pessoas só fez crescer. Muitas veem o seu pastor como o seu empregado super-herói. E quando não conseguem logo o que desejam, abandonam-no, desprezam-no, como um objeto descartável que é deixado em qualquer esquina; e vão em busca de outros que os atendam. Se DEUS, de fato, tem uma lista de pessoas ingratas, desde o tempo de Moisés, essa lista está enorme.

 

A vida pastoral, ministerial, é uma das árduas que existem no mundo. E é por isso também que ela fora delegada por DEUS apenas para homens e não para mulheres. Com todo respeito e carinho, mas mulheres que adentram nesse caminho de ministério pastoral estão completamente perdidas. Sempre digo que JESUS estava rodeado de mulheres abençoados e tinha grande amor por todas elas. Mas, JESUS não convocou nenhuma delas para ser apóstola. O único argumento que as mulheres usam para justificar o ministério pastoral delas é o caso de Raquel. Mas Raquel não era pastora espiritual de pessoas, mas de bichos. Todos os livros da Bíblia foram escritos por homens, até mesmo o de Rute e o de Ester. No livro de Atos, quando tiveram que resolver a questão das viúvas, estabeleceram “sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria” (Atos 6:3). Outro detalhe: eu não chamo a vida pastoral de profissão. Não a vejo assim à luz da Bíblia, mas como missão e chamado. Assim como não vejo a igreja como uma instituição com CNPJ, uma organização jurídica secular, mas como o Corpo Vivo de CRISTO, estabelecido na terra pelo próprio JESUS.

 

Conheço centenas de jovens (sexo masculino), entre 15 a 18 anos (e até um pouco mais) que sonham em ser pastores. A primeira coisa que digo para eles é que esperem pacientemente para ver se serão mesmo chamados pelo SENHOR (não por homens nem pela mera condição de se submeterem a um curso de Teologia), para não recaírem em uma ilusão perdida, que poderá custar-lhes a vida. Não adianta homens verem qualidades pastorais nos outros, se DEUS assim não vê.

 

Por fim, ser pastor, sem exagero algum, é não ter amigos fiéis e compreensíveis; é não ter hora para dormir nem para se alimentar; é estar sempre com um sorriso no rosto, embora o coração esteja carregado de lágrimas; é ter costas de ferro para suportar tamanhas pedradas que atiram contra ela; e estar pronto para ser abandonado a qualquer momento, e, ainda assim, andar solitariamente pela estrada da vida, sempre pronto a servir e a abraçar quem lhe apareça pela frente...

 

Em CRISTO,

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

Igreja x Templo

10 de setembro de 2017.

É lamentável (mas ao mesmo tempo compreensível) que as lideranças religiosas de hoje cauterizem nas pessoas o esdrúxulo ensinamento de relacionar o termo igreja a templo ou denominação. Essa correlação herética é produto da cultura religiosa que se perpetua nas mentes e corações durante muito tempo.

 

Defronte de quase todos os templos há uma placa erguida informando que aquilo lá se trata de uma igreja: IGREJA ASSEMBLEIA DE DEUS, IGREJA BATISTA, IGREJA PRESBITERIANA, igreja com os mais diversos nomes e invencionices...

 

Entender a igreja como um prédio denominacional não é uma compreensão neotestamentária. Portanto, na Graça de DEUS, expressões do tipo: “Ir à igreja”, “Fulano saiu da igreja”, “Beltrano se desviou da igreja”, são totalmente heréticas e desprezíveis. Tais expressões são maneiras criadas por homens para persuadir, manipular e alienar as pessoas dentro de um determinado segmento religioso (que se auto intitula a igreja de CRISTO aqui na terra).

 

No Antigo Testamento, houve a orientação, dada por DEUS, para a construção de tendas, tabernáculos e até mesmo de um templo (prédio) que era chamado “Casa do SENHOR”: “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do SENHOR” (Salmos 122:1). São inúmeros os versículos, no A.T, que se reportam ao templo como Casa e habitação de DEUS. Naquele tempo antigo, o templo era lugar primordialmente de oração e também era onde o sacerdote, uma vez por ano, expiava os pecados do povo por meio do sacrifício de animal sem defeito algum. Havia uma necessidade e uma finalidade específica. Portanto, tudo o que se lê, nas Escrituras Antigas, sobre templo, casa, morada e habitação de DEUS, refere-se a um templo específico, vinculado a uma época específica. Mas, toda essa ideia morre, desaparece, quando JESUS vem ao mundo, morre numa cruz (como expiação dos pecados de todo aquele que NELE crê), ressuscita e cria a verdadeira igreja através DELE mesmo e com o cumprimento da missão de evangelização dos apóstolos.

 

Igreja passa a ser o corpo e o coração do indivíduo que crê em JESUS e persevera em Sua santa Palavra. O ser humano passa a ser o templo e a morada do Espírito Santo: “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, QUE SOIS VÓS, é santo” (1 Coríntios 3:16-17); “Mas Cristo, como Filho, sobre a sua própria casa, A QUAL CASA SOMOS NÓS, se tão somente conservarmos firme a confiança e a glória da esperança até o fim” (Hebreus 3:6); “Vós também, COMO PEDRAS VIVAS, sois edificados CASA ESPIRITUAL e sacerdote santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo” (1 Pedro 2:5).

 

Somente DEUS, por meio de JESUS, faz de uma criatura filho Seu. Conversão (sofrer uma transformação interior radical) é algo de dentro para fora e não uma atitude meramente exteriorizada. Templo (prédio) denominacional algum, por melhor que pareça, não transforma nem salva ninguém. Os teólogos atuais (com raríssimas exceções), com sua educação e formação altamente religiosa, tendem a distorcer os conceitos bíblicos (adaptando-os para os nossos dias) com a finalidade de preencher prédios e angariar dinheiro por meio da persuasão dos dízimos e ofertas. E, para isso, usam de tortura psicológica, especialmente com aqueles doentes, necessitados ou que resistem à ideia de frequentar uma dessas denominações.

 

A igreja universal de Deus não é nenhum prédio denominacional, lugar, empresa instituída, mas consiste naqueles que têm relacionamento íntimo com Deus e que, por meio do Seu Espírito, nasceram de novo. A ideia de congregar em algum desses templos também morre no tempo da Graça. NÃO HÁ NECESSIDADE ALGUMA MAIS DA MANUTENÇÃO DE ALGUM TEMPLO (PRÉDIO), VISTO QUE JESUS JÁ EXPIOU OS PECADOS DA SANTA IGREJA (PESSOAS) ATRAVÉS DE SUA MORTE. O dinheiro, agora arrecadado pela igreja, destina-se para o socorro e o sustento dos necessitados, segundo se lê em 2 Coríntios 9:6-9.

 

A igreja cristã primitiva não possuía templos, não só porque não havia naquele tempo (tempo de perseguição aos cristãos), mas principalmente, porque o seu maior discipulador, o apóstolo Paulo, afirmava que “o Deus que fez o mundo e tudo o que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, NÃO HABITA EM TEMPLOS FEITOS POR MÃOS DE HOMENS” (Atos 17:24), atestando o que antes fora dito por Estêvão, também pelo Espírito do SENHOR em Atos 7:48. É preciso observar que tal advertência e ensino não se prendiam a um local específico nem a algum templo específico, mas a todos (termo templo usado no plural).

 

A questão então passa a ser: onde devo congregar, me reunir com os irmãos da fé? A resposta parece óbvia: Nunca em templos erguidos por mãos de homens. Assim como no tempo de Paulo, a igreja cristã se reunia nas casas, lugar de comunhão profunda: “Saudai também a igreja que está em sua casa” (Romanos 16:5). A igreja (pessoas) que se reunia nas casas, em diversas cidades, é o que chamamos hoje de a igreja local. Ela é de muitíssima importância para o fortalecimento espiritual e o exercício do amor de Deus entre os irmãos. A congregação dos justos do Salmo 1:5 no tempo da Graça é a casa onde a igreja se reúne, e não o prédio, a denominação. Sair do meio dos apóstolos (1 João 2:9) (e o contexto se refere ao anticristo) significa não fazer parte deles, da igreja, do corpo de CRISTO na terra, nada tendo a ver em não fazer parte da denominação A ou B. Ir ou estar em CRISTO é buscá-LO espiritualmente e verdadeiramente, com toda alma e coração contrito e humilhado. Ir ou estar em CRISTO não se refere a ir ou estar em determinada denominação.

 

Oremos para que existam cada vez menos pessoas que se convertem a um determinado sistema religioso e mais pessoas que sejam convertidas pelo Espírito Santo; menos pessoas frequentadoras de templo, vivendo exteriormente; e mais pessoas transformadas em igreja verdadeira do SENHOR.

 

Que o SENHOR tenha misericórdia!!

 

No Amor de DEUS,

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

Por que os casamentos fracassam?

25 de fevereiro de 2017.

“Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência, proibindo o casamento e ordenando a abstinência dos alimentos que Deus criou para os fiéis e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças” (1 Timóteo 4:2-3).

 

Desde a sua criação inicial, o homem (no sentido geral do termo) possui uma natureza relacional. DEUS o fez no meio das mais diferentes espécies de animais e, depois, criou a mulher da sua carne e dos seus ossos e a colocou em seu convívio (Gênesis 2:18-24). Assim teve origem o primeiro casamento.

 

Através da relação sexual, o mundo foi se povoando, as pessoas cada vez mais dadas ao relacionamento, de modo que não conseguiam mais viver sozinhas. É importante observar que o primeiro casamento fora estabelecido entre pessoas limpas, livres do pecado, como sinônimo da pureza e da perfeição do seu Criador (A igreja cristã, lavada e remida no Sangue de JESUS, encaixa-se perfeitamente nessa fase). Mas depois veio o pecado e, com ele, novos casamentos, desta feita, pecaminosos, formados por casais imperfeitos, entregues ao pecado que, pouco a pouco, adulteraram o projeto inicial de casamento criado pelo SENHOR.

 

No texto acima, o apóstolo Paulo faz uma revelação surpreendente ao irmão em CRISTO e líder da igreja primitiva Timóteo: DEUS CRIOU O CASAMENTO (ASSIM COMO TAMBÉM O JEJUM) EXCLUSIVAMENTE PARA OS FIÉIS E PARA OS QUE CONHECEM A VERDADE.

 

O diabo, astucioso como sempre foi, apropriou-se daquilo que DEUS criou para levar sofrimento, dor, angústia, ao coração daqueles que estariam aprisionados ao pecado. O desconfigurado casamento pincelado pelo diabo deixa os cônjuges livres para viverem de forma independente, para fazerem o que querem. O casamento projetado por DEUS é impregnado de deveres tanto para os maridos quanto para as esposas; é um casamento em que os casais não ficam soltos, mas presos à doutrina do SENHOR. DEUS passou a ser testemunha principal dessa aliança entre um homem e uma mulher solteiros, mas também quer se fazer presente continuamente no cotidiano desse casal pela obediência a Sua Palavra.

 

Se formos verificar a condição dos casamentos desde a evolução da humanidade, observaremos que todos, sem exceção, foram afetados pelo egoísmo, infidelidade, desamor humanos, rebeldia, desobediência e outros tipos de pecados. O modelo de casamento no Antigo Testamento não pode ser referência para nenhum cristão em nossos dias. Desde o princípio, o SENHOR proibiu, por exemplo, os hebreus de contraírem casamento com mulheres estrangeiras, pois correriam o risco de se desviarem os Mandamentos do SENHOR: “E o SENHOR teu Deus as tiver dado diante de ti para as ferir, totalmente as destruirás; NÃO FARÁS COM ELAS ALIANÇA, nem terás piedade delas. NEM TE APARENTARÁS COM ELAS; NÃO DARÁS TUAS FILHAS A SEUS FILHOS; E NÃO TOMARÁS SUAS FILHAS PARA TEUS FILHOS; pois fariam desviar teus filhos de mim, para que servissem a outros deuses; e a ira do SENHOR se acenderia contra vós e depressa vos consumiria” (Deuteronômio 7:2-4). Mas os hebreus logo desobedeceram ao SENHOR e procuraram fazer da maneira deles.

 

Até os considerados grandes homens de DEUS também foram muito afetados por um modelo de casamento que fora desconfigurado pelo diabo: Abraão casou-se com Sara, sua irmã, que também passou a ser a sua esposa. Esse casamento sofreu uma interferência pecaminosa de uma terceira pessoa, que se deitou com o patriarca. O casamento de Moisés, aquele que falava face a face com DEUS, com Zípora fora interrompido pela intromissão do pai dela. Adiante, e ainda casado, Moisés teve relação sexual com uma outra mulher. Davi tivera um casamento inicial com Mical arrumado pelas mãos do pai dela, um rei perverso aos olhos de DEUS, cujo Espírito do SENHOR já havia se afastado dele. Casado, o homem que tivera um coração segundo o coração de DEUS ordenou que uma mulher casada tivesse relação adúltera com ele. Os israelitas, quando voltaram do cativeiro babilônico, a primeira atitude que tiveram foi abandonar as suas esposas lícitas para se juntarem com mulheres estrangeiras, o que despertou a ira do SENHOR contra eles.

 

Com o advento do CRISTO à terra, o casamento passou a ser reavaliado, reconsiderado, por JESUS e os apóstolos. JESUS trouxe a memória dos fariseus e escribas o modelo de casamento criado por DEUS e que este só poderia ser desfeito na morte: “E disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne? ASSIM NÃO SÃO MAIS DOIS, MAS UMA SÓ CARNE. PORTANTO, O QUE DEUS AJUNTOU NÃO SEPARE O HOMEM” (Mateus 19:5-6); assim como o ensinamento que todo aquele, após uma separação, que se casa novamente comete adultério (Lucas 16:18; Romanos 7:2-3). Aliás, JESUS disse que bastaria ao homem casado cobiçar outra mulher que, no coração, já se tornaria adúltero (Mateus 5:28). Ao final do debate com os fariseus, era óbvio que os discípulos do SENHOR, conhecedores da responsabilidade e importância do casamento, chegassem à conclusão de que não deveriam se casar (Mateus 19:10).

 

O apóstolo Paulo foi muito zeloso com a condição espiritual das pessoas solteiras no meio da igreja, exortando-as, inclusive, a não se casarem (salvo para fugirem da prostituição) (1 Coríntios 7:1-2 e 8 e 9). Eu diria também que ele fora o maior conselheiro e doutrinador dos primeiros irmãos. Aos solteiros e aos viúvos, aconselhou que permanecessem assim, sozinhos, sem casamento (1 Coríntios 7:8). Aos casados, pediu que não se separassem e que, se isso ocorresse, procurassem uma reconciliação (1 Coríntios 7:10-11). Aos cristãos que estivessem sendo ameaçados de separação pelos cônjuges ímpios, que aceitassem a separação (sem, no entanto, incentivá-los a um novo casamento) (1 Coríntios 7:15). A maior preocupação dele era com o estado espiritual dos irmãos, com a salvação de todos eles. O casamento, no tempo do apóstolo, já estava muito conturbado, diferente e distante daquilo que DEUS sonhou para os Seus filhos. Paulo sabia que um mau casamento poderia naufragar as esperanças de um cristão caminhar para o Céu, em busca da salvação espiritual. O inverso disso também seria a expressão da verdade: um bom casamento seria para louvor e graça ao Santo Nome do SENHOR e para a salvação do casal (Paulo chegou ao ponto de afirmar à igreja em Éfeso que maridos santos apresentariam as suas esposas santas a JESUS no Grande Dia – Efésios 5:25-28, com destaque para o versículo 27).

 

Do quinto século para os dias atuais, o casamento sofreu uma ação devastadora do diabo e uma deformação preocupante. O zelo de JESUS e dos apóstolos (até os Pais da Igreja) fora completamente deixado para trás; o casamento deixou de ser uma ALIANÇA DE SANGUE para se tornar um contrato entre um homem e uma mulher. Alianças somente são desfeitas pela morte de um dos cônjuges; contratos são desfeitos por divórcios. Enquanto a doutrina bíblica da dissolubilidade do casamento apenas na morte era propagada entre as famílias e valorizada como elemento crucial na educação dos filhos, o casamento se manteve de pé, mesmo entre aqueles que ainda não haviam nascidos de novo. Daí, a geração dos nossos avós e bisavós registrar casamentos que duraram 60, 70 e até 80 anos. Com o advento das ideias heréticas de Erasmo de Roterdã sobre casamento no século XVI e a assimilação dessas ideias por parte dos Reformadores Protestantes, a natureza original, divina, do casamento naufragou totalmente. O que se vê hoje nos casamentos é apenas uma supervalorização da formalidade em detrimento da essência dele em si. A forma é supervalorizada (a celebração no templo, o vestido de noiva, a festa, os convidados); e a essência (doutrina, deveres), esquecida. Justifica-se essa verdade pelo grande anseio das pessoas pelo casamento formal, incentivadas pelas lideranças religiosas, como também o aumento preocupante do número de separações, divórcios e novos casamentos no mundo. Só nos anos 90, nos Estados Unidos, quase 3 mil crianças nasceram diariamente em lares de pais separados.

 

Nos dias atuais e nas gerações futuras, todos os ímpios ou religiosos, que se derem em casamento, terão que lidar também com a altíssima probabilidade da separação e do divórcio entre eles. As pessoas, no geral, ainda se dão em casamento ou por paixão, ou por amor-sentimento, ou por empolgação, ou porque entendem que chegou a hora de deixarem a vida de solteiros (quase nunca alicerçadas na Palavra e com o ensino sobre casamento projetados em seu coração). E quando se casam, geralmente, estão com a mente corrompida e o copo contaminado pelo pecado da prostituição. Outro erro: muitas pessoas entendem, erroneamente, que o templo o qual frequentam é a casa de DEUS e que o novo nascimento, a conversão se dá quando “aceitam JESUS” e passam a fazer parte de um sistema religioso denominacional. Os números de separação e do divórcio no meio daquela que chamam de igreja de CRISTO estão equiparados aos números mundanos. As traições conjugais masculinas e femininas e a insubmissão das esposas atestam esses altos índices entre os que se dizem cristãos.

 

Novo nascimento, diferentemente do que ensinam nos templos, é uma radical mudança no caráter de um homem e de uma mulher realizada pelo Espírito Santo e por meio do arrependimento profundo deles. O nascido de novo é aquele que busca conhecer a doutrina de CRISTO e produz frutos de Justiça e de santidade a partir desse conhecimento. JESUS nunca vinculou a experiência espiritual do homem com DEUS a nenhum sistema religioso denominacional. Por isso, muitas são as pessoas que se rotulam cristãs hoje em dia, sem nunca terem nascido verdadeiramente de novo. E isso interfere diretamente na qualidade dos casamentos cristãos que se vê atualmente. Muitos são piores que os das pessoas taxadas como mundanas.

 

Depois de terem o casamento destruído, cabem as pessoas genuinamente cristãs, nascidas de novo, desejarem a restauração de suas famílias, com a orientação, na Palavra, por meio de um pastor capacitado pelo SENHOR. Mas o casamento só será agradável a DEUS, quando, tanto a esposa como o marido, tiverem sido transformados no deserto que atravessaram separados. Não adianta uma nova oportunidade para a convivência conjugal sem ter havido essa transformação e ambos forem fiéis a DEUS de verdade (não a um templo denominacional nem a um sistema religioso, mas a DEUS).

 

Como disse bem no princípio deste texto, há deveres para maridos e esposas estabelecidos pelo SENHOR. Sem a presença do Espírito Santo, qualquer tentativa de cumprimento desses deveres vai se transformar em um fardo pesadíssimo tanto para o homem como para a mulher. Daí, o Espírito Santo ser a presença mais importante no perfeito andamento do casamento. Daí também agora compreendermos porque DEUS criou o casamento exclusivamente para os fiéis, para a igreja, para a realidade espiritual e humana daqueles que O amam de verdade e procuram guardar os Seus Mandamentos. Enquanto os ímpios se derem em casamento, mais o quadro do matrimônio será triste de se ver.

 

Que o SENHOR DEUS, antes de testemunhar casamentos e antes de restaurar famílias, esteja convertendo vidas para louvor exclusivo do Seu Santo Nome!

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”; “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

Dízimos e ofertas no tempo da Graça

02 de fevereiro de 2017.

“E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós” (1 Coríntios 11:19).

 

É muito triste ver a proliferação de heresias espalhadas no meio religioso, que se diz de CRISTO. Fruto da ignorância ou da maldade extrema? Quero acreditar que seja por causa da falta de conhecimento, de um exame responsável e profundo em relação à Palavra de DEUS.

 

O tema dízimos e ofertas ocupa um lugar de destaque no hall dessas heresias. Versículos e mais versículos, totalmente fora da exegese bíblica, são lançados microfones a fora e adentrado nos ouvidos e nos corações dos incautos ouvintes.

 

Vejamos alguns deles:

 

“Ao que distribui mais se lhe acrescenta, e ao que retém mais do que é justo, é para a sua perda. A alma generosa prosperará e aquele que atende também será atendido” (Provérbios 11:24-25);

 

“E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; o que semeia em abundância, em abundância ceifará” (2 Coríntios 9:6);

 

“Do SENHOR é a terra e a sua plenitude, e o mundo e aqueles que nele habitam” (Salmo 24:1).

 

E o mais escandaloso deles:

 

“Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes” (Malaquias 3:10).

 

A maioria das lideranças religiosas reconhece que um texto usado fora do seu contexto, da exegese bíblica, é produto da irresponsabilidade humana, mas, mesmo assim, essas lideranças continuam agindo dessa forma.

 

A pergunta, então, faz-se mais que cabível: QUAL DOS VERSÍCULOS ACIMA, COM EXCEÇÃO DO ÚLTIMO, TEM A VER, DIRETA OU INDIRETAMENTE, COM O TEMA DÍZIMOS E OFERTAS? Nenhum! E por que o uso do versículo transcrito pelo Profeta Malaquias, que se refere ao tema, contém a heresia mais escandalosa? Ao final do texto, encontraremos a resposta.

 

Vamos à devida e responsável explicação sobre o tema DÍZIMO na época da Graça. Antes, gostaria de repassar aos amados leitores e irmãos em CRISTO dois conceitos, na área da Linguística, que nos serão fundamentais:

 

SOFISMA: Argumento ou raciocínio concebido com o objetivo de produzir ilusão da verdade, deliberadamente enganosa.

 

PERSUASÃO: Persuadir alguém é fazer com que as pessoas acreditem ou aceitem determinada ideia. Para isso, quem persuade o faz utilizando argumentos aparentemente corretos.

 

O exagero e o nível de irresponsabilidade humana são tantos, quando o assunto é dízimo, que até já li sobre a existência de um “Banco no Céu” para as pessoas depositarem os seus dízimos. Nem de forma ilustrativa ou figurativa essa expressão deveria ser repassada. Não existe “Banco no Céu” nem na terra, criado e estabelecido pelo SENHOR para as pessoas depositarem os seus dízimos. O que existem, na verdade, são contas bancárias para sustento das instituições religiosas e de homens, levantados e não levantados por DEUS, não necessitados e verdadeiramente necessitados da ajuda financeira dos irmãos.

 

Os homens verdadeiramente necessitados, levantados por DEUS para uma missão celestial aqui na terra e dependentes exclusivamente DELE, NÃO PEDEM DINHEIRO A NINGUÉM; o coração deles não anda perturbado, inquieto, ansioso ou preocupado com o amanhã e as contas que estão para vencer (leia Mateus 6:31-34). Eles vivem da fé e da plena confiança em DEUS. Dízimo é para ser ensinado (com muita sinceridade e sem vil interesse) e não para ser pedido. Quem dizima e oferta deve saber por que faz, a quem faz e para qual finalidade faz. Dizimar e ofertar são obras exclusivas do Espírito Santo na vida de quem dizima e oferta, para que façam com alegria; e não por mesquinhez ou obrigação.

 

Assim que escolheu os 12 apóstolos, JESUS lhes deu uma ordem: “E ordenou-lhes que nada tomassem para o caminho, senão somente um bordão; nem alforje, nem pão, NEM DINHEIRO no cinto” (Marcos 6:8). A obra do SENHOR jamais pode ser relacionada a dinheiro, a interesses financeiros. DEUS não precisa de templos suntuosos, estruturas de som e tecnológicas, nem de rádio, nem de TV, nem da Internet para salvar alguém. No tempo em que o apóstolo Pedro pregava, três mil, e depois 5 mil almas se convertiam ao SENHOR, sem tecnologia alguma. O Espírito Santo lhe era suficiente. Hoje em dia, homens pregam com notebooks e tabletes nos púlpitos pregações sem a menor unção do Espírito Santo. O que o dinheiro tem feito é corromper milhares e milhares de homens, afastá-los da presença de DEUS, sem que eles percebam a morte espiritual em que estão envolvidos.

 

Homens verdadeiramente de DEUS precisam do dinheiro? Claro que sim. Mas que esse dinheiro venha por ação do Espírito Santo na vida das pessoas que ELE levantou para socorrê-los; e não como produto da persuasão, do apelo emotivo, com fundo musical etc. O homem que pede, que persuade, recebe mais do que deveria; e não está sendo sincero com DEUS. O que vive somente da fé no SENHOR recebe a quantia certa para o seu sustento diário e para se manter humildemente na presença de DEUS.

 

Muitos líderes religiosos dizem viver da fé, mas as obras não demonstram isso. Dizem também fazer parte da GRAÇA DE DEUS, mas usam versículos da Lei antiga, velha e apodrecida, para persuadirem pessoas a darem o dízimo, segundo os seus interesses.

 

Não há um versículo no Novo Testamento sequer, onde algum apóstolo de JESUS tenha pedido dinheiro a alguém para o sustento ministerial (e já havia dinheiro, moeda corrente naquela época); assim como não há nenhum versículo onde o apóstolo Paulo tenha usado desse procedimento espúrio.

 

Sabe quantas vezes o termo DÍZIMO aparece no Novo Testamento? Apenas em dois capítulos: no 18, do Evangelho de Lucas; e no capítulo 7 da Carta aos Hebreus. Na primeira ocasião, em Lucas, é citado dentro de uma oração errada e mesquinha feita por um fariseu e reprovada por JESUS. A segunda ocasião, aos Hebreus, é citado como exemplo da vida de Abraão. Em nenhum momento, em todas as Epístolas às igrejas cristãs primitivas, Paulo citou a palavra dízimo. Lembrando que uso a tradução da Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil, o mais próximo e fiel ao Texto original. Já o termo OFERTAS (no plural) aparece no N.T. em apenas três capítulos: Mateus 27:6; Lucas 21:1 e 4 e Atos 24:17. O texto de Mateus referente às moedas de prata recebidas por Judas Iscariotes, quando da traição ao Nosso SENHOR JESUS; o de Lucas faz referência à história da viúva pobre que lançou tudo quanto tinha (duas pequenas moedas) na arca do tesouro do antigo Templo de Jerusalém, onde os judeus depositavam as ofertas deles; e o último faz parte da defesa do apóstolo Paulo, quando preso e levado às autoridades da época: “Ora, muitos anos depois, vim trazer à minha nação esmolas e ofertas” (Atos 24:17).

 

Todas as demais referências neotestamentárias sobre o dar não se referem necessariamente a dinheiro, nem mesmo o texto em 2 Coríntios, capítulo 9. Ele é usado como elemento de persuasão, um sofisma, para extorquir dos seguidores e lido, geralmente, pela metade. Por exemplo, quase ninguém lê e ensina: “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria. E Deus é poderoso para fazer abundar em vós TODA A GRAÇA (e não todo o dinheiro), a fim de que tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, ABUNDEIS EM TODA A VOSSA OBRA. Conforme está escrito: Espalhou, DEU AOS POBRES; a sua justiça permanece para sempre” (2 Coríntios 9:7-9).

 

Outro erro maior começa quando se tenta induzir na mente das pessoas que o templo, que elas frequentam, é a Casa de DEUS, e lá é onde DEUS habita, contrariando o que está escrito em Atos 7:48 e 17:24. Ora, se ainda, de fato, DEUS tivesse uma “Casa” de concreto aqui na terra, erguida por homens, esta não deveria ser adorada, exaltada e valorizada. No tempo da Graça, DEUS quer que olhemos uns para os outros, amemos uns aos outros, perdoemos e exercemos misericórdia uns com os outros. É da vontade de DEUS que socorremos, sim, os necessitados com alimento, cestas básicas, vestuário, calçados. Veja, bem: OS NECESSITADOS.

 

A única casa de DEUS, aqui na terra, que deve ser produto do investimento humano são os templos-pessoas, as casas espirituais do SENHOR: “Vós também, como pedras vivas, SOIS EDIFICADOS CASA ESPIRITUAL E SACERDÓCIO SANTO, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo” (1 Pedro 2:5); “Mas Cristo, como Filho, sobre a sua própria casa, A QUAL CASA SOMOS NÓS, se tão somente conservarmos firme a confiança e a glória da esperança até o fim” (Hebreus 3:6).

 

O apóstolo Paulo não tirava o seu sustento diário da fabricação de tendas como muitos imaginam. Ocasionalmente, uma vez em Corinto, ao encontrar Áquila e a mulher, Priscila, trabalharam na fabricação de tendas, porque era habilidade comum de ambos (Atos 18:1-3). Paulo sentia fome e sede como também se vestia. E de onde vinha o sustento diário do apóstolo Paulo? Do socorro e da ajuda dos irmãos, que conheciam a necessidade dele. Como naquela época não havia transações bancárias nem caixas eletrônicos, nem Internet, toda a ajuda era, como é citado na Carta aos Filipenses, entregue ao irmão Epafrodito: “Julguei, contudo, necessário mandar-vos Epafrodito, meu irmão e cooperador, e companheiro nos combates, E VOSSO ENVIADO PARA PROVER ÀS MINHAS NECESSIDADES” (Filipenses 2:25); “Mas bastante tenho recebido, e tenho abundância. Cheio estou, depois que recebi de Epafrodito o que da vossa parte me foi enviado, como cheiro de suavidade e sacrifício agradável e aprazível a Deus” (Filipenses 4:18).

 

Aliás, a igreja em Filipo é exemplo maior e melhor de cooperação voluntária, de verdadeiro AMOR, em relação à vida do apóstolo Paulo e seus companheiros. O capítulo 4 é a profunda expressão da verdade e da sinceridade. Aconselho humildemente que o querido leitor leia e reflita muitas vezes em Filipenses 4:8-20. Paulo nunca pediu dinheiro a ninguém, mas ensinou o AMOR aos irmãos, contribuiu para o espírito de solidariedade e voluntariedade neles, sem mesquinhez, sem persuasão nem sofismas. Paulo somente agiu com sinceridade e pureza no coração.

 

Por fim, usar o texto de Malaquias 3:10, se não chega a ser crime, é uma das piores das heresias já vistas. O texto simplesmente não serve como doutrina para a igreja cristã dos nossos dias. Ele foi dirigido exclusivamente aos sacerdotes do antigo Templo de Salomão, como se lê em Malaquias 2:1, que andavam roubando os dízimos que eram entregues à Casa do Tesouro (um compartimento do antigo Templo). Quem quiser saber que dízimos eram aqueles, leia Neemias 10:36-39. O que está dito também em Provérbios 3:9-10 é destinado a uma atribuição religiosa no Templo antigo, que não existe mais, que foi destruído pela permissão do SENHOR.

 

Dízimo nunca foi moeda de troca, moeda de barganha contra DEUS: “DÊ O SEU MELHOR E RECEBERÁS QUADRUPLICADO DE DEUS”. Dízimo e ofertas, no tempo da Graça, não são resultados de obrigação, mas gesto de AMOR, espontaneidade, alegria, fruto da ação do Espírito Santo. Não existe também essa história de ser “patrocinador”, “colaborador financeiro” do Reino de DEUS. Isso é produto da malícia humana, espírito contaminado, mente cauterizada, que têm levado a muitos a desenvolverem um coração de barganha e não puro e não sincero com DEUS. O MELHOR QUE VOCÊ TEM A DAR PARA O SENHOR É A SUA VIDA, A BUSCA PELA SANTIDADE, A OBEDIÊNCIA À SÃ DOUTRINA E O SOCORRO AOS HUMILDES E NECESSITADOS.

 

Em quase 4 anos, ministrando nas casas em Brasília-DF, NINGUÉM nunca ouviu a minha boca pedir dinheiro a quem quer que seja. Já fui convidado a fazer vários seminários de família pelo Brasil e NUNCA cobrei um centavo sequer a liderança alguma. Desde 2010, intensifiquei os atendimentos, via telefone celular, pelo Brasil e pelo mundo, ajudando pessoas necessitadas e com a família destruída. NUNCA também cobrei um centavo a ninguém para fazer a obra. Uma vez, morando de aluguel, com contas a pagar, alimento para comprar, não recebi um real de ajuda de ninguém. Aprendi, assim como o apóstolo Paulo, contentar-me com o que tenho (Filipenses 4:11), a não murmurar, não reclamar da falta de nada. Bem perto de expirar o dia para pagar o aluguel, DEUS levantou uma pessoa, que eu não via desde o início dos anos 90, para fazer um trabalho de correção linguística de sua monografia. A quantia foi exata para eu pagar as minhas despesas pessoais. Glória a DEUS! ELE NUNCA ME DEIXOU FALTAR O PÃO NEM O VESTUÁRIO NA MINHA VIDA. ALELUIA! DEUS É MUITO FIEL!

 

Que este estudo e esse testemunho sirvam de exemplos e inspiração para os demais, considerando também que eu vivo apenas da obra, da fé em DEUS e da ajuda espontânea dos irmãos, daqueles que reconhecem o meu chamado divino aqui na terra. Nunca pedi e não peço dinheiro. Recuso-me a pedir. DEUS me livre! Peço, sim, ao SENHOR todos os dias que me livre da armadilha e da prisão que o dinheiro provoca no espiritual das pessoas, do pecado que tão de perto de mim está e que ELE me santifique completamente e me leve ao Céu. Esse é o meu desejo: AGRADÁ-LO PARA UM DIA MORAR NO CÉU.

 

Em CRISTO,

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

Dos fariseus de ontem aos fariseus de hoje

14 de janeiro de 2017.

Se formos parar para pensar, a doutrina de JESUS e dos apóstolos para a igreja (pessoas) é muito clara, objetiva, direta, sem a necessidade de interpretações humanas, profundidade filosófica ou teologismos.

 

Mas desde o tempo de JESUS, os fariseus viveram a questioná-LO, preparando-O armadilhas teológicas, duvidando, sobrepondo perguntas, com a mera finalidade de tentar desfazer o que fora dito com muita clareza. E até os dias atuais esse costume maligno tem se mantido no meio dos que se dizem cristãos dentro dos templos religiosos.

 

Senão, vejamos: Há palavra mais clara e direta do que aquela dita por JESUS aos fariseus: “Portanto, o que DEUS ajuntou não o separe o homem” (Mateus 19:6)? Os fariseus de ontem, ao invés de se contentarem e aceitarem de imediato essa Verdade direta, dita por JESUS, foram mais uma vez questioná-LO: “Então, por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio, e repudiá-la?” (Mateus 19:7). Os fariseus de hoje, mascarados de cristãos, fazem outros tipos de questionamento a JESUS: “Que casamento DEUS uniu?”; ou: “Será que o meu casamento foi DEUS quem uniu?”. E, ao chegarem às suas próprias conclusões de que os seus casamentos não foram unidos e testemunhados por DEUS, buscam novos caminhos, ignorando a doutrina maior do Nosso SENHOR.

 

Outro texto bíblico muito conhecido, motivo de profunda controvérsia entre os que se dizem cristãos, é Mateus 19:9. Já escrevi muito sobre ele, mas penso que ainda há algo importante a acrescentar. A depender da versão bíblica, diferentes palavras aparecerão na suposta cláusula de exceção: “não sendo por causa de FORNICAÇÃO (a tradução correta); “não sendo por causa de prostituição” (questionável); “não sendo por causa de relações sexuais ilícitas” (questionável); “não sendo por causa de imoralidade” (muito questionável); “não sendo por causa de adultério” (totalmente inaceitável).

 

Estive conversando com um professor, doutor em Língua Grega, de uma Universidade Federal, sobre o referido texto bíblico. Antes de qualquer coisa, é preciso dizer que o referido professor não professa nem a fé católica, nem a protestante; mas, mesmo assim, se dispôs a analisar o referido versículo para mim isento de dogmas religiosos A ou B.

 

Há uma diferença entre o Grego Clássico, o mesmo que foi escrito o referido versículo, e o Grego Moderno. A grande dúvida dos teólogos está no campo de significados da palavra grega presente na suposta cláusula de exceção: PORNÉIA. O professor me afirmou e reafirmou, por diversas vezes, que PORNÉIA, na referida passagem, só pode exprimir FORNICAÇÃO, um tipo específico de prostituição, de relação sexual ilícita; não podendo, por exemplo, exprimir o significado de COMETER ADULTÉRIO, visto que o vocabulário grego antigo trazia um significado específico para essa determinada expressão: MOICHÉIA. Como as línguas não fazem parte de realidades estáticas, mas estão em contínua evolução; com o tempo, PORNÉIA ganhou um sentido mais amplo, recebendo, em alguns contextos, o significado de adultério. Foi o que, certamente, aconteceu com o referido e polêmico (para a maioria dos teólogos) versículo do Evangelho de Mateus. Hoje, estuda-se o significado, não baseando-se no Grego clássico (o tempo em que foi escrito o texto), mas no significado que o termo tem no Grego moderno, criando uma enorme e desnecessária confusão.

 

O que acontece? Toda PORNÉIA é prostituição, mas nem toda prostituição (no sentido sexual) é uma PORNÉIA. O termo PROSTITUIÇÃO assim como a expressão RELAÇÕES SEXUAIS ILÍCITAS são abrangentes, fazem parte de um campo semântico amplo e podem ser considerados sinônimos. Podemos dizer que toda PROSTITUIÇÃO é uma relação sexual ilícita (porque está fora do projeto estabelecido por DEUS) e que toda RELAÇÃO SEXUAL ILÍCITA é prostituição. Mas quando queremos nos referir a um tipo de prostituição específica (por exemplo, sexo antes do casamento – PORNÉIA), não podemos pensar em hipótese alguma em adultério (que é uma outra modalidade de prostituição – aquela que se comete quando se é casado). Daí a existência das duas palavras gregas no mesmo versículo de Mateus 19:9.

 

O que JESUS disse segundo o que está na Bíblia? Ele estava debatendo com judeus, praticantes da Lei antiga, sobre o tema casamento. Mesmo para eles, JESUS trouxe a doutrina de DEUS de que um casais não devem se separar; e que, “qualquer um que repudiar sua mulher, não sendo por causa de ela ter fornicado antes do casamento, e casar com outra mulher, cometerá adultério”. Para a Lei antiga, um casamento judeu só era confirmado pelo sacerdote, se fosse comprovada a virgindade da mulher, que era oferecida pelo pai em casamento a um judeu (muitas vezes desconhecido dela), na primeira noite de núpcias através do lençol branco, que se sujaria de sangue (uma comprovação de que ela era virgem, ou seja, não tinha fornicado antes com ninguém). Caso contrário, o judeu, pela sua Lei, poderia, se quisesse, repudiá-la e, assim, se casar com uma outra mulher.  Repito: essa era uma legislação específica para os judeus, nada tendo a ver para a igreja cristã.

 

Por isso, é um tremendo absurdo uma liderança protestante usar o referido texto de Mateus 19:9 para orientar pessoas separadas e divorciadas do seu primeiro casamento, especialmente, traduzindo PORNÉIA por adultério.

 

Quando se quer conhecer a doutrina de DEUS sobre o assunto, basta procurar textos claros, diretos, que não necessitam de uma compreensão contextual, histórica ou de conhecimento da língua mãe. Por exemplo, Marcos 10:11-12: “Qualquer que deixar a sua mulher e casar com outra, adultera. E, se a mulher deixar a seu marido e casar com outro, adultera”; ou Lucas 16:18: “Qualquer que deixa sua mulher, e casa com outra, adultera; e aquele que casa com a repudiada pelo marido, adultera também”. Esses são textos tão claros e genuínos que até quem não tem escolaridade alguma compreende com facilidade (Já vivi essa experiência com pessoas sem nenhum letramento. Li os versículos claros e pedi uma compreensão delas. Todas compreenderam sem dificuldade. Disseram-me que quem se casa pela segunda vez se torna adúltero).

 

O apóstolo Paulo também escreveu sobre o valor do primeiro casamento e o mal do adultério (segundo casamento oriundo de um repúdio familiar, quando os cônjuges ainda estão vivos): “Porque a mulher, que está sujeita ao marido, enquanto ele viver, está-lhe ligada pela lei; mas, morto o marido, está livre da lei do marido. De sorte que, vivendo o marido, será chamada adúltera se for de outro marido; mas, morto o marido, livre estará da lei, e assim não será adúltera, se for de outro marido” (Romanos 7:2-3). E se essas palavras inspiradas pelo Espírito Santo não lhe forem suficientemente claras, procure ler então 1 Coríntios 7:39: “A mulher casada está ligada pela lei todo o tempo que o seu marido vive; mas, se falecer o seu marido fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor”. Palavras, mais uma vez, claríssimas, que as escritas nos Evangelhos não podem se opor jamais a elas, porque o pensamento de DEUS é um só e imutável.

 

Mas os sábios, em suas carnalidades, os judeus do nosso tempo, insistem em fazer uma perguntinha a mais, em colocar uma dúvida, um porquê desnecessário e improdutivo, para fazerem tudo diferente do que JESUS deseja.

 

A sã doutrina ainda afirma de forma clara que “O ALTÍSSIMO NÃO HABITA EM TEMPLOS FEITOS POR MÃOS HUMANAS” (Atos 7:48 e 17:24) (Quem estuda a doutrina de templos, a origem desse costume de adorar a DEUS dentro de um templo, fica horrorizado e abandona essa prática pagã imediatamente). Mas os religiosos atuais insistem em colocar uma venda nos olhos para essa Verdade e fazerem inúmeras assertivas descontextuais para desconstruir algo que foi dito com tanta clareza e objetividade, com a finalidade de atrair pessoas e prometer-lhes o céu. A verdade é que, no tempo da Graça, DEUS NÃO HABITA EM TEMPLO ALGUM ERGUIDO POR HOMENS, mas os fariseus atuais insistem em perguntar: “Mas Jesus não frequentou templo?”; “No Antigo Testamento, o Templo de Salomão não era chamado de Casa de DEUS?”; “No livro aos Hebreus não diz que não é para deixarmos de congregar?”, e outras mais. Mas, Graças a DEUS, que existe um povo, no mundo, sensível a Sua voz, que recebeu a clareza de Suas palavras com sinceridade, sem barreiras, e que deixou de frequentar templos religiosos há muito tempo, por obediência a Sua Palavra. Louvado seja o SENHOR! Curiosamente é um povo que não aceita, em hipótese alguma, o recasamento de pessoa divorciada; e que prefere esperar, posicionar-se corretamente, ser santo; a se precipitar e colher frutos amargos no amanhã.

 

Mas, o outro povo, que se diz de DEUS, prefere ignorar o que o Espírito Santo diz com clareza e viver no meio dos fariseus do nosso tempo, que tentam criar atalhos na Palavra para agradar as pessoas que vão devolver seus dízimos para eles.

 

Você pode até afirmar que não encontra forças para viver a sã doutrina. Porém desvirtuá-la, tentar colocar outro fundamento nela, já se traduz em espírito rebelde e herege. Quem admite a Verdade do jeito que ela é, ainda que não a esteja vivendo (porque está fraco, por exemplo), logo, logo, será fortalecido pelo SENHOR e encontrará consolo. Mas aquele que distorce a Verdade e a vive de maneira distorcida, acreditando que é certo, jamais encontrará a misericórdia do SENHOR; assim como os antigos judeus; e morrerá condenado pela dureza que esteve em seu coração.

 

Se DEUS nos mostra algo de forma clara e direta, basta que aceitemos e vivamos, sem barreiras nem objeção alguma.

 

Que o Espírito Santo abra os seus olhos e te leve a viver a Verdade clara e absoluta!

 

No Amor de DEUS,

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

JESUS e a mulher adúltera (Uma mensagem do Amor de DEUS)

04 de dezembro de 2016.

Era a festa dos tabernáculos dos judeus que ocorria anualmente na Judeia. JESUS, a princípio, havia preferido a Galileia, pois os judeus buscavam uma ocasião para prendê-LO e matá-LO.

 

Mas, após Seus irmãos terem subido para a Judeia, JESUS foi em oculto após eles. Então o SENHOR ensinava no templo a doutrina de DEUS, o que despertava e muito a fúria dos judeus contra ELE. Eles não criam que JESUS era o Messias, vindo de DEUS. Diziam que JESUS tinha demônio (João 7:20). JESUS usava de argumentos retos e justos para defender a doutrina do PAI, para mostrar que eles não eram de DEUS. Um grande debate se formou no meio do povo sobre o caráter divino ou não do CRISTO que ali se encontrava (João 7:43). Depois cada um se dirigiu para a sua casa (João 7:53). “JESUS, porém, foi para o Monte das Oliveiras” (João 8:1). Pela manhã, logo cedo, voltou ao templo para ensinar (os frequentadores de templo, desde aquele tempo, necessitavam do ensino, da doutrina).

 

Foi quando os fariseus e os escribas trouxeram-LHE uma mulher pega em flagrante adultério. O que eles queriam na verdade com esse flagrante? Saber se JESUS era ou não o Messias vindo de DEUS e usaram aquela mulher pecadora como cobaia de suas defesas. Observemos que a dúvida e a desconfiança desses judeus vinham desde o capítulo 7 do Evangelho de João. Os fariseus e os escribas, que eram instrumentos do diabo, embora cumpridores da legislação antiga morta, após o debate do dia anterior no templo com JESUS, saíram à caça de alguém que lhes pudesse servir de isca, de armadilha. E acharam, em algum lugar, uma mulher transando com um homem, que não era dela. Ambos estavam nus, pois ninguém mantém relação sexual vestido. Assim, o constrangimento era maior. Pegaram somente a mulher (a Lei antiga dizia que tanto o homem como a mulher adúlteros deveriam ser apedrejados – Levítico 20:10). Muitos questionam: Mas por que só pegaram a mulher, se a Lei determinava que ambos deveriam ser mortos? É preciso saber que o foco maior dos fariseus não era a condenação em si, mas provar a JESUS que ELE não era o Filho de DEUS. Observem o argumento utilizado pelos fariseus ao apresentar a JESUS a mulher adúltera: “Mestre, esta mulher foi apanhada, no próprio ato, adulterando. E na lei nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, o que dizes?” (João 8:4-5). A questão maior dele era provar que JESUS, por não ser cumpridor na Letra velha, não era de DEUS. Isso era uma armadilha montada pelo diabo. Para isso, decidiram confrontar JESUS com aquele velho patriarca, que falava face a face com o SENHOR dos Exércitos. É óbvio que se JESUS se colocasse ao lado da velha Letra, eles apedrejariam aquela mulher, sem nenhuma piedade, e negaria o caráter do AMOR do PAI. Observemos também o que teor do versículo seguinte: “Isto diziam eles, TENTANDO-O, para que tivessem de que o acusar” (João 8:6). JESUS demonstrou indiferença àquela acusação. Continuou com o dedo na terra escrevendo. Mas porque os fariseus insistiram com uma tese que para JESUS era insignificante, então o SENHOR os exortou: “Aquele que, dentre vós, estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar pedras contra ela” (João 8:7). Pronto: esse fora o argumento derradeiro.

 

Paremos um pouco aqui na descrição da narrativa bíblica. Os fariseus consideravam-se os mais santos dos humanos da terra, embora fossem pecadores e grandes hereges, apóstatas. Exaltavam o Reino desprovido da Graça, que era alcançado apenas pelo perfeito cumprimento da Lei. Os fariseus conheciam como ninguém os cinco primeiros livros do Antigo Testamento. Muitos deles eram até considerados doutores. A soberba e o autoconvencimento impediam que eles enxergassem JESUS e quem, de fato, eles eram por dentro. O SENHOR JESUS não estava nem um pouco impressionado com o tamanho do pecado que aquela mulher cometera (pois ELE veio ao mundo para salvar os pecadores). JESUS se indignava com a hipocrisia desses que se consideravam muito santos, adoravam apontar os pecados alheios e, sequer, caminhavam para o Reino de DEUS. Assim, como não iremos encontrar em nenhuma parte das Epístolas o apóstolo Paulo fazendo autopromoção e espetáculo com o pecado de ninguém. Mas Paulo combateu veementemente as heresias e os hereges.

 

Até os dias atuais, há um show de idiotices (a palavra IDIOTA quer dizer pessoa sem DEUS) de falsos pastores (hereges) que amam apontar os pecados alheios, sem, sequer, exporem os seus para a igreja. Algum leitor acaso já viu algum pastor chorando no púlpito, arrependido, confessando explicitamente os pecados mais absurdos cometidos por ele? Alguém já viu, por exemplo, algum pastor admitir, em púlpito, que já desejou sexualmente alguma mulher na rua? As respostas certamente serão negativas. E por quê? Será que nenhum deles nunca cobiçou a mulher do próximo, ou mentiu, ou se apropriou do que não lhe pertencia, ou nunca fez alguma coisa abominável ao SENHOR? É claro que SIM. Mas como fazem dos templos o local apropriado para o comércio da fé, e do Evangelho, um produto, o ideal é que sempre se apresentem com a máscara da santidade, preparados para julgar o próximo (porque se sentem o próprio DEUS), atirar-lhes pedras, penalizar os menores do templo, quando os pecados destes são expostos publicamente. Eles precisam estar sempre com a máscara de santos, porque, dessa forma, atrairão credibilidade e muito dinheiro para as suas contas bancárias. Quem se sentiria atraído em dar dinheiro para um homem que confessasse os seus pecados mais imundos? Ninguém. Agora tem uma coisa: quando as heresias deles são denunciadas, ficam irados e saem destilando vingança, inveja, ódio em seus sites e ministérios. Esses ainda não compreenderam a doutrina do SENHOR JESUS. Quanto a mim, tenho orado incessantemente por eles. DEUS sabe.

 

Quando aqueles fariseus chegaram para JESUS e usaram uma lente de aumento sobre o adultério daquela mulher, o SENHOR se fez de indiferente. Não que ELE aprovasse tal coisa, mas que nenhuma pessoa ali (nem pessoa alguma do mundo) estaria apta a apedrejar uma mulher por conta dos pecados dela. Por uma razão simples: todos são pecadores. Só DEUS pode julgar e determinar o fim de cada pessoa pecadora. O apóstolo Paulo criticou com dureza o fato de alguns irmãos da igreja de Corinto desejar levar outros a serem julgados por Juízes humanos (Coríntios capítulo 6, versículos 1 ao 11). Paulo categorizou os juízes da época tão sujos como os demais pecadores, os quais ele chamou de infiéis (vers. 6), e, assim, incapazes de julgar os santos da igreja de JESUS. A orientação do apóstolo à igreja foi que sofresse a injustiça e o dano dos irmãos (vers. 7).

 

Então, na história da mulher adúltera, JESUS pediu que cada fariseu, que se encontrava ali, passasse um espelho sobre o seu interior para cada um enxergar quem de fato era. Pode um sujo falar de um mal lavado? Pode um cego guiar outro cego? Pode um adúltero ensinar que não se deve adulterar? Podem pessoas avarentas oferecer um ensino de humildade e de privações a outras? É justo um líder propagar as imundícies de outras pessoas, sendo ele mesmo imundo? São essas perguntas que JESUS nos faz com a passagem da mulher adúltera.

 

E cada um dos fariseus foi saindo de mansinho, retirando-se em silêncio. Então ficou apenas JESUS com aquela pobre pecadora: “Mulher, onde estão os teus acusadores? Ninguém te condenou? E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe JESUS: Nem eu também te condeno! Vai-te e não peques mais” (João 8:11). O “não peques mais” de JESUS não significaria que aquela mulher não iria cometer mais nenhum pecado na vida, mas que ela não buscasse mais viver uma vida de pecados.

 

A igreja hoje, muito falha e pecadora, virou propagadora dos pecados alheios. As pessoas, que se dizem cristãs, entram em êxtase, quando a maior ação social não é socorrer os necessitados, mas fazer festa com os pecados dos outros. Basta ver a quantidade de mensagens dessa natureza que são curtidas e compartilhadas em redes sociais: “é a cantora gospel que transou com o marido da outra”; “foi um pastor casado que fez sexo com uma irmãzinha”; “é o levita que furtou o celular de alguém no banco do templo”. Ações diabólicas dessa natureza precisam ser combatidas com oração e jejum. Essas são as reais, únicas e eficazes armas do crente em JESUS para vencerem o mal (Mateus 5:44). Se o outro merece ser condenado pelo pecado que cometeu, nós também merecemos, porque, para DEUS, nosso pecado não é maior nem menor. Quando alguém, vestido de cristão, quiser contaminar seu coração, propagando os pecados alheios, pergunte a essa pessoa: ACASO VOCÊ NÃO PECA?

 

Quando ensino aos repudiados: NÃO DESISTAM DO SEU CÔNJUGE ADÚLTERO, é porque DEUS me faz enxergar, nas páginas das minhas lembranças tristes, o lugar exato de onde ELE me resgatou; e mesmo assim me amou e me ama.

 

E para finalizar: aquela mulher suja e adúltera teve a vida restaurada por JESUS e foi a primeira a testemunhar a ressurreição do SENHOR. Que bênção! Que grande exemplo de Amor e de restauração! Que essa lição de JESUS inunde os nossos corações...

 

No Amor de DEUS,

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

Religiosos e nada mais

03 de novembro de 2016.

Quando crianças, éramos obrigados a acompanhar nossos pais a caminho do templo católico romano para assistirmos à missa. Desde que nascemos, foi inserida, em nossa formação educacional, a necessidade de termos uma religião, de fazermos parte de alguma comunidade religiosa, nem que fosse uma ou, no máximo, duas vezes por semana. A própria história da existência humana atribui a todo homem a natureza social, política e religiosa.

 

Como críamos que nossos pais eram infalíveis, perfeitos, verdadeiros super-heróis e tudo o que eles nos ensinavam era produto da plena verdade, ou porque tínhamos medo da vara e do castigo que, em casa, nos esperavam; aceitávamos, sem retrucar, a ideia de irmos à igreja (templo), mesmo com aparência insatisfeita, mesmo com o coração pesado e sem a mínima vontade de estarmos lá. Queríamos mesmo era ficar em casa, jogando ou brincando com os colegas.

 

Forçosamente, crescemos seres religiosos, adaptados aos costumes de um sistema de fé. Quando crianças, bebês ainda, seguraram-nos, sem que tivéssemos escolha, na pia batismal: um pouco de água em nossa cabeça e o ritual estava apenas no começo. Crescemos e aprendemos a, diariamente, cumprir atos mecânicos de crença: rezar preces decoradas ao acordar e ao deitar; pedir a bênção aos pais na saída e na chegada; fazer o sinal da cruz quando passávamos em frente de algum templo católico e tantas outras crendices. Que tolos fomos ao acharmos que essas coisas agradavam a DEUS!

 

Já um pouco mais crescidos e independentes, em algum momento de nossa vida, fomos convidados a participar de um culto em um templo evangélico, onde não há imagens de esculturas, onde a figura do padre foi substituída pela de um pastor, onde também não fazem rezas decoradas e a Palavra de DEUS é lida com mais frequência. Após a reflexão do sermão noturno, com um fundo musical emotivo, o pastor perguntara se alguém ali desejava aceitar JESUS como seu único Salvador. Emocionados pela palavra ministrada, levantamos a mão e fomos até a frente do púlpito sob aplausos dos presentes. Naquele instante, o pastor pediu que repetíssemos a oração do pecador ensinada por ele. Mais aplausos. Agora, acompanhados também de alguns abraços. Somente dessa maneira fomos chamados de irmãos. Os que não participam desse ritual religioso não são considerados filhos de DEUS para os protestantes. Ao final do culto, algum obreiro da denominação religiosa, vestido a caráter, com voz mansa e sorriso na face, aproximou-se de nós e pediu-nos que nos dirigíssemos a uma sala, onde ele anotaria nossos dados pessoais. Nunca nos obrigaram a permanecer ali, mas nos sentíamos na obrigação de estarmos sempre participando dos cultos e em comunhão com essa nova “família”. Afinal, fora naquele lugar onde nos trataram bem e fomos acolhidos. Fora ali onde ouvimos que íamos morar no Céu. Cumprindo esse ritual, recebemos uma promessa de salvação da parte de homens. Antes, católicos romanos, considerávamos salvos pela tradição de nossos pais. Agora, protestantes, admitimos que antes éramos cegos e que, finalmente, encontramos o caminho para o Céu, sob a ótica e a persuasão de novos homens religiosos, cumprindo novos rituais e seguindo novos costumes e tradições. Muitas são as pessoas que morrem envolvidas e enganadas, pela promessa de salvação de um e do outro sistema religioso. A depender da cultura e do país, o sistema receberá novo nome e novos costumes.

 

O que não sabíamos é que passamos a vida inteira enganados, iludidos e aprisionados pelos sistemas religiosos criados por homens ao longo da História. Homens estes que usam a Palavra de DEUS com mansidão e doçura, demonstram um nível de santidade que faz até demônios morrerem de rir e todos acreditarem naquilo que verdadeiramente eles não são para DEUS. Um terreno no Céu é vendido a um preço muito barato, desde que nenhum dos líderes seja decepcionado em suas ambições. Promessas e mais promessas são jogadas ao vento e introduzidas nos ouvidos dos incautos. O que nunca soubemos foi que saímos de um estágio de alienação espiritual para outro; que simplesmente MUDAMOS DE RELIGIÃO; mas nunca experimentamos, de fato, uma mudança verdadeira de vida, aquela mesma que JESUS tanto falou para Nicodemos.

 

Há três passagens bíblicas, de forma muito especial, que me levam muito a refletir sobre o que é ser cristão. A primeira está no livro do Profeta Oséias: “O meu povo foi destruído porque lhe faltou o conhecimento...” (4:6). A segunda no Evangelho de Mateus, um pouco maior: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci! Apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade!" (7:21-23). A terceira e última, no Evangelho de João: “E conhecerás a Verdade, e a Verdade vos libertará” (8:32). São três passagens que se entrecruzam na linha de nossa análise e que merecem uma reflexão especial de nossa parte. Em Nome de JESUS, dê uma oportunidade a você mesmo (a) para ler esta reflexão até o fim, ainda que ela venha a causar um certo incômodo em você, uma inquietude ou um precipitado aborrecimento. Vá até o fim. Não desista.

 

A falta do conhecimento bíblico, doutrinário, leva o povo, a quem DEUS chama DELE, à destruição. Muitos serão chamados a conhecê-LO, seja através de um sistema religioso ou não, mas poucos serão aqueles que buscarão a essência da Verdade, que é CRISTO, do que é ser cristão e ser igreja do SENHOR JESUS; pouquíssimos perseverarão nessa Verdade dia e noite, libertos de sistemas religiosos e serão salvos por DEUS. Muitos viverão acomodados debaixo de falsas promessas de salvação eterna ditas por líderes religiosos de mente cauterizada; e nem procurarão, por conta própria e voluntariamente, conhecer quais as ordenanças que DEUS deixou para o Seu povo, para que ele (o povo) as vivesse até a morte. E, assim, vão até a morte caminhando na ilusão, na falsa certeza de que aqueles “santos homens religiosos” nos ensinaram o necessário para termos vida em abundância. A humanidade busca conforto para as suas dores e sofrimentos nos sistemas religiosos e refúgio nos templos: ou por tradição familiar, ou porque está enfrentando um grave problema pessoal, familiar, e quer se ver livre dele, ou porque morre de medo de ser encaminhado ao inferno no Dia do Juízo. Ou mesmo pelas três coisas juntas. Poucas são as pessoas que vivem para DEUS pelo que DEUS é, pelo conhecimento a Sua Santa Palavra. Saiba: os líderes religiosos, convencidos de que são sábios, são as pessoas mais ignorantes que existem no planeta, muito mais do que aqueles que não se propõem a religiosidade alguma. E a falta de conhecimento que os destrói é a mesma que eles se utilizam para destruir outros.

 

Hoje, compreendo melhor porque, para o amigo de infância, Marcos, que sai todos os domingos falando de JESUS pelas esquinas e atraindo mais pessoas para o templo Batista a que pertence, é tão difícil entender o quanto a prática dele é carnal, desprovida de qualquer ação divina. É como uma máquina programada para fazer algo em determinado dia da semana. Depois, não faltar aos cultos no templo, devolver os dízimos lá mensalmente, envolver-se com alguma atividade; e, o que ele entende por vida com DEUS, restringe-se a isso e nada mais. Admitir o erro, que a mente está cativa na religiosidade, causaria um enorme vendaval psicológico, pois seria o mesmo que olhar para trás e saber que todo o trabalho religioso foi vão, que muitas pessoas morreram perdidas, inclusive, familiares amados. A falta do verdadeiro conhecimento da Palavra vai destruindo o homem sem que ele perceba; destrói-o falando de JESUS para o povo.

 

A segunda passagem bíblica, do Evangelho de Mateus, apresenta os motivos daquilo que foi dito nos dois parágrafos anteriores. JESUS nos ensina que não adianta vivermos chamando-O de SENHOR, SENHOR; de que também é vão fazer profecias, expulsar demônios e realizar muitos milagres no Nome DELE, se a pessoa, que se propõe a fazer estas coisas, viver presa à iniquidade, ao pecado. Daí, você pode acreditar que não vive mais preso (a) a pecado algum, que desde que “aceitou JESUS” em determinado tempo e templo, que você se tornou nova criatura e que está totalmente livre desta situação. Mas há uma iniquidade na qual você vive preso (a), desconhece e não consegue enxergar: tudo o que você faz, no Nome de JESUS, é em cumprimento a uma missão religiosa, dentro de algum sistema religioso (seja católico, protestante ou qualquer outro); e, para DEUS, isso é pecado. Vou explicar. Nenhuma denominação religiosa, seja católica, protestante ou qualquer outra, é representante do Corpo de CRISTO aqui na terra, igreja de DEUS. O que foi ensinado a você e a mim acerca disso é produto da mentira, da astúcia de satanás. A exposição doutrinária que os líderes executam é forjada, maquiada, interesseira e não condiz com a plena Verdade da sã doutrina. Apenas tem aparência de salvação, mas o fim dela é a perdição de muitos. Nascer de novo para os protestantes é inserir o povo dentro dos seus costumes heréticos e hipócritas nos templos. Para os católicos, esse “novo nascimento” sequer é visto ou sabido, visto que eles mesmos afirmam “terem a JESUS desde o ventre da mãe”. Biblicamente, pastor é uma função delegada por DEUS e não um emprego. O pastor protestante não cumpre as funções de um pastor bíblico, mas trabalha, como um funcionário, a favor do bom funcionamento da “igreja-empresa”. Esse é o maior indício de que não fora chamado por DEUS e não fala pelo Espírito do SENHOR. Fora do expediente nos templos, a grande maioria está em seus ambientes de trabalho secular. Isso é uma profunda distorção aos mandamentos de DEUS. Nenhum apóstolo, convocado por CRISTO para a missão celestial, executou uma função secular paralela. Nem Paulo (muitos imaginam, equivocadamente, que o sustento dele vinha do fabrico de tendas). A função precípua de um pastor bíblico, verdadeiramente chamado pelo SENHOR, é cuidar exclusiva e diariamente da família, se for casado, e das ovelhas que JESUS colocou sob os seus cuidados, de forma voluntária e sempre de ânimo pronto: “Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho” (1 Pedro 5:2-3). A função dele é doutriná-las, corrigi-las, socorrê-las, orientá-las corretamente. Isso deve ser feito diariamente, como em um relacionamento contínuo de uma família. DEUS não cuida de nós uma ou duas vezes por semana, mas permanentemente. Assim os pastores, que foram separados para essa preciosa missão, devem agir. Os pastores protestantes não trabalham voluntariamente, não exigem submissão diária de ninguém a eles, porque alegam ser isso humanamente impossível: pelo tamanho do templo, pela quantidade de membros e pelas ocupações que possuem. O sistema os sufoca e os impede de cumprir a missão com perfeição. A igreja de CRISTO é um corpo de pessoas que perseveram dia e noite e em comunhão na sã doutrina; e não em reuniões semanais em um edifício. DEUS deu espírito de submissão à igreja para que ela se submeta a Sua Palavra (Tiago 4:7), aos pastores que cuidam dela diariamente e a DEUS vão prestar conta (Hebreus 13:17); as mulheres casadas em relação aos maridos (Efésios 5:22; Colossenses 3:18; Tito 2:5 e 1 Pedro 3:1) e a todos que trabalham aos seus superiores (Romanos 13:1 e 5 e 1 Pedro 2:13, 18). Os dízimos são destinados exclusivamente àqueles necessitados (2 Coríntios 9:9); e não para pagar contas de luz, de água, pagar ao zelador, o salário do pastor e a compra de instrumentos. Outro detalhe muito importante: buscar a DEUS em templos erguidos por mãos humanas, que chamam de igreja, é um gesto de desobediência e tentativa de aniquilação da Graça. Ao morrer na cruz, o Sangue de Nosso SENHOR JESUS rasgou o véu do templo de cima a baixo (Mateus 27:51). JESUS advertiu que os cristãos não deveriam adorá-LO nem no monte, onde os samaritanos adoravam, nem no Templo de Jerusalém, casa de adoração dos judeus, “mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem” (João 4:21-23). O sangue de Estevão, de Paulo e de tantos outros fora derramado pelo ensino doutrinário de que “o Altíssimo não habita em templos erguidos por mãos humanas” (Atos 7:48 e 17:24; Hebreus 9:11). O Espírito Santo havia revelado aos líderes essa Verdade e que eles deveriam que anunciá-la onde quer que fossem. Frequentar templos denominacionais, aderir a sistemas religiosos, é desobediência a DEUS; e como tal, é pecado. Exatamente são nesses templos onde mais se ouve profecias, vê-se milagres e exorcismos no Nome de JESUS. São essas mesmas pessoas que vivem a chamar JESUS de “Senhor, Senhor”. Toda essa multidão, frequentadora de templo religioso, caminha para o abismo, está sendo enganada pelos homens ignorantes. Se permanecer e morrer no engano, no Grande Dia, ouvirá de JESUS: “NUNCA VOS CONHECI! APARTAI-VOS DE MIM!” (MATEUS 7:23).

 

O terceiro e último texto traz esperança aos corações dos que estão se perdendo nos sistemas religiosos. JESUS disse: “Conhecereis a Verdade e a ela vos libertará” (João 8:32). JESUS estava e está falando DELE mesmo (a Verdade); motivando-nos a conhecê-LO verdadeiramente, a Sua história, os Mandamentos de DEUS, o caminho estreito e apertado; uma vida de renúncia total, de cruz diária; de estender as mãos para o próximo. Antes de queremos ser igreja, precisamos ter um encontro especial com JESUS, que não se dá por meio da emoção, dentro de algum templo. Mas um encontro com JESUS, em alguma esquina, estrada, avenida ou mesmo dentro do nosso quarto, de portas fechadas, sem que ninguém esteja nos vendo. Ali rasgamos o nosso coração e a nossa alma, recebemos o perdão do SENHOR e a transformação espiritual. Não é um encontro arquitetado por homens, com dia, local e horário pré-agendados, projetado por mentes religiosas, mas um encontro preparado pelo ESPÍRITO SANTO. O novo nascimento pela água e pelo Espírito representa a nossa liberdade total do pecado e do sistema religioso que antes nos aprisionava debaixo de costumes e tradições ultrapassadas. A conversão verdadeira ocorre dentro de nós e vai gerar um novo homem e uma nova mulher dentro de cada um; um corpo e um coração onde DEUS irá morar.

 

Os religiosos fanáticos, católicos ou protestantes, dizem que uma Verdade ensinada dessa maneira é uma tentativa diabólica de desestabilizar e destruir a igreja de JESUS. Eles, na verdade, têm medo de perder as regalias, o conforto, os aplausos; e todo homem de DEUS, que se opõe ao que eles ensinam, para eles é instrumento de satanás. É sempre assim: o mesmo discurso e as mesmas reações ilógicas. Eles não entenderam ainda que a igreja só tem um Dono e um Proprietário exclusivo: JESUS CRISTO. Veja bem: falei igreja e não aglomerações religiosas de pessoas em templos onde DEUS não habita.

 

Dessa forma, consigo entender também porque já fui tão criticado, tão rejeitado, tão incompreendido por pessoas que buscaram, no Ministério que DEUS me deu para cuidar, orientações para a restauração de suas famílias e ouviram de mim que, se quisessem caminhar, deveriam abandonar os templos. “Como assim, pastor Fernando? Terei que sair da igreja? É isso?”; e sem entenderem nada, desligaram o celular, algumas vezes com sublime educação. Só DEUS sabe o quanto já fui ignorado, criticado e incompreendido por pessoas que, sequer, quiseram aprender a sã doutrina por meio de mim. Outras me abandonaram depois que o casamento fora restaurado e voltaram para dentro dos templos com os seus cônjuges. Cada uma prestará contas a DEUS dos seus atos.

 

E não basta apenas congregar nas casas como nossos irmãos das igrejas primitivas faziam. É preciso nascer de novo, ter um encontro com JESUS, conhecer a sã doutrina e perseverar nela dia e noite. Hoje e sempre haverá uma tendência também de os hipócritas fugirem dos templos e se esconderem nas casas, no meio do trigo do SENHOR, para enganá-lo.

 

Por estes e por todos os outros, só tenho que orar para que o Espírito Santo os liberte da cegueira religiosa a que estão envolvidos, dando-lhes o conhecimento e o discernimento indispensáveis. Eu oro, porque, assim como o SENHOR me libertou, pode também libertar todo aquele que der ouvidos a Sua voz. Oro porque sempre crerei no poder e na eficácia da oração que um justo faz.

 

No Amor de DEUS,

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

O vil divórcio

1 de novembro de 2016.

Algumas pessoas me questionam por que tenho tanta aversão ao divórcio. Vejo nessa instituição civil a mais nefasta razão para a destruição das famílias, dos indivíduos envolvidos e de toda a humanidade.

 

O divórcio aparece na lista das coisas que DEUS odeia, juntamente com os ímpios (Salmo 11:5), os difamadores (Zacarias 8:17) e os ídolos (Deuteronômio 16:22), assim como é dito em Malaquias 2:16: “Porque o SENHOR, o Deus de Israel, diz que odeia o repúdio (divórcio) e aquele que encobre a violência com a sua roupa, diz o SENHOR dos Exércitos...”. O termo odiar ou ser odioso, no hebraico, exprime uma atitude emocional repugnante contra algo que tenta ferir ou destruir um projeto criado por DEUS, e, por isso, precisa ser combatido, detestado ou desprezado.

 

O divórcio é radicalmente contrário à vontade de DEUS. Assim, qualquer homem que tenta, ao menos, amenizar os seus graves efeitos, torna-se cúmplice, negligente e inimigo do SENHOR.

 

O divórcio é um veneno que se injeta contra a família e que atinge a todos (filhos e parentes mais próximos principalmente). Até mesmo aqueles que não fazem parte diretamente dela, como amigos, irmãos na fé e a sociedade no geral são afetados por seus efeitos. As investidas a favor do divórcio aconteceram quando o casamento foi concebido como um contrato social, perdendo a essência exclusivamente divina pela qual foi criado. O divórcio e suas tristes consequências existem, por permissão divina, como pena à distorção, realizada pelo homem, do projeto original de casamento instituído pelo SENHOR.

 

Historicamente, encontro uma séria e fundamentada razão para também ter aversão ao sistema religioso protestante. O Protestantismo, com suas múltiplas denominações (e raríssimas exceções), foi o pai do divórcio no mundo e no Brasil, opondo-se à dissolubilidade do casamento apenas na morte, definida pelo SENHOR JESUS e pelos apóstolos (Romanos 7:2-3 e 1 Coríntios 7:39). Nos dois primeiros anos da Reforma, Martinho Lutero até que defendeu a dissolubilidade do casamento apenas na morte em alguns dos seus sermões, chegando a afirmar, da mesma forma que DEUS, que odiava o divórcio. Nos anos seguintes, entretanto, e já contaminado pelos ideais humanistas de alguns reformadores, como Erasmo de Roterdã, passou a defender o divórcio em caso de adultério, a partir de uma interpretação errada de Mateus 19:9. A Revolução Francesa representou o marco da contaminação do divórcio em muitos países ocidentais, especialmente naqueles onde o Protestantismo ia ganhando força. No Brasil, no dia 28 de junho de 1977, dia da votação da Lei do Divórcio, muitos congressistas leram, em Plenário, cartas escritas por pastores protestantes incentivando-os a aprovarem a referida Lei, além do apoio irrestrito do Presidente da época, Ernesto Geisel, que sancionou, sem vetos, a Lei 6.515, em dezembro daquele mesmo ano. Só para saber, o referido Presidente se declarava protestante. A relação do divórcio com o Protestantismo é íntima e já se estende por muitos séculos.

 

Quase 40 anos após essa fatídica aprovação, as lideranças protestantes (repito: com raríssimas exceções) continuam a ser as principais incentivadoras do divórcio e do recasamento de pessoa divorciada no Brasil e no mundo, levando uma multidão à morte espiritual e ao distanciamento do Espírito Santo, embora cultuando a DEUS dentro dos seus templos religiosos. JESUS certa vez afirmou: “Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha” (Mateus 12:30). Quem defende o divórcio e o recasamento de pessoa divorciada, portanto, torna-se contra o SENHOR JESUS. Assim, como o Catolicismo Romano, muitos anos depois, ter pedido perdão à humanidade por ter participado do Holocausto contra os judeus na Segunda Guerra Mundial; o Protestantismo, através de suas lideranças, deveria fazer o mesmo, em relação ao divórcio, em um gesto de humildade e de reparo a um mal criado há tantos séculos, pois o divórcio já ceifou e ainda ceifa um número infinitamente maior de almas que o Holocausto alemão. Todas essas lideranças deveriam pedir, humilhadas, perdão a DEUS pelos erros cometidos (embora muitos dos quais sejam irreversíveis) contra as pessoas e as famílias; e passarem a se posicionar radicalmente contra o divórcio. Infelizmente, ainda há pessoas tolas, sem conhecimento algum, vitimadas pelo divórcio, que ainda continuam a caminhar ao lado daqueles que contribuíram e contribuem para esse mal, como se deles dependessem a sua salvação. Por tudo o que aqui foi exposto, costumo dizer que a igreja de JESUS não é comprometida com sistema religioso hipócrita e herege algum.

 

É bem verdade que o divórcio é uma realidade em nossos dias e muito comum, mas, nem por isso, devemos aceitá-lo, nem defendê-lo, muito menos amenizá-lo. Ao contrário, os verdadeiros cristãos de hoje devem manter o mesmo ânimo no coração que JESUS e os apóstolos tiveram contra qualquer expressão de repúdio, destruição familiar e recasamento; e defenderem uma vida de santidade diante de DEUS. É impossível uma pessoa que se diz cristã, divorciada do primeiro cônjuge, recasada com uma nova pessoa, querer ser santa. Ela precisará se afastar do estado adúltero que se encontra, pedir perdão a DEUS e passar a viver em uma vida de santidade ao SENHOR.

 

O divórcio foi criado por aqueles que não tinham temor algum de DEUS e colocaram seus corações à disposição do diabo. Consequentemente, ele é irmão da mentira e do engano. DEUS, no alto de sua imensurável santidade, jamais tiraria de uma obra satânica uma exceção aprovadora para os seus filhos, como muitos pensam em relação ao adultério. O adultério cria uma mácula no leito matrimonial; o divórcio destrói completamente esse leito. O adultério é um grave golpe contra o casamento; o divórcio incute, na cabeça das pessoas, a mentira de que o casamento acabou para sempre e, assim, elas estão livres para adquirirem um novo. O adultério abre uma ferida no relacionamento de um casal casado; o divórcio contribui e incentiva para que surjam novos adultérios. No adultério, sem a separação, a possibilidade de perdão é grande; no divórcio, essa possibilidade quase se reduz a nada, porque outros já estarão completamente envolvidos emocional e sexualmente com novas pessoas. Mas, tanto para o adultério como para o divórcio, DEUS é a solução! O Sangue de JESUS apaga todas as transgressões na vida de todos aqueles que O buscam E SE AFASTAM DO MAL. Há solução para todo aquele que procura a santa presença do SENHOR!

 

Recentemente, perguntei a um famoso escritor pernambucano, em uma Feira de Livros em Pernambuco, o que leva os casamentos atuais não durarem quase nada (ele está casado com uma mesma mulher há mais de 50 anos). Ele me respondeu, sem titubear: o divórcio. Segundo ele, desde que os homens criaram essa porta, muitos buscam fugir dos seus problemas conjugais por ela. Antigamente, não existia essa porta; por isso, muitos eram toleráveis uns com os outros, respeitavam a aliança de casamento e procuravam resolver seus problemas entre si, sem, contudo, pensarem na possibilidade de abandonar o barco do matrimônio. Depois que essa porta passou a existir, uma multidão sente-se motivada a entrar por ela. O nível de intolerância, desamor e impiedade alcançou uma proporção inimaginável, especialmente no coração daqueles que se intitulam filhos de DEUS.

 

O divórcio pode até trazer felicidade ao coração dos que o buscam; mas é uma felicidade que produz morte espiritual, completa ausência do Espírito Santo, opressão no espírito. O sábio Salomão escreveu: “Há um caminho que ao homem parece direito; mas o fim dele são caminhos de morte” (Provérbios 14:12; 16:25). Esse caminho, que parece bom e que traz felicidade ao coração das pessoas, chama-se DIVÓRCIO. Mas o fim dele, são caminhos de morte eterna, de lago de fogo e enxofre.

 

Por tudo isso, vou morrer radicalmente contra esse mal, que tem destruído vidas e famílias. E não só me oponho a ele, como me oponho a todo aquele que o defende ou ameniza os seus efeitos. A estes, preciso afirmar, não são meus irmãos e não possuem o mesmo Espírito Santo que eu procuro preservar em mim. Qualquer liderança religiosa que defende a bandeira do divórcio ou do recasamento de pessoa divorciada não provém do coração do PAI, mas dos homens, da carne e do diabo. Creio também que, depois de minha partida deste mundo, DEUS levantará outros homens sinceros que continuarão a defender a bandeira da Justiça, da Verdade, da santidade, das famílias, que DEUS, neste tempo, colocou em minhas mãos; e propagarão o DEUS restaurador.

 

Em CRISTO,

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

O Reino de DEUS acima do debate moral e político

03 de outubro de 2016.

O recasamento de pessoa divorciada, se é ou não da vontade de DEUS, vez em quando, entra na pauta das discussões mais acaloradas entre protestantes permissivos e católicos ortodoxos. O assunto funciona como uma pedra no caminho, um calo na consciência dos que se consideram cristãos.

 

Apesar dos quase 40 anos da aprovação da Lei do Divórcio no Brasil (que fará aniversário em junho de 2017), a busca pelo novo casamento, a partir desse instrumento civil, quase sempre suscita debates intermináveis. Há aqueles que veem, na Bíblia, o recasamento, a partir de um divórcio, como sendo da vontade de DEUS, ao interpretarem, equivocadamente, o texto que está em Mateus 19:9 e em 1 Coríntios 7:15. Outros creem que esse tipo de atitude é a consolidação do adultério continuado nas vidas do novo casal, segundo o que está em Lucas 16:18, Romanos 7:2-3; e que só a morte pode desfazer a primeira aliança (1 Coríntios 7:39). Há os que se justificam afirmando que só cometeram tal atitude antes de “aceitarem a JESUS” como Salvador de suas vidas; e que, portanto, não há problema algum de continuarem na união em que se encontram. Outros são totalmente permissivos: casam-se e descasam-se quantas vezes querem, mesmo depois de terem confessado a CRISTO.

 

Aconteceu no estúdio da Rádio Jornal do Commercio, em Recife, há algumas semanas, em um debate (que deveria ser meramente político, de propostas para o município) entre os postulantes à Prefeitura da cidade vizinha, Jaboatão dos Guararapes. Entre os candidatos presentes, dois que se consideram cristãos praticantes: um deputado federal, autor da Lei do Estatuto da Família, e outro pastor protestante; mais um terceiro candidato, apoiado pelo Governo do Estado, do PSB, que não declarou a religião a que pertence. Em dado instante, o do PSB instigou o deputado federal cristão sobre a sua vida pessoal, matrimonial: “Como uma pessoa, que fala tanto em família e é o autor do Estatuto da Família na Câmara dos Deputados, encontra-se no terceiro casamento, vindo de divórcios?”. O debate na rádio deveria ser meramente político, mas que terminou discorrendo para uma questão pessoal, moral, teológica. O candidato do PSB viu, no estado civil do deputado Federal, uma oportunidade de revelar-lhe um suposto estado de incoerência à sua fé e àquilo que tanto defende. Para amarrar indiretamente a sua tese da dissolubilidade do primeiro casamento somente na morte, o candidato do Governo ainda exemplificou que estava, há mais de 20 anos, casado com a mesma esposa, embora não fosse considerado cristão pelos protestantes.

 

Naturalmente, quando uma pessoa não conhece a Palavra de DEUS verdadeiramente, todos os pecados cometidos por ela são reflexos de um estado de ignorância espiritual. Ela desconhece, por exemplo, a doutrina de JESUS e dos apóstolos de que só a morte desfaz a primeira aliança e que qualquer outra relação sexual, enquanto os primeiros cônjuges estiverem vivos, tornar-se-á em uma união adúltera. A cegueira espiritual impossibilita a pessoa de entender e, principalmente, viver o que está escrito na sã doutrina; e ela passa a buscar continuamente a felicidade nos braços de outro, especialmente quando o seu casamento, aos olhos humanos, não tem mais esperança de ser restaurado. Porém, depois de um tempo, essa pessoa, antes considerada ignorante, “aceita JESUS” em algum templo protestante. Mas ela já está no terceiro casamento, contraído no tempo em que não conhecia os conselhos de DEUS. O que ela deve fazer agora? Desfazer-se de uma relação ilícita aos olhos de DEUS, a qual, em muitos casos, até já se tem filhos envolvidos? Ou permanecer do jeito que está, visto que tudo foi feito no tempo da ignorância e que JESUS já perdoou os pecados passados dessa pessoa? É óbvio que, dentro de uma perspectiva popular, a segunda opção seria quase a unanimemente acolhida.

 

O pastor protestante candidato, quando também foi instigado sobre o assunto, respondeu que, no passado, fora drogado, não conhecia a CRISTO, teve filhos de casamento anterior; e que, depois que “aceitou JESUS” se casou com a atual esposa. Muitos conselheiros religiosos dirão: “cada caso é um caso; e deve ser tratado dentro da especificidade de cada um”. Eu defendo que todos os casos devem ser solucionados à luz da sã doutrina de DEUS, presente em todo o Testamento da Graça.

 

Bem, eu entendo o seguinte; e aqui se trata de uma mera exposição humilde de minha fé, daquilo que vejo, na Palavra, ser o correto; e não um julgamento: se JESUS, antes de eu conhecê-LO, me dizia que o meu estado civil (segundo ou terceiro casamento vindo de um divórcio) era adúltero; depois de eu conhecê-LO, ELE não me dirá diferente; mas continuará afirmando a mesma coisa para mim (a doutrina de DEUS não muda por conta de culturas ou porque uma pessoa conhece ou não a conhece). A diferença era que antes eu não O ouvia, não O tinha dentro de mim, não O temia, e, por isso, vivia do jeito que queria, na minha maneira errada de pensar. Mas, depois que O conheci verdadeiramente, precisei abrir mão de minhas vaidades, do meu querer; destruir tudo aquilo que construí errado antes, matar completamente o meu EU, carregar uma cruz diária e passar a obedecê-LO. Eis, assim, alguns mandamentos importantes que poucos dão importância nos tempos atuais: NEGAR O PRÓPRIO EU, SUPORTAR UMA CRUZ DIÁRIA E SEGUIR A CRISTO EM TOTAL OBEDIÊNCIA (MATEUS 16:24). É melhor viver só, no caminho para o Céu, embora isso me custe muito sacrifício; do que viver feliz neste mundo e ter minha sentença final direcionada às trevas exteriores. O efeito do perdão de CRISTO sobre os nossos pecados está em confessarmos e abandonarmos, segundo o que está em Provérbios 28:13.

 

O que está acontecendo é que muitos “aceitam a CRISTO”, na maneira que muitos templos protestantes ensinam; permanecem do mesmo jeitinho que vieram do mundo, e não vivem os três pilares acima de um novo nascimento estabelecidos por JESUS. Conversão, para muitos líderes religiosos atuais, se resume a “aceitar a CRISTO”, fazer a oração do pecador e passar a ser membro de determinada denominação. São cristãos sem nunca terem nascidos de novo. E muitos até se tornam famosos pelos milagres e profecias que fizeram e fazem no Nome de JESUS. Esses estão como os fariseus e escribas no tempo de CRISTO fazendo proselitismo pelo mundo e formando filhos do inferno duas vezes mais que eles (Mateus 23:15). Mas nunca viveram uma experiência real, genuína, com o Espírito Santo, embora tenham trabalhos sociais elogiados e muito aplaudidos pela imprensa e pela sociedade (leiam o que está em Mateus 7:21-23).

 

JESUS, de fato, perdoou uma mulher pega em flagrante adultério pelos fariseus e escribas, mas ELE disse a ela: “Eu também não te condeno. Vá e não peques mais” (João 8:11), chamando-a a viver uma vida de santidade, de renúncia do EU, para que o Espírito Santo fosse pleno na vida dela. Nunca mais, lemos nas Escrituras, aquela mulher praticando as velhas coisas que fazia.

 

Para muitos, o que se sucedeu naquele debate com os dois candidatos protestantes à Prefeitura de Jaboatão fora uma mera acusação explícita do diabo. Na minha humilde visão, fora mais um convite para eles colocarem JESUS e o Reino de DEUS muito e infinitamente acima das pretensões políticas, dos cargos, do poder, de sentimentos e desejos pessoais; de buscarem um momento íntimo com DEUS e de fazerem uma rigorosa avaliação, à luz da Palavra de DEUS, da condição espiritual que se encontram. Afinal, do que vale o homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?, indagou o Nosso SENHOR. Ainda há tempo! Para eles, para mim, para você, leitor, e para todo aquele que se declara pecador e dependente das misericórdias de DEUS. Vejamos o quanto ainda estamos distantes dos conselhos de DEUS e busquemos nos aproximar DELE, enquanto podemos achá-LO; porque sem a santificação, NINGUÉM VERÁ O SENHOR!

 

No Amor de DEUS,

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

Quem é o ladrão?

01 de setembro de 2016.

Quem, em algum tempo, ouviu ou leu o versículo escrito em João 10-10: “O ladrão não vem senão a roubar, a matar e a destruir; Eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância”?

 

E quem ouviu de alguma boca em algum púlpito no mundo que o tal ladrão, dito no Evangelho de João por JESUS CRISTO, era satanás, o diabo?

 

Creio que todos os religiosos; inclusive eu. No tempo em que era frequentador de templos denominacionais, ouvi muito e cri que essa explicação, dada pelos pastores nos púlpitos, fosse verdadeira. Mas quando se busca a Verdade com um coração sincero diante de DEUS, o Espírito Santo se encarrega de revelá-la, não deixando a pessoa enganada.

 

É preciso analisarmos o texto todo, desde o primeiro versículo do capítulo 10 até o versículo 16. Vamos ver que JESUS, inicialmente, falou em parábola, ou seja, de forma alegórica, figurativa; para, só depois, explicar toda a passagem:

 

“Na verdade, na verdade vos digo que aquele que não entra pela porta no curral das ovelhas, mas sobre por outra parte, é ladrão e salteador. Aquele, porém, que entra pela porta é o pastor das ovelhas. A este o porteiro abre, e as ovelhas ouvem a sua voz, e chama pelo nome às suas ovelhas, e as traz para fora. E quando tira para fora as suas ovelhas, vai adiante delas, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. Mas de modo nenhum seguirão o estranho, antes fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos. Jesus disse-lhes esta parábola; mas eles não entenderam o que era que lhes dizia. Tornou, pois, Jesus a dizer-lhes: Em verdade, em verdade vos digo que Eu sou a porta das ovelhas. Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não os ouviram. Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens. O ladrão não vem senão a roubar, a matar e a destruir. Eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância. Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas. Mas o mercenário, o que não é pastor, de quem não são as ovelhas, vê vir o lobo, e deixa as ovelhas, e foge; e o lobo as arrebata e dispersa as ovelhas. Ora, o mercenário foge, porque é mercenário, e não tem cuidado das ovelhas. Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido. Assim como o Pai me conhece a mim, também Eu conheço o Pai, e dou a minha vida pelas ovelhas. Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um Pastor” (João 10:1-16).

 

Antes, vamos aos significados de algumas expressões e palavras contidas ao longo da parábola:

 

Porta no curral das ovelhas. JESUS está se referindo a ELE mesmo. Há uma porta espiritual para entrar. Essa porta é JESUS, como ELE mesmo disse de forma clara e direta nos versículos 7 e 9.

 

Ladrão. Aquele que rouba ou furta; gatuno, salteador (aquele que salteia, ladrão, bandido) (versículos 1 e 10).

 

Mercenário. Aquele que trabalha por dinheiro; interesseiro; que só age por interesse no dinheiro (versículos 12 e 13).

 

Porteiro. DEUS e JESUS (versículo 3).

 

Trazer para fora (expressão utilizada no final do versículo 3): um dos significados da palavra grega Ekklesia (igreja, assembleia) é “chamar e fora” ou “chamados para fora”.

 

Ir adiante delas (versículo 4). Era a posição de DEUS em relação ao Seu povo, os israelitas desde a saída do Egito com Moisés (Êxodo 13:21; 23:23). DEUS nunca deixa os Seus filhos sozinhos no deserto ou na guerra espiritual que eles enfrentam. Essa também deve ser a posição dos pastores homens em relação às ovelhas. O verdadeiro pastor cuida das ovelhas, está na posição de frente na guerra (as ovelhas vêm logo atrás dele em obediência). Um pastor ungido por DEUS não desampara as ovelhas; não as deixa soltas e perdidas no deserto, sem orientação nem cobertura espiritual divina.

 

Estranho (versículo 5). Aquele que é desconhecido de DEUS; intruso; o que não foi constituído verdadeiramente pelo SENHOR (podemos ver também a advertência de JESUS (“Nunca vos conheci”) em relação àqueles que O chamavam e chamam de SENHOR, mas que vivem em iniquidade, em desobediência a DEUS (Mateus 7:23).

 

O ladrão, a que JESUS se referiu em João 10:10, não é, especificamente nesse texto, o diabo; mas o falso pastor, aquele que subiu por outro caminho e entrou por outras portas, e não seguiu o exemplo do SENHOR JESUS (versículo 2). Os que quiseram chegar antes DELE, ou seja, se anteciparam a CRISTO, são ladrões e salteadores e as verdadeiras ovelhas de JESUS não devem ouvi-los nem segui-los (versículo 8). Não é por meio de homens que a salvação chega à vida de uma pessoa, mas através da Porta, que é JESUS (versículo 9). Agora veio a citação do conhecido versículo 10. O ladrão do tal versículo é o falso pastor, o que trabalha “em prol do Reino de DEUS” visando o dinheiro das ovelhas. JESUS disse: “ELE É MERCENÁRIO; E NÃO PASTOR!” (versículos 12 e 13).

 

Algumas das características do verdadeiro pastor, constituído por DEUS, para cuidar das ovelhas de JESUS aqui na terra, foram ditas e ensinadas pelo NOSSO SENHOR: conhecer as ovelhas, saber do nome de cada uma; cuidar delas, estar à frente nas batalhas com elas.

 

O coração do falso pastor está inclinado no dinheiro, na prosperidade financeira de si próprio; e extorque os fiéis (por isso foi chamado por JESUS de MERCENÁRIO, LADRÃO, BANDIDO E SALTEADOR). Observe, o falso pastor geralmente não pede o dinheiro de forma explícita para ele, mas para o templo, que ele ensinou erradamente as pessoas como sendo a “Casa de DEUS” (Quem, afinal, não quer contribuir com a Casa de DEUS?). Com o dinheiro arrecadado, ele paga os compromissos do templo e tira o bom salário dele. Pior que muitos desses falsos pastores trabalham também no secular; ou seja, não necessitam do dinheiro que as pessoas depositam nos envelopes e oferecem nos cultos. Aqueles que deveriam ser os verdadeiros beneficiados não são: os necessitados, os humildes, os que sofrem privações.

 

Outra característica do falso pastor: quando ele vê o perigo se aproximando das ovelhas (o lobo usado figurativamente), ele foge e deixa as ovelhas fragilizadas, descobertas e desamparadas. Então o lobo vem, arrebata-as e as dispersa (versículo 12). Outro detalhe importante: ELE NÃO CUIDA DAS OVELHAS (versículo 13).

 

A relação de conhecimento entre o verdadeiro pastor e as ovelhas é exemplificada na relação entre DEUS e JESUS (versículo 15).

 

No último versículo, JESUS afirmou que existem outras ovelhas, que não têm linhagem judaica; mas que a estas ovelhas (EU E VOCÊ) ELE agregará ao aprisco das ovelhas judaicas que se converteram a JESUS; e, assim, haverá um só rebanho (UMA SÓ IGREJA) e um só Pastor (QUE É JESUS) (versículo 16).

 

Observe agora. JESUS não cuida de mim e de você apenas uma ou duas vezes por semana. ELE cuida todos os dias e horas. O verdadeiro pastor deve seguir o modelo do NOSSO SENHOR JESUS. A ocupação dele não deve ser outra coisa senão a de cuidar das ovelhas diariamente. Esse é o padrão, o exemplo a ser seguido.

 

Pastores, que não seguem o modelo de CRISTO, não entraram na PORTA CHAMADA JESUS, mas por outras portas. Observe os tais e fuja deles! Ore a DEUS e peça ao Espírito Santo o verdadeiro pastor que vai cuidar de você, que também disciplina, corrige e, sobretudo, doutrina para que a ovelha caminhe para o Céu.

 

No AMOR DE DEUS,

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

Como vencer uma guerra espiritual?

25 de agosto de 2016.

“De uma mesma boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não convém que isto se faça assim. Porventura deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água amargosa?” (Tiago 3:10-11).

 

Desde que cheguei de Brasília, muitos têm me perguntado a razão de minha volta tão repentina a Pernambuco. A resposta que sempre dou é a de que DEUS me leva para onde ELE quer para estabelecer os Seus propósitos em nossa vida. A princípio, muitas vezes, desconhecemos os propósitos do SENHOR, mas o importante é estarmos disponíveis para sermos usados pelo Espírito Santo: “O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim é todo aquele que é nascido do Espírito” (João 3:8). Quero ser como o vento do Espírito, que assopra para um lado e para o outro.

 

Muitas são as lutas espirituais que tenho enfrentado na cidade de Olinda. Conheci uma mulher, que tinha abandonado o marido dela, para se juntar a outro homem. Ambos não conhecem o SENHOR ainda. O marido lutou muito pela restauração do casamento dele, com as próprias forças, mas sem ver resultado algum. Procurou diversas portas. A única filha do casal, uma criança, me procurou para pedir oração pela reconciliação do pai e da mãe. Oramos muito de joelhos no chão.

 

Após muitas lutas, o projeto das trevas, na vida daquela mulher, foi dissipado para a Glória de DEUS; e ela e o marido se reconciliaram. Com um detalhe: a sua mãe tem ódio gratuito no coração pelo marido da filha; e fez de tudo para que essa reconciliação não ocorresse. As lutas são enormes. A tal mulher, que sempre pode, me procura para pedir orientações e tentar compreender o porquê de tantas lutas, especialmente entre ela e sua mãe.

 

É muito difícil explicar ações espirituais para pessoas que ainda não foram convertidas pelo Espírito Santo. Essa semana mais uma ação do diabo se fez presente. A mãe buscou amizade com o ex-adúltero da filha, o homem com o qual a filha tinha se envolvido quando se afastou do marido. A pergunta é: Por que uma mãe deseja tanto a destruição de sua própria filha, preferindo que ela permaneça no adultério, ao invés da reconciliação com o marido legítimo? De uma forma geral, a resposta é: OBRA DE satanás, DAS PROFUNDEZAS DO INFERNO.

 

Há pouco, a mulher me procurou mais uma vez ao telefone. Estava com as pernas trêmulas, profundamente magoada, ao saber, da boca da sua mãe, que a mesma estava novamente de amizade com o ex-adúltero da filha.

 

Observemos: satanás usou a boca da mãe para desestabilizar mentalmente, emocionalmente, a filha. Ele chega e, de forma atrevida e direta, diz: “LIGUEI PARA FULANO DE TAL E ESTOU NOVAMENTE DE AMIZADE COM ELE”. Muitas vezes, satanás não usa interlocutores, terceiros, mas fala diretamente através da boca da pessoa envolvida para atingir alguém que ele estabeleceu como meta. E, por causa da completa falta de discernimento espiritual, entendimento, muitas pessoas se deixam envolver com essas artimanhas sujas do diabo e se magoam, se entristecem; e deixam de orar, e ficam profundamente magoadas e feridas. Satanás sempre vai usar uma boca disponível a ele para desestabilizar a vida de quem deseja viver os propósitos do SENHOR DEUS.

 

Eu, no passado, muitas vezes já fui boca do espírito das trevas. Você também. Se não vigiarmos, voltaremos a ser. O apóstolo Pedro viveu igualmente uma experiência assim.

 

JESUS, certa vez, perguntou aos apóstolos: “E vós, quem dizeis que Eu sou? E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque não foi a carne e o sangue que te revelou, mas meu Pai, que está nos céus” (Mateus 16:15-17).

 

Observemos mais uma vez: Pedro era um discípulo amado por JESUS, assim como os demais. A resposta que Pedro deu à pergunta do Filho de DEUS foi tida, pelo próprio JESUS, como fruto da inspiração de DEUS. Que bênção!

 

Mas, um pouco mais adiante, JESUS contou aos apóstolos o que iria LHE acontecer, quando chegasse a Jerusalém: que iria padecer muito pelas mãos dos anciãos, dos sacerdotes e escribas, ser morto em uma cruz, mas que iria ressuscitar ao terceiro dia.

 

Agora, vejamos o que Pedro respondeu ao ouvir aquela revelação de JESUS: “E, Pedro, tomando-o de parte, começou a repreendê-lo, dizendo: Senhor, tem compaixão de ti; DE MODO NENHUM TE ACONTECERÁ ISSO” (Mateus 16:22). “JESUS, porém, voltando-se, disse a Pedro: PARA TRÁS DE MIM, SATANÁS, QUE ME SERVES DE ESCÂNDALO; PORQUE NÃO COMPREENDES AS COISAS QUE SÃO DE DEUS, MAS SÓ AS QUE SÃO DOS HOMENS” (Mateus 16:23).

 

Entre o tempo em que foi usado pela inspiração divina e o momento em que ouviu de JESUS sobre os Seus dias seguintes em Jerusalém, Pedro se tornou instrumento das trevas. Satanás encontrou, por uma fração de segundos, uma oportunidade de usar a boca do apóstolo e envergonhar o propósito do SENHOR DEUS.

 

Se compreendermos que o principal canal que satanás usa para levar angústia, dor e sofrimento às pessoas é a BOCA; se atentarmos a essa verdade, tanto em nossa vida, como na vida das pessoas que estão ao nosso redor, venceremos muitas das lutas espirituais a que estamos envolvidos.

 

Não é profundamente doloroso ouvir de uma pessoa, que você tanto ama, palavras de discórdia, agressivas e de maldição? Sei que é. Mas é preciso sabedoria, bom posicionamento, para não nos deixarmos ser usados pelo espírito do inferno ou nos abatermos com aquilo que ele anda fazendo.

 

Quem ainda não foi transformado pelo Espírito Santo, quem ainda não anda na direção do Reino do Céu, tende a ser uma pessoa instável, inconstante, vulnerável. Ou seja, ora vai estar alegre, demonstrando paz; ora vai estar irada, revoltada, oprimida. Ora vai se dirigir a você com aparência de mansidão (especialmente quando deseja algo do interesse dela); ora, momentos de fúria, de agressão verbal, especialmente quando não se consegue o que quer.

 

O bom mesmo é se manter, o máximo que puder, afastado dessas pessoas; e orar muito por elas. DEUS permite que o mal se levante para amadurecimento espiritual dos Seus filhos. Sem o mal, impossível conhecermos a plenitude do bem. O mal até poderá nos atingir em alguns momentos, mas não terá de todo o pleno domínio nem os seus projetos realizados em nossa vida, PORQUE MAIOR É AQUELE QUE TEM TODO O PODER E QUE CONTROLA A NOSSA VIDA.

 

Aquele que hoje é usado como instrumento do inferno, pelo bom posicionamento do cristão, será liberto e, um dia, será apenas canal de bênçãos do SENHOR JESUS. Não desista da vida dessas pessoas oprimidas espiritualmente por satanás, especialmente, parentes e familiares (maridos, esposas e filhos).

 

Quem é alçado a uma guerra espiritual por DEUS não é para sair derrotado, mas vencedor. Por isso, busque sabedoria e todo entendimento para vencer as suas batalhas espirituais diárias. Um passo por vez, e logo a glória de DEUS será estabelecida em sua vida e família.

 

No Amor de DEUS,

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

A mãe das mulheres cristãs casadas

05 de agosto de 2016.

Você é uma mulher de DEUS?

Você é uma esposa conforme o padrão estabelecido pelo SENHOR?

Você vive de acordo com a Palavra ou apenas é uma frequentadora de templo, que ouve uma ministração fragmentada, uma vez por semana, e nada mais?

 

Noventa e oito por cento das mulheres que me procuram se dizem cristãs, servas de JESUS e filhas de DEUS; e fazem parte de uma denominação protestante. Curiosamente, quase nenhuma conhece o padrão que DEUS estabeleceu para a vida delas, porque não foram ensinadas acerca disso. E, quando ouvem um ensinamento específico sobre o assunto, a primeira afirmação de surpresa é que nunca ouviram falar desse padrão celestial.

 

O apóstolo Pedro afirmou que as mulheres cristãs casadas possuem uma mãe bíblica de referência, na qual devem se inspirar.

 

Vamos ao texto:

 

“Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também, se alguns não obedecem à palavra, pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavra; considerando a vossa vida casta, em temor. O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de joias de ouro, na compostura dos vestidos; mas o marido encoberto no coração; no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus. Porque assim se adornavam também antigamente as santas mulheres que esperavam em Deus, e estavam sujeitas aos seus próprios maridos; como Sara obedecia a Abraão, chamando-lhe senhor; DA QUAL VÓS SOIS FILHAS, fazendo o bem e não temendo nenhum espanto” (1 Pedro 3:1-6).

 

A advertência de Pedro é direto às mulheres cristãs casadas. E começa afirmando que estas devem ser sujeitas aos seus próprios maridos (Por diversas vezes, no Novo Testamento, vejo o atributo de propriedade ser ligado a maridos e esposas).

 

O ato de sujeitar-se a alguém é o mesmo que o de obedecer. Infelizmente, e sem entender o significado dessa palavra à luz das Sagradas Escrituras, muitos dicionaristas ampliaram o significado de sujeição ao ato de oprimir, constranger, escravizar, maltratar. Nenhum desses comportamentos, entretanto, tem a ver com o sublime ato de se submeter ensinado pelo SENHOR. DEUS não quer nem nunca quis que as mulheres (sem ser humano algum) fossem ou sejam maltratadas, oprimidas, subjugadas; mas amadas e respeitadas: “Maridos, AMEM as suas esposas como CRISTO amou a Sua igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para santificá-la, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra” (Efésios 5:25-26).

 

Durante muito tempo, muitos maridos, não convertidos a DEUS, se aproveitaram do extremo nível de dependência de suas esposas para maltratá-las (muitos, tristemente, ainda agem dessa maneira); o que fez com que a submissão recebesse uma conotação negativa aos olhos da sociedade.

 

Submeter-se, para DEUS, é se colocar à disposição para ajudar. A esposa, assim, torna-se muito importante na vida do marido e na afirmação de um lar cristão abençoado. Ela não pode mandar, determinar, mas contribuir, colaborar. O perfeito exercício da submissão bíblica é o princípio do padrão estabelecido por DEUS e da edificação de um casamento alicerçado nos conselhos do SENHOR. E o Mandamento de submissão bíblica para as mulheres não se refere apenas ao marido no casamento, mas também a um pastor ungido por DEUS (Hebreus 13:17) e ao patrão no trabalho (Romanos 13:1-2).

 

Ainda no primeiro versículo, há uma promessa da parte de DEUS para essas mulheres tementes a ELE, cumpridoras dos Seus Mandamentos: “COMPORTEM-SE ADEQUADAMENTE, DE BOCA FECHADA, PARA QUE ALGUNS MARIDOS, QUE NÃO TEMEM A PALAVRA, SEJAM GANHOS PELO SENHOR, PELO SIMPLES E PERFEITO COMPORTAMENTO DE SUAS ESPOSAS”.

 

Não é falando, batendo boca, retrucando, brigando, mas sendo submissa e de boca fechada; tendo um comportamento zeloso aos olhos de DEUS. Quem retruca e briga com os maridos atrai maldição para o casamento, que culmina com separação, o divórcio e mais e mais o afastamento deles.

 

O versículo segundo diz que essas esposas precisam considerar e conservar uma vida casta, em santidade e pureza, por temor a DEUS. Ou seja, elas vivem esse padrão, não simplesmente porque querem, mas porque DEUS quer: “O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo a prudência” (Provérbios 9:10); “Toda mulher sábia edifica a sua casa; mas a tola a derruba com as próprias mãos” (Provérbios 14:1).

 

Belíssimos são os versículos seguintes do texto de 1 Pedro, o 3 e 4: O ENFEITE DAS ESPOSAS CRISTÃS NÃO SEJA O EXTERIOR (batons, frisado dos cabelos, as joias, os vestidos, o calçado, a bolsa, nada disso); MAS O MARIDO ENCOBERTO NO CORAÇÃO DELAS. O texto não está afirmando que essas coisas são proibidas e erradas (embora saibamos que são vaidades); mas que a prioridade das esposas cristãs seja o interior, o marido guardado e escondido em seus corações.

 

Qual esposa cristã atualmente tem o seu marido encoberto no coração como enfeite mais precioso de sua vida? Responda, com sinceridade, você, mulher, casada, que até hoje se considerou mulher de DEUS, pelo fato de um dia ter aceitado a CRISTO dentro de um templo protestante e passou a fazer parte dele. Não precisa responder para mim, mas para você mesma. A vida em templos te fez uma mulher temente a DEUS, cujo marido vive encoberto em seu coração?

 

E tem mais: O ENFEITE DESSAS MULHERES TAMBÉM SEJA O INCORRUPTÍVEL TRAJE DE UM ESPÍRITO MANSO E QUIETO, QUE É MUITO PRECIOSO DIANTE DE DEUS. Qual mulher casada, que se considera cristã, mantém o traje incorruptível de um espírito manso e quieto? Ao contrário, tenho visto, sim, esposas, que se dizem cristãs, as quais foram repudiadas pelos maridos, que, mesmo em um tenebroso deserto, continuam rixosas, falantes, murmuradoras, briguentas, insubmissas. Ficam furiosas quando ouvem ou leem uma Verdade como essa. Na verdade, essas que se dizem cristãs, ainda precisam nascer de novo e entenderem que o ser de CRISTO se estabelece em ouvir e viver a Palavra; e não somente em ouvir.

 

Os versículos 5 e 6 dão como modelo o exemplo das mulheres bíblicas de antigamente. Essas são chamadas de SANTAS, pois tinham o costume de ESPERAR EM DEUS e de se SUJEITAREM AOS MARIDOS. E, especificamente, uma foi lembrada por Pedro: Sara, a esposa de Abraão. O apóstolo, pelo Espírito de DEUS, afirma que Sara obedecia ao marido dela em tudo e até o chamava de “senhor”. Afirma também que, dessa forma, Sara se torna mãe e exemplo para as mulheres casadas cristãs de hoje: “DA QUAL VÓS SOIS FILHAS”.

 

Sara tem sido a sua mãe e o seu melhor exemplo como esposa temente a DEUS?

 

Melhor: depois de toda essa leitura e análise, você ainda se considera uma mulher convertida a DEUS e por ELE? Você é cumpridora da Palavra DELE? Creio que, se você for uma mulher humilde e sincera com DEUS, vai admitir para ELE que ainda não é convertida, embora frequente um templo denominacional a tantos anos.

 

É muito melhor admitir a verdade, buscar incessantemente a sua conversão diante de DEUS, e afirmar o mesmo que uma mulher do Rio Grande do Norte afirmou logo após ouvir de mim um estudo bíblico sobre esse mesmo assunto: “Pastor Fernando, depois dessa nossa conversa, concluí que, agora, não preciso resgatar o meu casamento; mas que preciso, sim, resgatar a minha alma para ter a vida eterna. Obrigada por estar na terra a procura de ovelhas perdidas como eu”.

 

Que essas palavras sejam também a sua certeza!

 

No Amor de DEUS,

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

A prosperidade dos adúlteros

13 de julho de 2016.

Leio uma mensagem, no meu celular, de uma pessoa acompanhada por mim, em seu deserto espiritual, sobre o marido que a repudiou:

 

“Pastor, com o meu marido não acontece nada de ruim, nem uma inquietação sequer. Sabe, não busco vingança; mas, até agora, não vi DEUS corrigi-lo em nada. Pelo contrário, ele parece estar bem, tudo correndo favoravelmente. Depois que nos separamos, ele comprou carro, ganhou aumento de salário, anda bem arrumado. Ele demonstra estar bem. Eu, ao contrário, fiquei desempregada” (B., de Santa Catarina).

 

Por esses dias, estive conversando ao telefone com outra pessoa, desta feita de Brasília, a qual também acompanho diariamente. O assunto fora exatamente esse: a prosperidade dos ímpios. No caso específico, tratamos da prosperidade material e financeira do patrão dela que, como empresário e ímpio, tem adquirido grandes fortunas em propriedades e dinheiro, mas tudo resultado da corrupção.

 

A imensa riqueza material do diabo está concentrada nas mãos da multidão de pessoas que o servem, espalhadas por todas as nações. Ele fez disso a arma de sua chantagem para ver se JESUS, o Filho de DEUS, o adoraria: “Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles. E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares” (Mateus 4:8-9). Ele tentou corromper o caráter incorruptível do SENHOR JESUS, oferecendo-LHE tesouros e riquezas.

 

Até a volta do SENHOR JESUS, satanás usará das mesmas estratégias para multiplicar o número de seus seguidores pelo mundo. E não importa, onde estejam: se nas baladas, nos bordéis, ou mesmo cultuando a DEUS dentro dos templos religiosos. O que importa para o diabo é a corrupção do caráter, matar a esperança de salvação das pessoas. Pois a humanidade não será julgada por aquilo que teve e acumulou em termos de bens materiais, mas pelo seu caráter, por aquilo que foi ou deixou de ser. O valor do caráter traduz a condição do espírito. Quanto mais um caráter for corrompido, mais o espírito andará morto e distante de DEUS.

 

Por exemplo, por que muitos maridos e esposas, que abandonaram suas famílias, os casamentos lícitos, para viverem com novas pessoas em adultério, atravessam um grande período prosperando material e financeiramente? Será essa prosperidade permanente ou temporária? Teve ela origem em DEUS ou no diabo?

 

Observemos: adúlteros também passam em concursos públicos, atingem alto patamar profissional e financeiro; são mestres, doutores; diretores, chefes de departamento; destacam-se nos lugares onde trabalham, são muito elogiados; compram carros novos, casas luxuosas; vestem-se bem; têm, muitas vezes, uma excelente retórica; tornam-se grandes empresários, pastores; fazem bonitos sermões para impressionar os ouvintes; não sabem o que são privações; andam com um sorriso estampado no rosto; e tudo isso tem a ver com a condição espiritual morta que possuem. Vou explicar através de uma simples ilustração. Qual a melhor forma de atrairmos um animal para junto de nós? Oferecendo, claro, aquilo que ele gosta, não é verdade? Qual a melhor maneira de prendê-lo em nosso seio? Cativando-o com aquilo que vai impressioná-lo e fazê-lo bem. Assim também funciona no mundo espiritual. O diabo também tem alimento para oferecer: alimento podre, vencido, envenenado, mas com aparência de algo bom. Acaso você já viu, na prateleira de algum supermercado, uma fruta cuja parte externa apresentava-se apetitosa, mas quando foi aberta o interior estava podre? É esse o tipo de alimento que o diabo oferece: aquilo que tem aparência de coisa boa, mas que destrói o corpo, a alma e o espírito. A pessoa aceita e prova. Acha saboroso e deseja comer mais vezes. Quanto mais ela quer, mais o diabo oferece. E quanto mais ela come, mais cega e acorrentada ficará pelos demônios. Esse alimento é a prosperidade material, profissional e financeira que satanás tem dado diariamente aos seus fiéis seguidores. É através dele (dos alimentos oferecidos pelo diabo) que muitas famílias têm sido destruídas. E o pior: muitos, que provam desse alimento, não estão somente nos bordéis do mundo, mas dentro dos templos, com aparência de santos.

 

E o final de tudo isso qual é, se não houver arrependimento verdadeiro e conversão a DEUS? Falência, doença, destruição, endividamento, abandono, solidão, morte espiritual. Observe o que escreveu Salomão, no tempo em que estava cheio da sabedoria de DEUS: “Porque o mandamento é lâmpada, e a lei é luz; e as repreensões da correção são o caminho da vida. Para te guardarem da mulher vil, e das lisonjas da estranha. Não cobices no teu coração a sua formosura, nem te prendas aos seus olhos. PORQUE POR CAUSA DUMA PROSTITUTA SE CHEGA A PEDIR UM BOCADO DE PÃO; e a adúltera anda à caça da alma preciosa. Porventura tomará alguém fogo no seus seio, sem que suas vestes se queimem?” (Provérbios 6:23-27).

 

Outra história bíblica que poderemos nos apoiar para a defesa dessa nossa fé está no relato do filho pródigo. Ele pôs o olhar nas riquezas do pai, exigindo-lhe a parte que tinha direito, para se deleitar abundantemente no mundo. Enquanto teve dinheiro, os falsos amigos estavam ao lado dele em festas e prostituição. Satanás o ofereceu toda a riqueza e ele aceitou. Depois, quando tudo acabou, a vida se tornou mera ilusão. Foi mendigar trabalho, chegando ao ponto de desejar comer as bolotas com os porcos. O homem planta e colhe exatamente o que plantou (é a lei bíblica da semeadura que ninguém escapa). Ninguém haverá de plantar o mal e, ao final da estrada, colher o bem. Até o “bem”, que aparentemente se vê, é temporário; não tardará a passar.

 

Muitas das separações conjugais acontecem quando maridos e esposas colocam o olhar na vaidade humana, nas riquezas materiais e na busca pelo enriquecimento financeiro; e passam a desprezar seus legítimos cônjuges, vendo-os com desprezo e inferioridade. Os legítimos passam a perder o valor; e os ilegítimos passam a ser supervalorizados. Nenhum marido se separa da sua legítima esposa para se relacionar com uma “pior” (aos olhos dele) que ela. Ou a diferença estará na beleza exterior, ou na prisão sexual, ou na questão financeira e social. Também é preciso lembrar que um homem e uma mulher com o coração e olhar contaminados são entregues, pelo próprio DEUS, às vaidades e às imundícies dos seus pensamentos: “Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundície, para desonrarem seus corpos entre si; pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém. Por isso Deus os abandonou às paixões infames (...)” (Romanos 1:24-26).

 

Quando DEUS entrega uma pessoa ao mal é porque o coração dela já está completamente aprisionado ao maligno; e o seu prazer é se deleitar nisso. Ela está cega, não enxerga o mal a que está envolvida; por isso, é inútil tentar demovê-la da ideia por palavras e argumentos.

 

A prosperidade, quando é de DEUS, não retira a alma, o espírito e o corpo do indivíduo próspero da santificação nem da presença do Seu Santo Espírito.  Um homem e uma mulher, verdadeiramente de DEUS, não colocam o olhar em prioridades erradas, terrenas, seculares e carnais; mas no estabelecimento do Reino celestial.

 

O mais triste é ver muitos filhos de DEUS, que foram repudiados e se encontram em um deserto espiritual, murmurando e com inveja da prosperidade diabólica dos seus cônjuges. Deixam de reconhecer e supervalorizar o DEUS que cuida deles, que não os desampara; que não deixa nada faltar em suas vidas, para valorizar e enxergar apenas o que satanás está fazendo na vida do outro. O olhar errado definha almas.

 

Adúlteros, assim como todos os ímpios, também prosperam; mas uma prosperidade que os conduz para as câmaras da morte. Adúlteros também se acham cristãos e louvam a DEUS dentro dos templos; mas o SENHOR sabe que eles vivem separados do Seu Espírito.

 

É preciso muita oração e jejum pela vida dos que se encontram cegos, aprisionados nos cárceres do mal. Se morrerem nessa condição, serão condenados ao inferno (veja Provérbios 7:27; 14:12; 1 Coríntios 6:9-10). É necessário muita devoção e amor por essas almas, em oração, súplica e perseverança, para que haja tempo de se arrependerem e viverem a vontade de DEUS em suas vidas.

 

Em CRISTO,

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

Mortos nos templos

10 de julho de 2016.

As lideranças religiosas matam sem armas. A pior morte que existe é a que se morre por meio da alienação espiritual. Ela mata um de pé, sem roubar-lhe imediatamente o fôlego de vida e os sentidos; cega, deixando os olhos naturais sempre abertos e os espirituais fechados. E a pessoa vitimada não consegue perceber a presença dela na alma.

 

Há uma passagem Bíblica, dita por JESUS, que muito mexe com a minha vida, e, sempre que posso, repito-a em meus estudos e reflexões. É necessário sempre meditarmos nela:

 

“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, MAS AQUELE QUE FAZ A VONTADE DE MEU PAI, que está nos céus. MUITOS me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mateus 7:21-23).

 

Essas palavras de advertência do SENHOR JESUS nos reportam a uma realidade preocupante: o que tem se passado e acontecido dentro dos templos religiosos; e a condição espiritual das pessoas que os frequentam. Elas chamam JESUS de SENHOR, profetizam, expulsam demônios e curam no Nome de JESUS. Mas, mesmo assim, ouvirão do SENHOR no Grande Dia que são desconhecidas DELE. Que infeliz surpresa!

 

Em uma das Cartas escritas por João, ele nos afirmou que iniquidade é pecado (1 João 3:4). JESUS encerrou a advertência DELE afirmando que muitas pessoas serão afastadas da Glória de DEUS porque, embora tenham passado muitos anos chamando JESUS de SENHOR dentro dos templos, viveram na prática, na escravidão do pecado.

 

Vou citar dois exemplos do que seria uma vida religiosa em templos, porém afastada de DEUS.

 

Quase sempre, as pessoas, que foram repudiadas pelos seus cônjuges, ao receberem minha ligação para um atendimento, ficam muito felizes, agradecidas, emocionadas. A primeira impressão delas é que sou um homem de DEUS e que foi o SENHOR que me enviou para falar a elas a respeito do problema que atravessam.

 

Essa semana, atendi duas mulheres em regiões diferentes. A primeira me disse que estava orando pelo casamento dela, que o marido havia a abandonado para viver com outra mulher, que ela é cristã, que um profeta dentro do templo disse que a separação foi obra de macumbaria etc. Perguntei se aquele tinha sido o primeiro casamento dela e dele. Para minha surpresa, NÃO! Nem ela nem o dito homem estavam em primeiro casamento como DEUS deseja. Ambos já haviam passado por outro antes de se relacionarem. Ela, inclusive, me relatou que na primeira união dela, o primeiro homem também já era divorciado da primeira esposa dele. Vejam a bagunça promovida por satanás! À primeira vez, ela se “casou” com um homem divorciado. O relacionamento não deu certo e ela se casou com um segundo homem, também divorciado da esposa dele. Por causa do vínculo sentimental carnal e maligno, as pessoas tendem a acreditar que o relacionamento desse jeito é lícito para DEUS; que o SENHOR aprovou, simplesmente, porque eles se amavam (sentimentalmente falando). É como se DEUS fosse movido e influenciado pelos sentimentos carnais que as pessoas nutrem entre si. Bem, fui duro e categórico na Palavra: É ADULTÉRIO! NÃOHÁ ALIANÇA LÍCITA TESTEMUNHADA POR DEUS, NÃO HÁ CASAMENTO! E SE NÃO HÁ CASAMENTO LÍCITO, NÃO PODE HAVER RESTAURAÇÃO ATRIBUÍDA AO SENHOR. Simples assim. Essa ainda demonstrou certa educação, me agradeceu bastante e desligou o telefone.

 

O segundo atendimento. A mulher é uma ardorosa frequentadora de templo. Viveu com um homem há mais de 10 anos, sem, no entanto, contrair o casamento. Viveram amasiados e desse estado de amásia tiveram um filho. Na cabeça dela, pelo fato de terem tido um filho, pelo tempo de convivência e pela paixão, aquilo era um casamento. Ela também chegou a afirmar que um profeta do templo havia dito que o SENHOR iria trazê-lo de volta para os braços dela. Interrompi-lhe para ter a certeza: “Vocês nunca se casaram?”. Ela me confirmou: “Não!”. Mais uma vez fui duro e incisivo na doutrina do SENHOR JESUS e dos apóstolos. Aquilo não era casamento, mas FORNICAÇÃO, PROSTITUIÇÃO, PURO DELEITE CARNAL. Para, em seguida, pôr em dúvida a condição espiritual desses “profetas de DEUS”. A tal mulher ficou irada e desligou o telefone na minha face. Os demônios se iram quando usamos a Verdade para confrontá-los.

 

Os templos estão repletos de profetas assim, que se autointitulam de DEUS. É um tal de “Deus disse isso, Deus disse aquilo”, “Deus manda te dizer”, que nem satanás está suportando mais. Aliás, está. E não só suporta como sorri da cara dessas pessoas religiosas que têm a mentira por verdade e vivem nos templos adorando a DEUS apenas com os seus lábios.

 

Para um verdadeiro profeta falar pela boca de DEUS, o que é dito tem que estar em conformidade com a Palavra. Nunca DEUS iria chamar, por exemplo, um adultério ou fornicação (pecados sexuais) de casamento. A mentira nunca será verdade nem para a minha vida nem para a vida de ninguém. Ela sempre será mentira.

 

Esses dois exemplos, infelizmente, não são exceções, casos isolados, mas realidade geral.

 

As pessoas estão mortas espiritualmente dentro dos templos. Foram convencidas por homens, que têm apenas interesse no dinheiro delas, que estão no caminho do Céu. Esses falsos obreiros, que se autointitulam pastores para enganar os ignorantes, receberão a justa condenação do SENHOR DEUS no Grande Dia. Eles serão desmascarados pelo Supremo e Eterno JUIZ. E uma multidão, por causa deles, também será condenada porque não atentou a Verdade, que está na Palavra, mas foi levada por qualquer vento de doutrina.

 

JESUS já advertiu sobre a presença desses falsos e hereges: “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, QUE VÊM ATÉ VÓS VESTIDOS COMO OVELHAS, MAS INTERIORMENTE, SÃO LOBOS DEVORADORES” (Mateus 7:15); “E surgirão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. (...) Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas E FARÃO TÃO GRANDES SINAIS E PRODÍGIOS, QUE SE POSSÍVEL FORA, ENGANARIAM ATÉ OS ESCOLHIDOS” (Mateus 24: 11 e 24).

 

Esses falsos líderes se multiplicaram tanto, tornaram-se tão numerosos que tentam ofuscar a presença e a sabedoria dos verdadeiros. Muitos são os que os seguem dentro dos templos.

 

Há muito alimento enlatado e apodrecido sendo oferecido por aí como sendo alimento bom e saudável. A doutrina do SENHOR JESUS é estreita, de renúncia, cruz diária, de sofrimento por amor ao Reino. É essa doutrina que nos torna santos e puros diante do SENHOR.

 

Não se iludam com esse evangelho barato de apenas “aceitar JESUS” e passar a frequentar um templo protestante (ou de qualquer outra religião). Sejam santos e procurem viver plenamente a vontade de DEUS. A salvação do espírito se confirma apenas no cumprimento dessas duas vertentes.

 

Um abraço e recebam a Paz de CRISTO nas suas vidas!

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

Apropriando-se de quem é do outro

20 de junho de 2016.

A frase mais esquisita, mais absurda e mais incoerente, que tenho ouvido nos últimos tempos, é: “Fulano se casou com uma mulher divorciada DO MARIDO DELA”. Eu me pergunto: Como é possível um homem se casar com uma mulher cujo marido é outro? Ou seja, nem o divórcio, na frase, desfez o seu primeiro casamento.

 

Quem se apropria de quem (pessoa) pertence a outro, com consentimento ou não do proprietário dela, é ladrão, salteador. A Lei do Divórcio não fora criada por DEUS nem saiu do Seu coração, em qualquer lugar do mundo onde ela exista, mas criação de homens que não temiam o SENHOR nem tinham conhecimento algum de Sua Palavra. Portanto, DEUS continua a desconsiderá-la, assim como qualquer relacionamento que se construa baseado nela. Divórcio, no princípio, foi obra do diabo para consolidar a destruição familiar e tornar os seus prevalecentes adúlteros e ladrões, perdidos, sem salvação espiritual; e continuará sendo até que Nosso SENHOR JESUS volte e julgue todas as nações.

 

Pode até ser um conceito arcaico nos dias atuais, mas quando DEUS criou o casamento, tornou o corpo do homem e da mulher propriedade exclusiva mútua (“Mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua PRÓPRIA mulher; e cada uma tenha o seu PRÓPRIO marido” - 1 Coríntios 7:2), que só a morte seria capaz de separá-los: “A mulher casada está ligada pela lei todo o tempo que o seu marido vive; mas, SE FALECER O SEU MARIDO, ficará livre para se casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor” (1 Coríntios 7:39). O estado de viuvez cessa a possibilidade de quem ficou contrair relação sexual com quem morreu. Cônjuge vivo não pode mais ter sexo com o seu cônjuge defunto. Mas, enquanto estiverem vivos, embora separados ou divorciados, DEUS os considerará unidos em uma aliança que fora testemunhada por ELE. Assim, uma esposa, casada em primeiro casamento, que oferece o seu corpo para outro homem que não o pertence, torna-se, aos olhos de DEUS, adúltera; e este homem, adúltero e ladrão, por estar se apropriando de um corpo que não foi liberado a ele pelo SENHOR: “Qualquer que deixa sua mulher, e casa com outra, adultera; e aquele que casa com a repudiada pelo marido, adultera também” (Lucas 16:18). O adultério fere e mancha a santificação do corpo exigida por DEUS para os que desejam morar eternamente no Céu, segundo 1 Tessalonicenses 5:23. Separação e divórcio representam dívida aberta entre os cônjuges, ausência de perdão, endurecimento do coração. Essa dívida estará aberta até que o perdão seja liberado, a reconciliação aconteça e a primeira aliança volte a funcionar: “Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão e, depois, vem e apresenta a tua oferta. Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial, e te encerrem na prisão. Em verdade digo que de maneira nenhuma sairás dali enquanto não pagares o último ceitil” (Mateus 5:23-26).

 

O segundo casamento de pessoa divorciada também é uma transgressão direta a dois Mandamentos de DEUS: “Não adulterarás” (Êxodo 20:14) e “Não cobiçarás a casa do teu próximo, NÃO COBIÇARÁS A MULHER DO TEU PRÓXIMO, nem o seu servo, nem a sua serva, nem os eu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo” (Êxodo 20:17). Certamente, por causa disso, que José, filho de Jacó, pela ministração do Espírito Santo nele, decidiu fugir do assédio sexual feito pela esposa de Potifar; e, indubitavelmente, por isso, também, que DEUS irou-se contra Davi, quando o mesmo se deitou com Bate-Seba, mulher de Urias: “Por que, pois, desprezaste a Palavra do SENHOR, fazendo o mal diante de seus olhos? A Urias, o heteu, feriste à espada, E A MULHER DELE TOMASTE POR TUA MULHER; e a ele mataste com a espada dos filhos de Amom. Agora, pois, não se apartará a espada jamais da tua casa, porquanto me desprezaste, E TOMASTE A MULHER DE URIAS, o heteu, PARA SER A TUA MULHER” (2 Samuel 12:9-10).

 

Era e é inadmissível para DEUS um homem tomar o corpo da mulher de outro para ser mulher dele. A expressão, por si só, já revela a aberração e a distorção do fato: A MULHER ERA DE URIAS, E NÃO DE DAVI. Não se podia atribuir a Davi uma propriedade de um corpo, que não pertencia a ele, mas a outro homem. Urias não havia sido morto no tempo e pela vontade de DEUS. Ao contrário: Davi preparou uma emboscada para matá-lo, muito provavelmente, como homem ungido de DEUS, porque era conhecedor de que só a morte era capaz de separar aquele casal. Ele terminou forçando, com as próprias mãos, o rompimento daquela aliança. Homens não podem separar o que DEUS uniu. Por isso, as consequências em sua vida e família foram terríveis. Além de adúltero, tornou-se assassino.

 

Nem o casamento nem os cônjuges em primeiro casamento podem ser comparados ou tratados como mercadoria, produto, objeto. Uma roupa, que não sirva mais para o meu corpo, posso até doá-la a outro, que se apropriará dela. Aliás, devo fazer isso. Mas a roupa é um objeto que fora comprado em uma loja, que estava exposto em alguma vitrine; e nunca existiu (nem nunca existirá) aliança alguma minha com ela. Diferentemente de uma esposa, que mesmo que o seu marido a rejeite, não pode ser doada a outro pelo próprio marido, porque, nesse caso, há uma aliança que só pode ser desfeita na morte de um dos cônjuges.

 

Quem é do outro pertence somente ao outro. Quem é minha pertence somente a mim. Nem quem é minha pode pertencer a outro, nem quem é de outro pode pertencer a mim. Essa é a doutrina de DEUS para o primeiro casamento de um homem com a sua mulher. Infelizmente a Lei do Divórcio e a ignorância de muitos líderes religiosos (apoiados nela) tornaram uma multidão de pessoas adúlteras e ladras aos olhos de DEUS. Aconselharam e aconselham sem a sabedoria do Céu e sem o Espírito do SENHOR, mas pelas próprias visões, achismos e interpretações carnais.

 

Ainda há tempo de se livrar de quem não lhe pertence. Há tempo de se arrepender diante do SENHOR pelas transgressões cometidas no tempo da ignorância, abandonar o pecado e caminhar com a vida e a consciência em Paz com JESUS. Há tempo de andar com o coração e alma puros diante de DEUS. Esse tempo é hoje; é agora.

 

Em Cristo,

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

As adversidades na vida dos justos

14 de junho de 2016.

“Os justos clamam, e o SENHOR os ouve, e os livra de todas as suas angústias”; “Muitas são as aflições do justo, mas o SENHOR o livra de todas” (Salmo 34:17 e 19).

 

Tantas são as adversidades e as aflições na vida dos filhos de DEUS que não se pode contar. Acabo de receber a notícia de um irmão em Cristo, eletricista profissional, fiel e exemplo para a igreja do SENHOR: “Pastor, fui demitido da empresa onde trabalho. Glória ao meu DEUS por tudo”. “Amém, meu amado irmão. O SENHOR está no controle de tudo”, respondi.

 

Recentemente, tive a oportunidade de compartilhar com os irmãos e amados leitores de um alagamento do qual fui vítima na cidade onde me encontro; inclusive, da descarga elétrica que sofri. E tantas outras adversidades acumuladas ao longo de minha caminhada cristã, que não caberiam neste texto. Mas elas são mínimas, pequenas demais, comparando-as com aquelas que muitos homens de DEUS sofreram em suas vidas.

 

As adversidades na vida dos justos ocorrem basicamente por dois motivos: 1) Pela estrutura humana, carnal, pecaminosa, falha que os reveste (doenças físicas, por exemplo); 2) Por questões basicamente espirituais (perseguições, prisões, afrontas, retaliações).

 

Quando DEUS permite que o mal alcance a vida dos Seus filhos, daqueles que são fiéis, é tão somente para cumprir propósitos na vida destes, que resultam no crescimento espiritual de cada um. É uma das maneiras encontradas pelo SENHOR para trabalhar na vida daqueles que ELE ama. Há outras pessoas, entretanto, que o mal as alcançam por causa dos pecados e transgressões cometidos, comportamento errado. O apóstolo Pedro mostrou essa diferença entre os dois tipos de sofrimento: “Que nenhum de vós padeça como homicida, ou ladrão, ou malfeitor, ou como se entremete em negócios alheios; mas, se padece como cristão, não se envergonhe, antes glorifique a Deus nesta parte” (1 Pedro 4:15-16).

 

DEUS pode permitir que uma forte injustiça alcance um filho DELE. O SENHOR não estaria sendo injusto por isso, mas permitindo um mal temporário para que o Nome DELE seja exaltado mais tarde na vida dessa pessoa. Vejamos, no Antigo Testamento, a história de José, um dos filhos de Jacó. Invejado pelos irmãos, fora jogado em uma cova, quase morto; em seguida, vendido por 20 moedas de prata aos ismaelitas e levado ao Egito, onde mais uma vez fora vendido a Potifar, Oficial de Faraó, Capitão da Guarda. José: um homem de DEUS, fiel, íntegro, impregnado de virtudes, passando por tamanha humilhação. E o SENHOR permitindo tudo isso em sua vida. E como se não achasse pouco, a esposa de Potifar ainda o seduziu para que ele mantivesse relação sexual com ela. Mas a fidelidade dele a DEUS o impediu de realizar tal ato: “Porém, ele recusou, e disse à mulher do seu senhor: Eis que o meu senhor não sabe do que há em casa comigo e entregou em minha mão tudo o que tem. Ninguém há maior do que eu nesta casa e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porquanto tu és a sua mulher; como, pois, faria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus?” (Gênesis 39:8-9). Por causa de sua fidelidade ao SENHOR, José fora preso (a esposa de Potifar mentiu ao marido dela a respeito do ocorrido); e Potifar preferiu acreditar em sua esposa. Mais uma adversidade somada à vida de José, desta feita imbuída de profunda injustiça; e tudo com a permissão de DEUS. Fora levado ao cárcere injustamente. Muitos, atualmente, no Brasil e no mundo, ainda são presos, levados à escuridão das celas, sem terem cometido erro algum naquilo que foram acusados. Eu mesmo, em 1992, fui vítima de uma injustiça dessas: fora preso e torturado por policiais civis sem ter cometido uma transgressão sequer. Só quem passa por isso, sabe a dor que a injustiça causa. José passou por uma situação horrível, e, como uma ovelha muda, fora preso. A partir dessa prisão, assistimos aos propósitos de DEUS se cumprirem em sua vida: O SENHOR, porém, ESTAVA COM JOSÉ, e estendeu sobre ele a sua benignidade, e deu-lhe graça aos olhos do carcereiro-mor. E o carcereiro-mor entregou na mão de José todos os presos que estavam na casa do cárcere, e ele ordenava tudo o que se fazia ali. E o carcereiro-mor não teve cuidado de nenhuma coisa que estava na mão dele, PORQUANTO O SENHOR ESTAVA COM ELE, e tudo o que fazia o Senhor prosperava” (Gênesis 39:21-23). Por duas vezes lemos nesses dois versículos a única coisa que mais interessava a José e a única que mais nos interessa nos dias de hoje: AS MÃOS DO SENHOR DEUS ESTAREM SOBRE A NOSSA VIDA.

 

“Quem tem DEUS tem tudo!” e nessa assertiva não reside nenhum dito popular pronto, mas uma verdade estabelecida na vida dos verdadeiros cristãos. Quem tem as mãos e o Espírito do SENHOR tem tudo e não precisa de mais nada. Quem tem o SENHOR pode enfrentar as maiores tempestades e tribulações, porque o SENHOR dá Paz e vitória ao final. Foi assim na vida de José, quando chegou a ser alçado à condição de Governador do Egito e o SENHOR ainda pôs todos os seus irmãos sob a dependência dele. Que DEUS fiel, maravilhoso e perfeito!

 

O apóstolo Paulo fora outro, no Novo Testamento, que enfrentou grandes injustiças e perseguições por Amor ao Reino de DEUS. Quantas vezes Paulo fora torturado, preso, castigado injustamente, por ensinar a Verdade aos seus ouvintes? Quantas dificuldades ele e os seus companheiros atravessaram por fazerem cumprir a missão que o SENHOR os tinha determinado? Certa vez, em Listra, o apedrejamento fora tão pesado e cruel que os torturadores imaginavam que Paulo tivesse morrido e o arrastaram para fora da cidade (veja Atos 14:19). Mas, o mais interessante é o que foi dito sobre ele no versículo seguinte: “(...) levantou-se e entrou na cidade e no dia seguinte saiu com Barnabé para Derbe” (Atos 14:20). Qualquer outra pessoa iria passar a vida inteira questionando DEUS porque ELE permitiu tamanho mal e o que ela fez de ruim para receber triste recompensa.

 

O outro exemplo espetacular na vida do apóstolo e do seu companheiro Silas ocorreu na cidade de Tiatira. Após expulsarem um espírito maligno de adivinhação que atormentava a vida de uma mulher (e que dava lucro aos poderosos da cidade), Paulo e Silas foram açoitados com vara, com a força do ódio no braço dos seus opositores. Em seguida, presos. Fazendo a obra do SENHOR e sendo presos injustamente. O SENHOR, mais uma vez, permitindo que o mal alcançasse a vida dos Seus servos, para os honrarem mais na frente. “E, perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam. E, de repente, sobreveio um tão grande terremoto, que os alicerces do cárcere se moveram, e logo se abriram todas as portas, e foram soltas as prisões de todos” (Atos 16:25-26). Adiante, vemos o carcereiro perguntando a Paulo e a Silas o que ele deveria fazer para ser salvo. “Crê no Senhor JESUS CRISTO e serás salvo, tu e a tua casa. E lhe pregavam a palavra do Senhor, e a todos os que estavam em sua casa” (Atos 16:31-32). De uma forte injustiça sobreveio uma grande salvação. Esse DEUS é muito fiel!

 

Quantas vezes você, leitor e irmão amado, fora alcançado por um mar revolto, uma tempestade gigantesca, estando na posição de ser bom e fiel aos olhos de DEUS, e, mesmo assim, não entendeu nada? Quantas vezes DEUS permitiu que um mal alcançasse a sua vida e a sua família, suscitando um profundo desespero e agonia em sua alma, por você não entender nada dos propósitos DELE? O rei Davi, em momento de grande angústia, recitou: “Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas em mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei pela salvação da sua face” (Salmo 42:5 e 11); “A minha alma espera somente em Deus. DELE vem a minha salvação. Ó, minha alma, espera somente em Deus, porque DELE vem a minha esperança” (Salmo 62:1 e 5). O salmista fiel afirmou: “Levantarei os meus olhos para os montes; de onde vem o meu socorro? O meu socorro vem do SENHOR que fez o céu e a terra” (Salmo 121:1-2). Agora, você pode entender mais um pouco porque aquele irmão em Cristo, que sempre socorreu os necessitados e que acabou de receber a notícia do seu desemprego, glorificou a DEUS. Porque ele foi ensinado no verdadeiro Evangelho: a glorificar e a não murmurar, independentemente da circunstância que esteja atravessando.

 

Se você é um filho (ou filha) fiel a DEUS, sincero com ELE, não queira entender a razão do momento difícil que atravessa. Contempla, pela fé, a fidelidade e a benignidade do SENHOR que virão sobre a sua vida e O adore de todo o seu coração e alma.

 

“Fui moço, e agora sou velho; mas NUNCA VI DESAMPARADO O JUSTO, nem a sua semente mendigar o pão” (Salmo 37:25). “Uns confiam em carros, outros, em cavalos; mas NÓS FAREMOS MENÇÃO DO NOME DO SENHOR NOSSO DEUS” (Salmo 20:7).

 

Que o SENHOR DEUS te encontre fiel e que todos os propósitos DELE se cumpram em sua vida!

 

Em CRISTO,

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

Exploradores da fé alheia

12 de junho de 2016.

“E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade. E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita” (2 Pedro 2:1-3).

 

O apóstolo Pedro nos chamou atenção, há muitos anos, para algo que aconteceria em nosso tempo, no meio da igreja do SENHOR JESUS: a presença de falsos doutores (professores, conselheiros). Pedro afirmou que havia, no tempo dele, falsos profetas entre o povo de DEUS, como, no futuro, haveria também falsos doutores.

 

Hoje, vemos a advertência cumprida, especialmente, dentro das instituições religiosas e quando se multiplica a crise existencial, familiar e espiritual no mundo.

 

Lembro-me bem quando o SENHOR DEUS me deu o Ministério de restauração familiar quase não se ouvia falar desse assunto, principalmente, no meio protestante. Eu era quase uma voz solitária no deserto a exortar as pessoas a creem no DEUS que também estava interessado em restaurar os casamentos lícitos; e era muito criticado por muitos pastores protestantes por isso. Muitos anos depois, há vários pastores picaretas oferecendo até números de telefone com o intuito de aconselhar e acompanhar as pessoas no deserto espiritual que atravessam. É claro que tais pessoas sofridas precisam se adaptar às normas humanas deles e obedecê-los principalmente na devolução mensal de parte do salário que recebem.

 

Tais intenções estariam repletas de benignidade, de amor, se DEUS realmente tivesse chamado, ungido e capacitado esses falsos líderes; e se não houvesse pretexto de avareza e de ganância em tudo o que fazem. Boas intenções boas, sem as mãos de DEUS, são tão perversas quanto os que praticam. Boas obras, à vista dos homens, sem que o SENHOR ordene executá-las resultam em desobediência e em condenação. Mas o que a multidão religiosa quer saber é apenas se ela vai ter seus desejos atendidos por esses homens; e se eles vão dizer apenas o que ela quer e deseja ouvir. Há vários charlatães hoje em dia defendendo também a dissolubilidade do primeiro casamento na morte, com o intuito apenas de atrair para si esse público específico composto por cônjuges repudiados e que desejam a restauração de suas famílias. Buscam, na verdade, elogios, dinheiro em suas contas no final do mês e uma quantidade maior de pessoas nos templos denominacionais que fundaram.

 

Ouço da boca de um desses falsos pastores (localizado no Estado de Minas Gerais) orientações ridículas do tipo: “Deseja a restauração de sua família? Então deixe de frequentar a igreja católica romana; a Universal do Reino de Deus; a Internacional da Graça de Deus, a Mundial e a Vitória em Cristo etc.”. Mas a dele e a de alguns outros, escolhidos por ele, é permitido. Ora, se todas as denominações enumeradas são imprestáveis, a desses líderes hereges, falsos conselheiros, também é. Esses homens religiosos não estão interessados, na verdade, em conduzir e apascentar ninguém para o Reino de DEUS; mas apenas em suavizar a dor de muitas pessoas, vendendo-lhes a esperança de que, muito em breve, seus cônjuges estarão de volta para casa; sem nenhum compromisso com a salvação da família.

 

Quem foi, de fato, ungido por DEUS e chamado para uma obra, posiciona a pessoa conforme a sã doutrina e não está preocupado em agradar A ou B. O Céu é a prioridade, o posicionamento em relação à sã doutrina também.

 

O apóstolo Pedro alertou que MUITOS seguiriam a esses homens vis e interesseiros; e que eles fariam, por causa da avareza (amor ao dinheiro), negócio das pessoas com palavras fingidas. Felizmente a sentença deles também já foi anunciada: perdição eterna. Não só deles, mas de todos os que os seguirem.

 

A primeira atitude a fazer: NÃO DAR DINHEIRO ALGUM A ESSES HOMENS, que se dizem ungidos e se propõem a ajudar. Se querem, de fato, ajudar, que façam sem interesse algum no dinheiro das pessoas, como se a restauração do casamento fosse uma mercadoria. Nada do que se faz para o Reino de DEUS deve ser feito com pretexto de avareza. Em relação a isso, o apóstolo Paulo foi bem sincero à igreja: “Porque, como bem sabeis, nunca usamos de palavras lisonjeiras, nem houve um pretexto de avareza. Deus é testemunha” (1 Tessalonicenses 2:5). O autor da Carta aos Hebreus também alertou: “Sejam vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes; porque Ele disse: Não te deixarei nem te desampararei” (Hebreus 13:5).

 

EM NOME DE JESUS, PAREM DE DAR DINHEIRO A ESSES HOMENS, EM TROCA DA AJUDA DELES, DAS ORIENTAÇÕES E DO ACOMPANHAMENTO QUE OFERECEM; e assim verão se eles são mesmos de DEUS e se servem ao próximo apenas por amor.

 

No Amor de DEUS,

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

Lições do Dilúvio

05 de junho de 2016.

Dilúvio tornou uma palavra muito conhecida, principalmente, depois do acontecimento bíblico nos tempos de Noé. Na ocasião, DEUS, após ordenar que o velho patriarca construísse uma Arca, enviou uma grande abundância de chuva por 40 dias para destruição do primeiro mundo por causa do pecado da humanidade.

 

Recentemente, as metrópoles de Recife e de Olinda tiveram dias de caos por conta de um forte temporal que caiu sobre essas duas cidades irmãs pernambucanas. Choveu, por seis horas ininterruptas, o suficiente para o mês todo. Eu, particularmente, fui uma das vítimas dessa chuva. Acordei-me às 5 horas com a casa toda inundada. Foi tanta chuva que a rua asfaltada virou um rio e, dentro de muitas casas, a água alcançou a medida dos joelhos. Então comecei a clamar a DEUS por misericórdia. Graças ao SENHOR não é só na dor e no desespero que tenho feito isso. Mas, nesses momentos, o clamor se torna mais intenso:

 

“Ó, SENHOR, tem misericórdia de mim, que sou pecador, mas tenho um desejo enorme de Te agradar e de ser melhor todos os dias. Esconde minha alma em Teu coração, DEUS meu, e me salva”.

 

O resultado da intensa chuva nas cidades pernambucanas foi de muita perda material, morte e destruição. Pelo menos oito pessoas perderam as suas vidas por conta do desabamento de barreira e descarga elétrica. Na rua onde minha mãe mora, uma grande quantidade de móveis destruídos se acumulou em frente às casas. O caos também se instalou pelas principais vias de acesso às cidades com crateras abertas, interdição e muito trânsito. No momento do temporal, minha mãe teve de abandonar a casa onde reside há mais de 40 anos e ser amparada por 2 homens que a colocaram em um primeiro andar próximo.

 

Não tenho dúvida alguma de que essas alterações naturais têm a mesma causa da época de Noé: os crescentes pecados, a desobediência humana. Só como comprovação dessa verdade, muitas pessoas vitimadas pelos estragos sorriram, comemoraram, beberam, festejaram, como se tudo aquilo fosse uma festa e não um ambiente de destruição. Não vi um sequer clamar a DEUS e pedir misericórdia, reconhecendo-se pecador; nem mesmo um homem, que se diz pastor, e que apareceu no portão da casa onde eu estava. Aparentou neutralidade diante dos fatos e preocupado apenas com as perdas materiais.

 

Em um dado momento, vi parte do meu corpo submerso em água suja, imunda, contaminada. Passei boa parte do tempo reflexivo, pensando em DEUS e na humanidade que não se humilha diante DELE. Nem mesmo em momentos de intenso sofrimento como foram aqueles vivenciados. Imaginei como foram os dias que antecederam o dilúvio do tempo de Noé e como a humanidade se comportou quando as fortes chuvas vieram e destruíram tudo. Deviam ter sorrido e festejado também, achando que se tratava de uma chuva passageira. Ao final do dilúvio, o que estava fora da Arca se transformou em cadáver e o mundo, em um gigantesco cemitério de corpos espalhados.

 

Há dois versículos no capítulo 6 do livro de Gênesis que faz doer a minha alma: “E viu o SENHOR que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente. Então arrependeu-se o SENHOR de haver feito o homem sobre a terra e pesou-lhe em seu coração” (5-6).

 

A maldade se multiplicara sobre a terra e toda a imaginação dos pensamentos do coração dos homens era só má continuamente. Meu DEUS, que espécie má e terrível! O homem, criado por DEUS, tornou-se inimigo dAquele que o criou. Por isso, o SENHOR chegou a se arrepender de tê-lo criado.

 

Será que vivemos em uma geração melhor que a de Noé? Acredito que não. Nem mesmo aquelas pessoas que professam a fé em JESUS, mas que vivem com o coração impregnado de pecado, conseguem agradá-LO. O que faz a separação do homem com DEUS todos nós já sabemos: o pecado (Isaías 59:2). Esse mal também é aquele que mata o homem em todos os sentidos e o proporciona a condenação eterna. A questão do pecado por si só já é muito grave; mas, sem o reconhecimento por parte das pessoas pecadoras, torna-se maior ainda. A falta de temor a DEUS conduz o homem a estágios de degradação total e absoluta. O temor funcionaria como um freio, um fracasso às aspirações pecaminosas. Mas o coração do homem não tem o menor desejo de buscar e agradar o SENHOR. Os melhores homens do mundo sem DEUS são tão terríveis quanto os considerados piores. Sem DEUS, todos estão em um mesmo patamar de morte espiritual. Sem temor, o naufrágio da raça humana ocorre à velocidade da luz.

 

A humanidade precisa urgentemente parar de amar o mundo e o que nele há; assim como parar de procurar DEUS em templos religiosos e parar de adorá-LO nesses lugares. Ela precisa entender que o Espírito Santo quer habitar verdadeiramente nela e que, somente assim, ela poderá gerar verdadeiros adoradores, em espírito e em verdade.

 

Um só achou graça aos olhos do SENHOR (Gênesis 6:8); e este fora Noé. Noé recebera esse nome como profecia da parte do seu pai, Lamaque: “E viveu Lamaque cento e oitenta e dois anos, e gerou um filho, a quem chamou Noé, dizendo: Este nos consolará acerca de nossas obras e do trabalho de nossas mãos, por causa da terra que o SENHOR amaldiçoou” (Gênesis 5:28-29). Através de Noé, DEUS ordenou a construção de uma Arca para salvação dos da sua família e algumas espécies de animais (Gênesis 6:14-22); revogou a maldição sobre a terra, embora a mesma continuasse má e perdida (Gênesis 8:21-22), e com ele fez uma aliança: “E eis que estabeleço a minha aliança convosco e com a vossa descendência depois de vós” (Gênesis 9:9).

 

Hoje, a Arca de nossa salvação eterna está em um só Nome: JESUS CRISTO. Só através DELE, alguém poderá ser regenerado de uma vida má e errada e ter esperança de vida eterna com DEUS. JESUS é a Arca, o Caminho (João 14:6), a Porta (João 10:7-9) pela qual só os justos entrarão, os santos e os fiéis, os remidos pelo Seu Sangue, que perseveraram em santidade até o fim (Mateus 24:13).

 

Enquanto o ser humano não reconhecê-LO como SENHOR e SALVADOR (sendo igreja verdadeira fora de templos e de religiosidade) e passar a viver apenas para ELE, outras desgraças o alcançarão e ele morrerá sorrindo, debruçado no pecado.

 

Por fim, quero louvar e agradecer a DEUS pelo grande livramento que ELE me proporcionou. Enquanto a água estava em meu joelho dentro de um dos quartos, ao tentar salvar o notebook onde escrevo e publico os textos para o Ministério, levei uma forte descarga elétrica a ponto de emergir uma forte claridade de mim e assustar um animal que estava próximo. Fiquei, por breves segundos, com uma parte do meu corpo paralisada, mas clamei muito a DEUS; e ELE me salvou. Era para eu ter morrido, não tenho dúvida alguma disso, pois a descarga foi intensa sobre o meu corpo. Mas o SENHOR, mais uma vez, se compadeceu de mim e me deu grande livramento. Glória ao Nome DELE.

 

Em CRISTO,

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

Devo colocar meu cônjuge para ser julgado pela Justiça dos homens?

21 de maio de 2016.

Essa é uma pergunta que comumente me fazem em aconselhamentos. Não me furto de respondê-la nem coloco prerrogativas sobre aquilo que já foi instituído por JESUS e os apóstolos como Verdade plena, absoluta e irrefutável.

 

O apóstolo Paulo, por exemplo, nunca tratou os casos individualmente, submetendo o Criador à criatura, mas exatamente o contrário disso. O homem precisa ter discernimento, sabedoria, olhar fixo nos conselhos deixados pelo Espírito Santo à igreja cristã, e buscar as respostas para as atitudes sempre coerentes com esses conselhos. O homem carnal sempre agirá dentro de sua carnalidade e impressões, mas o espiritual vai discernir as coisas de modo espiritual e ensinar e se posicionar da mesma maneira, confiando que DEUS é o Seu único Juiz, tanto no Céu como na terra. Se você vive uma guerra de natureza espiritual, então é espiritualmente que você irá lutar e vencer. O problema é que há líderes religiosos, que se acham espirituais demais, simplesmente porque oram e jejuam (e interpretam a Palavra a sua maneira), mas, na verdade, são mais carnais do que os que estão entregues no mundo em suas carnalidades. Orientar um marido ou esposa repudiada a procurar a Justiça dos homens contra os seus cônjuges para obter algum benefício é uma postura puramente carnal, diabólica, que se traduz em uma profunda ausência de fé e sabedoria, o que muito desagrada a DEUS.

 

Paulo escreveu aos irmãos em Corinto: “O homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido” (1 Coríntios 2:14-15). JESUS, depois de exortar o líder religioso Nicodemos ao novo nascimento e não obter do mesmo o entendimento correto, afirmou: “Se vos falei de coisas terrestres, e não crestes, como crereis, se vos falar das celestiais?” (João 3:12). É exatamente por causa do envolvimento com as impressões carnais que muitos cônjuges estão procurando a Justiça dos homens em busca do divórcio, como solução para os problemas conjugais que atravessam ou atravessaram. O divórcio nunca foi nem nunca será a solução para os problemas existentes no casamento, mas o agravamento deles. Quem é espiritual e está com CRISTO JESUS há de compreender perfeitamente essas palavras, mas quem vive e milita na carne, discordará.

 

Vejamos outros conselhos do apóstolo Paulo à igreja: “Porque AS ARMAS DA NOSSA MILÍCIA NÃO SÃO CARNAIS, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas; destruindo os conselhos e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo; e estando prontos para vingar toda a desobediência, QUANDO FOR CUMPRIDA A VOSSA OBEDIÊNCIA” (2 Coríntios 10:4-6); “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” (Efésios 6:12).

 

Definitivamente a luta do cristão não é carnal, com ira, mágoa, sentimento revanchista, com vil interesse, como que querendo fazer a justiça com as próprias mãos e ver o outro, pelo qual deseja ver liberto e restaurado, vencido na Justiça humana. Essa é uma atitude que só piora o quadro do relacionamento entre os cônjuges e distancia o cumprimento das promessas por parte do SENHOR. A luta na carne coopera contra o Espírito Santo: “Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, PARA QUE NÃO FAÇAIS O QUE QUEREIS” (Gálatas 5:17).

 

Um marido ou esposa cristã até pode ser levado (a) à Justiça humana pelos seus cônjuges, ser condenado (a) injustamente e preso (a), mas, levá-los a essa mesma Justiça, jamais; pois o espírito que está nos ímpios, rebeldes e desviados não é O mesmo que rege a vida dos filhos de DEUS. O santo, o justo, o fiel, aquele cuja vida DEUS é SENHOR e JUIZ pode e certamente vai ser conduzido à presença das autoridades jurídicas da terra, mas conduzir alguém, nunca. Há outro texto bíblico, escrito por Paulo, muito mais específico sobre não colocar um irmão na Justiça dos homens:

 

“Ousa algum de vós, tendo algum negócio contra outro, ir a juízo perante os injustos, e não perante os santos? Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois porventura indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida? Então, se tiverdes negócios em juízo, pertencentes a esta vida, pondes para julgá-los os que são de menos estima na igreja? PARA OS ENVERGONHAR o digo. Não há, pois, entre vós sábios, nem mesmo um, que possa julgar entre seus irmãos? Mas, o irmão vai a juízo com o irmão, e isto perante infiéis. Na verdade é já realmente uma falta entre vós, terdes demandas uns contra os outros. POR QUE NÃO SOFREIS ANTES A INJUSTIÇA? POR QUE NÃO SOFREIS ANTES O DANO? Mas vós mesmos fazeis a injustiça e fazeis o dano, e isto contra aos irmãos” (1 Coríntios 6:1-8).

 

Eu responderia: “SOFRER A INJUSTIÇA E O DANO é exatamente os que se dizem filhos de DEUS não querem, irmão Paulo. Eles querem, sim, pagar a injustiça com a injustiça, o mal com o mal, a ira com a ira; apenas para se sentirem vencedores ante aos olhos dos outros; em uma guerra onde todos, agindo dessa forma, saem derrotados”.

 

Se Paulo, cheio do Espírito Santo, desaconselhou tal atitude contra um irmão na fé, imaginem o que ele diria em relação a um cônjuge com o qual se mantém uma aliança matrimonial testemunhada por DEUS...

 

José do Egito não lutou carnalmente nem fez da ira a arma de uma vingança, quando foi acusado e preso injustamente pela esposa de Potifar. Antes, glorificou a DEUS. Davi não lutou carnalmente nem fez da ira a arma de uma vingança, quando, por tantas vezes, Saul atentou contra a vida dele. Antes o amou e glorificou a DEUS por tudo. Paulo não lutou carnalmente nem fez da ira a arma de uma vingança, quando, por muitas vezes, foi preso e açoitado por pregar a Verdade do Evangelho. JESUS CRISTO, o SENHOR e o SALVADOR da igreja, não lutou carnalmente nem fez da ira a arma de uma vingança quando foi preso e levado à presença das autoridades romanas. Antes, corrigiu e repreendeu o apóstolo Pedro, quando o mesmo decepou a orelha do soldado romano Maico, restituindo de volta a parte do corpo dele. E todos eles foram honrados e glorificados por DEUS.

 

“A ninguém pagueis o mal por mal; procurai as coisas honestas, perante todos os homens. Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens. Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas daí lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor. Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem” (Romanos 12:17-21).

 

Portanto, irmãos, muito cuidado com os conselhos dos Advogados carnais, que ainda não têm o Espírito de DEUS. Cuidado com as palavras carnais dos Psicólogos e familiares que, embora venham a se proclamar crentes em JESUS, não detêm sabedoria alguma dos céus. Cuidado também com as orientações daqueles que, dizendo-se instrumentos do SENHOR, são mais carnais no que falam do que muitos espíritas e macumbeiros pelo mundo a fora. Quem busca conselhos de tolos, tolo se torna; mas quem busca orientações com um sábio e instruído pelo Espírito Santo, sábio se torna e se aproxima dos dias de Paz e de vitória.

 

No AMOR de DEUS,

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

Em defesa da Verdade

1 de maio de 2016.

Dizer-se cristão, filho de DEUS, virou moda. Mais que isso: aderir a um sistema religioso com uma placa denominacional foi a maneira que muitos encontraram de se enganarem e enganarem os outros, de achar que todos os que fazem parte de determinado agrupamento de pessoas vão para o Céu. Porém, a vida dos que se dizem filhos de DEUS é, tristemente, muito diferente da natureza de um verdadeiro cristão, daquele que foi nascido de novo a partir de uma profunda experiência com o Espírito Santo.

 

Cada vez que examino as Escrituras e me debruço sobre os deveres estabelecidos por DEUS para o Seu povo, mais sou convencido o quanto vivo no meio de uma geração completamente perdida, longe dos propósitos do SENHOR e do Seu Reino. “Uma geração cega e adúltera”, como bem disse JESUS, referindo-se àqueles que preferiam ter uma vida regrada em templos a viver uma vida de plena obediência aos ensinamentos do PAI. Chegamos ao tempo dos “cristãos” vazios da sã doutrina, dos “cristãos” desobedientes, que um dia professaram a fé em JESUS CRISTO, mas O negam em suas obras.

 

A prática de ir a templos denominacionais, a adesão a um determinado sistema religioso, a crença de que o templo de concreto é a Casa de DEUS, que a liderança ali posta é o representante legítimo do Céu e que ela ensina o plenamente correto as pessoas, são alguns dos profundos enganos enraizados no coração dos cristãos que ainda não se converteram. Como diria o maior pregador do Evangelho de JESUS dos dias atuais, Paul David Washer, há muitos que “professaram ter fé em CRISTO, mas permanecem não convertidos”. É dele também a verdade: “Incontáveis pessoas estão sentadas nos bancos das igrejas a cada domingo, carnais e não santificadas, não porque as promessas de Deus tenham falhado, mas porque ainda não são convertidas. Elas têm forma de piedade, mas negam o Poder de Deus. Identificam-se com Cristo, mas praticam iniquidade, como se Ele nunca tivesse dado uma lei a ser obedecida”. O desconhecimento da totalidade dessa lei e a conseguinte não vivência dela estão a levar uma multidão a um profundo abismo com aparência de igreja e de Céu. Pior que isso é não gostar de ouvir a Verdade (nem sequer orar e examiná-la); é se magoar com quem é duro na exortação com o intuito de direcionar corretamente o cristão; é se afastar desse tipo de liderança por achá-la desinteressante demais ou com uma habilidade de julgar fora da Palavra de DEUS.

 

A “vida” em templo mata (esse é o verbo mais justo e apropriado). Mata na sutil habilidade das palavras que confortam o EGO dos ouvintes e não os levam a conhecer o verdadeiro Evangelho. As pregações geralmente funcionam como um “elixir”, um conforto, um carinho no EU. Por isso que os frequentadores desses lugares não saem de lá confrontados, com o coração rasgado, humilhados na alma, com muita vontade de chorar aos pés do SENHOR, mas sorrindo, alegres, desejando uma Paz que, verdadeiramente, não existe.

 

O caráter dos que se dizem filhos de DEUS é pior que os demônios. Porque, ao menos, estes outros creem e tremem (Tiago 2:19). E a certeza do caos espiritual a que estamos enfrentando está na imensa quantidade de lideranças que se dizem de DEUS, e, paradoxalmente, na enorme dificuldade que temos de encontrar um líder (HOMEM) verdadeiramente ungido, capacitado e chamado por DEUS para o fim de doutrinar almas para o Reino celestial. A quantidade não reflete qualidade.

 

Adiante, enumerei sete razões bíblicas pelas quais essa geração “cristã” ainda não está salva. Poderia ter enumerado dez, ou cinquenta ou cem. Razões não me faltariam. Não estou afirmando que não há salvação para ela. Isso seria heresia e pré-julgamento. Estou, sim, dizendo que essa geração não conhece e não busca a doutrina que salva. Isso é fato. E, quando a ela é apresentada essa doutrina, a maioria fecha o semblante, acha ruim e se afasta, preferindo continuar como está, indo uma ou duas vezes por semana ao templo religioso do qual faz parte. Prova maior disso é o Ministério Restaurando Famílias para CRISTO, do qual sou líder. Muitas pessoas frequentadoras de templos denominacionais, que estão com o casamento destruído, me procuram para pedir ajuda e orientação. Nenhuma me procura desejando conhecer a doutrina do SENHOR e ser transformada por ela (já me queixei disso em outras oportunidades). Exatamente porque, pelo fato de estarem em um templo e verem um pastor pregando no púlpito e com a Bíblia aberta, garantindo-lhes uma “salvação”, acham-se salvas e filhas de DEUS. Querem simplesmente o cônjuge de volta para casa porque, dizem, “não aguentam mais sofrer”. Mas não buscam a transformação para si mesmas pelo ensino da Palavra. Não sabem que melhor que um casamento “restaurado” é ter a família salva por CRISTO JESUS. Outro detalhe: as lideranças desses templos não demonstram a menor capacidade de, sequer, orientá-las corretamente quanto à destruição familiar que essas pessoas atravessam. O que ouço das pessoas que atendo, como resultado daquilo que ouviram dos seus líderes, faz demônios arrepiarem. Por isso, ao se sentirem perdidas, correm até a Internet e lá encontram o site do meu Ministério e me procuram desesperadas. O menor senso de coerência demonstram. Sabem que os conselhos recebidos são errados, mas, ainda assim, insistem em permanecer nesses lugares, debaixo de maldição. Por fim, acham que vão encontrar em mim um botão que, ao apertá-lo, trará os seus cônjuges de volta para casa. Noventa e nove por cento das pessoas que me procuram desesperadas se dizem cristãs, mas, durante a conversa, percebo um profundo vazio em seus corações em relação ao verdadeiro Evangelho. Eu me preocupo com a salvação, mas elas só se preocupam com a restauração do casamento porque, repito, já se consideram salvas. Vamos às sete razões:

 

1) A maneira errada de como a salvação lhes foi apresentada. Quais as características iniciais de um ser cristão em nosso tempo? Para os religiosos protestantes, elas se resumem apenas em levantar uma das mãos, aceitar a JESUS, fazer a oração do pecador e passar a fazer parte daquela denominação. Aliás, nem isso muitas denominações protestantes estão fazendo mais. Conheço ímpios que estão saindo desses templos frustrados por não terem recebido o tal convite para aceitarem a CRISTO. JESUS e sua doutrina definitivamente foram colocados em segundo plano. O interesse pela verdadeira evangelização quase não existe mais. O templo construído por homens passou a ser mais importante que o Reino de DEUS. Primeiro Estevão, depois Paulo, anunciaram que DEUS “não habita em templos feitos por mãos humanas” (Atos 7:48 e Atos 17:24). Quem habita em um templo assim, ignora a morte e a doutrina de DEUS por meio desses homens, que expuseram as suas vidas pelo Evangelho. O povo de DEUS não precisa de um templo para adorá-LO e cultuá-LO. Esse povo precisa apenas ser templo e morada do Espírito Santo para que a adoração seja verdadeira para o SENHOR. Nem no Monte dos samaritanos nem no templo da Jerusalém terrena a igreja adorará o PAI. “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem” (João 4:23). A confissão da fé em JESUS deve resultar em obras de santidade, de justiça e de amor (Tito 1:16). A salvação não vem da adesão a algum templo religioso, mas consiste em fazer a vontade de DEUS e a viver o Evangelho do SENHOR. Leia Mateus 7:21-23. Na cabeça dos religiosos atuais, novo nascimento hoje nada mais é que aceitar JESUS em um templo protestante e passar a fazer parte dele, o que constitui em uma mentira profunda enraizada na mente dos alienados.

 

2) Os Mandamentos de DEUS. Insisto o que venho ensinando há algum tempo pelo Espírito de DEUS: não há salvo em CRISTO sem a guarda de todos os Mandamentos de DEUS e de JESUS. João foi o apóstolo que mais bateu nessa tecla. Usando as Palavras de JESUS, ele insistiu muito nesse ensinamento. Mas os outros também o abordaram. Medite em João 14:15 e 21, João 15:10, Atos 1:2, 1 Coríntios 7:19,  1 João 2:3-4, 1 João 3:22 e 24, 1 João 5:2-3, 2 João 1:6, Apocalipse 12:17, 14:12 e 22:14. Agora, responda-me com sinceridade no coração: QUAL DENOMINAÇÃO PROTESTANTE OBSERVA E GUARDA TODOS OS MANDAMENTOS DE DEUS E DE JESUS? Ora, muitos “cristãos”, sequer, sabem onde estão os Mandamentos de DEUS na Bíblia Sagrada. E os que sabem e procuram guardá-los não fazem em relação a todos, mas com alguns apenas. É o caso das denominações sabatistas, que atentam para a santificação do sábado, mas transgridem o “NÃO ADULTERARÁS”, quando suas lideranças consentem com o recasamento de uma pessoa divorciada, o que para JESUS é adultério (Lucas 16:18 e Romanos 7:2-3). Há quase 40 mil denominações protestantes cadastradas no Brasil, MAS NENHUMA OBEDECE A TODOS OS MANDAMENTOS DE DEUS (Se você conhecer uma, escreva-me, porque farei questão de mencioná-la aqui em uma futura edição). Os Mandamentos de JESUS também nem de longe são cumpridos. Quantos vão às ruas socorrer os necessitados e os carentes do Evangelho? Quantos fazem o trabalho de missões? Quantos já desprezaram um amigo, um irmão, um parente, o primeiro cônjuge e até uma família inteira, e mesmo depois de protestantes, não pediram perdão e não foram atrás da restituição? Qual “igreja” é parecida com a igreja primitiva de Atos no sentido de AMAR E DE PERDOAR?

 

3) A falta de obediência e sujeição total. Os “cristãos” frequentadores de um templo religioso até dizem ter um pastor, uma liderança, simplesmente porque o veem pregando em um púlpito ou recebem um afago na porta do templo quando o culto acaba. Mas, quantos se sujeitam e obedecem a esse pastor diariamente conforme Filipenses 2:12 e Hebreus 13:17? Quantos são acompanhados diariamente por suas lideranças? Responda-me com sinceridade: Quantos? Quais lideranças protestantes se preocupam de verdade com um membro e a sua família? Quais pagam um preço de jejum, oração por uma alma que se encontra perdida? Quantos, de fato, priorizam o IDE do SENHOR? Nem de uma parte nem de outra há interesse e importância pelo aspecto da obediência e da submissão. A verdade é essa. E isso constitui transgressão a um dos mandamentos de DEUS.

 

4) A falta de disciplina e correção. O problema do item anterior conduz a outro maior ainda. Por causa da falta de submissão e da obediência à autoridade terrena, os “cristãos” não são corrigidos e disciplinados na Palavra. E quem vive sem essas coisas não pode ser considerado filho (a) de DEUS (leia Hebreus 12:5-11). Há muitos bastardos dizendo-se filhos; há muitos que pensam que são ovelhas hoje, mas que, no Grande DIA, o SENHOR as verá como bodes.

 

5) Maridos infiéis, esposas rixosas e/ou filhos rebeldes. Pode a igreja de CRISTO ser formada por famílias nessa condição espiritual? Muitas mulheres “cristãs” se vestem sensualmente. Os homens casados dão uma olhadinha suja e discreta para elas. As esposas, desconfiando disso, chegam a casa e desfilam toda a ira contra os maridos. Os filhos, assistindo a essa triste cena, crescem rebeldes e com vícios terríveis no caráter. Fora as pessoas que estão unidas em segundo, terceiro casamento, que acham que são igreja de JESUS (simplesmente porque frequentam um templo), mas são, na verdade, morada de demônios. Se formos tratar especificamente da insubmissão feminina dentro dos templos, a condição da mulher pastora é uma metástase. E todas as pessoas se dizem de DEUS, um dia professaram a fé em JESUS, mas desrespeitam escandalosamente as Suas leis. Leia 1 Timóteo 2:11-15, 1 Coríntios 14:34, Efésios 6:1-4; 5:22-33; 1 Pedro 3:1-7).

 

6) Lideranças fora do padrão de DEUS. Um pastor verdadeiramente de DEUS não deve trabalhar no secular, mas viver inteiramente da fé (Habacuque 2:4, Romanos 1:17, Gálatas 3:11, Hebreus 10:38), do Ministério e da ajuda daqueles que ele acompanha diariamente. Esse é o padrão de DEUS para a vida de um ungido. O interesse dele não está no prédio, em instrumentos musicais nem na aquisição de ar-condicionado; mas em apascentar almas, ovelhas do SENHOR, fora de templo, nas casas, nos lares, conhecendo e socorrendo cada um em suas necessidades. O perfil de um pastor de DEUS deve ser parecido com o perfil dos apóstolos de JESUS; e o perfil de Sua igreja com o perfil da igreja de Atos. Todos os apóstolos de JESUS abandonaram suas atividades seculares para se dedicarem apenas ao trabalho ministerial. Quem trabalha no secular não vive plenamente da fé e demonstra não confiar nAquele que o chamou. O viver pela fé livra o homem de DEUS, inclusive, da armadilha do enriquecimento financeiro que poderá cegar os seus olhos e matá-lo espiritualmente. PEDIR DÍZIMOS E OFERTAS É ERRADO E ABOMINÁVEL AOS OLHOS DE DEUS. Ensinar verdadeiramente a igreja sobre dízimos e ofertas, sem constrangê-la a fazer, é o correto. NENHUM APÓSTOLO OU LÍDER DA IGREJA PRIMITIVA PEDIU DÍZIMOS A NINGUÉM. Leia: Mateus 19:27, Marcos 10:28, Lucas 18:28, 9:2-3; 10:4-8, Gálatas 6:6, 1 Timóteo 5:17-18, 6:9-11, Atos 20:32-35; Filipenses 4:10-19. Hoje, assistimos à apresentação de homens, que se dizem de DEUS, mas que, no fundo, o deus deles é o dinheiro alheio, pois são avarentos e só buscam o enriquecimento financeiro próprio. E dizem que foi DEUS quem os abençoou, enganando mais ainda os ignorantes.

 

7) Heresias espalhadas e falta da unidade doutrinária. A falta da unidade da fé e da sã doutrina e a quantidade de heresias ensinadas nos púlpitos só comprovam a realidade de que ali não é uma IGREJA DO SENHOR JESUS, O CORPO DE CRISTO na terra, mas um ajuntamento de pessoas religiosas que, sequer, ocupam-se de examinar a Palavra. Há tempo, lancei um desafio para qualquer pessoa para colocarem, frente a frente, em um debate, um pastor presbiteriano tradicional e um pastor assembleiano histórico. As diferenças em relação ao Evangelho, a visão que cada um tem sobre pontos importantes, são gritantes, a ponto de nem parecerem filhos de um mesmo DEUS. Um dirá: a salvação é exclusiva de DEUS; o batismo nas águas é por aspersão; a salvação do homem foi predestinada; DEUS não deu livre-arbítrio ao homem, mas uma certa liberdade de escolha limitada; enquanto o outro retrucará: a salvação tem a parte de DEUS e a dos homens; o batismo nas águas é por imersão; a predestinação é uma ilusão; o homem é detentor do livre-arbítrio dado por DEUS etc. A maioria dos pastores protestantes é a favor do recasamento de pessoas divorciadas, especialmente em caso de adultério ou deserção familiar. Outros dizem que são contra. Uns ensinam que aqueles que já confessaram a CRISTO como Salvador já estão salvos e não perdem jamais a salvação. Outros dizem que uma pessoa, que um dia confessou a CRISTO, jamais poderá perdê-la, ir ao inferno. Uns creem que o batismo do Espírito Santo ocorre apenas quando uma pessoa fala línguas “estranhas”. Outros afirmam que o batismo espiritual se dá quando se confessa a JESUS, sem a necessidade de falar outras línguas. Uns ensinam que a fé é suficiente para a salvação; outros dizem que ela (a fé) tem que ser acompanhada de obras de justiça. Uns chamam normal uma mulher ser elevada ao cargo de pastora; outros defendem só o exercício pastoral para os homens. Há a “igreja cristã” só de héteros; mas já há também a “igreja cristã” de homossexuais. Para a grande maioria, o Evangelho da dor, da renúncia, do sofrimento e das perseguições por amor a CRISTO foi substituído por outro que defende que as pessoas devam buscar a felicidade e a prosperidade, uma cura, algum interesse pessoal e nada mais. Quase nenhuma liderança ensina mais a defesa da santificação, da renúncia do EU, da cruz diária e do seguir a JESUS. Enfim, a falta de unidade doutrinária nos templos denominacionais protestantes é notória, gerando confusão na mente dos seus seguidores e perdição da alma. Isso, sem citar, o reinado da carnalidade: membros e lideranças envolvidos, no oculto, no lamaçal da prostituição, pornografia, lascívia, adultério e todo tipo de imundície. A santificação é algo que nem mais é pregado nos templos. Leia as profecias bíblicas sobre isso: Atos 20:29-30, Mateus 7:15, 24:11 e 24, Marcos 13:22, 2 Pedro 2:1, 1 João 4:1, 1 Timóteo 4:1-3, 6:3-5, 2 Timóteo 2:19. Sobre as lideranças hereges, veja o que o apóstolo Paulo aconselhou aos sinceros: Tito 3:10-11. Leia também sobre a importância da unidade da igreja: 2 Coríntios 13: 11, 1 Coríntios 1:10, Efésios 4:5, Marcos 3:24-25.

 

Se essas palavras tivessem sido escritas por algum pregador estrangeiro, renomado internacionalmente, talvez alguém sentisse o desejo de, pelo menos, orar acerca delas. Como o autor se trata de um “menor” aos olhares da sociedade, não acredito que muitos darão credibilidade a elas. Mas o Dia do Juízo virá, e todas as pessoas, de todas as nações, ouvirão essa Verdade do Nosso SENHOR e SALVADOR JESUS CRISTO, que não me cobrará o sangue de nenhuma dessas pessoas. Estou correto não porque quero ser melhor do que ninguém (só DEUS conhece os meus pecados), mas porque o Espírito Santo me revelou acerca dessa Verdade (o Espírito Santo só revela no coração daqueles que não têm outro interesse, a não ser o de proclamar o Reino e conduzir as pessoas para ele; pessoas de coração extremamente sincero). Outra: não há nenhum julgamento precipitado nessas minhas palavras, mas uma análise conforme a Justiça de DEUS: “Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça” (João 7:24). JULGAMENTO é, por exemplo, afirmar que uma pessoa morreu em CRISTO simplesmente porque ela era exemplo no templo, aos olhos dos “irmãos”; e que a outra morreu perdida porque não aderiu a sistema religioso algum. Quantos parentes e amigos, assim que morreram, já foram encaminhados ao inferno (especialmente pelos protestantes) porque, enquanto vivos, não pertenceram ao sistema religioso deles? Isso é até comum entre os protestantes. A salvação é exclusiva do SENHOR. Só ELE sabe quem morreu salvo e quem morreu perdido. A salvação ou a perdição não pode ser atestada pelo olhar humano de cada um nem depende em fazer parte da religião A, B ou C.

 

A igreja viva é composta por pessoas falhas, pecadoras, mas que conhecem a Justiça do Reino e nela perseveram dia e noite. Igreja é o corpo vivo de JESUS na terra, que é santa; são os membros que funcionam em conformidade absoluta e não simplesmente aqueles que frequentam um templo denominacional. Assim como eram todas as igrejas primitivas do passado. Todas foram instruídas por apenas um único líder maior, o apóstolo Paulo, que fora ungido para pregar aos gentios e era cheio do Espírito Santo. Todas seguiam uma mesma doutrina e perseveravam em busca de um só objetivo: AGRADAR A DEUS QUE OS RESGATOU. O que hoje se costuma chamar de igreja não passa de um ajuntamento de pessoas religiosas (cada qual defensora de uma placa) que está sendo encaminhada ao inferno. Se duvidam disso, então rasguem os Santos Conselhos; ou produzam uma “bíblia” só para contemplar os seus interesses carnais (já fazem isso quando usam versículos da Palavra de DEUS de forma isolada e totalmente fora do contexto, apenas como justificativa à vida que levam). Assim, atestarão explicitamente o quanto estão perdidos e que ainda precisam nascer de novo.

 

Em CRISTO,

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

Onde estão os ceifeiros do Reino?

17 de abril de 2016.

Em meio a tantas religiões, tantos templos denominacionais espalhados pelo mundo, tantos líderes, tantos que se dizem cristãos, ainda assim a seara agoniza, geme de dor, pela falta irrestrita de trabalhadores que paguem o preço por ela. Onde estão, afinal, os ceifeiros do Reino de DEUS?

 

Essa é a pergunta que fazemos, querendo não acreditar que eles não mais existem, ou que se trancaram em seus mundos particulares, surreais dos templos denominacionais, e se esqueceram de olhar para a imagem real que está a sua volta, que definha e que morre ante as lentes omissas e ocultas dos religiosos. Estão ocupadíssimos, com suas agendas lotadas, suas burocracias, suas preocupações voltadas apenas para a arrecadação mensal ou a qualidade do hotel onde ficarão hospedados. Clama a minha alma e a alma de todo aquele que um dia deseja ver o Céu povoado de santos e fiéis: Até quando, meu DEUS?

 

“E percorria Jesus todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas deles, e pregando o Evangelho do Reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo. E, VENDO AS MULTIDÕES, TEVE GRANDE COMPAIXÃO DELAS, porque andavam cansadas e desgarradas, como ovelhas que não têm pastor. Então, disse aos seus discípulos: A seara é realmente grande, mas poucos os ceifeiros. Rogai, pois ao Senhor da seara, que mande ceifeiros para a sua seara” (Mateus 9:35-38).

 

No texto acima, vimos a mobilidade ministerial do SENHOR JESUS. ELE não pertencia a nenhuma sinagoga fixa, não defendia nenhuma bandeira denominacional, mas era itinerante, percorrendo todas as cidades e aldeias da época. Depois que ELE também ia às sinagogas para falar DELE mesmo e dos propósitos de DEUS para a vida dos ouvintes, ordenando-os que se arrependessem dos pecados cometidos e se convertessem da vida que levavam. Por fim, curava todas as doenças e moléstias no meio do povo, nas ruas, onde quer que fosse. O SENHOR NÃO FAZIA ACEPÇÃO DE PESSOAS QUANDO O OBJETIVO ERA RESGATÁ-LAS. Mas uma coisa deve nos chamar a atenção: JESUS ENXERGAVA ESSAS MULTIDÕES CANSADAS, ABATIDAS E SOBRECARREGADAS E TINHA COMPAIXÃO DELAS. Eram pessoas excluídas em seu tempo, condenadas pelos olhares religiosos da época, perdidas, sem direção e sem liderança, como ovelhas que não tinham pastor. JESUS comentou com os que LHE acompanhavam, em diversas oportunidades, que as terras da seara já estavam brancas, que eram propícias para a colheita, mas que, para isso, eram necessários trabalhadores para executar o serviço:

 

“(...) A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra. Não dizeis vós que ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Eis que eu vos digo: LEVANTAI OS VOSSOS OLHOS, E VEDE AS TERRAS, QUE JÁ ESTÃO BRANCAS PARA A CEIFA. E o que ceifa recebe galardão, e ajunta fruto para a vida eterna; para que, assim o que semeia como o que ceifa, ambos se regozijem. Porque nisto é verdadeiro o ditado: um é o que semeia, e outro o que ceifa. Eu vos enviei a ceifar onde não trabalhastes; outros trabalharam e vós entrastes no seu trabalho” (João 4:34-38).

 

O nosso único interesse nesta terra deveria ser o único interesse do SENHOR JESUS: COLHER VIDAS PARA O REINO DE DEUS; enxergar nelas a  esperança de redenção e de restauração, ainda que estejam perdidas nas ruas, nos interiores, no leito de um hospital e nos presídios. Quem ama DEUS ocupa-se em ajuntar trigos para o Seu Reino.

 

Diante das palavras do SENHOR JESUS, cabem as seguintes perguntas para os que se dizem Seus discípulos hoje:

 

Onde estão os homens e mulheres de oração do nosso século? Onde estão aqueles apaixonados pelo IDE? Onde estão os pescadores de almas, que se compadecem delas e indicam a QUEM devem procurar? Onde estão os operários do Reino de DEUS? Onde estão os corações misericordiosos?

 

A verdade é que os que se dizem cristãos, em nosso século, têm aversão à ideia da dor, do sofrimento, da renúncia, da cruz diária, da tristeza e das privações, ainda que tudo isso aconteça por amor ao Reino do SENHOR. É por isso que preferem se manter distantes da missão que os levarão ao campo, à seara, às terras mais longínquas para o resgate dos perdidos. A quantidade de líderes e cantores que surgem é profundamente desproporcional à quantidade de pessoas disponíveis para fazer o trabalho de missão pelo mundo. Os primeiros são muito maiores em números que os do segundo grupo. É menos sofrível pregar e cantar nos púlpitos sofisticados, sob aplausos e holofotes, a sair por aí pelos arredores mais sombrios, vivendo a possibilidade de escassez e privações, muitas vezes sem mesmo ter onde reclinar a cabeça, mas com o firme propósito no coração de resgatar os perdidos. Por isso, também, escolhem o caminho mais curto, mais deleitoso, sem cruz e sem renúncia, ao aconselharem uma alma desesperada, mas que já fora instruída com a Verdade pelo Espírito Santo: “Esqueça essa sua realidade sofrida. Desista de quem te faz sofrer! DEUS tem outra pessoa melhor para a sua vida”. E a mente, que recebe uma informação assim, entra em ebulição quando antes buscou conhecer a vontade de DEUS e fora ministrado pelo Espírito Santo.

 

É mais fácil e até cômodo demais demonstrar amor por aqueles que estão ali agrupados dentro de um templo, saciados, robustecidos, com suas marcas e seus padrões insuperáveis, do que amar e guerrear por um perdido, um desgraçado, um miserável, pobre e nu, que está a cada dia mais aprisionado pelo pecado e caminhando para o inferno. Anestesiados pela amnésia que os deixa alienados, esses religiosos se esquecem da sublime e precípua lição deixada pelo SENHOR JESUS de que ELE veio exatamente a este mundo para salvar aqueles que se encontram perdidos:

 

“Vedes, não desprezeis algum destes pequeninos, porque eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre veem a face de meu Pai que está nos céus. PORQUE O FILHO DO HOMEM VEIO SALVAR O QUE SE TINHA PERDIDO. Que vos parece? Se algum homem tiver cem ovelhas, e uma delas se desgarrar, não irá aos montes, deixando as noventa e nove, em busca da que se desgarrou? E, se porventura achá-la, em verdade vos digo que maior prazer tem por aquela do que pelas noventa e nove que não se desgarraram. Assim também não é vontade de vosso Pai, que está nos céus, que nenhum destes pequeninos se perca” (Mateus 18:10-14).

 

Hoje, o prazer dos homens se restringe à alegria daqueles que estão ao seu redor.

 

Por que não lutar para restaurar os casamentos lícitos aos olhos de DEUS, em que um dos cônjuges tem essa santa vontade e o outro se encontra perdido? Seriam esses maridos e esposas, escravizados no adultério, piores, aos olhos de DEUS, por exemplo, do que aqueles que se encontram perambulando sem vida pelo mundo? Por que muitas lideranças sentem o desejo de resgatar travestis e prostitutas e não também esposas e maridos perdidos nas camas do adultério? Por que não olhar com o mesmo olhar de misericórdia com que se olha para as casas de prostituição, para os lares e os casamentos lícitos e destruídos? Por que não pagar o preço por almas perdidas, independentemente de quem sejam? Por que escolher o público para falar do Amor e dos propósitos de DEUS? Foi esse o exemplo que o SENHOR JESUS nos deixou quando esteve neste mundo?

 

Creio, então, que é chegada a hora de fecharem as portas dos templos e irem atrás dos trigos que estão morrendo pelos campos. É tempo de trocarem o interesse da reforma desses lugares e da compra dos instrumentos musicais e outras vaidades pelo jejum, pela vida de oração e pelo Amor por aqueles que estão perecendo. SER RESGATADOR DE ALMAS PERDIDAS não é uma missão específica de missionários ordenados, mas de todos nós. Esse é o maior prazer do verdadeiro evangelista, pastor, que ama a DEUS sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. É para esse tipo de pessoa, o ceifeiro legítimo, a quem JESUS se referiu quando questionou sobre o trabalho da ceifa. DESPERTEMOS PARA A NOSSA MISSÃO ENQUANTO HÁ TEMPO!

 

No Amor de DEUS,

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

Pecados encobertos

06 de abril de 2016.

“Os pecados de alguns homens são manifestos, precedendo o juízo; e em alguns manifestam-se depois” (1 Timóteo 5:24).

 

“Mas nada há encoberto que não haja de ser descoberto; nem oculto, que não haja de ser sabido” (Lucas 12:2).

 

As advertências do apóstolo Paulo ao irmão Timóteo e a de nosso SENHOR JESUS CRISTO apontam para uma mesma conclusão: nada há de permanecer oculto, escondido, por todo o tempo. Chegará o momento em que os pecados, que ficaram encobertos, não confessados e não abandonados, virão à luz, para a perdição eterna dos desobedientes.

 

As Sagradas Escrituras nos revelam, por meio do Espírito Santo, o que é certo, justo e santo; assim como também o que é impuro e pecaminoso. É por demais necessário conhecer o que as Escrituras dizem, examinando-as; ou seja, lendo-as em profundidade espiritual. Não é uma leitura rasa, rasteira, qualquer, com olhar descomprometido, como aquela que se faz com os livros de Literatura quando se quer passar o tempo ou se busca a distração da alma. Mas uma leitura minuciosa, igual ao trabalho de um ourives ou de um profissional que examina algo em laboratório. Quem não busca conhecer o Pensamento do SENHOR para os homens, sempre deixará uma Verdade escondida e alimentará pecados encobertos, cruciais ao destino do espírito.

 

Não nos basta conhecer todos os Mandamentos de DEUS e de JESUS. Aquele jovem rico do Novo Testamento atestou viver todos eles desde a sua mocidade. Mas o SENHOR, que a tudo vê, enxergou um único pecado (para o jovem, oculto) em seu coração que o impedia de herdar a vida eterna: ele era apegado às riquezas que possuía: “E quando Jesus ouviu isto, disse-lhe: Ainda te falta uma coisa; vende tudo quanto tens, reparte-os pelos pobres e terás um tesouro no céu; vem e segue-me” (Lucas 19:22). JESUS buscava a perfeição daquele jovem, assim como ELE também busca a nossa. A mesma passagem em Mateus diz: “Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem e segue-me” (Mateus 19:21). Talvez, o jovem rico não considerasse, se ele enxergasse, o apego aos bens materiais como um pecado grave, algo de grande relevância, que chegasse ao ponto de comprometer a salvação do seu espírito. Talvez ele o enxergasse como um “pecadinho”, de uma insignificância profunda. Por isso, saiu triste daquele encontro com JESUS, sem ânimo para nenhuma mudança. Obedecer apenas aquilo que queremos não nos levará ao Lugar desejado pela nossa alma. Se tivermos que abrir mão do nosso bem mais precioso neste mundo, que façamos com alegria e serenidade; assim como fez Abraão quando caminhava com Isaque para o lugar do sacrifício. Talvez, como homem, não concordasse ou não achasse certo aquela atitude, mas preferiu obedecer a voz do SENHOR, para o pecado da desobediência não lhe ser imputado mais tarde.

 

Não podemos acreditar, por exemplo, que uma mentirinha que se conta, ou palavras torpes que são ditas nas rodas de amigos ou entre familiares, ou uma vida inteira de insubmissão, seja um pecado menor que matar, roubar ou adulterar. Não podemos crer que o sacrifício feito pelo nosso SENHOR JESUS CRISTO na cruz do calvário possa nos dá o direito de levarmos uma vida do nosso modo, da maneira que concebemos como certo, e que essas coisas são totalmente irrelevantes.

 

Além da necessidade de adorarmos a DEUS em espírito e em verdade, precisamos saber, através das Sagradas Escrituras, quais os pecados ocultos que moram em nosso coração sem que os percebamos, para que possamos nos arrepender e abandoná-los. Um só não poderá ficar de pé em nossa vida. A nossa luta diária deve ser contra tudo aquilo que nos afasta do Espírito Santo. A igreja do SENHOR JESUS precisa atentar para os Mandamentos que passam despercebidos pelo nosso olhar. Porque um só Mandamento não cumprido pode nos levar a uma vida de sucessivos erros, acúmulo de pecados ocultos e, consequentemente, uma condição espiritual com aparência de vida, porém morta.

 

Por exemplo: uma pessoa que desconsidera e não vive o que está em Hebreus 13: 17 (“Obedecei a vossos pastores e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil”) pode incorrer a outros vários pecados que se tornam ocultos à mente e ao coração. Quem não se sujeita nem obedece verdadeiramente a um pastor ungido por DEUS como ordena a Palavra, jamais poderá ser corrigido, repreendido, disciplinado. E um ser que vive sem essas coisas não pode ser considerado filho de DEUS como alerta o mesmo Livro: “Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois então bastardos, e não filhos” (Hebreus 12:8). A obediência e a submissão pressupõem uma vida de relacionamento diário, de satisfações. O verdadeiro pastor sente prazer em saber todos os passos das ovelhas do seu pasto; e as ovelhas se sujeitam e obedecem com alegria, porque sabem que estão sendo aperfeiçoadas para o Grande Dia: “E Ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para a edificação do corpo de Cristo; até que cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo” (Efésios 4:11-13). Daí a importância de um verdadeiro pastor não trabalhar no secular, não dividir o seu tempo e a sua mente com o mundo e o Ministério; mas viver apenas para cumprir bem a missão dada por DEUS. Veja o que o apóstolo Pedro disse a JESUS sobre ele e os demais apóstolos: “Eis que deixamos tudo e te seguimos” (Lucas 18:28). Além do que, o pastor de ovelhas segura um cajado em sua mão, que representa disciplina, ordem, caminho direito e seguro. Esse cajado é a Palavra de DEUS. Observe que a ação de frequentar templos denominacionais impede uma pessoa de viver toda essa realidade bíblica. Na verdade, quem é pastor de templo não é pastor de ninguém, assim como demonstra a Santa Palavra. Dentro de templo, acumula-se muita gente e esse tipo de trabalho termina sendo impossível ou inviável; além de que muito do que é ensinado nesses lugares faz parte do universo de heresias à luz da Palavra de DEUS (imagine a decepção de uma pessoa, depois de longos anos dando 10% do seu salário a um templo denominacional, descobrir que DEUS nunca recebeu todo aquele dinheiro como dízimo?).

 

A minha grande preocupação com aqueles que se dizem “igreja do SENHOR JESUS” nesta terra é pela não observância a todos os Mandamentos e conselhos estabelecidos por DEUS para o Seu povo; acharem que uma vida religiosa em templos é necessária e suficiente para uma pessoa ir para o Céu. A vida religiosa em templos está tão longe do SENHOR quanto aqueles que estão deliberadamente no mundo. A igreja do SENHOR JESUS CRISTO é livre, independente de templos denominacionais e de sistemas religiosos. Ela não pode viver refém daquilo que os homens querem ensinar pela conveniência e vil interesse que há neles. Até porque a estrondosa maioria desses líderes, embora demonstre nos púlpitos ser do SENHOR, não está preocupada em mostrar, na Palavra, os pecados ocultos de cada um; nem em corrigir, nem em disciplinar. DEUS constituiu a Sua igreja para ser livre, santa, fiel; e isso só será possível se ela examinar as Sagradas Escrituras e obedecê-LO.

 

Muitas vezes só se vê o que o outro faz como pecado explícito (roubar, matar, adulterar), mas não enxerga os pecados encobertos que há no próprio coração, como: usar o nome de DEUS em vão; cobiçar o que é do outro; não socorrer o necessitado; não se submeter a ninguém etc. Não examinar as Escrituras e não ter uma vida de intimidade com o SENHOR gera um coração hipócrita, julgador, alienante, e podem culminar com uma avalanche de pecados encobertos.

 

Digo no SENHOR JESUS e em Amor, desprovido de qualquer interesse terreno e pessoal: AFASTE-SE DA RELIGIOSIDADE EM QUE VIVE; CUIDE O SEU TEMPO EM EXAMINAR AS SAGRADAS ESCRITURAS, TER INTIMIDADE PESSOAL COM O SENHOR. PEÇA A DEUS UM PASTOR DELE, SINCERO, PARA TE AJUDAR A ENTENDER E A SE APROXIMAR MAIS DO REINO CELESTIAL. Não é porque os escândalos estão se sucedendo dentro dos templos que DEUS te dá o direito agora de caminhar sozinha (o) neste mundo tão difícil. Só dessa maneira você será uma pessoa perfeita para ELE.

 

Em CRISTO,

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

Doutrina de Casamento (Lei e Graça)

01 de março de 2016.

Muitos líderes protestantes fazem uma confusão enorme entre a Lei e a Graça de DEUS na hora em que vão ministrar sobre casamento ou aconselhar alguém que esteja atravessando o vale de uma separação ou divórcio. Dizem-se defensores da Graça, mas não raramente são apanhados ensinando ou aconselhando artigos da lei judaica para um povo que se propõe ser de CRISTO.

 

A partir desse estudo, explicitarei o que é válido e o que não é válido para a igreja cristã concernente ao tema casamento para que não haja mais equívoco no momento da pregação ou do aconselhamento. Há alguns fatores que merecem ser considerados: a contextualização de um versículo (ou o conjunto deles), a hermenêutica (a perfeita interpretação dos textos bíblicos); o que foi dito especificamente para o povo judeu e o que é próprio para a igreja cristã. Por exemplo: há textos no Antigo Testamento que são válidos para as pessoas detentoras da Graça de DEUS, assim como há passagens do Novo Testamento que só serviram para o povo judeu.

 

Vamos começar do seguinte ponto: a definição de casamento no Antigo Testamento mudou na Nova Aliança? Há, no mínimo, duas ocasiões no Novo Testamento que atestam que não houve mudança conceitual em relação ao tema casamento criado por DEUS na origem:

 

1. “Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma só carne” (Gênesis 2:24) (O QUE DEUS CRIOU);

2. “E disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne?” (Mateus 19:5) (O QUE JESUS RATIFICOU AOS JUDEUS);

3. “Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne” (Efésios 5:31) (O QUE O APÓSTOLO PAULO CONFIRMOU À IGREJA).

 

São três textos iguais ditos em épocas e circunstâncias diferentes, por pessoas diferentes, mas pelo mesmo Espírito. O primeiro reporta-se à criação, ao começo de tudo, e dito pela primeira vez pelo SENHOR. O segundo faz parte de um diálogo empreendido por JESUS com os fariseus e escribas, que desejavam pegá-LO em alguma armadilha doutrinária; e o último, pelo apóstolo Paulo à igreja primitiva localizada em Éfeso (e que serviu para toda a igreja cristã em todos os lugares). JESUS homem/DEUS e Paulo como apóstolo maior da igreja cristã primitiva lembraram o pensamento do DEUS Criador a dois destinatários distintos. Está mais que provado que o conceito concebido pelo PAI permaneceu para JESUS, para os apóstolos assim como é válido para a igreja cristã em nossos dias.

 

O que NÃO é válido para a vida da igreja cristã (nem a primitiva nem para a de hoje)? Tudo o que está transcrito sobre casamento, como forma da Lei, nos livros de Levítico e Deuteronômio. Por exemplo, vejo muitos líderes protestantes atuais usarem Deuteronômio 24:1-4:

 

“Quando um homem tomar uma mulher e se casar com ela, então será que, se não achar graça em seus olhos, por nela encontrar coisa indecente, far-lhe-á uma carta de repúdio, e lha dará na sua mão, e a despedirá da sua casa. Se ela, pois, saindo da sua casa, for e se casar com outro homem, e este também a desprezar, e lhe fizer carta de repúdio, e lha der na sua mão, e a despedir da sua casa, ou se este último homem, que a tomou para si por mulher, vier a morrer, então seu primeiro marido, que a despediu, não poderá tornar a tomá-la, para que seja sua mulher, depois que foi contaminada; pois é abominação perante o SENHOR; assim não farás pecar a terra que o SENHOR teu Deus te dá por herança”.

 

Essa foi uma ordenança específica para os judeus daquele tempo, em nada sendo útil à igreja cristã. Se fôssemos utilizá-la, teríamos também que obedecer e viver o que está no capítulo seguinte do mesmo livro: “Quando irmãos morarem juntos, e um deles morrer, e não tiver filhos, então a mulher do falecido não se casará com homem estranho, de fora; seu cunhado estará com ela, e a receberá por mulher, e fará a obrigação de cunhado com ela. E o primogênito que ela lhe der será sucessor do nome do seu irmão falecido, para que o seu nome não se apague em Israel. Porém, se o homem não quiser tomar sua cunhada, esta subirá à porta dos anciãos, e dirá: Meu cunhado recusa suscitar a seu irmão nome em Israel; não quer cumprir comigo o dever de cunhado. Então os anciãos da sua cidade o chamarão, e com ele falarão; e se ele persistir e disser: Não quero tomá-la; então sua cunhada se chegará a ele na presença dos anciãos, e lhe descalçará o sapato do pé, e lhe cuspirá no rosto, e protestará, e dirá: Assim se fará ao homem que não edificar a casa de seu irmão; e o seu nome se chamará em Israel: A casa do descalçado” (Deuteronômio 25:5-10).

 

Não há nenhuma instrução de JESUS nem dos apóstolos para que os textos oriundos da Lei de Moisés sobre casamento fossem igualmente aplicados à igreja cristã. Outra informação importante: a primeira parte do versículo primeiro, capítulo 3, do livro do Profeta Jeremias é uma referência ao que está escrito em Deuteronômio 24:1-4. A última parte do versículo é o chamado de DEUS para todos os que se prostituíram: “Ora, tu te prostituíste com muitos amantes; MAS AINDA ASSIM, TORNA PARA MIM, diz o SENHOR. DEUS não despreza, não exclui, não mata, não lança ao inferno uma pessoa que se prostituiu, se houver arrependimento e abandono do pecado. O SENHOR é a esperança dos caídos, a restauração dos vasos quebrados e destruídos: “AINDA ASSIM, VOLTA PARA MIM”. Esse caráter amoroso de DEUS foi ontem, é hoje e será até a volta do SENHOR JESUS para todos que quiserem. Assim como aconteceu com a mulher pega em flagrante adultério pelos fariseus e escribas, no Evangelho de João, que a levaram à presença do SENHOR JESUS para ver se o Filho de DEUS iria condená-la. Cada qual segurava uma pedra, exatamente, porque eram seguidores da Lei transcrita em Levítico 20:10. A indagação que fizeram a JESUS fora a seguinte: “Na Lei nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes?” (João 8:5). JESUS condenou a postura dos fariseus e escribas e absorveu aquela pobre mulher pecadora com uma advertência: “(...) Vai-te, e não peques mais” (João 8:11).

 

O texto transcrito em Mateus, capítulo 19, versículo 9, é outro muito utilizado por muitas lideranças protestantes como conselho para o divórcio e um novo casamento: “Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério”. Por que esse texto não serve para a igreja cristã embora tenha sido dito por JESUS? É preciso examinar com cuidado toda a passagem (do versículo 3 ao 12), o seu contexto; e não apenas um versículo isolado.

 

Imagine JESUS sendo confrontado por um grupo de pessoas que não acreditavam NELE, que não O viam como o Messias Enviado de DEUS. O versículo 3 traz uma palavra-chave para a nossa melhor compreensão “TENTANDO-O”. Esse fora o objetivo dos fariseus e escribas em relação ao Filho de DEUS. Eles, na verdade, queriam tentá-LO, pegá-LO em contradição; provar que JESUS não era nada daquilo que propagavam à época a Seu respeito. Escolheram o tema CASAMENTO JUDAICO. E fizeram isso por meio de uma pergunta: “É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo?” (Mateus 19:4). Os primeiros que fizeram essa pergunta eram defensores das instruções de um sábio chamado Hillel. Foram a JESUS para saber qual a real posição do Messias: se ELE ficaria do lado da filosofia de Hillel (mais flexível) ou defenderia a posição de Shammai, mais rigorosa (afirmava que um homem só podia repudiar a sua mulher se comprovasse que ela havia fornicado com outro antes do casamento, ou seja, não se casara virgem com ele). Embora os nomes desses dois sábios (que migraram da Palestina para a Babilônia em virtude da opressão romana) não apareçam claramente no Antigo Testamento, suas filosofias aparecem em forma de Lei judaica em Deuteronômio 24:1-4 e 22:13-21 respectivamente. Era uma armadilha colocada diante de JESUS. A resposta de JESUS para a primeira pergunta deles foi: “Vocês não leram que Aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez, e disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa só carne? Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mateus 19:4-6). Enquanto os fariseus e escribas queriam conhecer o posicionamento de JESUS acerca do repúdio, ELE respondeu-lhes trazendo às suas mentes a doutrina do Criador sobre o casamento: “NÃO SEPARE O HOMEM POR MOTIVO NENHUM”. Essa é a doutrina celestial e universal para todos os povos, crenças e nacionalidades. Insatisfeitos com a resposta dada por JESUS, eles tentaram, como sempre faziam, confrontá-LO com as leis permissivas dadas por Moisés para os judeus: “Então por que Moisés mandou dar-lhe carta de repúdio, e repudiá-la?” (versículo 7). Demonstravam muito mais zelo com essas leis do que com as palavras do SENHOR JESUS. A resposta do SENHOR fora a seguinte: “Moisés, por causa da dureza dos vossos corações, vos permitiu repudiar vossas mulheres; MAS AO PRINCÍPIO NÃO FOI ASSIM” (versículo 8). JESUS afirmou que a permissividade de Moisés para eles contrastava com o pensamento do DEUS Criador. Para em seguida, responder-lhes: “Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério” (versículo 9).  Por que em caso de fornicação um homem judeu poderia se casar com outra mulher? Porque, dentre outros motivos, o casamento judaico se consolidava após a comprovação da virgindade da mulher oferecida por seu pai ao marido. Se essa virgindade não fosse testificada através de um lençol branco, haveria consequências drásticas para aquela mulher por ordem do sacerdote, como se lê em Deuteronômio 22:13-21.

 

Agora, surgem três perguntas necessárias:

1) Em que essa passagem de Mateus interessa à igreja cristã? Em absolutamente nada.

2) Por que, então, muitos líderes protestantes atuais insistem em utilizá-la como ponto de doutrina para a igreja cristã? Por pura ignorância.

3) E por que essa suposta cláusula de exceção de Mateus 19:9 (não sendo por causa de fornicação) fora excluída dos Evangelhos de Marcos e de Lucas (10:11-12 e 16:18, respectivamente)? Porque, enquanto o Evangelho de Mateus fora construído para o público judeu, o de Marcos se destinou aos romanos, e o de Lucas para os gregos.

 

É uma profunda irresponsabilidade utilizar-se do versículo isolado de Mateus 19:9 para aconselhar uma pessoa cristã, lavada e remida pelo Sangue de JESUS, que vive debaixo da Graça de DEUS. É como se quisessem colocar sobre essa pessoa o véu judaico, já abolido pelo Nosso SENHOR JESUS CRISTO, como bem Paulo escreveu: “E não somos como Moisés, que punha um véu sobre a sua face, para que os filhos de Israel não olhassem firmemente para o fim daquilo que era transitório. Mas os seus sentidos foram endurecidos; porque até hoje o mesmo véu está por levantar na lição do velho testamento, o qual foi por Cristo abolido. E até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles. Mas quando se converterem ao Senhor, então o véu se tirará” (2 Coríntios 3:13-16).

 

A síntese perfeita e universal do pensamento de JESUS sobre a licitude ou não de um casamento fora transcrita por Lucas: “Qualquer que deixa sua mulher, e casa com outra, adultera; e aquele que casa com a repudiada pelo marido, adultera também”. Maridos e esposas se uniram em casamento para viverem juntos até a morte. Essa é a doutrina do DEUS que diz que odeia o repúdio. Quem transgredir essa norma celestial estará incorrendo na prática do adultério. Por que essa doutrina é válida para a igreja cristã? Como saber disso? Ela foi lembrada à igreja cristã primitiva pelo apóstolo Paulo: “Porque a mulher que está sujeita ao marido, enquanto ele viver, está-lhe ligada pela lei; mas, morto o marido, está livre da lei do marido. De sorte que, vivendo o marido, será chamada adúltera se for de outro marido; mas, morto o marido, livre está da lei, e assim não será chamada adúltera, se for de outro marido” (Romanos 7:2-3); “A mulher casada está ligada pela lei todo o tempo que o seu marido vive; mas, se falecer o seu marido fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no SENHOR” (1 Coríntios 7:39). A que lei Paulo se referiu? À lei do casamento, do matrimônio, que une o marido à esposa (lei do marido). É essa doutrina que deve ser ensinada à igreja; a doutrina da Graça, de DEUS, que conduz os homens à salvação espiritual.

 

Embora DEUS abomine o repúdio (como se lê em Malaquias 2:16), Paulo, que era cheio do Espírito Santo, considerou a possibilidade de haver uma separação no meio da igreja cristã? Claro que sim. Podemos ver isso em 1 Coríntios: “Se, porém, se separar, que fique sem casar; ou que se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher” (7:11). A quem o apóstolo estava dirigindo esses conselhos? Aos que já eram casados (daí a advertência de não se casarem de novo): “Todavia, aos casados, mando, não eu, mas o SENHOR, que a mulher não se aparte do marido” (vers. 10). No versículo 15, Paulo orienta que se um cônjuge descrente quiser se separar de um marido ou esposa crente, que este ou esta aceite a separação para não ser submetido (a) a maus tratos (que ele chama de servidão), pois o mais importante é viver na Paz que DEUS os chamou: “Mas, se o descrente se apartar, aparte-se; porque, neste caso, o irmão, ou a irmã, não estará sujeito à servidão; mas Deus chamou-nos para a paz”. Em que lugar, nesse texto, o apóstolo Paulo fez referência à possibilidade de um divórcio e de um novo casamento, como querem muitos líderes protestantes? Em lugar algum. Essa possibilidade só encontra guarida nas mentes e nos corações cauterizados pelo diabo e pela escravidão carnal, com o fino desejo de agradar o EU das pessoas que repudiaram ou foram repudiadas pelos seus cônjuges. O Espírito Santo que conduzia a vida de Paulo jamais iria entrar em contradição (no versículo 11 orientou ao não novo casamento; e no 15, orientaria o contrário?). Divórcio e um novo casamento nunca representaram a Paz de JESUS, mas o inferno espiritual.

 

É essa a doutrina que deveria ser ensinada à igreja de forma segura e responsável. Um pastor deve conduzir as ovelhas a uma vida de santidade, de renúncia, de caminho estreito; e não de promiscuidade e hipocrisia religiosa, como muitos estão fazendo com os seus seguidores, usando o Nome Santo de JESUS. Viver para CRISTO, mesmo depois de uma separação, e esperar pela vontade do SENHOR nunca constituíram jugo nem carga pesada para ninguém, especialmente para aqueles que um dia desejam morar no Céu. É prazer e alegria fazer a vontade de DEUS. Casamento, para DEUS, só é desfeito na morte, porque não há mais possibilidade do viúvo ou da viúva ser uma só carne com um cadáver.  A doutrina do “DEUS aprova tudo ou qualquer coisa que as pessoas queiram” é tão perversa e maligna quanto o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo. O DEUS que abomina a pedofilia e a idolatria, por exemplo, é o mesmo DEUS que é contra a uma união oriunda de um divórcio. DEUS é amor para os que desejam viver no caminho estreito e santo estabelecido por ELE.

 

Que o Espírito Santo abra o entendimento das lideranças religiosas do Brasil e do mundo!

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

A origem da destruição familiar

15 de fevereiro de 2016.

Desde criança, sempre ouvi e aprendi de minha querida mãe, dona Alzira, que lavar sempre e bem as mãos evita uma série de contaminações e doenças pelo corpo. Até hoje ela me repreende se me vir chegando da rua e não lavar as minhas mãos.

 

De fato, quem não tem esse costume diário está sujeito a doenças como febre tifoide, gripes e resfriados, conjuntivite, que surgem em nosso corpo por causa de bactérias originárias das mãos sujas. Um corpo contaminado e doente pode levar o indivíduo a consequências terríveis e até a morte.

 

Mas os discípulos do SENHOR JESUS comiam pão sem antes lavar as mãos, o que causou grande aborrecimento por parte dos escribas e fariseus, cuja tradição deles rezava que a santidade também estava relacionada ao ato de lavar as mãos antes de comer qualquer coisa: “E ajuntaram-se a Ele os fariseus e alguns dos escribas que tinham vindo de Jerusalém. E, vendo que alguns dos seus discípulos comiam pão com as mãos impuras, isto é, por lavar, os repreendiam. Porque os fariseus, e todos os judeus, conservando a tradição dos antigos, não comem sem lavar as mãos muitas vezes. E, quando voltam do mercado, se não se lavarem, não comem (...). Depois perguntaram-lhe os fariseus e escribas: Por que não andam os teus discípulos conforme a tradição dos antigos, mas comem o pão com as mãos por lavar?” (Marcos 7:1-5).

 

Você pode estar se perguntando o que esse assunto tem a ver com a destruição familiar. Respondo que tudo, especialmente se considerarmos a resposta que JESUS deu àqueles que O interrogaram acerca do ato de comer sem lavar as mãos: “Mas, o que sai da boca procede do coração, e isso contamina o homem. PORQUE DO CORAÇÃO PROCEDEM OS MAUS PENSAMENTOS, MORTES, ADULTÉRIOS, FORNICAÇÃO, FURTOS, FALSOS TESTEMUNHOS E BLASFÊMIAS. São estas coisas que contaminam o homem, mas comer sem lavar as mãos, isso não contamina o homem” (Mateus 15:18-20) (grifo meu). É claro que JESUS não estava fazendo campanha em defesa da falta de higiene, para as pessoas comerem sem lavar as mãos. Mais uma vez, ELE priorizou o espiritual em detrimento do físico. A contaminação pelo SENHOR referida era da alma, do espírito e, consequentemente, do corpo. Os fariseus e os escribas guardavam religiosamente as leis e as tradições antigas, mas tinham um coração muito longe de DEUS.

 

A resposta de JESUS nos faz pensar sobre a profundidade do coração de cada um: ou profundo para a santidade e a vida, ou profundo para o pecado e a morte.

 

A família começa a ser destruída quando um dos cônjuges olha para o lugar errado, para a pessoa errada e deseja o que é mau para o coração e a alma; quando cobiça outra mulher ou homem na Internet, no ambiente de trabalho, na rua, na casa de um amigo, dentro de um templo, ou em qualquer outro lugar semelhante. A perversidade e a traição se alojam no coração às escondidas, sem que o outro saiba, veja ou descubra as suas origens. E uma esposa e um marido honestos e fiéis terminam se deitando e tendo relação sexual com um “cônjuge desconhecido”, um monstro pecaminoso ainda não revelado a eles. Um abismo atrai outro abismo; um desejo mau atrai outros desejos maus. E, dessa forma, o monstro vai ganhando forma dentro de uma família. Até que ele se torna um gigante revelado e diz para a esposa ou para o marido: “Não te quero mais, porque o amor de mim para você acabou”. E decide abandonar o lar, deixando para trás toda uma estrutura montada, além da importância da aliança matrimonial.

 

O pecado cega e aprisiona o coração de um marido e de uma esposa, que não vigiaram, não foram sinceros e não fizeram o que era correto aos olhos de DEUS. Quanto mais se alimenta do pecado, mais a opressão e o mal se apoderam da alma. E muitas vezes, quando o outro chega a saber da realidade, o cônjuge aprisionado vem se alimentando do imprestável há muito tempo. O coração do rei Davi passou a ser perverso e mau quando ele olhou para quem não deveria e a cobiçou. E foi por isso que, muito depois, ele confessou a DEUS e clamou pela restauração: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto” (Salmo 51:10). Ninguém pede para DEUS criar um coração puro, se o mesmo for puro. A pureza só pode vir a substituir a impureza, a podridão. DEUS transforma vasos destruídos, de desonra, em vasos de honra, úteis ao Seu Reino. Há pessoas que já se casam caídas espiritualmente e moralmente, com o coração longe de DEUS. São casamentos que já na origem, na raiz, começaram fadados ao fracasso e à ruína. Há outras, no entanto, que transformam o coração em um baú de podridão em algum momento da convivência conjugal. Nesses casos, o casamento, que era bom e saudável, torna-se algo sofrível e perturbador, um acúmulo de problemas. Descobrir o instante exato em que o mal se apoderou do coração do cônjuge pode não ser uma tarefa fácil, nem necessária. O importante é ter sabedoria para se posicionar no sentido de preservar a paz interior e a santidade. A falta de sabedoria na condução do processo de uma destruição familiar pode afetar os filhos, a saúde mental, emocional e espiritual do cônjuge traído e demais estruturas. Ou seja, o buraco que já era grande pode se tornar maior ainda. Assim como ele pode desaparecer, se tudo for conduzido com sabedoria e orientações corretas.

 

Há maridos e esposas muito preocupados com o exterior, com a aparência do casamento, frequentando restaurantes, comendo do bom e do melhor e lavando as mãos com os melhores sabonetes do mercado; mas deixando o interior, o caráter, o coração puro e sincero, relegados a segundos e terceiros planos. Mas vejam o que orienta a Palavra de DEUS: “O enfeite das esposas cristãs não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura dos vestidos; MAS O MARIDO ENCOBERTO NO CORAÇÃO, NO INCORRUPTÍVEL TRAJE DE UM ESPÍRITO MANSO E QUIETO, que é precioso diante de Deus. Porque assim se adornavam também antigamente as santas mulheres que ESPERAVAM EM DEUS E ESTAVAM SUJEITAS AOS SEUS PRÓPRIOS MARIDOS. Como Sara obedecia a Abraão, chamando-lhe senhor; DA QUAL VÓS SOIS FILHAS, fazendo o bem e não temendo nenhum espanto. Igualmente vós, maridos, coabitai com elas com entendimento, DANDO HONRA À ESPOSA, como vaso mais fraco, como sendo vós os seus coerdeiros da graça da vida; PARA QUE NÃO SEJAM IMPEDIDAS AS VOSSAS ORAÇÕES” (1 Pedro 3:3-7) (grifos meus).

 

Valorizar as bases estruturais de um casamento evita que ele venha a ruir e produzir tristes consequências para a família no futuro. Só quem valoriza apenas o exterior, o lavar as mãos, a aparência, é quem trata o casamento como uma instituição descartável, um contrato apenas, que a qualquer momento pode ser substituído, trocado, como se troca uma roupa qualquer. Que os conselhos de Salomão, pelo Espírito do SENHOR, sejam guardados perpetuamente no coração, como ele mesmo pediu, para que os casamentos sejam até a morte e passem a agradar AQUELE que o criou:

 

“Filho meu, atenta para as minhas palavras; às minhas razões inclina o teu ouvido. Não as deixes apartar-se dos teus olhos; guarda-as no íntimo do teu coração. Porque são vida para os que as acham, e saúde para todo o seu corpo. Sobre tudo o que se deve guardar, GUARDA O TEU CORAÇÃO, PORQUE DELE PROCEDEM AS FONTES DA VIDA. Desvia de ti a falsidade da boca, e afasta de ti a perversidade dos lábios. Os teus olhos olhem para a frente, e as tuas pálpebras olhem direito diante de ti. Pondera a vereda de teus pés, e todos os teus caminhos sejam bem ordenados!” (Provérbios 4:20-26) (grifo meu).

 

No Amor de DEUS,

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

Quem você ama mais: JESUS ou o seu cônjuge?

1 de fevereiro de 2016.

Parece absurda a pergunta acima, mas o que muitos repudiados (que buscam a restauração da família) têm feito é demonstrar um amor doentio, neurótico, pelo cônjuge.

 

Certa vez, JESUS advertiu: “Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim. E quem não toma a sua cruz e não segue após mim, não é digno de mim” (Mateus 10:37-38). Poderíamos substituir os termos “pai”, “mãe”, “filho”, “filha” por qualquer outra pessoa da relação familiar, por bens materiais ou qualquer outra coisa abaixo dos céus, que o sentido da advertência se manteria. Nosso SENHOR e SALVADOR também não afirmou que não deveríamos amar as pessoas. Ao contrário. No mesmo Evangelho de Mateus, capítulo 5, versículo 44, o Filho de DEUS nos orienta a amarmos até os nossos inimigos, quanto mais aqueles com quem mantemos uma relação estreita...

 

A questão do exercício do amor passa inicialmente em colocarmos DEUS acima de tudo e de todos e torná-LO SENHOR de nossa vida, para, a partir disso, compreendermos e vivermos o amor por aqueles que se encontram ao nosso redor ou mesmo distante de nós. Traduzindo: é impossível amar o próximo sem o conhecimento e a vivência do Amor de DEUS em nós.

 

Vejo cônjuges, que foram repudiados, desesperados, completamente perdidos no deserto, desejando até a morte, porque os maridos e as esposas insistem em não voltar para eles. É como se o mundo tivesse acabado e a vida não apresentasse mais nenhum motivo agradável para existir. O marido ou a esposa foi embora; e agora só restam cinzas, sofrimento, dor e amargura. O quadro, onde antes aparecia um lindo arco-íris no céu, agora apresenta nuvens escuras, carregadas de trovões e tempestades. E toda essa atmosfera negativa só mostra o quanto toda essa multidão de repudiados NUNCA AMOU A DEUS acima de quaisquer pessoas (nem antes do repúdio; muito menos depois). Os gritos que ecoam da alma em oração demonstram o quanto DEUS e o Seu Reino não são prioridades absolutas. Não é ELE quem as pessoas desejam; nem aprender mais DELE e terem uma compulsão incontrolável pelo Céu. Mas, os gemidos são para que DEUS traga, de forma impositiva, o cônjuge de volta para casa. “Oh, SENHOR, traz de volta Cicrano ou Fulana, porque eu não aguento mais sofrer”. O EU e os desejos humanos, carnais, são o que prevalecem em qualquer atmosfera de oração. Mas o SENHOR gostaria muito de ouvir: “Habita em mim, SENHOR! Tira-me do chão para que eu possa te amar melhor. Cura-me e me enche do Teu Espírito”. Vejamos a orientação perfeita que o SENHOR JESUS nos dá: “Buscai primeiro o reino de Deus e a Sua justiça, e todas as demais coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:33). O versículo anterior afirma que o PAI Celestial sabe de todas as coisas das quais necessitamos; e que por isso não deveríamos nos preocupar com as nossas lacunas. Elas existem e o SENHOR as conhece muito bem; e as preencherá todas no Seu devido tempo.

 

Os solteiros, os viúvos, assim como todos os cônjuges repudiados, devem se envolver apenas com o Reino de DEUS. Eu disse com o REINO DE DEUS e não com um viver em templos religiosos. Envolvimento com o REINO é ser igreja e participar da comunhão com os irmãos. Observe: eu disse SER IGREJA, e não frequentar templos religiosos. É se submeter e obedecer a uma autoridade constituída por DEUS (homem, pastor; nunca mulher pastora, porque isto também é abominável ao PAI). Dentro desse relacionamento irmãos e pastor é que a pessoa vai crescendo e aprendendo o caminho do Reino e se aproximando mais de DEUS. Esse relacionamento precisa ser diário, natural, espontâneo; e não o cumprimento da obrigação de participar de um culto em templo uma ou duas vezes na semana.

 

Devemos demonstrar a DEUS que O amamos cumprindo o que está na Sua Palavra como conselho e mandamento para a vida da igreja. Esse pontapé inicial, essa entrega absoluta, ocorre da pessoa para DEUS. A serva se entrega de corpo, alma e espírito para o seu SENHOR, porque ELE a amou primeiro e fê-la compreender tudo isso.

 

O AMOR POR DEUS deve ser a nossa primeira, soberana e absoluta motivação. Desejemos nos encher desse AMOR, conhecê-lo e cuidar de todas as nossas responsabilidades terrenas, colocando-O como Alvo em nossa vida. DEUS, sempre DEUS, e o amor que se tem por um cônjuge nem de perto deve assombrar esse AMOR PELO PAI. É esse Amor que nos cura, nos traz a Paz e, sobretudo, salva-nos. O amor carnal, sentimental, terreno, desenfreado, por um cônjuge opresso é a mais pura expressão da tolice humana, e que só gera dor e sofrimento.

 

Eu tenho procurado cumprir essa missão como pastor de ovelhas: fazer com que todas sejam curadas e libertas do “amor” opressor e entendam e se preencham do perfeito Amor. É o que chamo de MUDANÇA DE FOCO. Sei que quando um cônjuge repudiado se aproxima mais e mais do SENHOR através de Sua Justiça, desliga-se completamente do “ser problema” e passa a viver bem posicionado, mais rapidamente o que era problema e perturbação passará a receber uma ação sobrenatural do Espírito de DEUS. Veja o exemplo de Jó: enquanto foi atacado pelo diabo com a permissão de DEUS, não deixou de glorificar o SENHOR, ainda que toda a sua família, sua saúde e sua riqueza estivessem destruídas e ainda que tivesse sido incentivado pela própria esposa para amaldiçoar a DEUS. Porque, até esse momento, Jó demonstrava que o centro de sua fé era o SENHOR. Mas quando os amigos terrenos, com os pensamentos carnais, começaram a influenciá-lo e demovê-lo do Alvo, Jó perdeu o foco e até amaldiçoou o dia em que nasceu. O apóstolo Pedro foi outro que, enquanto olhava para CRISTO, andou milagrosamente pelas águas do mar; mas quando decidiu olhar para as ondas revoltas, logo começou a afundar.

 

Muitos estão naufragando em suas emoções, na questão espiritual e no aspecto psicológico porque estão presos aos cônjuges que estão sendo instrumentos do diabo; o qual, por tabela, também está massacrando os repudiados. Pegue hoje mesmo uma tesoura e corte a linha do seu pensamento que liga você ao cônjuge opresso e determine no Poder de DEUS que, de agora em diante, você não permitirá que satanás o (a) atinja. Posicione-se corretamente. Sofrer apenas por Amor a DEUS e ao Seu Reino. Pedro deixou o conselho: “Que nenhum de vós padeça como homicida, ou ladrão, ou malfeitor, OU COMO O QUE SE ENTREMETE EM NEGÓCIOS ALHEIOS. Mas, se padece como cristão, não se envergonhe, antes glorifique a Deus nesta parte” (1 Pedro 4:15-16) (grifo meu).

 

E sobre aquela passagem de Mateus, capítulo 10, transcrita no início desse texto, o versículo 39 traz uma promessa do SENHOR JESUS para todo aquele que colocá-LO como foco do viver: “Quem achar a sua vida perdê-la-á; e quem PERDER a sua vida por amor de mim, achá-la-á”. Você entendeu a mensagem que JESUS acabou de transmitir ao seu coração? Não? ELE está afirmando que quem entregar a causa a ELE por amor (perder a causa), encontrará, terá de volta restaurada, transformada. Mas quem tentar resolver o problema por conta própria, perderá a luta.

 

Demonstre a DEUS o quanto você O ama. Nem o naufrágio do seu casamento nem o repúdio do seu cônjuge podem ruir a sua estrutura humana e espiritual. O apóstolo Paulo, de uma maneira muito preciosa, um dia questionou os irmãos localizados em Roma: “Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? (...) Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor” (Romanos 8:35, 38-39). Entendeu, meu amado irmão ou amada irmã? NADA, NINGUÉM PODERÁ ROUBAR A PAZ DE CRISTO NEM O AMOR DE DEUS QUE HABITA EM VOCÊ.

 

Que o SENHOR seja o seu Alvo sempre!

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

Uma compreensão de Atos 5

17 de janeiro de 2016.

Vejo muitas pessoas utilizarem o versículo 29, do capítulo 5, do livro de Atos dos Apóstolos, como justificativa para não se submeterem e, principalmente, obedecerem aos homens, a quem DEUS ungiu e constituiu para serem líderes da igreja aqui na terra; e, muito especificamente, viverem soltas, fazendo o que querem, sem prestar satisfação a ninguém.

 

Usar versículos isolados, fora do contexto, é, infelizmente, uma prática muito comum no meio protestante. Não à toa, a vida desse grupo religioso não se coaduna com a verdade dura e estreita dos Evangelhos e dos ensinamentos do apóstolo Paulo às igrejas primitivas.

 

Podemos dividir o capítulo 5 do livro de Atos, escrito pelo médico Lucas (o mesmo do Evangelho), em duas partes: a primeira do versículo primeiro ao onze, onde se lê a triste realidade do casal Ananias e Safira. A segunda, do versículo doze até o final, o versículo 42, onde se assiste à luta espiritual travada pelos apóstolos de JESUS com os do templo dos saduceus (cujo ensinamento maior pregava a não ressurreição de CRISTO).

 

O versículo 12 traz a informação de que “muitos sinais e prodígios eram feitos entre o povo pelas mãos dos apóstolos”; e que “estavam todos unanimemente no alpendre de Salomão”. O alpendre de Salomão era uma espécie de átrio sustentado por colunas que ficava na frente do templo. Nesse alpendre aglomerava-se grande quantidade de pessoas enfermas, doentes, endemoniadas, com problemas físicos e espirituais, que iam ali com o desejo de serem curadas e libertas. E todos conseguiam o que queriam pelas mãos dos apóstolos que, aproveitavam, para anunciar a JESUS ressuscitado e a importância da salvação. O versículo 14 diz que “a multidão dos que criam no Senhor JESUS, tanto homens como mulheres, crescia cada vez mais”. O versículo seguinte (15) afirma que os enfermos eram transportados para as ruas sobre leitos e pequenas camas improvisadas para que a sombra de Pedro, quando passasse, cobrisse alguns deles. Apesar de não expressar claramente que a sombra do apóstolo Pedro tinha poder para curar, podemos entender que isso fosse verdade, visto que, em Atos 19, afirma que “Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias. De sorte que até os lenços e aventais se levavam do seu corpo aos enfermos, e as enfermidades fugiam deles, e os espíritos malignos saíam” (vers. 11 e 12). Portanto, o que é dito sobre a sombra de Pedro em Atos 5:15 não é mera expressão da crendice e superstição humanas. Dessa forma, a popularidade dos apóstolos só aumentava, assim como a simpatia por eles ia crescendo entre a multidão. Agora uma observação muito importante: as narrativas de Atos 5:15 e 19:11-12 se referem a vidas de homens que foram escolhidos e ungidos por JESUS e tinham compromisso com o Reino de DEUS e a salvação das pessoas. Tais textos nada têm a ver com os aproveitadores da fé alheia que se passam por homens de DEUS e se exibem nos meios de comunicação de hoje, usando o nome do SENHOR, para, através da exploração de curas, se locupletarem e enriquecerem cada vez mais. Ao final dos milagres, os apóstolos de CRISTO não passavam “carnesinhos” nem boletos de pagamentos, nem contas bancárias. As pessoas voluntariamente, sem serem persuadidos a nada, dizimavam e ofertavam aos pés dos verdadeiros apóstolos, como fizeram Ananias e Safira no versículo 2.

 

Os versículos 17 e 18 relatam que o sumo sacerdote e todos que o seguiam da seita dos saduceus se encheram de inveja dos apóstolos e encerraram a todos na prisão pública. Eram tempos em que não se podia pregar abertamente a JESUS, tempos de forte perseguição religiosa, que culminava em prisão. Mas naquela situação específica de cárcere, à noite, “um anjo do Senhor abriu as portas da prisão e, tirando-os para fora, disse: Ide e apresentai-vos no templo, e dizei ao povo todas as palavras desta vida” (versículos 19 e 20). DEUS sempre providencia o escape na vida daqueles que O amam e fazem a Sua vontade, e, por causa disso, são perseguidos, açoitados e injuriados. DEUS enviou um anjo para salvá-los. E só quem viu as portas se abrirem foram os apóstolos. Ninguém mais. Há milagres que DEUS faz apenas para o Seu povo enxergar. O versículo 23 diz que os servos dos do sumo sacerdote foram até a prisão para libertar os apóstolos e encontraram as portas fechadas, sem que os homens de DEUS se encontrassem lá. Porque eles saíram e, como ordenara o anjo, foram ensinar a Verdade no templo. Como tenho sempre ensinado, templo não era (e não é) lugar de reunião do povo cristão, nem de cultos, nem de adoração. O que se faz e o que se vive hoje em dia como costume comum não está de acordo com os princípios cristãos, que afirmavam que DEUS não habita em templos erguidos por homens (Atos 7:47-49 e 17:24). O anjo de DEUS determinou que os apóstolos voltassem ao templo para ensinar. Subentende-se tratar de um público leigo, não convertido, carente de ouvir a Verdade de JESUS, mas que DEUS tinha um propósito de salvação na vida de muitos ali. Assim como, no passado, o SENHOR delegou uma ordem ao profeta Jonas para que pregasse o arrependimento na cidade de Nínive. Depois de salvos, os convertidos do tempo apostólico não mais voltariam a congregar naquele lugar, mas nas suas casas.

 

O versículo 24 diz que o sumo sacerdote, o capitão do templo e os chefes dos sacerdotes ficaram perplexos ao saber como os apóstolos foram libertos da prisão. O texto seguinte afirma que uma pessoa alertou que os apóstolos estavam ensinando o povo no templo. O 26 narra que os servidores do sacerdote foram e trouxeram os apóstolos diante do conselho, desta feita sem violência, temendo represália violenta por parte do povo. Os versículos 27 e 28 já apresentam os apóstolos no conselho e sendo interrogados pelo sumo sacerdote: “Não vos admoestamos nós expressamente que não ensinásseis nesse nome? E eis que enchestes Jerusalém dessa vossa doutrina, e quereis lançar sobre nós o sangue desse homem” (Atos 5:28). A razão do embate fora exposta com clareza pelos saduceus: anunciar o Nome de JESUS ressuscitado, algo abominável aos olhos dos hereges. A ordem de não se falar no Nome de JESUS já havia sido dada no capítulo anterior aos apóstolos: “Mas, para que não se divulgue mais entre o povo, ameacemo-los para que não falem mais nesse nome a homem algum. E, clamando, disseram-lhes que absolutamente não falassem no nome de Jesus” (Atos 4:17 e 18).

 

Curiosamente a resposta dada por Pedro e seus companheiros em Atos 4:19 fora a mesma dada ao conselho em Atos 5:29: “MAIS IMPORTA OBEDECER A DEUS DO QUE AOS HOMENS”. Ou seja, mesmo diante de autoridades religiosas reconhecidas da época, os apóstolos não se intimidaram e não negaram AQUELE que havia os salvado e os delegaram para tão grande e preciosa missão. Em outra ocasião, Paulo afirmou que não se envergonhava do Evangelho, que era (e continua sendo) o Poder de DEUS para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego (Romanos 1:16). Pedro e demais apóstolos e, posteriormente, Paulo afirmaram não sentir vergonha de anunciar o nome de JESUS CRISTO, Aquele que ressuscitou e salvará a igreja da morte eterna. Mas um detalhe muito importante: nenhum apóstolo ensinou a igreja a ser desobediente e a não se submeter a alguma autoridade constituída por DEUS para apascentar o Seu povo na terra. As palavras firmes de Pedro e os apóstolos se dirigiram a homens ímpios, embora religiosos, a fariseus hereges. Usar essas palavras como justificativa para não obediência e submissão a uma autoridade espiritual terrena constituída por DEUS é uma afronta ao mesmo Espírito que orientou a igreja a esses dois deveres, como consta em Hebreus 13:17 e Filipenses 2:12.

 

Costumo ensinar que não existe obediência vertical (a DEUS) sem que exista a obediência horizontal (aos homens que ELE constituiu). Assim como desobedecer a esses homens é desrespeitar a hierarquia do Reino estabelecida aqui na terra e desobedecer ao SENHOR; também combater contra estes homens é o mesmo de combater contra DEUS (como se lê em Atos 5:39). O curioso é que depois da resposta de Pedro e demais apóstolos no versículo 29, surge um fariseu chamado Gamaliel, doutor da Lei e venerado por todo o povo. Ele pediu cautela às autoridades religiosas ao se dirigirem aos apóstolos (versículo 35), citando os exemplos de Teudas e de Judas, falsos messias que atraíram multidões para si, mas cuja obra fora desfeita por causa da mentira. E a multidão que os seguia foi reduzida a nada, porque, para DEUS, ela também não era inocente (versículos 36 e 37). Para concluir: “Daí de mão a estes homens, e deixai-os, porque, se este conselho ou esta obra é de homens, se desfará, mas, se é de Deus, não podereis desfazê-la; para que não aconteça serdes também achados combatendo contra Deus” (Atos 5:38-39). O versículo seguinte se inicia dizendo que os do conselho concordaram com as palavras de Gamaliel. No entanto, antes de despedirem os apóstolos, açoitaram cada um violentamente e mandaram que não falassem no nome de Jesus. Isso só demonstra o espírito de morte, de inveja, que estava sobre a vida daqueles homens religiosos. Concordaram em liberar os apóstolos, mas sem puni-los injustamente com açoites impregnados de ódio. O versículo 41 é magnífico, maravilhoso, edificante. Uma lição de vida à igreja de hoje: mesmo sofrendo grave injustiça e com marcas por todo o corpo, os apóstolos saíram dali glorificando a DEUS, regozijados, cheios de alegria do Espírito Santo, porque se julgaram dignos de padecer afrontas pelo nome de JESUS.

 

Minha alma para em silêncio por alguns minutos... Que pessoa de DEUS, nos dias de hoje, teria a mesma reação após sofrer uma afronta dessa? Penso por horas e minha alma não consegue me reportar de um só exemplo sequer, pelo menos em meu país, onde a religiosidade católica e a protestante predominam; onde o ser igreja de CRISTO se reduz apenas a um assistir a cultos e missas em templos e sair desses lugares se sentindo bem. Por muito pouco ou quase nada, esse povo tem, sim, murmurado, reclamado, sido ingrato a DEUS.

 

E os apóstolos voltaram ao templo dos saduceus e às casas, todos os dias, e não cessavam de ensinar e de anunciar a JESUS CRISTO (versículo 42). Sempre que tenho oportunidade, tenho feito isso também. Entro em templos para ensinar a doutrina do Reino, o caminho estreito da salvação, apregoar arrependimento aos presentes; e não para adorar e cultuar. E você tem feito o mesmo que os apóstolos?

 

Que o SENHOR DEUS abra os teus olhos espirituais e te faça obediente à Palavra DELE!

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

Aos que desejam a restauração familiar

05 de janeiro de 2016.

No tempo em que o recasamento de pessoa divorciada se tornou comum, especialmente nos templos protestantes, muitas pessoas, por incrível que pareça, têm me procurado para receber conselhos acerca da restauração dos seus casamentos lícitos aos olhos de DEUS.

 

No alto de todas as experiências vivenciadas com o SENHOR, há um conselho que se destaca dentre os demais: “A pior coisa para quem deseja ter a família plenamente restaurada por DEUS é frequentar templo religioso”. Essa frase soa com estranheza e dá um nó na cabeça das pessoas repudiadas. Elas não compreendem, principalmente, porque foram educadas, assim como eu, a seguirem determinada linha religiosa, a frequentarem um templo, desde criança. Mas, graças a DEUS, já fui liberto dessa herança maldita.

 

Pois, aqui, pretendo esmiuçar melhor essa orientação básica e fundamental. Por que frequentar um templo é a pior coisa para quem deseja ver o cônjuge liberto pelo SENHOR?

 

Não creio, segundo o que me deu o Espírito Santo, que frequentar qualquer templo religioso seja necessário para o progresso espiritual do ser humano, muito menos para levá-lo ao céu. DEUS, no tempo da Graça, não habita em nenhum templo erguido por mãos humanas, mas deseja morar no templo-homem, templo-mulher, templo-criança, templo-jovem, templo idoso. O local das reuniões da igreja deve ser o lar, as casas, porque, nesses lugares, o relacionamento entre membros e líderes se torna próximo, íntimo, fundamental. Entendo que tal relacionamento é um respeito à hierarquia divina aqui na terra e àquilo que DEUS ordenou como “sujeição e obediência”, em Hebreus 13:17.

 

Esse, sim, é um tema indispensável ao progresso espiritual e humano. Um tema que é desprezado cotidianamente nos templos e que não é ensinado em sua profundidade, muito menos vivenciado. O tamanho da construção de um templo e sua divisão mal elaborada (refiro-me ao altar onde ficam os líderes e ao salão espaçoso, onde se espalham os demais) determinam o nível de relacionamento que as pessoas terão (quanto maior o templo, mais impossível esse relacionamento se tornará) e as impossibilitam à vivência e o crescimento espiritual pela submissão. Diferentemente dessa triste realidade, as igrejas primitivas cresciam exercitando a submissão e a obediência ao apóstolo Paulo e aos líderes locais. Em uma das ocasiões, ele bem ressaltou essa qualidade da igreja em Filipo: “De sorte que, meus amados, ASSIM COMO SEMPRE OBEDECESTES, não só na minha presença, mas muito mais agora na minha ausência, assim também operai a vossa salvação com temor e tremor” (Filipenses 2:12) (grifo meu). Vejo aqui uma virtude-chave dita pelo apóstolo em relação àquela igreja: Ela sempre o obedecia; e não só quando ele lá estava, mas também em sua ausência. Não à toa que os irmãos em Filipo são tidos como um dos melhores exemplos entre as demais igrejas primitivas. Há outras várias recomendações no Novo Testamento para que essa vida de completa sujeição e obediência aos superiores seja respeitada: Efésios 6:5; Colossenses 3:20-22; 2 Tessalonicenses 3:14; Tito 2:9 e 3:1; 1 Pedro 2:13 e 18 e 3: 1 e 6.

 

A falta de sujeição e, consequentemente, a ausência de obediência têm se tornado uma brecha espiritual imensa para a atuação do diabo na vida das pessoas, especialmente, no meio das famílias, destruindo os casamentos e impedindo que elas alcancem grandes vitórias espirituais. As esposas, por mais santas que se imaginem ser, dão espaço para a ação maligna em suas vidas e casamentos, a partir do momento em que não se sujeitam aos maridos como ordena a Palavra de DEUS. Esse diagnóstico infeliz não ocorre apenas quando os maridos ainda estão dentro de casa, mas perdura até mesmo depois do repúdio, quando eles partem para viver com outras mulheres e as suas legítimas esposas passam a se dedicar a uma vida nos templos.

 

Ser submissa ao “cabeça” é uma ordem de DEUS para as esposas (Leia Efésios 5:22, 24; Colossenses 3:18; Tito 2:5; 1 Pedro 3:1 e 6), assim como amá-las e respeitá-las é dever bíblico dos seus maridos (Efésios 5:25, Colossenses 3:19; 1 Pedro 3:7). A não sujeição da esposa ao marido e a falta de amor do marido pela esposa significam que ambos perderam o privilégio de serem igreja, a quem o SENHOR a sujeitou a ELE próprio: “E sujeitou todas as coisas a seus pés, e sobre todas as coisas o constituiu como cabeça da igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos” (Efésios 1:22-23). Basta uma das partes não cumprir o seu dever bíblico que o casamento se torna frágil suficiente até desmoroná-lo de vez. Muitas vezes, a raiz do problema não está somente na traição do marido em si. Em muitos casos, a propulsão para uma vida adúltera por parte do marido se dá por causa da insubmissão da mulher a ele. Lares sem base, sem alicerce, tendem a ruir facilmente. E o mais triste: muitos desses cônjuges eram ou são frequentadores de templos. Prova incontestável de que não aprenderam e nem vivenciaram o tema com exaustão no local onde chamam de “casa de DEUS”. É função de um pastor de DEUS ensinar e exigir isso de suas ovelhas. Doutriná-las significa colocar uma rédea, um limite. A presença de um cajado na mão de um pastor não é para violentá-las, matá-las, mas para fazê-las enxergar que há um líder e ensinamentos a serem seguidos. Pastores de templo não acompanham de perto a vida de muitos casais, para que possam enxergar os problemas deles (dos casais) e corrigi-los a tempo. Ovelhas soltas terminam se desgarrando até se transformarem em bodes. E é exatamente isso que tem acontecido: muitos são ovelhas dentro dos templos e bodes dentro de casa. O problema, antes de ocorrer dentro de casa, ocorre dentro dos templos, pela extrema falta de relacionamento, acompanhamento e disciplina. Os casamentos são destruídos entre cônjuges frequentadores de templos, extremamente assíduos ao trabalho religioso. Imagine uma esposa, líder do coral, ou professora da escola dominical, ou instrutora de casais, ao chegar a casa, ser extremamente rebelde, rixosa e insubmissa ao marido. Essa é a realidade de muitas. Assim como maridos pastores, diáconos, presbíteros, líderes de grupos de oração, mas, fora dali, lobos adúlteros, que não dão trégua aos corpos das mulheres na rua, ou na Internet. Do que JESUS chama esse modelo de vida? De hipocrisia. Em Mateus 7:21-23, ELE diz que nunca conheceu esse tipo de gente.

 

Sujeitar-se a um pastor ungido fora de templos é bênção em todos os aspectos. Primeiro porque se cumpre aquilo que DEUS determinou como dever. Segundo porque se aprende e se vive, e, consequentemente, tem-se a vida transformada no temor. Terceiro porque obedecer a alguém é transferência de culpa. A pessoa obediente livra-se do peso da responsabilidade e o transfere para o seu senhor, a quem ele prestou obediência. Se uma secretária cumpre a ordem do seu chefe, se tal ordem der errado, o problema deixará de ser dela, mas dele. Agora, se ela não fizer ou fizer diferentemente do que foi ordenado, a culpa recai sobre ela, que será punida pela desobediência. Esse exemplo ilustra bem o relacionamento entre pastores e ovelhas aos olhos de DEUS. Além do que há inúmeras passagens na Bíblia que demonstram essa realidade. Essa também é a razão pela qual muitas esposas e maridos chegam a mim, com ar de frustração, para comunicar que seus cônjuges opressos pediram o divórcio porque vão se casar com outras pessoas. A falta de posicionamento correto gera isso e outras coisas piores, porque os demônios agem livremente, sem nenhum impedimento espiritual. O Espírito Santo age conforme o posicionamento, a obediência de cada um.

 

Outro dado triste dos templos. É muito difícil, nos tempos de hoje, encontrar-se pastores que foram verdadeiramente chamados por DEUS e ungidos por ELE. Infelizmente, ser pastor de templo virou negócio, emprego, maneira de enriquecimento rápido, persuadindo as pessoas a darem os dízimos e ofertas. O número de pastores com esse perfil se mostra cada vez maior. Há templos que têm dois, três e até dez atuando no mesmo local, a depender da quantidade de membros. Porque ser pastor, nos dias atuais, se resumiu à obtenção de um diploma de um curso de Teologia. As mensagens ministradas nos cultos estão cada vez mais recheadas de tecnologia, de embaraços teológicos e com menos unção e poder do Espírito Santo. Nos templos, além de não se trabalhar a questão da ordem, da hierarquia, da submissão e obediência, não se vê unção, poder de DEUS. Além de que os pastores de templo dizem não ter tempo nem condições de fazer um acompanhamento diário com suas ovelhas, como deveria existir. Aliás, desafio um pastor saber o nome de todas as suas ovelhas e o que fazem no dia-a-dia. Esse é um modelo de vida religiosa hipócrita, que não leva ninguém a lugar algum. Daí eu me pergunto: Como essas pessoas, que estão atravessando um deserto pela restauração das famílias e que frequentam templo, conseguirão êxito na caminhada, sem o posicionamento correto? Vão se cansar, desistir e até seguirem outros caminhos estranhos à Palavra; e, tudo isso, com a conivência e o apoio dos seus líderes.

 

É preciso que haja urgentemente uma mudança de estratégia na luta espiritual pela restauração de uma família. Guerra espiritual não é vencida frequentando templos, mas guerreando em total sujeição, obediência e debaixo de cobertura espiritual adequada. Quando se está nessa posição, DEUS permite grande rebuliço entre os adúlteros; demônios são derrotados e cadeias logo são abertas. E o trabalhar do Espírito Santo começa de uma forma fervorosa na vida do ex-opresso até trazê-lo arrependido de volta para casa. Creia nessa Palavra! Sua família ainda tem jeito. A guerra ainda não chegou ao final. Você ainda pode se tornar um vencedor (a) em CRISTO JESUS. Depende muito mais do seu querer e posicionamento.

 

No Amor de DEUS,

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

Resgatados pelo Amor; Condenados pela desobediência

29 de dezembro de 2015.

Esse é, sobretudo, um texto escrito por alguém que acredita plenamente no verdadeiro Amor; no Amor manifestado por DEUS para a humanidade: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16); “Ninguém tem maior amor do que este: de dar a sua vida pelos seus amigos” (João 15:13).

 

Os dois versículos acima destacam a essência do Amor de DEUS pela humanidade. Mas também eles contêm duas informações que muitas vezes se tornam imperceptíveis à vista humana: no primeiro “para que todo aquele que nele crê”; o segundo “dar a sua vida pelos seus amigos”. Crê em JESUS, na língua grega, significa submeter-se à vontade do Filho e do PAI, guardar todos os Mandamentos, renunciar ao próprio EU, suportar diariamente uma cruz e perseverar na santificação. Esses são os chamados amigos de JESUS. JESUS não quer amigos desobedientes, nem DEUS, “filhos” rebeldes, que fazem o que querem e andam da maneira que desejam.

 

O Amor de DEUS é manifestado em Sua Graça. A Graça de DEUS foi uma aliança eterna que ELE fez com o Seu filho JESUS CRISTO. A Graça é o próprio JESUS. É por essa Graça que os amigos de JESUS encontrarão a salvação, pois tiveram uma vida de obediência a Sua Palavra. Porque a Graça não é um passaporte, um carimbo, (como muitos pensam) que as pessoas recebem para viverem de qualquer jeito, só porque, um dia, foram resgatadas pelo AMOR DE DEUS. Esse resgate precisa ser confirmado em nossa vida pelo exercício da obediência e santidade. O sacrifício de JESUS será pleno e válido na vida daqueles que O obedecerem, ouvirem a Sua voz, atentarem e atenderem os Seus preciosos conselhos, chamados de “seus amigos”. Portanto, não existe amizade com DEUS estando preso a alguma religiosidade, ao pecado, ao mundo, a não negação do próprio EU. O Amor é pleno e real na vida de todos quantos seguirem as pisadas do SENHOR JESUS e estará à disposição, até que ELE venha buscar a igreja, dos que desejarem se aproximar de DEUS, conhecê-LO mais e mais e se tornarem igreja.

 

Sobre o Amor de DEUS, o apóstolo Paulo escreveu: “E nos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados. Em noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Entre os quais todos nós antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também. Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, PELO SEU MUITO AMOR COM QUE NOS AMOU, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com Ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus” (Efésios 2:1-7) (grifo meu). Esse é o testemunho do Amor de DEUS pelos seus amigos. Enquanto eles ainda eram amigos do mundo e escravos do pecado, JESUS morreu em uma cruz pela libertação deles (porque JESUS sabia que haveria um povo que nesta terra morreria na cruz com ELE em seus pecados e ressuscitaria com ELE como novas criaturas). É preciso que tenhamos a compreensão perfeita, exata e precisa do AMOR de DEUS por nós. Fala-se tanto do AMOR DE DEUS, mas se esquece de que haverá um Tribunal de CRISTO, onde todos, cristãos e ímpios, deveremos comparecer: “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal” (2 Coríntios 5:10).

 

Esse Juízo, do qual comumente não se fala, está estampado nas páginas das Sagradas Escrituras, especialmente nas do Novo Testamento. Ele existe para confirmar se a pessoa dignificou ou não o AMOR recebido pelo PAI. Por isso, não se deve falar do AMOR recebido, esquecendo-se do Juízo de DEUS. As duas coisas são muito importantes e essenciais à vida humana: uma para o resgate; outra como prestação de contas, sentença do que se fez ou do que se deixou de fazer. Pelo menos, em duas ocasiões, JESUS mostra a surpresa dos que se consideravam salvos, ao receberem a sentença condenatória no Grande Dia. A primeira está em Mateus, capítulo 25, versículo 44 (“Então eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos?”); e a outra está no mesmo Evangelho de Mateus, capítulo 7: “Nem todo o que me diz Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas?” (versículos 21 e 22). O resultado do que essas pessoas entendiam como conversão foi frustrante. Em ambas as passagens, a sentença fora terrivelmente triste e surpreendente: “Então lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim. E irão estes para o tormento eterno...” (Mateus 25:45-46); “E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós, que praticais a iniquidade” (Mateus 7:23).

 

Todas essas pessoas exemplificadas no texto bíblico são modelos ruins de pessoas que foram resgatadas pelo AMOR, mas não viveram o AMOR até o fim. Como podemos receber algo tão precioso em nossa vida e não multiplicarmos? Ninguém se atreveria a dizer, na convivência religiosa do templo, que tais pessoas citadas no Evangelho de Mateus pudessem estar perdidas, mediante tantas obras maravilhosas nascidas das mãos delas (refiro-me as do capítulo 7). E da mesma forma será no Dia do Juízo: pessoas que se julgam salvas, que um dia foram resgatadas pelo Amor de DEUS, serão condenadas pelo caráter duvidoso que possuíam.

 

A Bíblia relata também que JESUS veio ao mundo, em amor, pelo povo judeu em primeiro plano, mas que esse povo não quis recebê-LO no coração deles: “Estava no mundo, e o mundo foi feito por ELE, e o mundo não O conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam” (João 1:10-11). O AMOR DE DEUS não obriga ninguém a recebê-LO. JESUS, vindo de uma linhagem terrena judaica, não foi compreendido nem recebido pelos de sua pátria terrena nem os obrigou a fazê-los. Vejamos: DEUS amou o povo israelita com um Amor eterno: levantou um libertador chamado Moisés para resgatá-lo (o povo) da escravidão no Egito. E por 40 anos Moisés esteve com aquele povo na travessia de um deserto, rumo a uma Terra Prometida por DEUS para o povo considerado DELE. Mas, em 40 anos, a multidão não quis conhecer esse tão grande Amor. Viveu rebelde, desobediente, prostituindo-se, murmurando, embora armando tendas móveis para cultos ao SENHOR. Ao fim da jornada, lemos Moisés pedindo a DEUS para morrer por causa da desobediência do povo. E o povo se transformando em cadáver por ter feito escolhas erradas e não ter se santificado ao DEUS que o amou. Aquele povo fora resgatado pelo amor e condenado por sua desobediência.

 

Ao relembra