"Meu marido vai se casar de novo!"

24 de maio de 2018.

Ouço aquela frase de um rosto alegre, aliviado de uma mulher. Afinal, depois de 12 anos vivendo um casamento debaixo de muito sofrimento e de 1 ano divorciada do agora ex-marido (para a lei dos homens), ela pôde, finalmente, ter a sensação de que aquele casamento havia chegado ao fim, com a decisão do ex- de recomeçar a vida sentimental ao lado de outra mulher.

 

Ele a procurou para pedir a certidão do divórcio. Parecia firme e seguro em sua decisão. Foi uma atitude surpreendente. Até porque, depois que ela decidiu sair de casa por não aguentar mais tanta opressão e correr atrás do divórcio, o marido demonstrou revolta, ira, em não querer manter, sequer, um canal de comunicação com a legítima esposa.

 

O que para aquela mulher era motivo de alívio e de alegria, para mim, tornou-se motivo de preocupação extrema.

 

Após o fracasso do primeiro casamento de ambos, aventurar-se em uma nova relação nunca será uma escolha correta. Tanto o marido quanto a esposa, após se divorciarem, deveriam, sim, buscar a reconstrução interior: emocional, psicológica e, principalmente, espiritual. Nunca defendi a manutenção de uma convivência conjugal sofrível; porém, a decisão pelo segundo casamento traz consequências espirituais trágicas a médio ou a longo prazo, visto que se trata de uma morte espiritual disfarçada de felicidade, além de ser contra os princípios do SENHOR DEUS. Segundo casamento de pessoa divorciada, para DEUS, é adultério. JESUS tanto abomina o adultério verificado durante o primeiro casamento de ambos como o adultério que se consolida em um segundo casamento, após o divórcio, chamado de adultério continuado. Para DEUS, o único motivo justo, que suscita a possibilidade para um segundo casamento de uma pessoa, é a morte do seu cônjuge, quando esta se torna viúva (Romanos 7:2-3 e 1 Coríntios 7:39). A possibilidade de ocorrer uma separação é facilmente verificada na Bíblia, porém, não há um versículo sequer onde DEUS respalde um divorciado a contrair um novo casamento, fora o estado de viuvez. Daí, imaginando-se que um homem divorciado venha a se sentir muito feliz ao lado de uma nova companheira (a convicção ilusória de que finalmente acertou na escolha), ele estará, na verdade, enveredando em um caminho de morte espiritual, aprisionando-se nas correntes do adultério continuado, disfarçado de felicidade. Toda tentativa de busca da felicidade em um novo relacionamento, sem antes ter passado por uma reestruturação interior, por um tempo no deserto com DEUS, em uma busca da conversão espiritual verdadeira, leva ao fracasso.

 

Como sempre escrevi e defendi, deserto não é lugar de sofrimento, de dor, de rememorar imagens tristes, mas uma escola no sentido da obtenção do verdadeiro aprendizado, e uma oficina, no sentido de transformação interior radical. DEUS leva uma pessoa ao deserto com o propósito de transformá-la, fazê-la melhor, de fazer com que ela tenha um verdadeiro relacionamento com ELE.

 

Mas, infelizmente, não é isso que ocorre. Nem entre os que são declaradamente do mundo, nem mesmo com os que se consideram cristãos e são orientados pelos seus líderes, profundamente carnais, a optarem pelo novo casamento, após o fracasso da primeira união. Você alguma vez já ouviu falar da categoria “crentes sem espiritualidade cristã”? Pois bem, ela existe e é cada vez mais crescente dentro dos templos religiosos espalhados pelo mundo. Pessoas que, algum dia, por mero formalismo, “aceitaram JESUS” como Salvador de suas vidas dentro de algum templo denominacional, mas que não adentraram na mente de CRISTO. JESUS foi SENHOR de suas vidas apenas em um momento de emoção em algum culto, mas, depois de algum tempo, elas continuaram fazendo o que querem, vivendo da forma que acham correto, sem a mínima preocupação de mergulharem no conhecimento do SENHOR JESUS. Uma infinidade de líderes está conduzindo uma multidão ao inferno, com a falsa promessa de que os seus seguidores têm lugar cativo no céu. O apóstolo Paulo foi muito claro e enfático ao afirmar à igreja em Corinto que “adúlteros não herdarão o reino de Deus” (1 Coríntios 6:10). Essa é uma realidade que poucos têm a capacidade e a coragem de digerir.

 

Ninguém, ao sair da experiência fracassada de um primeiro casamento, sai preparado para enfrentar e manter um outro. Nem se o segundo casamento de pessoa divorciada fosse admitido e aprovado por DEUS. Os cônjuges, que saem do primeiro casamento, encontram-se frustrados, sofridos, feridos, com a estrutura psíquica, emocional, espiritual profundamente abalada. Quem busca um segundo casamento, após um malfadado primeiro casamento, não faz mal apenas a si mesmo, mas também a outra pessoa envolvida na relação, pois a torna adúltera, segundo as palavras de JESUS: “Qualquer que deixa sua mulher, e casa com outra, adultera; e aquele que casa com a mulher repudiada pelo marido, adultera também” (Lucas 16:18). De um casamento destruído (se o marido e a esposa buscarem um novo casamento), formam-se quatro adúlteros. Geralmente, quem se envolve com uma pessoa divorciada do primeiro cônjuge, não conhece a Palavra de DEUS nem a realidade ética (o caráter) do homem ou da mulher que está se envolvendo. Porque a nova pessoa só conhece o que a outra conta, a versão adaptada dele ou dela do fracasso conjugal anterior. Cada um conta o que quer e como quer. Por exemplo: se um marido fez a sua esposa sofrer muito no primeiro casamento, e, após o divórcio, adentrou em um segundo casamento com uma nova pessoa, sem passar pelo deserto citado anteriormente, esse homem, mais cedo ou mais tarde, levará sofrimento à nova “esposa”. E, assim, fará sofrer tantas quantas ele vier a se relacionar no futuro. Um caráter tortuoso não é consertado com a sequência de relacionamentos que a pessoa venha a ter; mas quando essa pessoa se entrega totalmente a DEUS no deserto. Só o SENHOR pode mudar o caráter de alguém.

 

Portanto, a notícia de que seu marido ou esposa está prestes a se casar de novo com uma nova pessoa (ou se já se casou) não é motivo de alegria alguma, especialmente se você não quiser mais o casamento com ele ou ela. É motivo de tristeza e de preocupação. Adulterar uma vez ou outra, isoladamente, é bem diferente do viver mergulhado (a) na lama do adultério continuado; embora ambos entristecem o Espírito Santo.

 

O índice de pessoas que adentraram em um segundo casamento dentro dos templos religiosos é proporcionalmente igual às pessoas que fizeram o mesmo no mundanismo da qual fazem parte. A Graça de DEUS não ampara ninguém que permanece presa ao pecado: “Que diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde? De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?” (Romanos 6:1-2).

 

Que o Espírito de DEUS traga a lucidez espiritual da verdade a sua vida, se você foi repudiado (a); e a você que já optou por um segundo casamento. O mundo mudou, é verdade. O número de primeiros casamentos destruídos está incalculável e incontrolável. Mas o DEUS de antes do mundo existir é o mesmo DEUS de agora, o Seu pensamento permanece exatamente inalterado...

 

No Amor do PAI,

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

Não se faz mais professor como antigamente...

23 de novembro de 2016.

Como muitos devem saber, fui professor de Língua Portuguesa por mais de 17 anos. Ensinei em escolas, faculdades, cursinhos, tanto em Recife, Olinda, Paulista (PE), como em Brasília-DF. Aliás, foi na capital do Brasil, onde lecionei para funcionários do Palácio do Planalto e Ministérios, capacitando-os em Língua Portuguesa e Redação Oficial, em uma sala dentro da Presidência da República. Não aprendi nem ensinei tudo, mas o que aprendi e ensinei foi necessário para me transformar e transformar o outro.

 

Como professor, sempre me preocupei com a minha postura, meu comportamento fora de sala de aula, com o exemplo que eu representava para os alunos. Um bom professor não é aquele que apenas transmite bem um conhecimento fechado de Português, Matemática, Física, História, Geografia etc., mas o que trabalha com educação no sentido amplo da palavra; aquele que enxerga as pessoas inseridas dentro de um ambiente familiar (seja desestruturado ou sólido). Por exemplo: eu não começava uma aula, se encontrasse lixo espalhado pelo chão. Isso é educar. Geralmente, não usava da força nem do autoritarismo para constranger o meu aluno, mas bastava um olhar para que ele entendesse se estava fazendo certo ou errado. Além disso, ensinava-lhe sobre a vida, o que é o mundo, a importância das escolhas. Quando trabalhei no início dos anos 2000 no curso de Farmácia da UFPE, sempre reservava 5 a 10 minutos no fim da aula para conversar sobre a vida com os meus alunos. Certa noite, já próximo às 22h30, uma aluna se dirigiu a mim emocionada: “Professor Fernando, eu não tinha condições alguma de assistir aulas porque estou enfrentando diversos problemas em minha vida. Mas vim assistir a sua, porque sabia que daqui sairia revigorada”. Eram exemplos como esse que me davam força para prosseguir.

 

Aprendi, durante o tempo de educador, que a vida de um professor não se restringe ao breve instante em que ele está em uma sala de aula. Fora das instituições também há alunos e professores. Quantas vezes encontrei muitos desses alunos em shoppings, na praia, no teatro, ou em algum cenário da cidade? Em qualquer canto que me encontrasse, eu era o professor para ele, aquele a quem ele se inspirava. Por isso, eu vigiava quase 24 horas a minha conduta como professor. Imaginem um belo transmissor de conhecimento fechado, e fora da sala de aula, bêbado, desequilibrado, frequentando casas de prostituição, agredindo alguém, chamando nomes feios e sujos em voz alta ou sendo flagrado cometendo algum crime... Não ficaria nada agradável nem para esse profissional, nem para o seu aluno que presenciasse uma cena lamentável como essa. Quem deseja ser um bom educador, precisa se afastar dos maus exemplos e comportamentos desagradáveis.

 

Professores são, antes de tudo, formadores de opinião e condutores de bons exemplos. Eles até podem ser engraçados, descontraídos, em sala de aula, sem desejarem ser palhaços inconvenientes, apelativos nem usarem de exemplos ao “rés-do-chão”. Eles podem ser muito disciplinadores sem deixarem a amizade de lado; assim como podem ser amigos sem entrarem em universos que não pertençam a eles.

 

Ontem, depois de muitos anos em que não entrava em uma sala de aula como aluno, precisei assistir a uma aula com uma professora de Recife, em uma instituição famosa. Fiquei assustado com o que vi. Uma boa professora de conteúdos fechados (da disciplina que ela leciona), porém com uma metodologia horrorosa, uma conduta lamentável, do pior nível que se possa imaginar. Era a primeira aula naquela turma; e talvez, por querer conquistar a turma, usou de expressões apelativas e desnecessárias. Para proporcionar segurança aos discentes, fez muita propaganda de si mesma; e para ser engraçada, sujou o palco do conhecimento com muita pornografia, exposição da vida pessoal e uma carga de negatividade infeliz. Além disso, desfilou um discurso contra o preconceito, tendo ela mesma usado muito esse preconceito em vários discursos proferidos (tipo: “o povo brasileiro é um desgraçado”; “os políticos deveriam ser mortos”; “quem faz algo errado, faz um serviço de preto”); frases assim que fugiam de sua consciência libertina e desequilibrada. Vez por outra, um palavrão escapava de sua boca (“Hora p...”; “p... que o pariu”). A maioria, claro, achou aquilo bonito, lindo de se ver.

 

Que saudade me deu das aulas das irmãs Sílvia e Lucinda, minhas alfabetizadoras, ainda no tempo pós-inaugural da Escola professora Inês Borba! Que infinita saudade das aulas de português da professora Ivanise, ainda no meu ensino fundamental, em uma escola pública de Rio Doce, em Olinda, nos anos 80! Que saudade da Professora Colaço, de Educação Artística; e da Silvânia, de Matemática! Para não querer ir muito longe no tempo, já no tempo de Universidade, tive o prazer de ser aluno de José Rodrigues de Paiva, Aldo de Lima, Francis Boyes, de Latim, e tantos outros! Tive a grata satisfação de trabalhar com o professor Rubens, de História, na Escola Menino Jesus, um profissional que dispensava comentários... Todos, de uma maneira ou de outra, marcaram a minha vida e a vida dos demais alunos.

 

Mas a sociedade decadente, imoral, em nossos dias, parece estar refletida também nas salas de aula atuais. Que prazer um bom aluno tem de assistir aulas com um professor que chama palavrão o tempo todo? Acredito que nenhum. A carga negativa foi tanta que, ao final, tive que tomar remédio para diminuir a forte dor de cabeça que me incomodava. Fui àquele lugar para aprender e saí de lá nessa condição ruim.

 

Penso no futuro dos seus filhos, netos, no futuro das famílias. Pais, que se esforçaram tanto para dar o melhor aos seus filhos, muitas vezes pagando uma mensalidade super cara, perceberem, no futuro, que os seus filhos não aprenderam nada em termos da boa educação e conduta, porque simplesmente viram nos seus professores robôs programados para transmitir, repito, algum tipo de conhecimento fechado. Não bastasse o mundo, completamente perdido; e quando se achava que a escola funcionasse também como uma espécie de blindagem para a “educação” desse mundo pervertido, ela termina por alimentar esse ambiente desagregador, imoral, sujo e impregnado de profissionais de caráter muito duvidoso.

 

Queira DEUS, que eu esteja completamente equivocado nessa minha análise e que aquilo que eu assisti ontem tenha sido apenas uma mera exceção, que logo se perderá no tempo e no espaço...

 

Fernando César (ex-professor).

“Onde foi que errei?”

1 de novembro de 2016.

Saí de casa para jantar em algum lugar. Antes mesmo de fechar o portão de fora, deparo-me com Laura (nome alterado), uma vizinha amiga e irmã, que me conhece praticamente desde quando eu era bebê de colo; que estava no portão da casa da mãe dela. Apenas um muro e onze anos de diferença nos separam.

 

De um cumprimento aparentemente fortuito, surgiu uma conversa que se estendeu por quase 5 horas. Laura é uma mulher, como milhares, divorciada do seu primeiro casamento. Aparenta ser bem mais jovem. Desse casamento, nasceram dois lindos filhos, já adultos.

 

Laura conheceu Miguel em uma festinha da escola, quando ela ainda tinha apenas 18 anos. Foram apresentados por um amigo comum. Com pouquíssimo tempo, já estavam casados no Civil. Foram morar na casa dos pais dele. Miguel era um protótipo de cantor. Tocava em bares, festas e trios elétricos. Nutria o sonho de ser famoso e bem sucedido financeiramente. Era um homem completamente voltado às coisas do mundo. Laura já era mais recatada, caseira, não gostava de festas nem de ambientes noturnos agitados. O que Miguel ganhava da música mal dava para manter os próprios sonhos. Laura então decidiu trabalhar. Arrumou um emprego em uma multinacional e passou a ganhar bem. Sustentava praticamente sozinha toda a casa e ainda sobrava para guardar algum dinheiro como economia.

 

Laura era fina, educada, esforçada: a plena sensibilidade da mulher. Miguel, em pouco tempo de casado, mostrou ser um homem grosso, arrogante, estúpido, violento, ignorante. Depois de 5 anos de casados, Laura conseguiu alugar uma casa para ter a independência ao lado do marido. Na cabeça dela, as coisas iam melhorar. Mas Miguel só piorava: bebia muito, passava noites e noites fora; mentia e se prostituía bastante, ao ponto de gerar vários outros filhos com outras mulheres.

 

Quando Laura, uma vez ou outra, procurava fazer companhia ao marido nos bailes, ele a humilhava, colocava-a no carro e a deixava sozinha em casa. Qualquer coisa era, para ele, pretexto para confusão e tratar mal a esposa. Em uma dessas situações, ele inventou uma confusão com Laura e a levou de volta para casa. Jogou-a como se joga um objeto qualquer. Destratou-a como se destrata um verme. Quando a manhã já havia nascido, Miguel apareceu com cortes profundos em várias partes do corpo: sofrera um grave acidente com uma das mulheres que ele estava. Por muito pouco, não morreu. Entrou em casa carregado pelos “amigos”. Laura, como boa esposa que era, compadeceu-se dele e prometeu cuidar dele até que ficasse totalmente curado. Assim fez. Mas quando tudo voltou ao normal, o inferno também retornou. A alma de Laura se tornou ferida, machucada, carregada de traumas. O casamento, que ela tanto sonhou, esperou e se preparou (só perdeu a virgindade depois que ele aconteceu) tornou-se um tormento em sua vida. Enfim, Laura ainda suportou 10 anos de humilhação e maus tratos. Na audiência do divórcio, ainda passou por uma série de humilhações por parte do homem com o qual tinha casado. Ela voltou a morar com a mãe e o pai. Após quase 28 anos separada, encontro Laura reflexiva em frente à casa dos seus pais. Parece ainda olhar para o tempo e querer encontrar respostas para tudo o que lhe aconteceu. Desempregada há muitos anos, vive a cuidar da mãe idosa (o pai morreu recentemente). Nunca quis casar de novo, recomeçar sentimentalmente. Segundo ela, assim como os antigos, casamento é apenas um: só se ama verdadeiramente uma única vez, ainda que que esse amor não seja passível de reciprocidade e respeito.

 

As minhas primeiras palavras para ela retransmitem uma cena do filme Bonequinha de Luxo, onde a personagem principal, depois de ter abandonado a família por muitos anos para tentar a carreira de garota de programa em Nova Iorque, reencontra o marido em uma rodoviária da cidade: “Eu sei, e é esse o problema. É sempre um engano que comete tentar amar seres selvagens como eu. Você sempre estava levando seres selvagens para casa. Uma vez foi um falcão com asa quebrada, outra vez foi um gato selvagem com pata quebrada. Tem uma coisa: você nunca deveria entregar seu coração para alguém selvagem. Quanto mais der, mais fortes eles ficam; até que fiquem tão fortes para correr ou voar para longe, até a uma árvore mais alta e depois o céu". A filosofia que o escritor Truman Capote aplicou à sua história levou Laura às lágrimas.

 

Um ser selvagem, no âmbito espiritual, é alguém sem DEUS, insensível, egoísta, que não se ama e, por conseguinte, não está preparado para amar alguém, embora, em algum momento da vida, queira se casar. Ele não consegue enxergar nem reconhecer nenhuma bondade na outra pessoa; e quando o faz é para alcançar algum interesse pessoal.

 

Da parte dela, ela fez de tudo para manter o casamento e até realizou o sonho do marido de possuir uma moto e uma banda musical. Fez isso na mais pura ingenuidade, sem conhecer o caminho que estava percorrendo. Com o suor do seu trabalho, chegou a alimentar muitos sonhos de um homem mau, que ela o tinha como seu marido. Também como mulher procurou ser exemplar: comprou todos os móveis da casa, alimentação; procurava ser uma irrepreensível dona de casa; dava honras sexuais ao marido. Mas nada disso fê-lo mudar, ser transformado em um homem bom.

 

Como quase toda mulher divorciada, Laura, quase 28 anos depois, olha para as nuvens e pergunta: “ONDE FOI QUE ERREI? Em que poderia ter sido e feito melhor?”. Eu respondi: por melhor que fosse, sempre estaria sujeita à incompreensão e ao não reconhecimento por parte do marido. Olhos maus não conseguem enxergar bondade, virtudes e esforço no outro. Tudo o que faz é sempre mau e defeituoso.

 

Escolhas erradas, sem base, sem estrutura, sem o tempo necessário para se observar os frutos, geram situações terríveis no casamento. Nem Laura, na época, tinha o Espírito de DEUS na vida dela, muito menos o homem com quem se casou. Ambos caminhavam para o precipício, em circunstâncias diferentes, sem saberem.

 

Atualmente, Miguel está falido, sem perspectiva alguma; muito doente, operado muitas vezes do coração; com outros problemas de saúde e com o espírito ainda aprisionado pelo diabo. Nenhuma das tantas mulheres que teve, ao longo do tempo, quis estar ao lado dele nesse momento tão complicado de sua vida. Não liga para nenhum dos filhos. Tem ódio da Laura; e mesmo nessa situação caótica, não busca a transformação no SENHOR JESUS. O coração do homem é tão terrível que nem procura fazer o bem para si próprio.

 

Vez por outra, Laura encontra o sogro. Um homem que, a exemplo do filho, não valorizou a família, trocando a esposa por uma mulher bem mais nova que ela. Ele olha para Laura e, com voz arrogante e soberba, pergunta-lhe se já aceitou JESUS. Ele aceitou JESUS em algum templo protestante, mas continua no adultério com a mesma mulher que destruiu o casamento dele. A maioria dos pastores protestantes aceitam o adultério como algo normal e vendem um terreno no Céu em troca de frequências aos cultos e dos dízimos e ofertas.

 

A noite cai e a madrugada se apresenta. Já está muito tarde. Olho para Laura, depois de ouvir toda a sua triste história, e digo que tudo o que se faz nesta terra será dado conta a DEUS no Grande Dia. Laura, uma mulher guerreira, que deu conta de tudo, embora fosse como uma flor esmagada pelo homem. Permaneça olhando para JESUS, minha amiga. DEUS tem um plano lindo e especial para a sua vida...

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

Casal expulso do templo

09 de agosto de 2016.

Vejam a que ponto chegou a hipocrisia e alienação religiosas dos líderes protestantes.

 

Um casal, que teve o casamento restaurado por DEUS através do nosso Ministério, decidiu, logo após a restauração, que ambos iriam frequentar um templo denominacional protestante. Com um tempo, o pastor responsável colocou o marido e a esposa para serem professores da escola dominical, classe de casais.

 

Em uma das aulas, o casal ensinou a doutrina cristã do casamento: de que só a morte desfaz a primeira aliança testemunhada por DEUS, segundo o que está em Romanos 7:2-3 e 1 Coríntios 7:39; e que o segundo casamento vindo de um divórcio é adultério (Lucas 16:18).

 

É claro que aquele assunto iria suscitar muitas controvérsias e descontentamento da parte dos ouvintes. Assim como suscita até hoje na mente dos que ainda não tiveram os olhos espirituais plenamente abertos. Andar conforme o parâmetro de DEUS, o caminho estreito, não é para qualquer um. Poucos são os que optam por negar o próprio EU, carregar uma cruz diária e seguir a JESUS. O caminho oferecido nos templos geralmente é largo, espaçoso, tranquilo, de muita felicidade humana. Basta que a pessoa não falte a nenhum culto e devolva religiosamente os dízimos e ofertas que o lugar no Céu está mais que garantido (não é essa uma adaptação falseada da Inquisição Romana?).

 

O pastor, ao saber das controvérsias surgidas por aquele ensinamento bíblico, chamou o casal para uma conversa. Perguntou-lhe se realmente aquela era a fé deles. Ao ouvir que sim, decidiu expulsá-los do templo, alegando que eles tinham uma fé diferente do estatuto da denominação (a que ponto chegamos!!). A esposa, que nunca havia conversado comigo ao celular (pois, à época do deserto dei todo suporte ao marido dela apenas), procurou-me desesperada para obter ajuda. Somente ontem conseguimos conversar.

 

Expliquei para ela que todo e qualquer sistema religioso (seja católico, protestante, budista, islâmico etc.) foi criado por homens, segundo a interpretação e a fé de cada um. Expliquei, sucintamente, como e onde surgiu essa ideia de adorar a DEUS dentro de templos; e que, à época da Graça, segundo a sã doutrina, o Altíssimo não habita em nenhum deles (Atos 7:48 e 17:24). Continuei dizendo que nem ela, nem ninguém precisam adorar a DEUS em um templo para ser herdeiro da glória de DEUS; que é preciso apenas fazer a vontade de DEUS (Mateus 7:21) e perseverar na sã doutrina dia e noite (Mateus 24:13). É óbvio que há a necessidade de sermos a igreja, o templo e a morada do Espírito Santo, de nos reunirmos com os irmãos para sustentação da fé, mas não em templos, pertencentes a um sistema religioso, mas nas casas, nos lares, como era no princípio de tudo, no tempo da igreja cristã primitiva. É necessária também a sujeição e a obediência a um pastor ungido de DEUS (Hebreus 13:17), mas desde que esse também tenha um testemunho do chamado e da unção de DEUS sobre a vida dele. Nada em templos, mas nas casas. Ao final da nossa conversa, aproveitei para dar algumas preciosas orientações bíblicas sobre os deveres de maridos e esposas cristãs àquela esposa. Grande foi o regozijo.

 

O Espírito Santo se faz na vida de qualquer pessoa que viva a vontade de DEUS aqui na terra. O importante é ser fiel a DEUS até à morte; nunca desistir e fazer da própria vida o local de adoração ao SENHOR. JESUS disse à mulher samaritana que o lugar da adoração deixaria de ser no monte (onde os samaritanos adoravam) e no Templo de Jerusalém (para onde iam os judeus); e que o PAI estava à procura de verdadeiros adoradores que O adorassem em espírito e em verdade (João 4:20-23).

 

Os líderes religiosos alienam as pessoas porque eles também são alienados. Pregam apenas o que lhes convém, segundo o estatuto da denominação da qual fazem parte. Infelizmente e por causa da tradição religiosa, que se perpetuou de geração a geração, quase todos frequentam templos, adoram a DEUS nos templos, dão seu dinheiro ao templo e estão piamente confiantes de que caminham para o Céu nos templos.

 

Quem quiser viver dentro desses lugares, que viva. Eu respeito toda e qualquer escolha. Mas eu, particularmente, me nego a ter tal comportamento. Já fui liberto dessa escravidão religiosa pelo meu SENHOR JESUS há muito tempo e não sinto a menor vontade de voltar para lá.

 

Digo a todos os que me cercam que eles precisam apenas conhecer a plenitude da sã doutrina e perseverar nela dia e noite.

 

E quanto àquele casal, que teve o casamento milagrosamente restaurado pelo SENHOR, afirmei e afirmo: A COROA DA VIDA, QUE JESUS COLOCOU SOBRE A SUA CABEÇA, HOMEM NENHUM, PASTOR NENHUM É CAPAZ DE TIRÁ-LA, POIS AQUELE QUE DEU É FIEL E PODEROSO PARA LHE SUSTENTAR ATÉ O FIM.

 

No Amor de DEUS,

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

Pela santificação no deserto espiritual

11 de julho de 2016.

Compreendo o quanto é difícil para um marido repudiado pela esposa se manter de pé espiritualmente, especialmente nos dias de hoje, onde existe uma tendência muito forte à carnalidade nos crentes.

 

Mas é preciso ter em mente que a abstinência sexual, nesse caso específico, um viver livre das concupiscências, é imprescindível para atravessar o deserto espiritual e receber as bênçãos do SENHOR DEUS.

 

Como ser próspero no deserto e agradar a DEUS todos os dias, com uma vida santa, reta e íntegra? A resposta geral é: AFASTAR-SE DE TUDO E DE TODOS QUE POSSAM REPRESENTAR UMA AMEAÇA À SANTIFICAÇÃO. Ou você é radical contra o pecado ou o pecado vai destruir você. Essa atitude de afastar-se só vai partir de um coração muito desejoso de agradar ao SENHOR, de quem deseja, verdadeiramente, viver livre do pecado; ainda que isso resulte em uma vida de isolamento social.

 

JESUS ensinou: “Porque qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas, qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, esse a salvará” (Marcos 8:35).

 

A santificação representa o parâmetro exclusivo para a confirmação da salvação na vida de uma pessoa. Segundo a sã doutrina, é necessária uma vida de santidade a DEUS para ser salvo. O simples desejo em querer fugir do pecado atrai o poder de DEUS para que o desejo NÃO se torne real. Da mesma forma, é impossível atrair a presença do Espírito Santo, quando o coração está inclinado ao pecado. Coração puro e sincero corresponde a viver na presença de DEUS.

 

Há muitos que vivem uma vida espiritual inconstante, capenga, coxa. Talvez porque nunca foram verdadeiramente convertidos pelo Espírito Santo, mas, um dia, foram apenas convertidos e convencidos pelos líderes nos templos. Tais indivíduos passam um dia perseverando em santidade e seis, com o coração ardendo pelo desejo de pecar. O coração humano já tem uma tendência natural para a maldade, o imprestável, o mergulho no pecado. E se ele não orar e vigiar, logo estará vivendo dias de escuridão e de podridão; e escravo daquilo que acreditava ter sido liberto.

 

Há três áreas que destroem rapidamente a comunhão do homem com DEUS: a área sexual, a fama (exaltação do EU) e a cobiça ao dinheiro. Nesse texto, vou me deter apenas ao primeiro aspecto.

 

A ÁREA SEXUAL. Essa é uma das mais terríveis, mais perversas, mais nocivas que existem. Para onde se vá e se olhe, há indícios de sensualidade e sexualidade ao redor do homem. Na TV, nos Outdoors, nas revistas, nas letras das músicas (mesmo quando se ouve sem querer). As ruas estão repletas de mulheres vestidas sensualmente, com as partes do corpo à mostra, ajudando a acender uma fogueira no coração e no olhar que, por natureza, já gostaria de estar acesa permanentemente. Sempre ensino aos irmãos que cuido no meu Ministério: o problema maior não está em ver a nudez de alguém. O grande problema e o pecado consumado estão no olhar e desejar sexualmente. Se tivéssemos um coração puro, poderíamos andar todos nus pelas cidades; e isso não traria prejuízo algum ao nosso espírito. Quem ver e não deseja não peca. Mas o ver, para um homem caído, pode representar uma grande ameaça a sua integridade espiritual. Um homem casado, separado de sua esposa, quando olha e deseja outra mulher, torna-se ADÚLTERO, segundo alertou JESUS em Mateus 5:28: “Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela”. E um homem casado, quando divorciado de sua primeira esposa, casa-se com outra, torna-se ESCRAVO DO ADULTÉRIO (o mesmo serve para a mulher), ou seja, VIVE EM ADULTÉRIO CONTINUADO (Veja Lucas 16:18). A origem do adultério, como muitos imaginam, não está apenas em se deitar com uma mulher e manter relação ilícita com ela; mas no olhar errado, no desejar ilícito: “Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, fornicação, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias. São estas coisas que contaminam o homem (...)” (Mateus 15:19-20). A morte espiritual de um homem começa quando ele faz do desejo errado o seu tesouro: “Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” (Mateus 6:21). A vida espiritual de Davi começou a ser destruída quando ele se acordou e foi avistar da janela do Palácio uma mulher bonita e formosa, e a ela cobiçou: “Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte” (Tiago 1:15). Naquele instante, o rei Davi perdeu a presença de DEUS e passou a ser instrumento da sua carnalidade. Observe qual foi o clamor dele no Salmo 51: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto. Não me lances fora da tua presença e não retires de mim o teu Espírito Santo. Torna a dar-me a alegria da tua salvação e sustém-me com um espírito voluntário” (vers. 10 a 12). A vida espiritual de José, filho de Jacó, permaneceu íntegra diante de DEUS, quando ele FUGIU do assédio da esposa de Potifar. Fugir do perigo, dos assédios, torna o homem um covarde santo. É melhor ser covarde santo do que ser corajoso perdido. Veja o conselho do apóstolo Tiago: “Sujeitai-vos, pois, a DEUS, resisti ao diabo; e ele fugirá de vós. Chegai-vos a DEUS, e Ele se chegará a vós. Alimpai as mãos, pecadores; e vós, DE DUPLO ÂNIMO, purificai os corações. Senti as vossas misérias, e lamentai e chorai; converta-se o vosso riso em pranto, e o vosso gozo em tristeza. Humilhai-vos perante o SENHOR, e Ele vos exaltará” (Tiago 4:7-10). Todo o segredo de uma vida pura e reta diante de DEUS fora revelado pelo apóstolo. Observe a expressão DUPLO ÂNIMO, ou seja, pessoas inconstantes, de dois pensamentos; que ora querem servir a DEUS, ora servem às concupiscências carnais. Não há santo nem salvo com o coração impuro. O lugar reservado para a impureza são as trevas, o inferno, o tormento eterno. Por isso, o conselho: PURIFICAI OS CORAÇÕES. Como se inicia o processo de purificação do coração e da alma? Na sinceridade das orações. É preciso se humilhar, vomitar, dizer a DEUS quem realmente é; as impurezas, a podridão, chorar, chorar e chorar. Parar de sorrir, sair de uma vida hipócrita, enganosa e cômoda; humilhar-se para ser santo e exaltado. Uma orientação muito importante: quem peca dá autoridade ao acusador. Mesmo depois de a pessoa ter se arrependido verdadeiramente e abandonado o pecado, vez por outra, satanás vai querer atingi-la com acusações, mostrando as sujeiras que essa pessoa cometeu, mas que o Sangue de JESUS já apagou. Fique firme em CRISTO e rejeite as acusações do diabo.

 

Outras atitudes de quem deseja ser santo: excluir redes sociais (Facebook, WhatsApp, Internet etc.); cortar contatos e saídas com amizades de pessoas que não têm o menor temor a DEUS. Se tudo isso tiver que resultar em isolamento social, que assim seja. Melhor é estar só com DEUS do que ao redor de uma multidão no mundo. Dê um basta à hipocrisia religiosa em sua vida. Crentes religiosos são aqueles que ceiam e dizimam nas noites de domingo nos templos e na segunda-feira, na hora do almoço, vão aos motéis manter relação sexual ilícita. São aqueles que colocam o adesivo no vidro detrás do carro “JESUS É O MEU SENHOR”, e, na primeira oportunidade, chamam palavrões ou agridem o outro no trânsito. Crente hipócrita vai ao templo sem ser templo do SENHOR. Certa vez, o SENHOR me levou para evangelizar em uma cidade muito pequenina do interior da Paraíba, chamada Alhandra. Conversando com uma senhora sobre o Reino de DEUS, eis que a vizinha dela entra na casa ao lado e nos deseja a Paz de Cristo. Não tardou e começamos a ouvir xingamentos dentro da casa. Era a mulher irada com o filho. Ao sair, perguntei se tinha sido aquela “paz” que ela havia acabado de me desejar. E o que dizer de uma mulher, que logo após me procurar para uma orientação sobre a restauração do casamento dela, demonstrar uma santidade irretocável ao celular; mandou para o meu WhatsApp, por engano, fotos eróticas dela, como se quisesse enviar para algum namoradinho? Envergonhada, me bloqueou. Não precisava, porque não estou aqui para atirar pedras em ninguém (“AQUELE QUE DE ENTRE VÓS ESTÁ SEM PECADO SEJA O PRIMEIRO QUE ATIRE PEDRA CONTRA ELA” – João 8:7); mas para ajudar. Contribuir com a morte de quem está caído, as pessoas do mundo já fazem. Os filhos de DEUS precisam ser diferentes através do AMOR DO PAI envolvido no coração.

 

Se você é casado, foi repudiado pela sua esposa, se esse casamento é lícito aos olhos de DEUS; se, em seu deserto, você caiu, lembre-se de que há um DEUS que deseja a restauração total de sua vida, que te ama e não quer te ver caído. Clame a ELE, busque-O de todo o coração. O cair é do homem; o levantar, do SENHOR. DEUS TE COLOCARÁ DE PÉ OUTRA VEZ PARA AMÁ-LO E SERVI-LO.

 

Não viva para agradar A ou B; viva para agradar ao SENHOR DEUS, Aquele que te cura e salva.

 

Que o Espírito Santo te purifique completamente, em todo o seu corpo, alma e espírito, para a vinda do SENHOR JESUS!

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

Relato de uma esposa desesperada

29 de junho de 2016.

“Pastor Fernando, creio que não descobri o seu Ministério por acaso. Estou enfrentando tempos muito difíceis em meu casamento. Há alguns meses, descobri que o meu marido é um compulsivo sexual e me trai deliberadamente todos os dias. Não com uma só mulher, mas com várias. Entra em sites pornográficos, masturba-se constantemente, tem contato com várias da rua; enfim, está completamente acorrentado nessa área de prostituição. Nesse tempo, tornou-se um homem estranho para mim, um marido muito diferente daquele com quem me casei há 16 anos e que já foi muito dedicado à família. Não me procura mais para sexo; me rejeita sempre, diz que não me ama mais e que, logo, logo, estará saindo de casa. Sabe, Pastor Fernando, sinto-me um lixo, como uma mulher qualquer, desprezada e sem valor. Meu psicológico já foi para o espaço. Não quero a separação nem traí-lo (até porque também sinto necessidades como mulher); muito menos ver a minha família destruída. Não sei mais o que fazer. Não aguento mais sofrer. Já chamei várias vezes o pastor da igreja que congrego para me ajudar, mas tudo foi em vão. O máximo que ele me disse foi que iria orar, que sou muito nova, bonita e que eu deveria partir para outro. Não creio nisso em hipótese alguma. Não é isso que o Espírito Santo tem ministrado na minha vida. Na verdade, percebo, nas palavras desse pastor, uma completa falta de preparo para me socorrer nesse momento tão difícil da minha vida. Por isso, peço, em Nome de Jesus, que o senhor me ajude, fornecendo as orientações corretas. Ajude-me! Estou morrendo aos poucos...” (ADL).

 

Querida ADL,

 

Paz de CRISTO seja abundante em sua vida!

 

Conheço profundamente toda a situação adversa que você atravessa. Um dia, eu também me encontrei preso nas mesmas correntes malignas que hoje amarram o seu marido. Os demônios que hoje atormentam o espírito dele são os mesmos que me atormentaram durante alguns anos de minha vida.

 

Só sabe a dor que você está sentindo quem, de fato, já sentiu. Ela é terrível, podendo levar a resultados extremos (depressão profunda, vontade de se matar, execução do suicídio) e vai crescendo a cada dia, à proporção que você não encontra apoio, amparo, aconselhamento, acompanhamento. Você já descobriu que não dispõe de ferramentas necessárias para lidar e vencer essa situação adversa do seu marido sozinha; por isso, procurou ajuda na Internet, visto também que nenhuma ajuda eficaz, prática, foi dada no templo em que congrega.

 

Observe: o fato de uma pessoa frequentar um templo não significa necessariamente que ela seja convertida ao SENHOR. Uma pessoa pode demonstrar frutos maravilhosos e despertar muitos elogios dentro do templo, mas, fora dele, ter um caráter mau, duvidoso, nocivo. Os frutos desse caráter nem sempre aparecerão logo; podendo levar até anos para se tornarem visíveis ao cônjuge. Ou seja, durante um bom tempo, e sem que as pessoas em volta percebam, um marido pode construir, em oculto e aos poucos, um caminho de perversidade e trevas espirituais. Quando a esposa enfim descobre, esse caminho já está bem extenso e até asfaltado. Nesse período de construção do maligno, o comportamento e o coração dele serão duplos, dúbios, inconstantes: ele vai assumir a imagem de um homem bom para você e para os do templo; e outra imagem perversa para ele próprio e para aqueles que estão envolvidos na prostituição com ele.

 

Tudo o que se passa com o seu marido é o resultado da opressão espiritual profunda que ele mesmo procurou. Entenda: ele deu brecha, deu espaço, gostou do mal que está fazendo e essa malignidade foi crescendo muito mais e encarcerando a alma. Até que, um dia, ele percebeu que se encontrava em um estado de degradação moral e espiritual tão profunda, tão grande, tão extensa, que nem ele próprio conseguia mais sair, libertar-se. E, sozinho, realmente não conseguirá.

 

Por falta desse entendimento, muitas esposas têm sofrido e se desesperado bastante, especialmente, se são cristãs e verdadeiramente tementes a DEUS. Elas foram instruídas pelo Espírito Santo de que só a morte pode desfazer esse relacionamento lícito; não desejam em hipótese alguma a separação, muito menos serem de outro homem. Ao mesmo tempo em que não sabem o que fazer, como agir, quais as melhores atitudes a tomar.

 

Satanás pode (e quase sempre leva) um marido envolvido na prostituição, no vício sexual, a escalas profundas e terríveis de degradação moral, que nem convém relatá-las aqui. O nível é o mais sujo, mais podre, mais imundo que se possa imaginar. Eu sei porque vivi todas essas escalas. Eu conheço o sabor que se descortina em cada uma delas. E por melhor que seja um escritor de um livro sobre esse assunto, só saberá quem passou, quem experimentou. Quando uma esposa descobre todo esse triste cenário sobre sua família e em seu casamento, o mundo todo parece desabar sobre a sua cabeça.

 

Algumas, no limite do desespero e da dor, preferem fugir, desaparecer. Outras buscam ajuda na Psicologia e Psiquiatria. Há aquelas que tentam a morte através do suicídio, porque satanás fala a elas que esse é o melhor caminho para se verem livres da situação. Existem também as esposas que acham que a falta de dedicação ao templo foi o motivo que acarretou esse problema todo do marido. Nem uma coisa, nem outra, nem outra, nem a outra mais. A causa de um marido estar aprisionado na prostituição não é mais do que ele mesmo. Ele buscou, ele decidiu provar do veneno; satanás o acorrentou por isso; e como é casado em aliança com uma mulher, ele termina a atingindo também. Nenhum sofrimento é maior que a dos pais quando veem os filhos aprisionados e dos cônjuges entre si. Porque há uma aliança testemunhada por DEUS que os unem. Observe que a dor não é tão grande assim entre amigos, embora tenham muito carinho; quando um descobre que o outro está acorrentado.

 

A causa do seu marido é essencialmente espiritual. É uma obra das profundezas do inferno sobre a vida dele, que, repito, ele deu brecha para isso acontecer. Ele traz a culpa e ao mesmo tempo colhe as consequências. Aliás, não só ele, como toda a família (esposas, filhos).

 

Você deve estar me perguntando: O QUE FAZER AGORA?

 

Uma resposta certa e inicial é: NÃO DESISTIR DA VIDA DELE JAMAIS. Embora ele esteja nessa situação por culpa exclusiva dele e satanás tê-lo empurrado para o fundo do poço, desistir seria uma atitude indigna, covarde, de quem estaria contribuindo mais e mais para as obras do inferno. É como se você dissesse ao diabo, ao desistir da vida do seu marido: “Satanás, você venceu. Pode ficar com ele, assim com o meu casamento que você destruiu, porque nem um nem outro tem jeito mais”. Satanás não pode sair vitorioso em nada do que ele faz nem sobre uma vida nem sobre um casamento lícito. Ele tem, sim, que ser derrotado, envergonhado, destruído e expulso do meio da família PELO PODER QUE HÁ NO SANGUE E NO NOME DE JESUS. Imagine se DEUS agisse assim conosco? Se DEUS nos entregasse definitivamente ao diabo, ao inferno e fechasse todas as portas de restauração e de vitória sobre o mal em nossa vida, porque caímos e O desagradamos? Todos nós estaríamos perdidos, não? Aliás, eu nem estaria aqui tentando te ajudar e te orientar.

 

O segundo passo é NÃO FICAR SOZINHA NESSE DESERTO EM QUE SE ENCONTRA; NÃO TENTAR RESOLVER O PROBLEMA PELO SEU ACHISMO E ARMAS CARNAIS. O acompanhamento pastoral (homem) fora de templos e diariamente vai te fazer avançar, posicionar-se corretamente, crescer, amadurecer, ir até o fim sem desistir do casamento nem do marido. Siga esse conselho precioso: busque acompanhamento com um pastor ungido de DEUS. Ficar sozinha ou viver frequentando um templo é pedir para morrer e ser massacrada (mais do que você já está).

 

Terceiro passo e não menos importante que os demais: APRENDER A AMAR VERDADEIRAMENTE UMA ALMA APRISIONADA PELO DIABO. Essa é a grande missão da verdadeira igreja; seu maior desafio talvez como cristã e esposa. JESUS convoca a Sua igreja para o exercício do AMOR e do PERDÃO. A cura emocional e psicológica só virá através desses dois frutos. Perdoe porque DEUS perdoa você. Veja-se, espiritualmente, tão falha quanto seu marido (nem mais nem menos). Assim você entenderá que não é só o seu marido que necessita das misericórdias de DEUS para viver, mas você também. Você precisa de JESUS todos os dias em sua vida. Seu marido, mais ainda: precisa ser liberto pelo SEU AMOR e purificado com SEU SANGUE. Esqueça qualquer sentimento que causa dor, prisão, angústia e ressentimento. Mate-o! E viva o AMOR bíblico, que não é sentimento, mas atitude digna aos olhos de DEUS. Só quem ama dessa forma, pode ser chamado (a) de filho ou filha de DEUS: “Eu, porém, vos digo: amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus” (Mateus 5:44). O amor, segundo as palavras de Paulo, inspiradas pelo Espírito Santo, “tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1 Coríntios 13:7). JESUS sofreu por amor a mim, a você e ao seu marido. É com esse mesmo AMOR que devemos amar o próximo (veja João 15:12), especialmente se esse próximo é mais próximo que os demais.

 

Se quiser a minha ajuda, procure-me pelo celular. Estou a inteira disposição para te servir e te ajudar.

 

Em CRISTO,

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

A oração dos tolos

20 de junho de 2016.

Há alguns modelos de oração, que não são atendidos pelo SENHOR.

O apóstolo Tiago escreveu: “Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites” (Tiago 4:3).

O que seria pedir mal aos ouvidos de DEUS? Vou citar dois exemplos.

 

Uma mulher ou um homem, que viveu em fornicação com o (a) companheiro (a). Houve uma separação e um deles ora a DEUS todos os dias pedindo que o SENHOR restaure esse suposto casamento: “Senhor, em nome de Jesus, restaura meu casamento!”. Então DEUS o (a) pergunta: “Que casamento?”. DEUS não vai restaurar aquilo que não existe para ser restaurado.

 

O curioso é que uma pessoa que ora dessa maneira não enxerga que vive aprisionada por um sentimento carnal, diabólico; que é escrava do tal sentimento e que o mesmo a impede de ter vida plena com DEUS e de receber todos os benefícios do Espírito Santo. A escravidão sentimental cega, produz tolos, religiosos, que caminham para lugar nenhum em busca de nada.

 

O mesmo também ocorre com pessoas que se separam do segundo ou terceiro casamento. Por causa dessa prisão maligna, buscam na Internet consolo, respaldo, incentivo, para o pecado sexual (adultério) que as aprisionava. Quando encontram o nosso Ministério, através dos testemunhos, dão glória a DEUS, e afirmam que o Ministério é obra do Espírito Santo. Depois que falam comigo ao celular ou pessoalmente e ouvem o que não gostariam (a Verdade bíblica), passo a ser imprestável e o Ministério imediatamente deixa de ser do SENHOR.

 

O mal de muitos é querer viver em prol dos sentimentos que nutrem, dos conceitos que têm, da fé e doutrina errada que sustentam; e não pela Palavra de DEUS, o que ela tem a dizer sobre a realidade de cada um. E, assim, saem por aí, como tontos e tolos, buscando um ombro amigo que dê consolo aos seus pecados e ambições erradas.

 

A oração correta, que é recebida por DEUS, está de acordo com a Sua Justiça; por isso, ela é feita pelos justos: “O SENHOR está longe dos ímpios, mas a oração dos justos escutará” (Provérbios 15:29).

 

Quem é de DEUS não ouve o que quer e se alegra quando, pelo PAI, é corrigido, repreendido e disciplinado; “Porque o Mandamento é lâmpada; e a lei é luz; e as repreensões da correção o caminho da vida” (Provérbios 6:23).

 

No Amor de DEUS,

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

A oração mais certa

19 de junho de 2016.

A oração mais certa, mais precisa, que mais agradou (e agrada) o coração de DEUS, não veio de nenhum apóstolo de JESUS nem de algum teólogo famoso. Mas saiu do coração e da boca de um homem comum.

 

Também não foi dita em público para muitos ouvirem, nem foi longa, nem recheada de adjetivos bonitos. Não foi feita de joelhos, mas de pé, em um templo, onde os judeus de antigamente só se dirigiam para orar.

 

A oração mais certa de todos os tempos saiu de um coração sincero de um homem do qual nem sabemos o seu nome. Saiu de um publicano que, estando em pé, de longe, nem ainda tinha coragem de levantar os olhos ao Céu, tamanha era sua humilhação e vergonha, e batia contra o próprio peito suplicando:

 

“(...) Ó, Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador!” (Lucas 18:13).

 

A oração mais certa também fora aprendida pelo apóstolo Paulo, que a repetiu em uma de suas Cartas a Timóteo (1 Timóteo 1:15). Ah, se todos soubessem, se todos aprendessem essa oração! Só se dirigiriam a DEUS falando de si mesmos dessa forma.

 

PORQUE SOMOS MISERÁVEIS PECADORES, TALVEZ OS PIORES QUE EXISTAM NA FACE DA TERRA, MAS TEMOS DIANTE DE NÓS UM DEUS DE MISERICÓRDIA, QUE SE AGRADA QUANDO ADMITIMOS O QUE SOMOS DIANTE DELE; E NOS RESTAURA COMPLETAMENTE.

 

“Ó, DEUS, tem misericórdia também de mim, que sou muito pecador diante da Tua face!”.

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

A casa de seu Benedito

16 de junho de 2016.

A casa do seu Benedito é uma das mais famosas no Brasil, embora, lendo assim rapidamente, talvez você não venha a se lembrar dela de imediato. Ela é famosa não por causa do nome de seu Benedito, mas pelo nome de sua mulher, a Joana, que faz dessa casa a mais conhecida do país.

 

A casa da mãe Joana é para os católicos romanos. Para os protestantes, ela é conhecida como casa do seu Benedito. Trata-se da mesma casa, com apenas algumas diferenças conceituais e doutrinárias. A casa do seu Benedito, que querem intitulá-la à força de “casa de DEUS”, de DEUS não tem nada. Apenas usam o Seu Santo Nome para dar mais credibilidade, mais confiança, para ganhar ares de mais respeito social, de coisa santa.

 

Essa casa ficou conhecida por não ter ordem, disciplina, respeito à hierarquia; onde todos fazem tudo o que querem, o bem ou o mal, dentro ou fora dela. A casa de seu Benedito cheira a bagunça, desorganização. Nela, ninguém cuida de ninguém, ninguém disciplina ninguém, ninguém acompanha ninguém diariamente. Apenas o dinheiro desses “ninguéns” tem valor. Não há liderança que se preocupe com o deserto espiritual das pessoas, com as famílias, embora, há a algum tempo, alguns queiram intitulá-la também de “casa das famílias”. A maior preocupação, na verdade, é com as finanças da casa, o que entra e as contas a pagar. A casa de seu Benedito tem aparência de santa, mas é mais suja que pocilga.

 

Em seu tempo, o apóstolo Paulo, que era um homem cheio do Espírito Santo, também falava muito mal das casas de seu Benedito de sua época: “E quando os sete dias estavam quase a terminar, os judeus da Ásia, vendo-o no templo, alvoroçaram todo o povo e lançaram mão dele, clamando: Homens israelitas, acudi; este homem que por todas as partes ensina a todos contra o povo e contra a lei, E CONTRA ESTE LUGAR; e, demais disto, introduziu também no templo os gregos E PROFANOU ESTE SANTO LUGAR” (Atos 21:27-28); “O DEUS que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do Céu e da terra, NÃO HABITA EM TEMPLOS FEITOS POR MÃOS DE HOMENS” (Atos 17:24).

 

A casa de seu Benedito, hoje, é um templo erguido por mãos humanas, onde DEUS não habita, mas para onde os religiosos protestantes vão cultuar a inexistência do Altíssimo lá.

 

A casa, onde DEUS habita, não tem paredes, colunas, altares, placas; mas ouvidos, olhos, coração, alma, sentidos, tem o sopro de vida dado pelo PAI. A casa de DEUS é o seu povo: “Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo” (1 Pedro 2:5); “Mas Cristo, como Filho, sobre a sua própria casa; A QUAL CASA SOMOS NÓS, se tão somente conservarmos firme a confiança e a glória da esperança até o fim” (Hebreus 3:6). Quem verdadeiramente é casa de DEUS não sente prazer algum de ser religioso nem de cultuar a DEUS em lugares onde ELE não habita. Todo aquele que um dia foi lavado e remido pelo Sangue de JESUS e persevera na sã doutrina dia e noite é o adorador a quem DEUS procura. A casa de DEUS só carrega e defende um Nome em si, o Nome do Nosso SENHOR e SALVADOR JESUS CRISTO.

 

Os filhos do seu Benedito, quase todos, já foram repudiados pelos seus cônjuges e se encontram em um deserto espiritual profundo. Alguns, que desejam a restauração da família, acham-se completamente perdidos, sem rumo, sem direção e sem acompanhamento pastoral diário. Fazem o que querem, são pisoteados por satanás; reúnem-se em grupos nas redes sociais da Internet (WhatsApp, Facebook); e uns tentam ajudar os outros como podem e acham correto. Apesar da boa intenção, são insubmissos e desobedientes; e só aceitam a correção se esta estiver de acordo com a linha de pensamento deles. As casas de seu Benedito e da mãe Joana tiveram origem na Grécia Antiga, com os cultos aos deuses pagãos; e, no mundo ocidental, foram herdadas, primeiro pela religião católica romana; depois pela protestante. Embora, pareçam diferentes, mas são a mesma coisa. E, hoje, os que se reúnem dentro delas não se preocupam em ler e examinar a Verdade dos fatos em que estão inseridos.

 

Os filhos de DEUS têm um verdadeiro pastor de ovelhas dado pelo PAI: “E ELE mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, E OUTROS PARA PASTORES e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do Ministério, para edificação do corpo de Cristo. Até que cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens (REFERINDO-SE AOS DA CASA DE SEU BENEDITO) que, com astúcia, enganam fraudulosamente” (Efésios 4:11-14) (grifo meu). “Obedecei a vossos pastores (AOS LEVANTADOS POR DEUS; E NÃO POR HOMENS) e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil” (Hebreus 13:17) (grifo meu).

 

Alguém consegue enxergar nesses textos a ordem e a hierarquia estabelecidas por DEUS para as suas casas espirituais (Seus filhos)? Quem faz o que quer e o que acha certo, é carnal e nada entende. Quem se submete e obedece, segundo a ordem de DEUS, é espiritual e não faz o que quer: “Porque a carne cobiça contra o Espírito; e o Espírito contra a carne, e estes opõem-se um ao outro, PARA QUE NÃO FAÇAIS O QUE QUEREIS” (Gálatas 5:17).

 

DEUS diz: “NÃO FAÇAM O QUE QUEREM; ANTES SE SUBMETAM E OBEDEÇAM PARA SEREM ABENÇOADOS”.

 

Mas os da casa de seu Benedito ignoram essa Verdade, porque são religiosos e adoradores do templo erguido por mãos humanas. Preferem o templo a obedecerem em tudo à Palavra de DEUS.

 

Vejo-os, no Grande Dia e de acordo com a Palavra, como mortos, sendo surpreendidos e ignorados por JESUS, ainda que tivessem passado a vida profetizando, curando e expulsando demônios no Nome DELE. Leia Mateus 7:21-23. São como os da igreja em Sardes: “(...) Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives, e estás morto. Sê vigilante e confirma os restantes, que estavam para morrer; porque não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus” (Apocalipse 3:1-2). A Nova Jerusalém foi construída por DEUS para a igreja, para as pedras vivas e casas espirituais DELE, os que foram libertos de sistemas religiosos e templos denominacionais e perseveram dia e noite na santidade e em obediência à Palavra.

 

Que o Espírito Santo retire de você toda a religiosidade, retire-o (a) da casa da mãe Joana e do seu Benedito, e te faça templo e morada DELE pelo Seu grande AMOR.

 

Em CRISTO,

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

"Deixou-me, mas não me traiu"

11 de junho de 2016.

Fico estupefato com o nível de ignorância espiritual de muitas esposas que me procuram para pedir orientações sobre os problemas conjugais que atravessam. Demonstram profundo desconhecimento das ações espirituais dos demônios na vida de maridos e esposas opressos. E quando ouvem a verdade, algumas até se chateiam.

 

A visão espiritual correta é primordial para que os cônjuges repudiados não sejam enganados e se posicionem corretamente na luta pela restauração familiar. Enquanto existir engano e este for alimentado, mais distante a libertação se fará. É preciso fechar os olhos naturais e enxergar com os olhos do espírito. A perseverança, o verdadeiro amor, o perdão, tudo provém da visão correta sobre a realidade. Querer escondê-la ou maquiá-la, por mais que ela doa, retardará o processo da bênção.

 

Minha indignação ocorre quando ouço de algumas esposas repudiadas: “Pr. Fernando, eu sei que o meu marido não me traiu”. Pronto, partiu o meu coração. Logo, respondo: “Não traiu! Ele apenas saiu de casa para se unir à outra mulher e os dois se tornarem um só espírito, em oração contínua por sua vida”. Entendendo a ironia presente na resposta, elas me questionam: “E como o senhor tem tanta certeza de que ele me traiu?”. Digo: “Só quem conhece as armadilhas espirituais e sujas do diabo contra as famílias e os casamentos lícitos aos olhos de DEUS pode afirmar isso com toda a convicção”. Costumo afirmar que o diabo não é amigo de ninguém, nem daqueles que o servem. Quanto mais casamentos lícitos e famílias ele destruir hoje, maior é a possibilidade de criar futuras gerações acomodadas com essa raiz maligna, achando tudo isso normal. Deixar de conduzir um cônjuge licitamente casado ao adultério seria o retrato de uma natureza muito boa, o que satanás não tem (nem para ele mesmo).

 

Satanás busca desfazer o que DEUS uniu e abençoou. Esse é o maior objetivo dele; e disso ninguém tem dúvida. Precisamos saber então o que DEUS uniu e abençoou e como satanás age, da maneira mais simples possível, para amaldiçoar esse projeto divino.

 

Qual a essência do casamento? Para que o casamento fora criado por DEUS? Ambas as perguntas deságuam na mesma resposta: unir sexualmente duas pessoas, tornando-as uma só carne. A que pessoas DEUS se refere nessa aliança? A seres humanos de sexo diferente e completamente solteiros (homem e mulher que deixam a casa dos seus pais de origem); a duas pessoas de sexo oposto, que se casam pela primeira vez, dão-se a um casamento onde só a morte tem poder de separá-las. O corpo de um passa a ser propriedade exclusiva do outro (esse é o chamado leito sem mácula de Hebreus 13-4: “Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém, aos que se dão à prostituição, e aos adúlteros, Deus os julgará”), assim como bem escreveu o apóstolo Paulo em 1 Coríntios 7-2: “Mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua PRÓPRIA mulher; e cada uma tenha o seu PRÓPRIO marido”. Segundo o texto aos Hebreus acima, o leito santo, a cama e o sexo lícito aos olhos de DEUS, já estão livres da condenação pelo adultério e prostituição. Mas os leitos sujos, de pessoas que traem seus primeiros cônjuges e se dão a outros “casamentos”, receberão a justa condenação da parte de DEUS: “Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, NEM OS ADÚLTEROS, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus” (1 Coríntios 6:9-10); “Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, E AOS QUE SE PROSTITUEM, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, que é a segunda morte” (Apocalipse 21:8). Quando Paulo escreveu a expressão “PRÓPRIA MULHER e PRÓPRIO MARIDO” ele estava se referindo principalmente ao corpo, à santificação dele através do casamento. Interessante que o apóstolo iniciou o versículo advertindo que a aliança do casamento lícito evitaria a prostituição do casal, enquanto ele fosse fiel a essa aliança. Porque a prostituição de um expõe o outro ao mesmo malefício.

 

Então, satanás, conhecedor da Palavra que é, sabe a área certa para atacar e levar destruição e morte para milhares e milhares de famílias pelo mundo: A ÁREA SEXUAL. Um marido casado, que desejou sexualmente uma mulher na rua, satanás sabe que este já se tornou adúltero (JESUS ensinou que basta desejar sexualmente outra pessoa). Uma esposa, que abandonou seu primeiro marido, para se envolver emocional e sexualmente com outro homem, satanás também sabe que ambos se tornaram adúlteros e destituídos estão do corpo de Cristo e da salvação eterna. Há também aquele tipo de esposa que, mesmo sem ter se tornado adúltera, aceita uma visita sexual esporádica do marido que a repudiou e que já manteve relação sexual ilícita com outra mulher. Esta, por pura falta de conhecimento, termina expondo o próprio corpo (que deveria ser templo santo do SENHOR) à imundície e à contaminação espiritual; na mesma condição que se encontra o corpo do marido. Dessa maneira, o projeto maior do diabo é tornar maridos e esposas, casados em primeiro casamento, sujos, adúlteros e perdidos, servos da concupiscência carnal e do inferno. Isso é para todos que estão casados em primeiro casamento, sem exceção. Aqui reside a explicação porque nenhum marido e nenhuma esposa, que se separam dos seus cônjuges, vivem sozinhos em oração, buscando a presença do SENHOR, por toda a vida. NENHUM! Antes, todos, ou já saem do lar relacionados com novos indivíduos, ou passam a se relacionar com eles depois de algum pouco tempo. PORQUE O OBJETIVO DO DIABO É TORNÁ-LOS ADÚLTEROS. Quanto mais ele trouxer para o seu reino, melhor. Pois, enquanto DEUS está interessado na qualidade espiritual do homem, em sua santidade, satanás atua em cima de números, de quantidade; visto que ninguém que está com ele é detentor de qualidade alguma. Guarde esse conselho em seu coração.

 

Daí ser impossível que maridos e esposas, que abandonaram o lar, vivam em santidade no corpo. Isso não interessaria ao diabo. Todo cônjuge, que pretendesse ficar afastado de casa para “esfriar a cabeça”, para se dedicar mais ao SENHOR DEUS, por ELE seria trabalhado, ministrado, o que resultaria no exercício do perdão e a conseguinte restauração da convivência conjugal. Então, o que satanás logo prepara para os que desejam a separação? Homens e mulheres “interessantes”, que servem a ele, para colocá-los no caminho de cônjuges licitamente casados aos olhos de DEUS (Existem, no mundo, corações satânicos que só desejam se relacionar exclusivamente com pessoas casadas). Satanás não tem interesse de destruir, por exemplo, segundos, terceiros casamentos, pois ele sabe que essas uniões já estão estabelecidas na aliança do adultério (Lucas 16:18 e Romanos 7:2-3), sem a bênção do SENHOR, embora muitos (inclusive líderes religiosos) as reputem como alianças abençoadas e felizes. Outro dado que merece atenção: quando casais “casados” a partir do segundo casamento se separam, fazem o maior esforço para se reconciliarem; diferentemente de casais em primeiro casamento, que sentem muita dificuldade em perdoar e em restituir. Isso também é obra do diabo!

 

Daí também ser prova de profunda ignorância e tolice o que muitas esposas dizem a respeito dos seus maridos: de que eles nunca as traíram (ou acreditarem nas palavras deles de que não querem restituir o casamento como também não desejam se relacionar com outras mulheres). Por isso quando ouço de uma esposa que o marido dela, longe de casa, não a traiu, eu penso logo o quanto satanás está sendo bonzinho com o seu cônjuge. A realidade é que ou a traição já foi consolidada (o mais provável) ou o projeto de traição no coração já está a caminho, o que dá no mesmo. Muitas esposas podem ainda não ter descoberto a traição; isso pode até ser verdade. Mas que, se se posicionarem corretamente, logo descobrirão a dura realidade.

 

Não é demérito nem vergonhoso admitir que foi traída (o) pelo cônjuge. Quem deve sentir vergonha é quem comete tal coisa, e não quem anda em santidade e com a consciência em paz com DEUS. Vergonhoso não é ter sido repudiado (a), caminhar sozinho (a) pelas estradas da vida, alegrando o coração de DEUS. Vergonhoso é andar de mãos dadas com a (o) adúltera (o), mostrar para todos o quanto está feliz (mas perdido) e ainda usar o nome de DEUS em vão.

 

Já diz o ditado que “o pior cego é aquele que não quer enxergar”. Não seja como esses cegos. Enfrente a realidade do jeito que ela se apresenta, posicione-se corretamente, porque cego não pode enxergar coisa alguma (ainda que esteja com os olhos naturais bem abertos), nem mesmo os benefícios que o SENHOR tem para a vida dele.

 

No Amor de DEUS,

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

Casado com duas?

19 de maio de 2016.

Trago hoje aqui a história de Helena (nome fictício), uma mulher de 34 anos, que me telefonou para contar a história do “casamento” dela e pedir orientações.

 

Inicia dizendo que está separada do “marido” (35 anos) há quase dois anos; que o mesmo até já vive com outra mulher. A pergunta final quase sempre é: “O que fazer para restaurar o meu casamento?”.

 

Mas, antes de finalizar a sua narrativa, Helena me revela uma informação importante. O marido, quando tinha 18 anos, engravidou uma garota de menor idade, cuja família o obrigou ao “casamento” Civil. Essa tal união “obrigatória” durou apenas alguns meses e, logo, ambos estavam separados. O tempo passou e o homem divorciado conheceu Helena, com a qual teve um filho, e se casaram em um templo religioso católico, sob a ministração de um padre que, na época, alegou que o primeiro casamento dele não era válido porque não havia se consumado segundo a fé católica romana (Para os religiosos católicos, DEUS fez o casamento apenas para a fé deles). A primeira esposa do agora “marido” dela já havia constituído uma nova família, inclusive, tendo filhos com o atual “marido”. Enfim, a história parece confusa, mas não difícil de explicar à luz da Palavra de DEUS. A nova pergunta que Helena me fez foi: “foi o primeiro casamento desse meu atual ‘marido’ lícito aos olhos de DEUS?”. E outras dúvidas se sucederam ao longo de nossa conversa.

 

O caro leitor deve ter percebido a presença das aspas em algumas palavras do texto. Elas informam a inverdade da colocação do termo; ou seja, que os termos “marido, casamento e obrigatória” não correspondem a Verdade do SENHOR, que foram pronunciados ou escritos de forma errada, segundo a sã doutrina.

 

A única razão bíblica para que o primeiro casamento do homem em questão não fosse válido (lícito) para DEUS é se, à época, foi colocada uma arma na cabeça dele, obrigando-o a se casar. E, ele, com medo de morrer, aceitou oficializar a união perante os homens. Ainda assim, ele poderia ter convivido com a tal jovem apenas com aparência de casados, sem dormir na mesma cama e sem ter relação sexual, o que não aconteceu. Ou a família dela também iria obrigá-lo a ter sexo com a garota com uma arma sobre a sua cabeça? Considerando que ambos não viviam em uma sociedade tribal, nem em algum deserto sem leis nem autoridade, nem em algum ambiente inacessível à segurança pública ou ao Poder Judiciário; e que ele não tivera nenhum familiar (ninguém) para protegê-lo, a possibilidade acima torna-se nula. Ora, à época do povo Hebreu no Antigo Testamento, a cultura era poligâmica e as mulheres eram dadas pelo pai ao casamento a homens que elas só conheciam no dia das núpcias e em troca do pagamento de dote; e, mesmo assim, os casamentos eram válidos por DEUS, se fosse o primeiro de ambos.

 

Vejamos uma história simples e muito conhecida das Sagradas Escrituras antigas: a do rei Davi. A primeira esposa de Davi, o ungido de DEUS, fora Mical, filha mais nova do rei Saul. Ora, a promessa de Saul era oferecer a Davi em casamento a sua mais velha, Merabe, se tão somente, ele fosse um filho valoroso e guerreasse as guerras do SENHOR (veja 1 Samuel 18:17). Ninguém sabe ao certo o motivo, mas Merabe, a mais velha, terminou sendo oferecida em casamento a Adriel, o meolatita; e Davi terminou se casando com Mical, a mais nova, que tinha grandes afeições por ele. A intenção de Saul, entretanto, não era presentear Davi, torná-lo um homem feliz e realizado, mas pô-lo um laço para que as mãos dos filisteus alcançassem rapidamente a vida dele. Era uma aparente boa intenção com máscara de destruição e de perversidade. Para Davi, ser genro de um rei lhe pareceu algo grandioso demais face à pequenez humana que se considerava: “(...) Então disse Davi: Parece-nos pouco aos vossos olhos ser genro do rei, sendo eu homem pobre e desprezível?” (1 Samuel 18:23). Na verdade, Saul não estava cobrando dinheiro (dote) a Davi em troca de sua filha (como muitos pais agiam no Antigo Testamento), mas cem prepúcios de filisteus. Para conseguir tal objetivo, Davi teria que destruir um povo forte e poderoso em guerras, o que, para Saul, seria quase impossível. Com essa estratégia, Saul queria ver Davi morto pelas mãos dos filisteus. Porém, ela fora frustrada. Davi não só derrubou cem, mas duzentos filisteus; e, assim, recebera Mical como a sua esposa. Depois de casados, Saul armou uma emboscada para matar o genro Davi (vendo que ele era forte, inteligente e iria sucedê-lo). Mical, ao saber disso, avisou a seu marido, que fugiu pela janela (1 Samuel 19:12). Dali em diante eles se separaram para nunca mais. Saul provocou a destruição familiar da própria filha. Adiante, Saul entregou Mical para ser mulher de Palti, filho de Laís; e Davi se envolveu sexualmente com outras mulheres, algumas das quais muito conhecidas: Abigail, ex-esposa de Nabal, que havia sido morto; Ainoã de Jizreel (1 Samuel 25:42-44) e, a mais conhecida de todas, Bate-Seba, com a qual teve Salomão (2 Samuel 12:24). Embora, os tradutores da Bíblia tenham intitulado esses relacionamentos de Davi como “casamentos”; conhecendo a doutrina do SENHOR nessa área e o projeto inicial DELE para as famílias, vimos que tais títulos não correspondem a Verdade do SENHOR, mas conceituações puramente humanas (lembrando que a Bíblia muito antiga sequer continha títulos sobre os capítulos, nem a divisão dos mesmos).

 

O que dizer do casamento inicial de Davi, comprado e elaborado sob as intenções do diabo e seus anjos? Se o SENHOR considerou este um casamento lícito, quanto mais a da querida Helena acima... É óbvio que um casamento malignamente projetado tem remota probabilidade de seguir adiante, até a morte, e ser bem sucedido, como, de fato, o de Davi com Mical não foi. Cônjuges separados tendem a incorrer na prática do adultério, se não forem firmes o suficiente nos Conselhos de DEUS. A fraqueza humana e a necessidade sexual os levam a isso. A morte espiritual de Davi, quando se deitou com Bate-Seba, arquitetou a morte de Urias, marido dela, e, ainda por cima, engravidou-a no mínimo duas vezes, é uma prova latente dessa realidade. O arrependimento de Davi no Salmo 51 e a sua morte (morreu sozinho, mas cheio da presença do Espírito Santo – 2 Samuel 23:2) provam também o quanto DEUS é misericordioso para aqueles que O buscam, arrependem-se e abandonam os seus pecados. Por conta do adultério em que esteve envolvido com Bate-Sabe e de ter projetado o assassinato do marido dela, a espada nunca mais se apartou da família de Davi (consequência do pecado dele como também Juízo do SENHOR sobre a vida dele), que viveu debaixo de repletas tribulações.

 

Inspirando-se nas histórias amorosas erradas de Davi é que muitos religiosos protestantes se encontram mortos espiritualmente. Alguns até pecam propositadamente, vivem uma vida desregrada, confiando receber, no Dia do Juízo Final,  as mesmas misericórdias que Davi recebeu. “Se aconteceu com Davi, por que não pode acontecer o mesmo comigo?”, é o argumento que os adúlteros de coração endurecido usam para não abandonarem o adultério. Esquecem-se de que Davi jamais poderia se perder, porque da descendência dele, segundo a carne, nasceria (assim como nasceu) o SENHOR e SALVADOR JESUS CRISTO: “Acerca de Seu Filho, que nasceu da descendência de Davi segundo a carne” (Romanos 1:3).

 

A humanidade está profundamente perdida pela completa falta de temor a DEUS. Mesmo dentro dos templos religiosos, onde deveríamos encontrar exemplos de santidade, pureza e retidão, o amor ao pecado tem transformado esses lugares em ambientes de maldição e de perdição (tudo com a conivência de muitos líderes). Hoje há uma multidão de crentes perdidos em segundo, terceiro, quarto casamento, dentro desses templos, enganando-se com a ilusão de que se salvará de qualquer jeito. Um dia professaram a CRISTO como SENHOR, mas nunca nasceram de novo verdadeiramente.

 

A realidade de Helena hoje poderia ser diferente, se ela tivesse antes atentado à Palavra de JESUS e dos apóstolos. Mas, como não conhecia o SENHOR (era ignorante), enveredou em caminhos de morte (e as consequências disso estão aí bem evidentes em sua vida). Hoje, o Amor de DEUS e as Suas misericórdias vêm sobre ela, desejando que se arrependa, nasça de novo, pelo Espírito do SENHOR, e passe a buscar o que é justo e santo para a sua vida. Assim como JESUS fez com aquela mulher adúltera, humilhada diante DELE. Perdoou-a e lhe proporcionou um caminho de esperança, salvação e santidade: “Prossiga o seu caminho, e NÃO PEQUE MAIS” (João 8:11). São essas as palavras de JESUS que se perpetuam hoje para todos os que desejarem ser filhos de DEUS e morar no Céu...

 

No Amor do PAI,

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

Casada aos 17; separada aos 20

17 de maio de 2016.

Em uma idade em que as meninas do passado ainda estavam se libertando das bonecas; possuíam uma mente pura e inocente e só pensavam em estudar; aquela jovem noiva de apenas 17 anos de idade adentrara no templo para se casar. Hoje, aos 20 anos, já se encontra separada, completamente perdida e prestes a assinar o divórcio.

 

Vejo nela um olhar flutuante, perdido. Talvez nem tenha despertado ainda para a dura realidade em que se encontra: a realidade dos cônjuges repudiados cristãos cujas alianças só são desfeitas na morte. Ela se diz cristã e frequenta um templo protestante bem ao lado de sua casa.

 

Começou a namorar aos 14 anos e aos 17 colocaram sobre o seu corpo um vestido de noiva e uma aliança de casamento no dedo anelar esquerdo. Não era mais menina, mas mulher. Mesmo sendo protestante, frequentadora de um templo, manteve relação sexual antes do casamento. Mas é essa a triste realidade que se vê entre os jovens do mundo e os jovens que se dizem filhos de DEUS dentro dos templos religiosos. Não há diferença alguma entre uns e outros.

 

O noivo dela não era nenhum homem acima dos 30, maduro, com a vida estabilizada, que pudesse, ao menos, ser o ponto de equilíbrio da união; mas um garoto apenas um ano mais velho.

 

A pergunta que faço é: o que leva um pastor protestante a realizar o casamento de uma menina e um menino de 17 e 18 anos respectivamente? Livrá-los de uma vida pecaminosa baseado em 1 Coríntios 7:9? Simplesmente fazer a vontade dessa garota e, talvez, da família dela, realizando o sonho do casamento com o garoto que tanto ama?

 

Não creio em maldade da parte dessa liderança que realizou esse casamento. Creio em ignorância mesmo, falta de maturidade e de verdadeira conversão espiritual. Mas uma ignorância que comprometeu o futuro de um casal muito jovem que, sequer, recebe agora acompanhamento, apoio, direcionamento correto por parte de quem os casou.

 

Na verdade, a jovem não tinha a exata noção da profundidade do poço em que havia caído juntamente com o seu marido. Tive o cuidado de mostrar a ela toda a doutrina cristã de casamento, explicando-lhe texto por texto cuidadosamente, inclusive Mateus 19:9 e 1 Coríntios 7:15, e procurando responder, com responsabilidade e segurança bíblica, a todas as dúvidas lançadas durante a nossa conversa. Ao final, ela entendeu o motivo da gravidade: segundo a doutrina neotestamentária de casamento, ela está ligada ao marido todo o tempo em que ele viver (Romanos 7:2-3 e 1 Coríntios 7:39); e que, se se divorciar do seu marido e casar com outro estará incorrendo no pecado do adultério (Lucas 16:18). Por isso, ela me perguntou o que fazer então diante da situação em que se encontrava. Só tive uma resposta: VIVER PARA CRISTO, TENTAR AGRADÁ-LO DIA E NOITE; VIVER APENAS PARA O SEU REINO E ESPERAR PELA SUA RESPOSTA. Logo, surgiu outra pergunta, uma que muitos fazem após conhecerem a Verdade: “Terei que ficar sozinha para o resto da minha vida porque sou ligada a ele até que morra?”.

 

Na realidade, as pessoas têm mais medo da solidão do que coragem de renunciar ao EU para obedecerem o SENHOR. Acreditam que DEUS não deseja a infelicidade de nenhum dos Seus filhos e, de posse dessa premissa, correm atrás da felicidade, envolvendo-se com novos homens ou mulheres, ainda que se intitulem cristãos como elas. DEUS não deseja a infelicidade de nenhum dos Seus filhos, é bem verdade, porque a ELE é impossível nutrir desejos ruins (a felicidade ou a infelicidade é resultado daquilo que os homens fazem, plantam em suas vidas). Mas também o SENHOR não espera ter filhos felizes sem serem santos, consagrados a ELE e a Sua sã doutrina. Ao final, todos os homens e mulheres colherão a justa medida daquilo que plantaram em vida.

 

E agora: qual futuro aguarda essa jovem casada, separada, quase divorciada, de apenas 20 anos de idade? A santidade? O temor a DEUS? Uma vida de devoção ao PAI? Ou o mundo? Ou mesmo os prazeres carnais, a felicidade e o prazer gerados a partir de um viver religioso dentro de um templo? O que será dessa alma?, pergunta a minha alma.

 

Certamente não haverá punição legal para o pastor que fez o casamento dela, porque ele não cometeu nenhum crime e não forçou ambos ao casamento. Mas haverá o Juízo de DEUS. As mãos do SENHOR cobrarão todas as atitudes dele aqui na terra para que saiba que casamento não é brincadeira; muito menos liderar pessoas é. É preciso responsabilidade, verdadeiro chamado, ter segurança bíblica, sabedoria e temor naquilo que faz.

 

Se ela fosse minha irmã em CRISTO, debaixo de minha autoridade espiritual, certamente o casamento dela não teria sido realizado. Pelo menos naquele tempo. Mas teria ensinado para ela e ele, na Palavra, as consequências para quem obedece e para quem desobedece a DEUS e ao pastor ungido que ELE constituiu aqui na terra. Se aceitassem, graças a DEUS. Se se rebelassem contra os ensinamentos e as orientações, entrariam em disciplina. Se fugissem de mim e não quisessem mais se submeter, entregaria-os apenas a vida dos dois em oração contínua a DEUS porque ELE é o Justo Juiz. Só não posso obrigar ninguém a obedecer, seguir o que é correto.

 

Sinceramente, temo pela vida e pelo futuro dessa jovem e do marido dela que, tão novos, estão à beira de um divórcio. A atitude do pastor que realizou o casamento dela demonstra o quanto os pastores, no geral, só estão preocupados em realizar festas de casamento, celebrações, números, quantidades, com o intuito de fortalecer a instituição e o maior número de fiéis e frequentadores dos seus templos; mas sem interesse algum na ministração da Verdade, por meio da sã doutrina, de preparar as pessoas para uma aliança de grandes e profundas responsabilidades, como é o casamento.

 

O futuro dos filhos dos nossos “irmãos e irmãs” está complemente comprometido nas mãos de homens que lideram templos denominacionais (assim como o futuro dos filhos desses filhos); e não cuidam de pessoas e das famílias. Essas lideranças também são as responsáveis, culpadas, pelo grande número de separação, divórcio e novo casamento espalhados pelo mundo. Quando vejo na TV casamentos coletivos lícitos aos olhos de DEUS, meu coração dói e minha alma grita. Dá vontade de adentrar em cada um deles e implorar para que não façam isso sem a menor base bíblica e segurança de salvação espiritual.

 

Casamento não é sentimento, alegria, festa, pó de arroz, buquê de rosas, celebração. Casamento é uma aliança que se faz diante de DEUS que só a morte é capaz de desfazê-la. Reflitam nisso antes de tomarem uma atitude séria para o casamento; ou casem-se de qualquer jeito e se preparem para as duras e penosas consequências espirituais...

 

Em CRISTO,

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

15 de maio: Dia Internacional das Famílias

15 de maio de 2016.

Desde o ano de 1994 e em todo dia 15 de maio, comemora-se, no mundo, o DIA INTERNACIONAL DAS FAMÍLIAS. Coincidentemente (para a escolha da ONU – Organização das Nações Unidas) foi o dia em que nasci.

 

A família é a instituição mais atacada ao longo do tempo e desde a fundação do mundo. Na gênesis da história, foi combatida por causa do pecado da desobediência a DEUS pelo primeiro homem e mulher. Hoje, com o apoio dos meios de comunicação, dos legisladores, dos Governos, das instituições religiosas; enfim, a família é bombardeada por todos os lados.

 

O sentido original de família para DEUS é aquele em que o homem solteiro e a mulher igualmente solteira deixam as casas dos pais e se dão em casamento, tornando, assim, uma só carne, conforme Gênesis 2:22-24:

 

“E da costela que o SENHOR Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão. E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada. Portanto, deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne”.

 

DEUS criou a família para a glória do Seu Nome, inicialmente, para a multiplicação da espécie, para esposa, marido e filhos se ajudarem mutuamente; para não haver solidão entre eles (veja o Salmo 68:6 e Gênesis 2:18). Mas logo após de ter criado a espécie humana, o SENHOR se arrependeu de tê-la feito:

 

“E viu o SENHOR que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente, então se arrependeu o SENHOR de haver feito o homem sobre a terra e pesou-lhe em seu coração” (Gênesis 6:5-6).

 

Infelizmente e até os dias atuais, a situação só piorou. As pessoas, que deveriam ter protegido a família criada por DEUS, não o fizeram; antes contribuíram para a sua ruína. Paradoxalmente, a família continua sendo a instituição mais propagada, falada, divulgada, exaltada, porém com profundos contornos de adulteração e de engano. Hoje, qualquer agrupamento de pessoas, que se uniram debaixo de um laço de afetividade e íntimo, é chamado de família. Homens com homens, mulheres com mulheres, homens e mulheres em segundo, terceiro e quarto casamento, vindo de um divórcio; pessoas que simplesmente foram conviver debaixo de um mesmo teto, sem terem passado pelo casamento e, dessa união ilícita, nasceram filhos; tudo isso também é chamado de família aos olhos dos rebeldes, religiosos, ignorantes. Menos para DEUS. PESSOAS QUE NÃO PERDOAM E NÃO RESTITUEM AQUILO QUE É SANTO NUNCA PODERÃO VIVER EM FAMÍLIA ABENÇOADA PELO SENHOR.

 

O SENHOR Imutável, Santo e Perfeito julgará o mundo e todas as pessoas através do projeto inicial que ELE criou. NÃO EXISTE FAMÍLIA FORA DESSE PROJETO, FORA DO SENHOR! Viver fora da vontade de DEUS é assinar o próprio atestado de condenação eterna. E é isso que a humanidade está fazendo dia após dia: envolvida nas distorções, nos adultérios, em prol do seu “bem estar”, da felicidade pessoal cega de cada um.

 

JESUS exortou aos fariseus e escribas que se voltassem ao modelo família estabelecido por DEUS: “Não tendes lido que Aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez, e disse: Portanto deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne? Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mateus 19:4-6).

 

AS FAMÍLIAS SERÃO JULGADAS TAL QUAL O MODELO QUE DEUS AS CRIOU, por mais que insistam em jogar contra elas distorções humanas e diabólicas. E se a família é a base principal da igreja (e não o templo erguido por homens), a igreja não existirá sem a constituição por famílias lícitas aos olhos do SENHOR. A crise espiritual, a qual a humanidade está imersa, é o reflexo da absorção, por parte dos sistemas religiosos, da corrupção criada pela humanidade. Por mais que os homens insistam construir modelos de famílias à maneira deles, DEUS NUNCA CONSIDERARÁ AQUILO QUE ESTIVER CONTRA OU FORA DO MODELO PERFEITO E ORIGINAL CRIADO POR ELE.

 

Eu não poderia jamais, mesmo sendo o dia de aniversário do meu nascimento, deixar de usar o dom que o SENHOR DEUS me deu para instruir, alertar e abrir os olhos de todos aqueles que me acompanham e que se tornaram meus leitores (e as pessoas no geral) sobre A IMPORTÂNCIA DE SE RESGATAR O MODELO FAMILIAR CRIADO POR DEUS; tanto por parte da sociedade em geral, como, principalmente, pelas pessoas que exercem cargos e funções de liderança nesse país.

 

Sem o modelo de família constituído pelo SENHOR, a sociedade estará cada vez mais comprometida em sua base. A violência crescente e todo tipo de miséria e destruição instaurados no mundo nada mais são que o reflexo da distorção familiar criada pelos homens. Não haverá leis, por mais rigorosas que sejam, que combatam o morticínio social, humano e espiritual. Nenhum sistema religioso, por melhor que aparente ser, conseguirá demover essa maldição que se instalou como uma nuvem sobre a humanidade. Descobertas científicas e novos modelos de gestão não trarão a solução esperada. Mas só o arrependimento genuíno do homem e de toda uma nação e a humilhação aos pés do NOSSO SENHOR DEUS (como fizeram a população e as autoridades de Nínive com a pregação do Profeta Jonas) podem ressuscitar a esperança de salvação.

 

No Amor de DEUS,

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

 

Vivendo como bichos

11 de maio de 2016.

“Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor que elas?” (Mateus 6:26).

 

A pergunta que O SENHOR JESUS nos faz é: “NÃO TENDES VÓS MAIS VALOR DO QUE AS AVES DO CÉU?”.

 

As aves do céu são animais irracionais criados tão somente para habitar nos ares. Elas acordam e tomam o espaço da imensidão com suas asas. Voam, alimentam-se de alguma coisa que encontram em algum lugar, depois voltam a voar e finalmente descansam também em algum lugar. Vivem nos ares enfrentando tempos quentes e frios. Os dias das aves do céu se resumem a isso. Mas elas têm valor para DEUS, o valor de cumprir exatamente aquilo que lhes fora permitido fazer.

 

Como seres irracionais, as aves do céu acordam e não oram, alimentam-se e não agradecem ao Criador; param para descansar e sequer podem conversar com o SENHOR. Elas voam e não podem louvar. Habitam em diversos lugares do Universo, mas não evangelizam. Não evangelizam e nem colhem os frutos da evangelização. As aves do céu são bichos espiritualmente falando.

 

Diferentemente das aves do céu, os homens são seres racionais, ou seja, com capacidade de pensar, raciocinar, agir, decidir racionalmente o que querem fazer e o que não querem. Eles, teoricamente, sabem da existência de um DEUS Criador e, por mais ignorante que sejam, sabem também que todos os benefícios diários que os sustentam provém da bondade e do Amor do Nosso SENHOR.

 

Mas eles acordam e não agradecem; todos os dias se deparam com, no mínimo, uma porção de alimentos e não agradecem; vestem-se e continuam a não agradecer; vão trabalhar e voltam em segurança e também não agradecem; deitam-se e descansam e sequer se lembram de conversar com DEUS; conquistam tantas coisas ao longo da vida e dão honras ao esforço humano deles mesmos; morrem e, sequer, descobrem o real valor da vida. Esses homens são piores que os bichos.

 

No dia em que um homem quis viver como os bichos, ele se viu pior do que eles. Por isso, caiu em si e voltou aos braços do seu pai: “E, havendo ele gastado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a padecer necessidades. E, foi, e chegou-se a um dos cidadãos daquela terra, o qual o mandou para os seus campos, a apascentar porcos. E desejava encher o seu estômago com as bolotas que os porcos comiam, e ninguém lhe dava nada. E, caindo em si, disse: Quantos jornaleiros de meu pai têm abundância de pão e eu aqui pereço de fome!” (Lucas 15:14-17). Só existe uma situação bíblica em que o homem é nivelado à condição dos bichos: quando ele vive em desobediência, longe da santa e gloriosa presença de DEUS. Veja: “Porquanto se, depois de terem escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, forem outra vez envolvidos nelas e vencidos, tornou-se-lhes o último estado pior do que o primeiro. Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça, do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado. Deste modo sobreveio-lhes o que por um verdadeiro provérbio se diz: O CÃO voltou ao seu próprio vômito, e a PORCA lavada ao espojadouro de lama” (2 Pedro 2:20-22).

 

Na verdade, estar longe da presença de DEUS é viver pior do que os bichos! A gratidão e a bondade atraem as bênçãos do SENHOR.

 

O rei Davi testemunhou: “Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua semente a mendigar o pão. Compadece-se sempre, e empresta, e a sua semente é abençoada” (Salmo 37:25-26).

 

Ainda que os homens agradecessem formalmente diante de um prato com comida e antes de dormir e depois de acordar, isso ainda seria pouco e insuficiente. Porque DEUS não quer dos homens uma espécie de gratidão vazia, que se faz mecanicamente em algum instante do dia. DEUS QUER SER O CENTRO, A RAZÃO, O MOTIVO DE TODA A EXISTÊNCIA, SENHOR PLENO E ABSOLUTO DOS HOMENS. ELE quer que o viver dos homens seja o maior gesto de gratidão. Tem uma canção escrita pelo P.G. que funciona para mim mais que um louvor, como uma verdadeira oração: MEU UNIVERSO. Medite em cada verso, cada palavra: https://www.letras.mus.br/pg/1120269/.

 

Ao acordar, os homens deveriam se derramar de alegria na presença de DEUS; ao fazer qualquer coisa no dia, também deveriam agradecer a DEUS com a alma e o coração, ainda que não dê para fazer com a boca; durante os deslocamentos diários, o coração e a alma deveriam agradecer pelos grandes livramentos de morte, assaltos, balas perdidas, acidentes de trânsito. Antes de deitar e dormir, os homens deveriam fazer desse momento o maior gesto de adoração, de louvor, de gratidão e também de arrependimento dos seus pecados. Pois, ele não sabe o que lhe sucederá em seguida, se irá ou não acordar no dia seguinte.

 

Será que você tem maior e melhor valor que as aves do céu?

 

Dê um júbilo de gratidão a DEUS como fizeram os salmistas: “Eu me deitei e dormi; acordei, porque o SENHOR me sustentou” (Salmo 3:5); “Que darei eu ao SENHOR, por todos os benefícios que me tem feito?” (Salmo 116:12).

 

Não somos bichos para vivermos como eles. Não somos simplesmente meras criaturas irracionais que voam de um lado a outro sem saberem onde vão chegar. Somos novas criaturas em CRISTO JESUS e passamos da condição de velhas e mortas criaturas para a condição de filhos de DEUS quando O reconhecemos como Pai e SENHOR de nossas vidas. Fomos feitos homens para sermos a imagem e a semelhança de DEUS. O SENHOR nos fez para sermos um instrumento em Suas mãos e vasos de honra. E, mesmo que não mereçamos, ELE nos ama e nos sustenta diariamente.

 

No versículo bíblico que abre essa nossa reflexão, JESUS não pede que vivamos como as aves do céu, mas que olhemos para elas, no sentido de tirarmos delas os bons exemplos para a nossa vida. Elas não fazem nada para o benefício do Reino, é bem verdade, mas, mesmo assim, o SENHOR não as deixa faltar o alimento. As aves do céu não vivem inquietas com o dia do amanhã, com as horas seguintes, mas o SENHOR não deixa de supri-las no necessário. E se elas, que têm menos valor que os filhos de DEUS, são abençoadas, quanto mais nós, que desfrutamos da presença do Seu Espírito?

 

Portanto, vivamos para DEUS e para o benefício do Seu Reino em gratidão contínua.

 

Que o SENHOR te sustente nessa Palavra!

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

 

A compreensão de Marcos 10:9

04 de maio de 2016.

“Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Marcos 10:9).

 

Outro texto bíblico muito popular entre os religiosos é o versículo transcrito acima: “PORTANTO, O QUE DEUS AJUNTOU NÃO SEPARE O HOMEM”. Ele é muito utilizado especialmente no tema relacionamento (casamento). Como o assunto casamento está muito profanado nos dias atuais, cabe a explicação necessária, oportuna e responsável daquilo que JESUS respondeu aos fariseus do seu tempo.

 

A passagem completa, na qual o versículo está inserido, faz parte de um debate entre os fariseus e escribas com JESUS acerca do assunto separação matrimonial, repúdio. Ela também foi transcrita no Evangelho de Mateus 19:3-9 com algumas e importantes diferenças, tanto na divisão dos versículos, como nas respostas ditas por JESUS. Basta compararmos as respostas que JESUS deu à pergunta em Mateus 19:3 e Marcos 10:2: “É lícito ao homem repudiar a sua mulher?”. Em Mateus, JESUS reportou os fariseus diretamente ao Conselho de DEUS (Mateus 19:4-6). Em Marcos, ELE indagou os fariseus sobre o mandamento deixado por Moisés para eles (Marcos 10:3). O curioso também é a inversão dos interlocutores da passagem em ambos os livros. Em Marcos, quem toma a iniciativa de perguntar sobre o mandamento de Moisés é JESUS (vers. 3); em Mateus, a iniciativa da pergunta recai sobre os fariseus (19:7). Ainda em Mateus, quando JESUS vai consolidar o pensamento DELE acerca do assunto, aparece uma suposta cláusula de exceção (“não sendo por causa de fornicação”) como resposta direta aos fariseus (Mateus 19:9); em Marcos, além de essa suposta cláusula ser totalmente ignorada, a afirmação da crença de JESUS é dada apenas aos seus discípulos em uma casa, quando estes O interrogaram (Marcos 10:10-12). Por que essas observações são tão importantes? Exatamente porque muitas lideranças atuais, quando querem justificar a legalidade da separação de alguém oriunda de uma traição por parte de um dos cônjuges, usam apenas o texto de Mateus 19:9 e a suposta cláusula de exceção presente nele, liberando a parte traída a um novo casamento. Faz-se necessário saber que o Evangelho de Marcos é o mais antigo dentre todos, apesar de ocupar a segunda posição na organização do Cânon Sagrado do Novo Testamento; enquanto o de Mateus, bem mais recente em relação aos demais. Além disso, o primeiro livro do Novo Testamento é o resultado da compilação de importantes passagens dos Evangelhos de Marcos e de Lucas. É de estranhar que muitos anos mais tarde, quando o livro de Mateus fora elaborado, tenha aparecido uma suposta cláusula de exceção a mais, que os livros de Marcos e Lucas simplesmente não abordaram. Talvez pelo interesse de quem o elaborou. O Evangelho de Mateus fora organizado exatamente para atender as necessidades do público judeu, enquanto o de Marcos, as dos romanos, e o de Lucas, as dos gregos. Há um grupo de teólogos antigos que defende a ideia de que a tal cláusula de exceção tenha sido acrescentada por um Rabino, defensor das ideias de Shammai (separação para os judeus, com respaldo do Torá, somente em caso de FORNICAÇÃODeuteronômio 22:13-21). A verdade é que a “cláusula de exceção” contraria todo o conjunto hermenêutico de DEUS, do próprio JESUS e dos apóstolos para a toda a igreja cristã (só a morte desfaz a primeira aliança matrimonial, conforme Romanos 7:2-3 e 1 Coríntios 7:39), não aparecendo, como vimos, nem nos Evangelhos de Marcos e Lucas, nem em nenhuma Carta escrita pelo apóstolo Paulo. E mesmo que a tese defendida por essa corrente de teólogos não seja verdadeira, a suposta cláusula só é útil para o povo judeu, e somente aqueles defensores da escola de Shammai.

 

Voltando à passagem bíblica sobre separação conjugal, era interesse dos fariseus delimitar o plano da discussão para a realidade da cultura e legislação judaicas, para, a partir disso, saber como o CRISTO se posicionaria no debate em foco. Não se tratava, portanto, de uma discussão séria e abrangente sobre o assunto, mas uma armadilha colocada diante de JESUS, que visava provar que não era aquilo que diziam DELE, o Messias vindo do Trono de DEUS: “E, aproximando-se dele os fariseus, perguntaram-lhe, tentando-o: É lícito ao homem repudiar sua mulher?” (Marcos 10:2). Esse era o ponto principal do debate; essa era a armadilha preparada por aqueles que não reconheciam JESUS como o Filho de DEUS, que veio ao mundo para perdoar os pecados e salvar.

 

Outra explicação histórica da época que é muito importante para uma melhor compreensão do versículo em questão (Marcos 10:9). Os judeus não convertidos se dividiam em dois grandes grupos, quando o assunto era repúdio familiar: os que defendiam os ensinamentos do sábio Shammai e os que erguiam a bandeira em prol da filosofia de Hillel. Os ensinamentos de um e de outro faziam parte do Halachá, que constituía o conjunto de normas e leis da religião judaica, incluindo os 613 mandamentos do Torá e os posteriores rabínicos e talmúdicos, e eram guia fundamental e único do viver judaico. O Rabino Hillel assumia uma posição mais flexível, ensinando que, por qualquer motivo, um marido poderia se separar da sua esposa. Já Shammai era mais rigoroso quando o tema era separação conjugal: só em caso de ter cometido fornicação antes do casamento, ou seja, obter uma prova concreta (e esta era adquirida por meio de um lençol branco, que não se sujava de sangue na primeira conjunção carnal, na noite de núpcia) de que a mulher não era mais virgem. No debate em Marcos 10:2-9, os fariseus queriam saber para qual lado JESUS se posicionaria, provocando, assim, os aplausos de um, a ira de outros e o escárnio de todos.

 

Na resposta dada à pergunta do versículo 2, JESUS pareceu ignorar completamente o interesse da discussão dos escribas e fariseus, levando-os ao Conselho do DEUS Criador:

 

“E Jesus, respondendo, disse-lhes: Pela dureza dos vossos corações vos deixou ele escrito esse mandamento. Porém, desde o princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea. Por isso deixará o homem a seu pai e sua mãe, e unir-se-á a sua mulher, e serão os dois uma só carne; e assim já não serão dois, mais uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Marcos 10:5-9).

 

A pergunta que muitos fazem nos tempos atuais é: QUEM, VERDADEIRAMENTE, DEUS UNIU? QUE TIPO DE CASAMENTO ELE TESTEMUNHOU? A QUEM SE REFERE À FRASE DE JESUS EM MARCOS 10:9?

 

A resposta está em Gênesis 2:22-24: “E da costela que o SENHOR Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão. E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada. Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne”.

 

Respondendo as perguntas acima: DEUS ajuntou qualquer homem e mulher solteiros no casamento, independentemente de crença, cor, nacionalidade e não importando onde tenham feito essa aliança, se apenas com o Juiz de Paz, se em algum templo religioso, se na praia, no sítio, ou mesmo em um belo jardim, como era o Éden. Pessoas unidas sob essas condições, HOMEM NENHUM CONSEGUE SEPARAR, NEM LEIS, NEM A CANETA DOS JUÍZES, MAS APENAS A MORTE. O relacionamento homem com homem, ou mulher com mulher, ou na situação em que uma das partes já venha de um rompimento matrimonial anterior (divórcio) fica fora do modelo original estabelecido pelo Criador. Portanto, DEUS NÃO OS AJUNTOU, e, assim, estão sujeitos à separação e maldição. Observemos a condição: “deixar a casa do pai e da mãe”; e não deixar a casa da esposa ou do marido para se unir a uma nova esposa ou marido. O que produz a licitude de um casamento aos olhos de DEUS não é a adesão a algum sistema religioso dos cônjuges; se ambos são católicos romanos ou protestantes ou de qualquer outro sistema religioso, mas se são de sexo diferente e solteiros. Ser casado licitamente e fazer parte de algum sistema religioso também não garantem salvação de ninguém.

 

Da mesma forma que JESUS não levantou nem defendeu a bandeira de nenhuma escola rabínica naquele tempo, ELE também não defende hoje as ideias lançados por homens presos a sistemas religiosos; mas tão somente os Conselhos de DEUS. É assim que a verdadeira igreja vive: DEFENDENDO APENAS AQUILO QUE É DE DEUS, não levantando bandeira denominacional alguma, mas somente a bandeira que está fincada na cidade celestial.

 

No Amor de DEUS,

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

A compreensão de Atos 17:30

28 de abril de 2016.

Prosseguindo com o nosso estudo de compreensão de alguns dos versículos mais populares da Bíblia, chegamos a Atos 17-30:

 

“Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam”.

 

Quando separamos o versículo acima em duas grandes partes, percebemos que a primeira (do início ao termo “ignorância”) é infinitamente mais conhecida e mais recitada entre os religiosos de nosso tempo que a segunda (que começa em “anuncia” e vai até o verbo “arrependam”), curiosamente, quase desconhecida e bem menos propagada. A grande popularidade da primeira parte se dá porque os homens encontram nela a justificativa para permanecerem em suas vidas tortuosas. A leitura do versículo, além de ser realizada pela metade, é feita completamente fora do seu contexto histórico a que está inserido e da hermenêutica bíblica sobre o perdão de DEUS para os pecados dos homens. É sobre isso, a compreensão dessas duas lacunas, que pretendo tratar aqui.

 

O capítulo 17 do livro de Atos é um retrato de lutas e perseguições sofridas por Paulo e seus companheiros, causadas por religiosos que se sentiam ofendidos e confrontados em sua fé através das pregações do apóstolo. Mas também é um atestado de amor verdadeiro a DEUS por um homem que, consciente do seu chamado e apesar das fortes retaliações infernais que recebera, não se curvou aos perigos dos adversários e cumpriu sua missão com êxito até o fim: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda” (2 Timóteo 4:7-8).

 

Atos 17 é o perfeito exemplo do que deve ser uma caminhada cristã, daqueles que foram chamados por DEUS para anunciar o Evangelho com coragem e ousadia, sem medo das possíveis e dolorosas consequências que possam surgir.

 

A trajetória do apóstolo nesse capítulo começa quando, depois de ter passado por Anfípolis e Apolônia, desembarcou em Tessalônica (vers. 1). Essa cidade da Grécia, sob domínio dos romanos, era conhecida pela excelente localização geográfica que possuía, além do grande progresso comercial face à união entre a terra e o mar. A rápida passagem por Anfípolis e Apolônia, sem nenhum registro de estada ou ministração, se deu, talvez, pela ausência de sinagogas nesses dois lugares. Os templos dos judeus eram o lugar ideal para a exposição do Evangelho. No passado, ainda como Saulo e perseguidor da igreja, Paulo conhecia a veneração que os judeus tinham por esses lugares de adoração a DEUS e estudos da lei antiga de Moisés. Assim, a primeira estada do apóstolo efetivamente se deu em Tessalônica; a segunda em Beréia e a terceira e última em Atenas. Em ambas, perseguições e afrontas, por parte dos judeus, foram uma constante.

 

Como os judeus eram guardadores do sábado, Paulo foi disputar com eles a cerca das Escrituras por três sábados seguidos (como também era costume dele), mostrando a importância da morte e da ressurreição de JESUS. Muitos foram convertidos. Outros, porém, “desobedientes, movidos de inveja, tomaram consigo alguns homens perversos, dentre os vadios e, ajuntando o povo e alvoroçaram a cidade” (vers. 5) a procura de Paulo e seus companheiros. Invadiram a casa de Jasom, desconfiando que ele os tivesse escondido lá. Nessa altura, alguns irmãos, conhecedores do perigo, enviaram Paulo e Silas à Beréia. Ao chegarem nessa outra cidade, mais uma vez, foram à sinagoga dos judeus (vers. 10). Pela leitura bíblica, parece-nos que o trabalho em Beréia foi mais exitoso. Muitos foram os que receberam a Palavra de bom grado e foram convertidos pelo SENHOR JESUS. A notícia dessas conversões logo se espalhou pelas cidades vizinhas, chegando até os ouvidos dos judeus de Tessalônica que, tomados pela ira, foram até Beréia e excitaram as multidões contra Paulo e Silas (vers. 13). Adiante, lemos sobre a ida de Paulo e seus companheiros a Atenas, cidade completamente entregue à idolatria. Paulo, mais uma vez, entrou em outra sinagoga como também nas praças para disputar a Palavra com os religiosos e filósofos daquele tempo. O versículo 18 fala da existência de filósofos epicureus e estóicos. Os primeiros eram seguidores da seita e da doutrina do mestre Zenão, enquanto que os segundos, seguidores do filósofo Epicuro. Ambos acusaram Paulo de “paroleiro e seguidor de deus estranho”. Assim, pegaram Paulo à força e o levaram ao Areópago para que se explicasse. O versículo 30, que é tema principal desse texto, faz parte exatamente do discurso do apóstolo no Areópago em Atenas. Ele inicia enumerando uma série de erros espirituais cometidos por aquele povo: como a superstição, a idolatria e a construção do templo e do altar “AO DEUS DESCONHECIDO”. Transcrevo, a seguir, a última parte do versículo 23, como os versículos 24 e 25 na íntegras, os quais considero muito importantes para a igreja cristã atual:

 

“(...) Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio. O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, NÃO HABITA EM TEMPLOS FEITOS POR MÃOS DE HOMENS; nem tampouco é servido por mãos de homens, como se necessitasse de alguma coisa; pois Ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas”.

 

Pareceu estranho àquelas pessoas tão religiosas, ensinadas e treinadas a adorar ao Deus delas nos templos, que, Aquele DEUS, que elas desconheciam, era O mesmo que havia criado tudo; dos céus e da terra era Senhor e que ELE não habita em templos erguidos por homens. Um discurso que soou como heresia e uma afronta aos ouvidos atentos da multidão incrédula. Curiosamente, Paulo, ainda quando era Saulo, havia ouvido essa mesma doutrina da boca do mártir Estevão, pouco antes de ser apedrejado e morto (Atos 7:48), e que ficara em seu coração como aprendizado. O versículo 29 reforçou a tese defendida por ele de não fazer a divindade semelhante ao ouro, à prata ou à pedra esculpida, segundo a imaginação dos homens.

 

Paulo, até aqui, havia apontado os pontos errados daqueles religiosos. Mas também precisava dar-lhes a solução, o remédio para todos os males apresentados. Daí, surgiu a essência do versículo 30:

 

“Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam”.

 

O arrependimento verdadeiro compreende OLHOS ESPIRITUAIS ABERTOS. Aquilo que fizemos na ignorância, desconhecedores da vontade de DEUS, é plenamente perdoado e esquecido, desde que, aqueles erros não façam mais parte da nossa vida. Há muitos, que se dizem arrependidos, que justificam os erros cometidos no tempo da ignorância, mas permanecendo neles, nas práticas abomináveis de vida. Por exemplo: uma pessoa tinha o hábito de praticar pequenos furtos. Ela, óbvio, não possuía o Espírito de DEUS; era uma pessoa ignorante, desconhecedora da Verdade. Certo dia, em algum lugar, o SENHOR se compadeceu dela e abriu seus olhos espirituais, levando-a ao profundo e verdadeiro arrependimento. Essa pessoa, então, desfaz dos objetos furtados e passa a não mais a cometer aquele pecado. E, quanto mais ela buscar a DEUS, o conhecimento através da Palavra, mais o SENHOR vai lhe fortalecer e dar maior discernimento. O RESULTADO IMEDIATO DA VERDADEIRA CONVERSÃO E ARREPENDIMENTO É O ABANDONO DAS PRÁTICAS PECAMINOSAS. Se você até aqui ainda não conseguiu se ver livre delas é porque, no meio do seu “arrependimento”, ainda há a semente, o desejo pelo pecado. E isso precisa morrer para você ter vida plena com DEUS e ter a segurança de que o SENHOR apagou todas as suas iniquidades.

 

JESUS disse à mulher pega em flagrante adultério: “(...) Nem eu também te condeno: vai-te e NÃO PEQUES MAIS” (João 8:11). Salomão escreveu em um dos seus provérbios: “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, MAS O QUE AS CONFESSA E DEIXA, alcançará misericórdia” (28:13). O mesmo Paulo indagou à igreja em Roma: “Tu, pois, que ensinas a outro, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas? Tu, que dizes que não se deve adulterar, adulteras? Tu, que abomina os ídolos, cometes sacrilégio?” (Romanos 2:21-22). À igreja em Éfeso, ele orientou: “Aquele que furtava, NÃO FURTE MAIS; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade” (4:28).

 

Isso significa que a igreja de JESUS não irá mais cometer pecados, depois de ter entregado a vida a ELE? Óbvio que não. Mas ela não será mais escrava do pecado; e este se tornará o seu maior inimigo e adversário: “Porque sete vezes cairá o justo E SE LEVANTARÁ; mas os ímpios viverão prostrados na calamidade” (Provérbios 24:16).

 

O arrependimento a que Paulo se referiu em Atenas é universal, geral e atemporal e precisa ser acompanhado do abandono do pecado. Não adianta querer justificar-se a DEUS e aos homens, afirmando que fez tal coisa porque era ignorante, porque DEUS não leva em conta os tempos da ignorância, etc., permanecendo na velha vida e com os velhos hábitos. Só o temor a DEUS nos levará a um nível de santidade agradável ao Nosso SENHOR para a nossa salvação. É preciso ter consciência dos erros, admiti-los e não cometê-los mais; pelo menos, se esforçar nesse sentido. Esse é o grande anúncio que DEUS faz aos homens e em todo lugar: “Mas como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver. Porquanto está escrito: sede santos, porque Eu sou santo” (1 Pedro 1:15-16).

 

Em Cristo,

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

A compreensão de Filipenses 4:19

27 de abril de 2016.

O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus”.

 

Estamos analisando, com responsabilidade, alguns versículos muito conhecidos e utilizados pelas lideranças e membros religiosos de denominações.

 

Chegamos ao versículo áureo de Filipenses 4:19. O apóstolo Paulo, autor dessa Epístola, dirigiu-se à igreja cristã primitiva em Filipo. Uma das principais características dessa igreja era o caráter generoso, a capacidade, em DEUS, de ajudar aqueles que estivessem passando por alguma dificuldade ou privação. Os irmãos filipenses eram exemplos de solidariedade e amor. Até hoje os coloco como modelo para as pessoas que desejam seguir os mesmos passos daquela igreja.

 

Paulo iniciou a Carta fazendo uma saudação elogiosa, digna de louvor e de toda gratidão: “Dou graças ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vós, fazendo sempre com alegria oração por vós em todas as minhas súplicas, PELA VOSSA COOPERAÇÃO NO EVANGELHO desde o primeiro dia até agora. Tendo por certo isto mesmo: que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até o dia de Jesus Cristo” (Filipenses 1:3-6).

 

A igreja em Filipo era um povo que cooperava, que ajudava, estendia sempre as mãos e colocava a alma à disposição do serviço do Reino. Tal cooperação se dava não só na forma de obediência plena ao apóstolo (“De sorte que, meus amados, assim como sempre obedecestes, não só na minha presença, mas muito mais agora na minha ausência, assim também operai a vossa salvação com temor e tremor” – 2:12) como também no suprimento de bens materiais e financeiros (“Todavia fizestes bem em tomar parte na minha aflição. E bem sabeis também, ó filipenses, que, no princípio do evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja comunicou comigo com respeito a dar e a receber, senão vós somente, porque também uma e outra vez me mandastes o necessário a Tessalônica” - 4:14-16).

 

Paulo recebia ajuda das igrejas, especialmente a de Filipo, sem fazer nenhuma exigência dela, sem chantageá-la nem persuadi-la, sem usar versículos da Lei antiga (completamente fora do contexto) nem colocar fundo musical para mexer com o emocional dos ouvintes. Nunca o apóstolo se utilizou de recursos espúrios para extorquir dinheiro das pessoas que sabiam que o chamado dele havia sido verdadeiro, feito diretamente por DEUS (Gálatas 1:1), nem para se enriquecer de maneira covarde. Leiamos a sinceridade e a pureza de suas palavras: “Não digo isto como por necessidade, PORQUE JÁ APRENDI A CONTENTAR-ME COM O QUE TENHO. SEI ESTAR ABATIDO, E SEI TAMBÉM TER ABUNDÂNCIA; EM TODA A MANEIRA E EM TODAS AS COISAS ESTOU INSTRUÍDO, TANTO A TER FARTURA, COMO A TER FOME; TANTO A TER ABUNDÂNCIA, COMO A PADECER NECESSIDADE. Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece” (Filipenses 4:11-13). O irmão Paulo ensinava como deveria ser o modo de viver daquela igreja, mas sabendo que a plena confiança dele estava no SENHOR, que movia corações para ajudá-lo. Outro detalhe: no versículo acima, vimos a grandeza e a segurança espiritual dele, a certeza da missão. Nada poderia afastá-lo do Amor de DEUS nem ao cumprimento do seu chamado: nem abatimento, nem abundância, nem fartura, nem fome. O apóstolo era um exemplo de líder cujos olhos estavam somente no SENHOR JESUS. Ele escreveu: “JÁ APRENDI A CONTENTAR-ME COM O QUE TENHO” (vers. 11) e “SEI ESTAR... ESTOU INSTRUÍDO...” (vers. 12).  Quem, afinal, havia ensinado a Paulo os Mandamentos do Amar a DEUS acima e independentemente das circunstâncias e do próximo a si mesmo? Qual Espírito o instruiu nessa Verdade?

 

Ao ensinar sobre o AMOR e a guarda dos Mandamentos de JESUS, a igreja era movida pelo Espírito Santo e despertada para a importância do ofertar e do socorrer os necessitados, inclusive, sobre a vida do apóstolo. Igreja verdadeira e povo convertido não precisam de influências externas persuasivas para realizar algo nem coloca obstáculos para abençoar materialmente a vida de alguém. Vejamos: a distância entre Tessalônica (onde Paulo estava na época em que enviou a Carta) e Filipo (onde a igreja se reunia), ambas cidades da Grécia, hoje, é de quase 162 quilômetros. Naquele tempo, há distância era infinitamente maior. Hoje há automóveis, pistas asfaltadas, telefonia celular, Internet, aviões de última geração. Na época do Paulo, não havia nada disso. A comunicação era extremamente difícil e quase sempre uma carta, como a que ele escreveu em pergaminhos, levava dias e meses para chegar ao destinatário final, pois tudo era feito pelo transporte marítimo. Mesmo diante de tantas dificuldades e obstáculos, a igreja ajudava, servia, fazia questão de enviar. À época, Paulo enviou até Filipo um companheiro dele de viagens e de missões chamado Epafrodito. Epafrodito foi, recebeu as doações  dos irmãos e retornou, entregando a Paulo todas as ofertas de amor daquela igreja: “Mas bastante tenho recebido, e tenho abundância. Cheio estou, depois que recebi de Epafrodito o que da vossa parte me foi enviado, COMO CHEIRO DE SUAVIDADE E SACRIFÍCIO AGRADÁVEL E APRAZÍVEL A DEUS” (Filipenses 4:18). A suavidade do cheiro e do sacrifício agradável a DEUS só pode vir de uma fonte repleta de AMOR, de pessoas verdadeiramente convertidas pelo Espírito Santo.

 

Paulo ensinou aquela igreja um dos principais fundamentos do ensino do Nosso SENHOR JESUS CRISTO e aplicado na vida cotidiana dela: “(...) Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber” (Atos 20:35). Ela dava, não por gesto de obrigação ou sacrifício humano, mas porque amava e temia a DEUS. E nada faltava aquela gente.

 

Essa era a igreja de Filipo: um povo simples, humilde, mas que, o pouco que tinha, repartia com aquele que o ensinava (Gálatas 6:6) o caminho do Céu.  Dessa virtude, surgiu a grande promessa de DEUS para os filipenses:

 

“O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus” (4:19). TODAS AS NECESSIDADES DOS GENEROSOS FILHOS DE DEUS SERÃO SUPRIDAS PELO PAI EM GLÓRIA POR CRISTO JESUS. Costumo afirmar que não se deve usar irresponsavelmente esse versículo, distribuí-lo para qualquer um, como fruto de barganha nem de vis interesses, ou como mensagem apenas para massagear o EGO de alguém. Essa promessa foi feita por DEUS, através do apóstolo Paulo, para os filhos fiéis, generosos, que amavam ajudar e socorrer os necessitados.

 

Será que você é uma dessas pessoas, que deixa de olhar para o próprio umbigo para olhar para a alma necessitada do próximo? Será que você é capaz de dividir o que tem com irmãos que estão atravessando dificuldades? Você é essa pessoa? Então a promessa do versículo é real na sua vida. Louvado seja DEUS, porque ELE, por meio do Seu grandíssimo Amor e infinitas misericórdias, suprirá todas as suas necessidades em glória, por meio de CRISTO JESUS. O necessário para você continuar a sua caminhada cristã não te faltará! Aleluia!

 

Em CRISTO,

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

 

A compreensão de Romanos 8:28

26 de abril de 2016.

Às vezes me intriga; às vezes me alivia saber que TODAS AS COISAS que me acontecem cooperam para o meu bem, porque eu amo a DEUS e fui chamado segundo os propósitos DELE (Romanos 8:28). Mas como saber de verdade se eu e você O amamos? Qual a certeza de que esse Amor existe em nós?

 

O texto escrito pelo apóstolo Paulo traz uma mensagem conhecida dos crentes em geral, de uma profundidade de informação impressionante. O apóstolo Paulo, pelo Espírito de DEUS, faz uma revelação que traz segurança à alma daqueles que amam a DEUS: QUE TODAS AS COISAS QUE ACONTECEM A ELES CONTRIBUEM JUNTAMENTE PARA O BEM DE CADA UM.

 

Mas como saber se uma pessoa ama verdadeiramente a DEUS? Será que basta declarar esse amor aos quatro cantos do mundo? Será que é necessário apenas sentir a existência desse amor no coração? Será que o amor a DEUS equivale ao amor que afirmamos sentir pelo outro? Há uma necessidade e uma urgência de descobrirmos quem, verdadeiramente, ama a DEUS. Precisamos de uma referência bíblica e segura para decifrarmos a existência ou não desse amor no coração dos homens no geral.

 

E o Evangelho de João nos revela essa segurança: “Se me amais, guardai os meus mandamentos” (João 14:15); “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele” (João 14:21). Palavras de Nosso SENHOR e SALVADOR JESUS CRISTO transcritas pelo evangelista João.

 

Como JESUS e DEUS são um somente (João 10:30), os Mandamentos a que JESUS se referiu são os mesmos Mandamentos de DEUS. Na verdade, os dois grandes Mandamentos estabelecidos por JESUS em Marcos 12:30-31 não são diferentes dos Mandamentos estabelecidos por DEUS em Êxodo 20:3-17. Se observarmos atentamente, os quatro primeiros Mandamentos da Lei de DEUS se referem aos deveres do homem com DEUS (Não ter outros deuses diante dEle, Não fazer nenhuma imagem de escultura nem se prostrar diante dela, Não tomar o Santo Nome de DEUS em vão e Se lembrar do dia de sábado para santificá-lo); e os seis últimos, deveres do homem com o seu próximo (Honrar pai e mãe, Não matar, Não adulterar, não furtar, Não dizer falso testemunho contra o próximo e Não cobiçar nada de ninguém). Portanto, tratam-me dos mesmos Mandamentos. Outra prova disso está nas seguintes palavras de JESUS: “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; DO MESMO MODO QUE EU TENHO GUARDADO OS MANDAMENTOS DE MEU PAI; e permaneço no seu amor” (João 15:10).

 

Retomemos o que JESUS disse: Aquele que ama a DEUS é quem conhece todos os Mandamentos DELE e os guarda no coração. Esse é quem O ama. Não é quem simplesmente vive a declarar esse amor em templos. Até porque, para DEUS, o amor é provado, verificado; e não sentido e meramente declarado (se você fosse a um antro de prostituição iria ouvir a declaração de amor a DEUS por parte dos seus frequentadores).

 

Agora compreendemos o significado maior da mensagem que Paulo escreveu aos Romanos: TODAS AS COISAS COOPERAM PARA O BEM DAQUELES QUE GUARDAM TODOS OS MANDAMENTOS DE DEUS. Ou seja, para esses, nada é acaso nem acidente de percurso, nem mera ação do diabo, mas providência de DEUS, permissão ou vontade de DEUS para estabelecer propósitos grandiosos na vida dos que O amam.

 

Uma pessoa, que guarda todos os Mandamentos de DEUS, perdeu o emprego; perdeu um parente ou o melhor amigo; sofreu um acidente e amputou uma perna ou um braço; teve a família destruída; está doente e terá que ir ao hospital ficar internado para fazer uma cirurgia; deu certo aquela viagem tão esperada; está passando por sérias dificuldades financeiras; enfim, essas coisas e todas as demais contribuirão para o bem dessa pessoa porque ela ama a DEUS e DEUS a ama também. DEUS não vai permitir que nada aconteça na vida dela sem que haja propósito algum: Propósito de crescimento, propósito de amadurecimento, propósito de salvação.

 

Que bem é esse que vem por meio de um sofrimento, de uma dor e de uma perda? Outros não chamariam isso de mal? Se a pessoa professou a fé em JESUS CRISTO, e guarda todos os Mandamentos de DEUS, e a ELE teme dia e noite, ela sabe que a vida dela está no total e absoluto controle de DEUS. Não há porque se desesperar. O SENHOR vai moldando, aperfeiçoando, cumprindo todos os propósitos, através da alegria como também da dor. DEUS sabe como trabalhar na vida de cada um de seus filhos. DEUS constrói um deserto e leva um filho amado para lá para que este desenvolva uma intimidade mais perfeita com o PAI. Até que este filho entenda e confie em DEUS, ele poderá chorar e sofrer e até fazer coisas erradas. Mas, depois que entende, cresce e o deserto se torna bem menor que a fé dele.

 

Basta tão somente obedecê-LO, crer e confiar. Na vida dos eleitos do SENHOR, aqueles que guardam todos os Seus Mandamentos, as coisas só cooperam para o bem, nunca para o mal; e todas as promessas são cumpridas.

 

Você leu o que o apóstolo Paulo escreveu à igreja em Roma sobre o controle e a soberania do SENHOR na vida dos Seus filhos amados, e que estes são os que guardam todos os Mandamentos do SENHOR DEUS. Agora, eu pergunto: Você tem feito isso? O seu pastor tem orientado e incentivado você a viver essa realidade? Ou você é como aqueles que, simplesmente, se dizem cristãos e vivem de qualquer jeito apenas indo aos cultos no templo?

 

Cuidado para você não ser enganado. O que tem acontecido em sua vida talvez não esteja cooperando para o seu BEM, mas o seu mal, porque você ainda não ama a DEUS da forma que JESUS ensinou que você deve amar. Talvez o mal tem se sucedido em sua vida e te levado ao fundo do poço, sem que haja propósito algum do PAI nisso tudo. Quem não ama a DEUS como JESUS orientou, vive descoberto espiritualmente e os demônios agem livremente. Só recebemos o cuidado e a proteção do PAI, quando, de fato, nos tornamos Seus filhos, e demonstramos o verdadeiro AMOR atentando e guardando todos os Seus Mandamentos. Ou, agora, sua liderança vai querer também se opor aos conselhos do nosso SENHOR JESUS?

 

Pense nisso! Ande em segurança cristã.

 

No Amor de DEUS,

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

Como a igreja de JESUS deve se comportar em relação ao Deputado Eduardo Cunha

20 de abril de 2016.

Recentemente o Brasil assistiu à votação, na Câmara dos Deputados, presidida pelo deputado Eduardo Cunha, do Rio de Janeiro, ao processo de impeachment da Presidente Dilma Rousseff.

 

Como é sabido de todos, o referido deputado se diz cristão, evangélico, protestante, assim como é de conhecimento público que ele é acusado de ter recebido milhões e milhões de Reais como propinas e é réu na Operação Lava a Jato, no Supremo Tribunal Federal (STF). Bem, não podemos nos antecipar aos fatos e ao juízo, afirmando que ele cometeu tais coisas. Cabe à Justiça Maior do Brasil, ao final, inocentá-lo ou condená-lo. Afinal, há réus que são condenados, mas também há aqueles que são inocentados. Enquanto a definição final não acontecer, ele será “apenas” um acusado e réu nas investigações.

 

Bem, durante a votação, ocorrida no último dia 17 de abril de 2016, muitos foram os deputados que dedicaram o voto a DEUS, às lideranças religiosas, aos familiares (vivos e mortos), a um torturador de almas do Regime Militar e até à Paz de Jerusalém. Versículos foram recitados, o Nome de DEUS mencionado em vão por inúmeras oportunidades e, vez por outra, um clamor de misericórdia era ouvido da boca de um e de outro.

 

Os adversários de Eduardo Cunha, entretanto, trataram de agredi-lo moralmente, chamando-o de ladrão, gangster, chefe de quadrilha e canalha, antecipando-se ao julgamento do STF. Eles estavam na condição de ímpios, de desconhecedores da Palavra de DEUS. Quem atira pedras por causa dos pecados do outro é porque se sente bom demais, imune a pecados ou tenta enganar a si mesmo com um autoconceito moral que não é verdadeiro. Raros foram aqueles que, contrários à permanência de Cunha na Presidência da Casa, dirigiram-se a ele com educação e respeito (até aquela votação, ele ainda era o Presidente da Câmara dos Deputados). Desferir aquelas palavras agressivas não contribuiu em nada à educação do povo brasileiro. Parece paradoxal, mas a má educação partiu dos de cima, daqueles que foram colocados lá para ajudar na boa educação dos brasileiros. Geralmente é isso que se vê no Brasil, inversão de valores: os que exercem liderança e influência e que deveriam dar o exemplo maior da boa educação, procurar os caminhos da justiça, do respeito para alcançar seus objetivos, não fazem. Comumente estão a atropelar e a transgredir os estatutos, a ferir a regra da boa educação (certamente porque não a têm), a enterrar os objetivos pelos quais foram chamados a cumprir. E, assim, esse péssimo exemplo, que parte dos de cima, contamina pais, filhos, esposas, maridos, famílias inteiras; professores, artistas e até líderes religiosos, deixando o Brasil completamente sem esperança, e a população mais revoltada e violenta. A falta de bons exemplos dos de cima reflete automaticamente no alto índice de violência dos que estão embaixo nessa escala hierárquica social.

 

Se ouvir aquelas agressões morais fez um grande mal à construção da educação do povo brasileiro, imagine ao Eduardo Cunha, que ouviu tudo em silêncio e passivamente, e a família dele? E não adianta se justificar apontando o que supostamente ele fez, antecipando-se ao juízo da Suprema Corte Jurídica. Se ele tivesse já sido condenado, as justificativas às agressões por parte dos deputados, que não servem a DEUS, seriam compreensíveis, mas não corretas.

 

O Espírito Santo nos ensinou por meio dos apóstolos: “Não pagueis a ninguém o mal com o mal. Procurai as coisas honestas perante todos os homens. No que depender de vós, tendes paz com todos os homens. Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas daí lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; Eu recompensarei, diz o Senhor. Portanto, se teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem” (Romanos 12:17-21); “Vede que ninguém dê a outrem mal por mal, mas segui sempre o bem, tanto uns para com os outros, como para com todos” (1 Tes. 5:15); “Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso” (Lucas 6:36); “Antes, sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo” (Efésios 4:32). Onde está a misericórdia? Onde está o perdão? Onde, sobretudo, está o Amor?

 

Quando um povo cristão se deixa influenciar por aqueles que não conhecem nem temem a DEUS (e grita, e xinga, e se ira, e se revolta – há muitos até brigando e perdendo amizades), perde a condição de santo, de servo (que também peca) para a condição de juiz e de acusador. Ele sai da posição de filho de DEUS e passa para a de conivente com as obras do diabo (que é acusador).

 

Duas coisas a igreja de JESUS precisa saber:

 

1. Se o Eduardo Cunha realmente se apropriou de milhões e milhões de Reais e for condenado como ladrão e corrupto pelo STF, ainda assim, DEUS não dará direito a ninguém de atirar uma pedra sequer nele, mas o direito de orar (escrevo à verdadeira igreja);

 

2. Se ele for condenado pelos homens, se realmente cometeu a loucura de aceitar propina e de se enriquecer ilegalmente, vai pagar, ainda neste mundo, por todos os crimes cometidos; mas, ainda assim, não significa que DEUS já o esteja condenando ao inferno. Os que atiram pedras nele hoje, amanhã poderão estar em uma condição pior que a dele aos olhos de DEUS; e ele, Eduardo Cunha, morrer arrependido e salvo em CRISTO JESUS.

 

Algo precisa ficar bem notório em nosso coração na noite daquela votação da Câmara dos Deputados: a maneira como o Cunha se comportou diante dos agressores. Ele não revidou. Manteve uma postura séria, serena, equilibrada. Como diriam as mulheres, não saiu do salto, não perdeu a educação. E para os atiradores de pedras de plantão, não estou aqui afirmando que o Deputado pelo Estado do Rio de janeiro é o homem santo e honesto que diz ser (nem que sim nem que não), apenas estou orientando a igreja a como ela deve se comportar diante da realidade envolvendo o Presidente da Câmara.

 

A igreja, por mais humana que seja, precisa buscar o equilíbrio, manter a boa educação, o bom testemunho, principalmente, em meio às tempestades e às afrontas de que é vítima. NÃO PAGAR NA MESMA MOEDA! Esse é outro grande desafio que devemos ter. Entre “santos” acusadores e acusado “santo”, todos, indistintamente, necessitam ainda conhecer verdadeiramente o SENHOR.

 

Aquele que saiu da lama e foi resgatado pelos braços de Amor e de Misericórdia do PAI,

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

O tamanho do seu problema

06 de abril de 2016.

Não te conheço nem sei qual o seu problema. Mas te garanto: em CRISTO JESUS, ele é nada.

 

Seu problema é mais simples de ser resolvido do que você imagina. Não há nenhuma ilusão nessas palavras nem tentativa alguma de acariciar seu ego. Não preciso disso. É fé mesmo. O olhar da minha fé me faz enxergar o seu problema de maneira simples e do tamanho, de fato, que ele tem; ou seja, quase nada.

 

Quando se olha para JESUS com segurança e fé, o problema se torna menor que o do grão de mostarda. A questão é que as pessoas não estão a olhar verdadeiramente para JESUS, mas para os templos e a religiosidade a que pertencem. E isso torna o problema gigantesco e complicado. Sempre que se olha para o problema, mais ele incha, cresce, robustece-se; até se tornar um gigante diante de você.

 

O desespero, o medo, a opção por caminhar sozinho (a), a falta de ousadia e de fé impedem as conquistas.

 

Uma vez, JESUS caminhara sobre as águas em direção aos Seus discípulos que pensaram se tratar de um fantasma. O SENHOR, vendo o desespero deles, disse: “Sou EU, não temam” (Mateus 14:27). Eles aflitos; JESUS, super tranquilo. Ainda assim, Pedro, tomado por ousadia, disse: “Se és tu, deixa-me ir ter contigo por cima das águas” (vers. 28). Pedro pedira para andar sobre as águas. Quanta ousadia! JESUS respondeu: “Venha” (vers. 29). E Pedro andou sobre as águas pela primeira vez, contrariando todos os conceitos da ciência. Mas, de repente, surgiu um vento muito forte, e Pedro teve medo, e começou a afundar. É sempre assim, quando o medo reina, o indivíduo afunda e fracassa. Então, desesperado, Pedro clamou: “Senhor, salva-me!” (vers. 30). Ao que JESUS lhe respondeu: “Homem de pouca fé, por que duvidaste?” (vers. 31). E quando ambos subiram na embarcação, o vento forte cessou. Pedro vira o problema com um tamanho maior do que de fato era. O desespero do apóstolo agigantou o problema, ainda que JESUS estivesse ali com ele. Onde a UNÇÃO se faz presente, os problemas são diluídos na maior simplicidade (Leia Lucas 4:18-19).

 

Em João, JESUS se deparou com uma família em desespero. Já fazia 4 dias que Lázaro havia morrido e o corpo embalsamado em uma gruta, trancada por uma pedra. Dias antes, quando o SENHOR fora comunicado do óbito, ELE respondeu na maior tranquilidade: “Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou lá despertá-lo do sono” (João 11:11). Consigo até imaginar o SENHOR abrindo um discreto sorriso diante da notícia da tragédia familiar. Maria e Marta eram só desespero e tristeza. Marta, quando vira JESUS, achando que o Filho de DEUS chegara atrasado para a missão, exclamou: “Se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido. Mas também agora sei que tudo quanto pedires a Deus, Deus te concederá” (vers. 21-22). Horas depois, Maria dissera quase as mesmas palavras que a irmä Marta (vers. 32). O desespero daquela família, a quem JESUS amava, fora tanto que levou o SENHOR às lágrimas (vers. 35). Então JESUS vira uma pedra e pedira que alguém a tirasse (vejo aqui o dever dos homens): “Tirai a pedra” (vers. 39 parte A). Marta ainda tentou convencê-LO de que não adiantaria porque o defunto já cheirava mal e o tempo da morte de Lázaro (parte B do versículo 39). Mas JESUS não lhe deu ouvidos. Ao contrário, olhou para o Céu e fez uma oração de gratidão e louvor a DEUS, para, na maior simplicidade (mas com autoridade e poder), ordenar: “Lázaro, sai para fora” (vers. 43). E o espírito teve que obedecê-LO: “E o defunto saiu” (vers. 44). Onde há a unção de DEUS os demônios da morte e da destruição familiar têm que se submeter.

 

Em Mateus, há o maior exemplo de fé. Um homem ímpio, que liderava uma célula com 100 soldados romanos, foi até JESUS porque um criado dele estava morrendo: “Senhor, o meu criado jaz em casa, paralítico, e violentamente atormentado” (Mateus 8:6). Embora a narrativa não diga, eu creio que ele estava desesperado, aflito, com aquela situação. A resposta do SENHOR reflete uma tranquilidade sobrenatural: “Eu irei e lhe darei saúde” (vers. 7). Mas a humildade daquele centurião foi tamanha: “Senhor, não sou digno de que entres debaixo do meu telhado” (vers. 8 parte A), acompanhada de uma expressão de grande fé: “(...) mas dize somente uma palavra, e o meu criado há de sarar. Pois também eu sou homem sob autoridade, e tenho soldados às minhas ordens; e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu criado: Faze isto, e ele o faz” (vers. 8 parte B e vers. 9). Fé e reconhecimento da autoridade do SENHOR. Ousadia. Nenhum resquício de dúvida. As palavras daquele homem maravilharam JESUS. Atentemos agora à resposta do SENHOR para os que O seguiam (para nós também): “(...) Em verdade vos digo que nem mesmo em Israel encontrei tanta fé. Mas eu vos digo que muitos virão do oriente e do ocidente, e assentar-se-ão à mesa com Abraão, e Isaque, e Jacó, no reino dos céus. E os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes” (Mateus 8:10-12). JESUS deu um grande ensinamento aos que, ao redor DELE, consideravam-se salvos; para em seguida, voltar o olhar para o centurião: “Vai, e como creste te seja feito. E naquela mesma hora o seu criado sarou” (vers. 13).

 

JESUS, enquanto esteve neste mundo como homem, ressuscitou mortos, curou enfermos, libertou endemoniados e deu ordens às águas. Os apóstolos, após ELE, continuaram a fazer o mesmo. E a mesma unção fora transmitida a todos quantos DEUS chamou e capacitou até os dias de hoje.

 

Qual é mesmo o tamanho do seu problema? Como você o vê? O tamanho do seu problema é do tamanho de sua fé. Ele pode ser um gigante, se a sua fé for nada; ou pode ser nada, se a sua fé for um gigante. Os demônios que insistem em rondar a sua vida e a sua família são expulsos apenas com a unção e o Poder que há no Nome de JESUS.

 

Não se dobre, não se curve, não esmoreça! Tudo tem jeito e é muito simples de se resolver. Não seja você o principal obstáculo para aquilo que você tanto deseja. Não permita que a sua religiosidade afunde mais e mais a sua família. Coloque a sua fé em ação, posicionando-se corretamente e o SENHOR te honrará! O seu problema é nada para o SENHOR DEUS!

 

No Amor de CRISTO,

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

Amar, o maior dos Mandamentos

26 de março de 2016.

Certa vez, em um congresso para Advogados, foi perguntado aos presentes, a quem eles mais deveriam amar: se a mãe ou a uma meretriz. A pergunta, claro, despertou certa indignação, porque a plateia achou a resposta óbvia demais.

 

Noventa e nove vírgula nove dos presentes responderam naturalmente amar mais a mãe. Fora quando, um Advogado, já de idade avançada, pediu a palavra para responder que amava, na mesma proporção, tanto a mãe quanto uma desconhecida prostituta. “O amor verdadeiro não vê cor, sexo, nacionalidade, condição social ou financeira; não vê crença religiosa nem grau de parentesco. Não importa para o amor, se a pessoa é exemplo social ou se faz do seu corpo uma profissão. O amor simplesmente ama na mais pura e perfeita essência do ser”, ensinou ele.

 

Enquanto o Amor do SENHOR DEUS não for o padrão, o modelo para o exercício do Amor entre os homens, amar será apenas um Mandamento muito conhecido, porém não praticado. O curioso é que o tema desse Mandamento é um dos mais propagados, escritos, abordados em sermões e em sites no mundo inteiro. Mas ele não alcança verdadeiramente os corações. Por que será? Porque o amor como foi ensinado e passado de geração em geração é o mais egoísta das expressões humanas. Ele não serve, não se encaixa no modelo de amor ensinado, praticado e exigido pelo SENHOR.

 

O apóstolo João, amado por JESUS, transcreveu as palavras do Filho de DEUS sobre o Amor: “O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, ASSIM COMO EU VOS AMEI” (João 15:12). E como DEUS amou a humanidade rebelde e pecaminosa? Entregando o Seu único Filho, para que O mesmo viesse ao mundo e morresse na cruz pelos pecados de todos aqueles que cressem NELE: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). Adiante o apóstolo Paulo só conseguiu exercer esse Amor depois que o conheceu em sua plenitude. A compreensão do AMOR DE JESUS fê-lo ser grandioso sem ostentar nenhuma riqueza material: “Esta é uma palavra fiel e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal. Mas por isso alcancei misericórdia, para que em mim, que sou o principal, Jesus Cristo mostrasse toda a sua longanimidade, para exemplo dos que haviam de crer nEle para a vida eterna” (1 Timóteo 1:15-16). À igreja em Corinto, ele escreveu: “Eu de muito boa vontade gastarei e me deixarei gastar pelas vossas almas, ainda que, amando-vos cada vez mais, seja menos amado” (2 Coríntios 12:15). Um povo que era amado pelo apóstolo, mas que não sabia retribuir o amor na mesma proporção. Mas que, nem por isso, o apóstolo deixou de amá-lo. E é preciso notar que essa mesma igreja havia sido ensinada por Carta sobre a essência desse Amor verdadeiro. Basta que leiamos os 13 versículos de 1 Coríntios, capítulo 13. Talvez aquela igreja tenha recebido a maior confissão e ensino sobre o Amor de todos os tempos. Leu uma Carta escrita de próprio punho por Paulo, mas não se desafiou a praticá-lo.

 

As letras sem as ações são vãs. Certa vez JESUS, ao se dirigir aos escribas e fariseus, indagou: “E porque me chamais SENHOR, SENHOR, e não fazeis o que eu digo?” (Lucas 6:46). O que JESUS ensinou nessa pergunta foi que de nada adiantava conhecer a letra detrás para frente, até chamá-LO de SENHOR, sem obedecer aos Mandamentos DELE. Não era a primeira vez que JESUS chamava atenção para a importância de se viver o Amor pela obediência. Em Mateus 7:21-23, JESUS deixou bem claro que não se enganaria com aqueles que O chamavam de SENHOR, mas não cumpriam a vontade de DEUS. Em mais outra ocasião, ELE se reportou diretamente aos fariseus, fiéis dizimistas pela Lei Antiga: “Mas ai de vós, fariseus, que dizimais a hortelã e a arruda, e toda a hortaliça, E DESPREZAIS O JUÍZO E O AMOR DE DEUS. Importava fazer estas coisas, e não deixar as outras” (Lucas 11:42). JESUS, em outras palavras, questionou-os: “Do que adianta vocês serem dizimistas fiéis e não viverem o Amor no padrão do meu PAI e ainda por cima ignorarem a justiça do Seu Reino?”.  Do que adianta um povo orar o dia todo, jejuar o dia todo e toda semana participar dos trabalhos no templo, sem praticar o Amor de DEUS? Tudo o que se faz, sem esse Amor, é vão. Muitas pessoas estão correndo uma corrida que cansa e que, ao final, não trará resultado bom algum para elas.

 

O Amor de DEUS se preocupa com o outro e o socorre em suas necessidades. Cada igreja, ou seja, cada membro do corpo de CRISTO precisa ser um agente solidário, primeiro com os da própria casa, depois com os de fora. Há pessoas que trabalham, recebem o salário dado por DEUS como bênção, mas no que se refere ao repartir ou ajudar o necessitado, são um zero à esquerda; fecham as mãos, ignorando o sofrimento e a necessidade de cada um.

 

O Amor de DEUS não tem duas faces: uma, com os de casa; outra, com os de fora. Imagine uma esposa que, na frente do pastor e dos irmãos na fé, é super dócil, educada e amorosa; mas quando está em casa, sozinha com o marido, trata-o como se fosse o próprio demônio em pessoa. Ou uma filha que, sempre quando atende o telefonema do pastor dela, é super carinhosa e amorosa. Mas quando desliga e vai se dirigir aos pais, é uma mulher cruel e estúpida. Os pais até sentem inveja do tratamento que ela dá aos de fora.

 

A igreja foi chamada por DEUS para servir e não para ser servida. A igreja foi chamada para viver o Amor de DEUS, que é puro e não fingido. Precisamos ter consciência desse chamado e colocá-lo como prioridade em nossa vida o mais rápido possível. Quase sempre me pego conversando com DEUS, afirmando o quanto a minha vida hoje é voltada exclusivamente para servir o próximo através do Ministério que ELE me deu, assim como no dia a dia também. É uma alegria e um privilégio para mim servir o próximo, ajudá-lo em suas necessidades e aflições, mesmo que esse próximo muitas vezes não agradeça nem retribua esse Amor. Aliás, no exercício do Amor, devemos ter em mente que iremos nos esbarrar muitas vezes com a ingratidão e o egoísmo das pessoas. Por exemplo: essa semana, passei por uma grande luta com um problema de saúde de minha amada mãe. Houve pessoas, muito ligadas a mim, que, sequer, perguntaram-me se ela estava bem ou se estava precisando de alguma coisa. Ou seja, são exemplos de pessoas que ainda não deixaram de olhar para o próprio umbigo e não compreenderam o Amor de DEUS pela vida delas. Mas, repito: isso também faz parte daquele que é chamado para ser embaixador do Amor, servir, independentemente de quem ou do que venha a encontrar pelo caminho.

 

Que o SENHOR DEUS nos desperte para o exercício do verdadeiro Amor, que é aquele que nos faz esquecer dos nossos interesses pessoais e coloca as necessidades do outro à frente!

 

No Amor de DEUS,

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

Meu desafio: conter a língua

08 de março de 2016.

Diz minha querida e amada mãe, dona Alzira, ao longo de sua experiência de vida: “o povo mata outro com a língua”. Ela ouvira uns comentários em um supermercado distante que um vizinho dela havia morrido. Mas o suposto falecido continua “vivinho da silva”, como reza o dito popular.

 

Conter a minha língua e a língua de todas as ovelhas que acompanho em seus desertos talvez seja o meu grande desafio como pastor. Porque a língua mata. E não só mata a outra pessoa, como mata principalmente quem não consegue contê-la. Que bom seria se a humanidade inteira vivesse em profundo silêncio! Pelo menos estaria livre de 80% dos seus problemas. A língua deveria ser usada apenas para responder (de forma direta e objetiva) aquilo que se pergunta e, principalmente, para pregar o Evangelho a toda criatura, como ordenou nosso SENHOR JESUS. O segundo maior exercício da língua deveria ser a oração, a confissão dos pecados, o desabafo íntimo com DEUS.

 

O silêncio é a arma dos mansos e humildes, dos que esperam a salvação espiritual. “Bom é ter esperança, e aguardar em silêncio a salvação do SENHOR”, lamentou Jeremias, no auge do seu clamor. “Portanto, o que for prudente guardará silêncio naquele tempo, porque o tempo será mau”, advertiu o profeta Ageu. As palavras foram feitas para os sábios somente. A eles cabe o discurso, os conselhos e a exortação. Aos demais, o silêncio: “As palavras dos sábios devem em silêncio ser ouvidas, mais do que o clamor que domina entre os tolos” (Eclesiastes 9:17). Quando a língua fala é como um vulcão que entra em erupção e sai destruindo tudo que vê pela frente. Portanto, a virtude da submissão é o silêncio.

 

Os que desejam a salvação do SENHOR precisam urgentemente parar de falar, ficar em silêncio e agir. Alguém já disse que uma boa ação vale mais que um milhão de palavras. Quando se espera em DEUS em silêncio e obediência, os milagres acontecem: “Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também, se alguns não obedecem à Palavra, pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavras” (1 Pedro 3:1). “SEJAM GANHOS EM SILÊNCIO”, eis aqui a promessa explícita e estampada. E o melhor exemplo que a Palavra nos dá nesse sentido é a vida de Sara, esposa de Abraão, que deve ser mãe, imitada por todas as mulheres cristãs de todos os tempos: “Como Sara obedecia a Abraão, chamando-lhe senhor; da qual vós sois filhas, fazendo o bem e não temendo nenhum espanto” (1 Pedro 3:6). Quando a vida de Sara for modelo de vida para as esposas cristãs atuais, teremos muito mais lares edificados na Rocha e livres da destruição. Meu desafio como pastor, no tempo em que o feminismo está cada vez mais ascendente, é fazer das mulheres que cuido iguais à Sara. Com a ajuda do SENHOR e a colaboração delas, conseguirei. A esposa de Abraão, por ser um precioso tesouro aos olhos de DEUS, era contra toda e qualquer expressão de feminismo. Sara conhecia o lugar atribuído a ela segundo o Reino de DEUS.

 

O silêncio não só representa submissão, mas temor a DEUS, expressão de sabedoria. E toda mulher sábia edifica a própria casa. Um bem puxa outro bem. O que o apóstolo Paulo ordenou a Timóteo, pastor em Éfeso, não era atributo cultural da época, mas princípio cristão: “A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição. Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio” (1 Timóteo 2:11-12). Nem por permissão era dado o direito as mulheres a falarem, ensinarem. É gracioso, é bênção não falar, estar em silêncio. Não há nenhuma humilhação nem objeto de desvalor nisso. Mas por que as mulheres, que se dizem cristãs, falam tanto, ensinam e usam de autoridade sobre o marido e a igreja hoje em dia? Terá DEUS mudado de ideia? É óbvio que não. A insubmissão feminina no meio da igreja só prova o quanto ela vive afastada do DEUS da Graça, do Amor e da Justiça. O secularismo e o mundanismo contaminaram e muito a mente e o coração da igreja. Hoje, vive-se fora dos propósitos de DEUS. Em grande parte, por causa do exercício errado da língua.

 

Costumo ensinar à igreja um perfil diferente do caráter de Bate-Seba (aquela mesma que se deitou com o rei Davi em adultério). O sentido de submissão e obediência era fluente na alma daquela mulher e estava infinitamente acima do que ela gostaria de fazer. Bate-Seba, diferentemente do que muitos pensam a seu respeito, não era nenhuma prostituta, vagabunda, mulher do mundo, de caráter mau; mas um ser completamente dado à obediência, a ponto de ter se deitado com Davi por causa da ordem maligna que recebera do rei. E, por isso, DEUS, em nenhum momento, exorta-a, corrige-a ou castiga-a; o que é feito duramente com Davi. Creio que todo o pecado do adultério tenha sido cometido em silêncio. Diferentemente da conduta de Miriã, quando soube que seu irmão Moisés havia se deitado com uma mulher cusita. Ela correu para corrigi-lo e adverti-lo, e até falar mal dele, o que despertou uma forte repreensão da parte do SENHOR: “Boca a boca falo com ele, claramente e não por enigmas; pois ele vê a semelhança do SENHOR; por que, pois, não tivestes temor de falar contra o meu servo Moisés? Assim a ira do SENHOR contra eles se acendeu; e retirou-se. E a nuvem se retirou de sobre a tenda; e eis que Miriã ficou leprosa como a neve; e olhou Arão para Miriã, e eis que estava leprosa” (Números 12:8-10).

 

O apóstolo Tiago foi o que melhor escreveu sobre a língua e as suas consequências mortais. Sabedor do perigo que ela causa aos homens, ele nos deixou um precioso conselho: “Portanto, meus amados irmãos, todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Porque a ira do homem não opera a justiça de Deus” (Tiago 1:19-20). Esse conselho não só é verdadeiro como confirma o conselho de JESUS ao baterem em nossa face: “Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra” (Mateus 5:39). Oferecer a outra é não se vingar, não se irar, mas suportar a injustiça em silêncio, aguardando a Justiça do JUSTO JUIZ, que é DEUS. Quando revidamos o mal, anulamos o exercício da Justiça de DEUS sobre a nossa vida.

 

O silêncio, como reflexo de sujeição, mansidão e humildade, aproxima o homem da perfeição, segundo o que escreveu Tiago: “Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, o tal é perfeito, e poderoso para refrear todo o corpo” (Tiago 3:2). Nesse mesmo capítulo, veja o que é dito sobre o poder da língua: “Assim também a língua é um pequeno membro, e gloria-se de grandes coisas. Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia. A língua também é um fogo; como mundo de iniquidade, a língua está posta entre os nossos membros,e  contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno. Porque toda a natureza, tanto de bestas como de aves, tanto de répteis como de animais do mar, se amansa e foi domada pela natureza humana; mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal. Com ela, bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma mesma boca procede bênção e maldição, Meus irmãos, não convém que isto se faça assim” (Tiago 3:5-10).

 

Sei que não é uma tarefa fácil ajudar os irmãos a conterem a língua e entrarem no padrão do Reino celestial. É um treinamento diário, uma busca incessante, que se desenvolve a partir do respeito à minha autoridade terrena e do grande temor ao SENHOR. Não é fácil, mas é necessário. Meu dever é ajudar e ensinar a igreja a viver radicalmente diferente das pessoas do mundo e das pessoas religiosas frequentadoras de templo. Oro a DEUS por uma igreja santa e obediente, na qual me incluo pelas infinitas misericórdias do SENHOR. E se ainda encontramos forças para tentar é porque DEUS tem nos ajudado e nos direcionado a resultados gloriosos.

 

CONTER A LÍNGUA É NECESSÁRIO À SANTIDADE E À SALVAÇÃO DOS HOMENS!

 

No Amor de DEUS,

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

Sete promessas bíblicas que não se cumpriram

13 de fevereiro de 2016.

Há diversas promessas distribuídas nas Sagradas Escrituras para o povo de DEUS. E todas deveriam ser cumpridas, certo? Mas não é bem isso o que acontece na realidade de muitas vidas protestantes que se declaram cristãs. Vamos enumerar sete dessas promessas.

 

1) “Educa a criança no caminho em que deve andar; E ATÉ QUANDO ENVELHECER, NÃO SE DESVIARÁ DELE” (Provérbios 22:6). Essa é uma das promessas que não se cumprem com frequência no meio de famílias protestantes. A realidade é bem diferente dessa apresentada no versículo. Ouço mães, que tiveram a oportunidade de educarem os filhos desde crianças, queixando-se porque estes se desviaram da igreja (templo) e estão completamente entregues às drogas, à mentira, à bebedice, à prostituição, totalmente no mundo. Muitos até já morreram. Mas por que essa promessa não foi verdade em suas vidas? Porque, na realidade, essas mães foram pessimamente instruídas quanto o que diz o texto bíblico. O escritor não aconselha os pais fazerem dos filhos reféns do que é ensinado nos templos religiosos. Educar um filho ou uma criança não significa conduzi-lo (a) ao templo uma ou duas vezes por semana; fazê-las participantes de uma EBD (Escola Bíblica Dominical) na sala reservada às crianças, mas cada um, o pai e a mãe assumirem o papel de educadores diante dos filhos em casa. “Educa” é uma ordem de DEUS diretamente para os pais. A responsabilidade é exclusiva deles, por meio da leitura da Palavra, oração, filmes e músicas que falem de DEUS e do seu Reino. A igreja verdadeira se faz dentro do lar. Ao contrário disso, os pais foram orientados de que deveriam assumir uma posição religiosa, serem participantes de um templo denominacional; e só. E, dessa forma, por mais que tenha havido um esforço no sentido de educar os filhos nos templos, eles, naturalmente, seriam tragados (assim como foram) aos costumes e à escravidão do mundo.

 

2) “Crê no SENHOR JESUS E SERÁ SALVO TU E TUA CASA” (Atos 16:31). Essa é outra frustração presente no meio protestante. Vende-se essa promessa às pessoas como se vende pão em padaria. Quem nunca ouviu falar dela? E também quem nunca se frustrou por não vê-la se cumprir no meio da família? Primeiro que essas palavras foram ditas pelo apóstolo Paulo e por Silas ao carcereiro que lhes perguntara sobre o que fazer para ser salvo. Foi uma ordem acompanhada de uma linda promessa específica para a vida do carcereiro. Sabemos que o SENHOR DEUS é Todo Poderoso não só para salvar uma pessoa, mas toda uma família, isso dentro da soberana vontade DELE. Mas não significa que devamos sair por aí jogando essa promessa aos quatro ventos a toda pessoa que encontrarmos na rua. Só poderemos lançar uma promessa fora da Bíblia sobre a vida de alguém (por exemplo: que DEUS vai restaurar o casamento dela), se DEUS realmente mandar. Porque, se falarmos na carne e na emoção, poderemos causar um grande prejuízo àquela vida. E se a promessa estiver na Bíblia, ela precisa ser dita com a condição que a antecede. Por exemplo: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar; e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos (até aqui as condições), então (a partir daqui as promessas) EU OUVIREI DOS CÉUS E PERDOAREI OS SEUS PECADOS E SARAREI A SUA TERRA” (2 Crônicas 7:14).

Mas, por causa da irresponsabilidade com que a promessa contida em Atos 16:31 fora utilizada ao longo do tempo, que muitas esposas, maridos, filhos, mães e pais se frustraram ao não verem essa promessa sendo cumprida plenamente no meio familiar em que estavam inseridos. A realidade de muitos foi bem diferente da que diz a promessa: famílias inteiras se acabaram devido ao pecado e à dureza dos seus corações. A salvação depende dos propósitos e da vontade de DEUS para a vida de cada um. Nem todos vão se salvar, como nem todos vão se perder; mas só se salvarão aqueles a quem DEUS enviar para JESUS.

 

3) “O SENHOR é o meu Pastor E NADA ME FALTARÁ” (Salmo 23:1). Esse versículo de Davi é um dos mais conhecidos da Bíblia Sagrada. Até quem nunca leu, conhece. Em detrimento do que o texto promete, há inúmeros que se dizem filhos de DEUS passando por duras e difíceis dificuldades, especialmente financeira. Há uma gente, que se diz de DEUS, passando até privações de alimentos dentro de casa. Parece até que o SENHOR se esqueceu dessa promessa e “desse seu povo”. Na realidade, a tradução da parte final do versículo está completamente equivocada. A tradução correta do hebraico para o português é: “O SENHOR é o meu Pastor e ELE não me faltará. Sim, quem faz de DEUS o SENHOR de sua vida, pode passar pelas maiores dificuldades ou lutas, mas o SENHOR sempre estará com ele. Mas é preciso realmente viver todos os dias debaixo do Senhorio de DEUS. E isto não significa estar em templos ou fazer parte de alguma denominação religiosa. Estar com DEUS é cumprir todos os Seus Mandamentos e procurar fazer a Sua vontade (e isso só se descobre examinando as Escrituras). Quem está com DEUS pode e vai passar por lutas, dificuldades e até privações, mas na certeza de que DEUS estará com ele. O apóstolo Paulo foi um que experimentou circunstâncias desfavoráveis: “Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome, tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas em CRISTO que me fortalece” (Filipenses 4:12-13).

 

4) Salmo 128. Este Salmo, em todos os seis versículos, contém promessas dirigidas às famílias, que não são cumpridas no meio de muitas famílias protestantes. Vejamos essas promessas: “Comerás do trabalho das tuas mãos; feliz serás, e te irá bem” (vers. 2); “A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos como plantas da oliveira à roda da tua mesa” (vers. 3); “Eis que assim será abençoado...” (vers. 4); “O SENHOR te abençoará desde Sião, e tu verás o bem de Jerusalém em todos os dias da tua vida” (vers. 5); “E verás os filhos dos teus filhos, e a paz sobre Israel” (vers. 6). Então, por que não tem sido essa a realidade no meio do povo protestante, se ele se diz povo de DEUS? Você deve ter observado que, propositalmente, ocultei a palavra-chave do Salmo, presente no versículo primeiro e quarto, e que faz com que todas essas promessas sejam cumpridas: “Bem-aventurado AQUELE QUE TEME AO SENHOR E ANDA NOS SEUS CAMINHOS” (vers. 1); “Eis que assim será abençoado O HOMEM QUE TEME AO SENHOR” (vers. 4). Temer ao SENHOR é ser templo e morada do Seu Espírito; zelar por todos os Seus Mandamentos; cumprir a Justiça e o Amor diariamente e se apartar do mal. Temer ao SENHOR não é abraçar algum sistema religioso, fazer parte de uma denominação religiosa e se envolver com as coisas do templo. Temer ao SENHOR é algo pessoal, uma obediência a DEUS que se manifesta de dentro para fora. A realidade das famílias protestantes é bem diferente dessa descrita pelo salmista. Vemos, sim, maridos e esposas traindo um ao outro em meio ao exercício religioso do templo; filhos rebeldes e uma profunda devastação no meio das famílias (e quase todas frequentando um templo religioso). É preciso temer a DEUS todos os dias da vida para ser herdeiro de Suas promessas valiosas.

 

5) “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos; SE EU NÃO VOS ABRIR AS JANELAS DO CÉU, E NÃO DERRAMAR SOBRE VÓS UMA BÊNÇÃO TAL ATÉ QUE NÃO HAJA LUGAR SUFICIENTE PARA A RECOLHERDES” (Malaquias 3:10). Confesso que esse é o versículo mais utilizado nos cultos pelos pastores protestantes na hora de recolher dinheiro dos presentes. Eles, que dizem rejeitar a Lei, a Velha Aliança, utilizam-se dela para arrecadar dinheiro, ou seja, para aquilo que lhes convém. E fazem isso descaradamente, sem a menor responsabilidade com o que estão lendo para o público. Ao final da leitura, acompanhada muitas vezes de um fundo musical para mexer com a emoção das pessoas, os pastores dizem que a tal “Casa do Tesouro” é aquele lugar. Só uma pessoa verdadeiramente leiga, ignorante, deixa-se enganar por líderes tão vis e perversos, avarentos, mentirosos que têm enriquecido a custa da fé ingênua de uma multidão. Eles pedem dinheiro (como sendo dízimo. Na verdade usam esse termo) e dão ênfase a uma suposta promessa, que se inicia depois da expressão “SENHOR dos Exércitos”. As pessoas, que estão em buscam da prosperidade financeira e material, arregalam os olhos e dão até o que não têm interessadas no cumprimento da suposta promessa na vida delas. A Casa do Tesouro era um compartimento do antigo Templo de Salomão (não deste pirata que fora construído em São Paulo) destinado ao recebimento dos dízimos dos sacerdotes, que estavam roubando a DEUS nesse quesito (leia a partir do versículo 7 do mesmo capítulo e também o primeiro versículo do capítulo anterior). Esse texto e consequentemente a promessa contida nele jamais podem ser enquadrados na realidade da igreja de CRISTO hoje. Muitos líderes, ao longo do tempo, furtaram multidões sem cometerem crime algum perante a lei dos homens (porque não é crime previsto em lei pedir dinheiro nos templos religiosos. Dá quem quer e quem for ignorante). E os seguidores desses líderes, além de não verem a promessa se cumprir em suas vidas, ficaram mais pobres financeiramente falando, beirando o caos e o desespero humano.

 

6) “Buscai em primeiro o reino de Deus e a sua justiça, E TODAS ESTAS COISAS VOS SERÃO ACRESCENTADAS” (Mateus 6:33). Uma vez, uma mulher me indagou: “Pastor Fernando, por que eu busco tanto o Reino de DEUS e não vejo nada ser acrescentado em minha vida?”. A indagação dessa mulher é a pergunta que muitos fazem e não encontram respostas. Na mesma hora, perguntei: “De que forma, irmã, a senhora busca o reino de DEUS?”. Ela me respondeu: “Indo à igreja (templo), não faltando a nenhum culto e cumprindo com minha obrigação como dizimista”. Essa é uma forma comum, geral, da comunidade protestante buscar a DEUS, mas não é a correta, sem fundamentação bíblica neotestamentária. Não se busca a DEUS em lugares, no tempo da Graça, porque ELE habita no Seu povo. Esse é o primeiro ponto. O Espírito Santo habita dentro dos verdadeiros filhos de DEUS, os que guardam os Seus Mandamentos e cumprem a Sua justiça. Por isso são chamados de justos e fiéis. Não é porque vão a templos e fazem parte de uma denominação religiosa. Nada disso. Segundo ponto: O texto não diz que devemos buscar em primeiro lugar o Reino de DEUS e a Justiça DELE, que todas as outras coisas nos serão acrescentadas. Leia com atenção: BUSCAR O REINO DE DEUS, PERSEVERAR EM SUA JUSTIÇA (DOUTRINA) E ESTAS COISAS NOS SERÃO ACRESCENTADAS. Que coisas afinal? Quem busca o Reino e a Justiça, recebe automaticamente Reino e Justiça; e, por acréscimo, comida, bebida e as roupas usadas no dia a dia (leia os versículos 31 e 32). Quem busca corretamente o que é Santo e o que é Justo, recebe, como acréscimo, a provisão de DEUS em outras áreas essenciais. Aquela senhora e uma multidão não estão buscando o REINO e a JUSTIÇA, mas o templo, a religião e agradar a homens, achando que, com isso, estão agradando ao SENHOR.

 

7) “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, VIVERÁ; e todo aquele que vive e crê em mim, NUNCA MORRERÁ. Crês tu isto?” (João 6:25-26). JESUS estava em um diálogo com Marta, irmã de Lázaro, que havida morrido e o corpo guardado em uma gruta. Pela tradição judaica da época, os defuntos não eram colocados em caixões, mas enrolados em lençóis finos e ungidos com perfumes e aromas. A entrada das grutas era fechada por uma grande pedra. Enquanto Marta, falava da ressurreição física do irmão, JESUS abordava a questão espiritual geral e universal: “TODO AQUELE”. ELE coloca uma condição a ser cumprida (CRER NELE) acompanhada de uma promessa (NUNCA MORRERÁ). Mas é preciso atentar para um detalhe: há muitos afirmando crerem em JESUS e levando uma vida totalmente diferente da Justiça do Reino. Tais pessoas quando morrem, seus parentes são conformados com a promessa de que eles morreram no SENHOR; consequentemente, um dia, estarão eternamente com DEUS. Mas a realidade não é assim. CRER EM JESUS significa nascer de novo, viver uma vida de obediência a ELE; renunciar ao próprio EU, tomar uma cruz diária e perseverar até o fim em seguir a vontade de JESUS, como o SENHOR mesmo afirmou em Mateus 16:24, Marcos 8:34 e Lucas 9:23. Não nos cabe julgar quem morreu em CRISTO ou não. Esse é um atributo exclusivo do PAI, mas o ensinamento à igreja sobre salvação precisa ser correto, para que ninguém se iluda e seja surpreendido com a perdição no grande DIA.

 

Há muitas outras promessas de DEUS para o Seu povo presentes nas Sagradas Escrituras. E toda promessa é antecedida de uma atribuição, um dever, uma responsabilidade, que precisa ser cumprida pelo homem. , mas é preciso atentarmos direitinho às condições colocadas por DEUS para recebermos. Senão vamos nos decepcionar, nos frustrar e até acharmos que DEUS é o culpado por nenhuma ter sido cumprida. Assim como muitas esposas e maridos, que receberam do PAI grandes promessas para a família, mas fazem tudo o que é contrário a DEUS, e, dessa forma, esperam, nos templos, em vão, o cumprimento dessas promessas. Se o SENHOR cumprisse as promessas DELE em nós, sem que precisássemos fazer algo (retirar a pedra como na ressurreição de Lázaro), ELE, na verdade, estaria contribuindo mais e mais para a nossa morte espiritual e nos acomodando em um costume religioso errado. Há maridos e esposas voltando para casa não como cumprimento de uma promessa de DEUS, mas por pura conveniência humana; por isso, logo estão a sair novamente. Precisamos fazer o que é certo para vermos as promessas do SENHOR sendo cumpridas em nós.

 

Em CRISTO,

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

O padre que falou a verdade

04 de fevereiro de 2016.

Não sou muito de escrever sobre comentários e comportamentos das lideranças religiosas católicas romanas porque, simplesmente, não as considero seguidoras de JESUS, cumpridoras da Justiça do Reino, muito menos nascidas de novo. Como também vejo heresias e falsos líderes espalhados em todas as demais religiões do mundo, inclusive, no meio protestante.

 

Mas, essa semana, um tio (por parte de pai), muito católico, enviou um trecho de um vídeo do Pe. Zezinho, via WhatsApp, onde o religioso, através do programa “Pensar como Jesus Pensou” (alusão a um antigo sucesso dele “Amar como Jesus  amou”), que apresenta na TV Aparecida, gabou-se de um suposto retorno de um grande número de pessoas que tinham trocado a vida religiosa em um templo católico para uma vida em outro segmento religioso. (Veja o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=t6mmQfVA1yQ). Segundo Zezinho, essas pessoas teriam optado por voltarem às portas do templo do catolicismo romano porque, entre outros motivos, perceberam que erros e decepções ocorrem em todo lugar e não somente no meio religioso no qual ele vive engajado.

 

Em uma parte do vídeo e sem mencionar placas denominacionais religiosas, o senhor Zezinho afirmou, dentre outras coisas, que tais pessoas, que voltaram a ser católicas, perceberam que tanto lá (na outra religião) como cá (no catolicismo romano) “se gosta de uma verdinha, de um dinheiro, se mente, como em qualquer outra igreja”. É uma confissão verdadeira que revela o que está por baixo do tapete desses meios religiosos e onde uma multidão de pessoas está inserida (mentira e apego ao dinheiro são de DEUS ou do diabo?). Ora, qualquer católico fanático e cego aplaudiu essa declaração do padre e concordou que a mesma está fundada na verdade. Os líderes católicos romanos descobriram que a melhor forma de atrair a simpatia dos opositores e recuperar os antigos aliados é admitir-se sujo e errante como os outros, como fez o Pe. Zezinho em sua afirmação; algo que era totalmente inadmissível em tempos remotos (basta ver que o Vaticano passou muitos anos para pedir perdão à humanidade pelo Holocausto cometido contra judeus e outras raças na Segunda Guerra Mundial). Ora, entre permanecer em uma esfera religiosa suja e voltar para outra com as mesmas feições, mas onde se foi criado e educado pelos pais e avós, é preferível a segunda opção, raciocinarão muitos.

 

Agindo assim, as lideranças romanas não só despertam uma agradável simpatia dos seus opositores, com aparência de amor e de sabedoria, como conseguem resgatar muitos incautos para o seu meio (o declínio populacional da religião católica especialmente no Brasil e na América Latina é uma das grandes preocupações do Papa). O catolicismo romano, antes fechado em sua soberba, considerava qualquer segmento religioso, especialmente o protestantismo, como seita e divisionista; além de pertencente ao bicho sujo (até hoje, por medo ou superstição, muitos católicos não chamam o diabo de diabo). A prova disso é que eles, até pouco tempo, consideravam válidos apenas os casamentos realizados nos templos católicos romanos; e que um divorciado vindo de um casamento protestante, que quisesse se casar depois de professar a fé católica, estaria livre para fazê-lo, visto que o primeiro casamento, por ter sido realizado em um templo protestante, não era válido. É como se DEUS fosse católico romano, que a casa de DEUS fossem os templos católicos e que ELE tivesse feito o casamento apenas para o catolicismo romano. Cada um que tente atrair os direitos do Reino e Morada eterna para si ou para o segmento religioso a que pertence. Hoje, por trás dessa guerra de interesses, a luz do bom discurso já está reinante. Chamar os adeptos do sistema religioso protestante de irmãos já demonstra uma flexibilidade na comunhão dos católicos com os seus opositores. Por outro lado, os protestantes ensinavam e ainda ensinam, indiretamente, que a doutrina ensinada nos templos católicos é nefasta à vida humana e que conduz a todos ao inferno (conseguirão se manter nesse nível, enquanto a humanidade não perceber a podridão que está por trás do sistema religioso protestante). O que antes era uma guerra declarada e explícita sob a luz do sol, hoje, é uma manifestação do silêncio, quando não, uma declaração, mais por parte dos católicos, de que todos são irmãos, como uma convocação imediata ao diálogo e pela defesa da Paz.

 

O reconhecimento comum da impureza do caráter coloca a todos no mesmo nível espiritual e faz com que se abracem e se considerem irmãos. A velha bandeira do “eu sou o único certo e perfeito e o outro não presta”, que gerou tantas guerras e morticínios pelo mundo, fora trocada pela propaganda do “todos nós somos bons”, ou “todos nós somos maus”, e “todos nós somos filhos de um mesmo PAI”, como forma de apregoar a harmonia e eliminar qualquer aparência de ódio entre os indivíduos (isso, para o equilíbrio e paz mundiais, é uma iniciativa elogiável e fundamental; mas para quem deseja agradar a DEUS, é péssimo). Essa fora a estratégia utilizada pelo Pe. Zezinho, ainda que ele não tivesse a consciência de que a estivesse utilizando. Ele não só reconheceu os próprios erros, como afirmou que esses erros são também do outro e de toda comunidade religiosa que se opõe a ele; e vice-versa.

 

É bem verdade que não há nenhum perfeito entre nós, nem mesmo na verdadeira igreja do SENHOR JESUS CRISTO, que é liberta de dogmas religiosos e não levanta bandeira denominacional alguma. Mas essa igreja, esse povo separado por DEUS, é lavado, remido e justificado pelo Sangue do SENHOR, persevera na santidade dia e noite porque carrega em si a presença e o Poder do Espírito Santo. O verdadeiro povo de DEUS não se insere no contexto confissional do Pe. Zezinho nem de qualquer outro sistema religioso perverso e alienante; nem mesmo (faço questão de evidenciar) do sistema religioso protestante e suas múltiplas ramificações e doutrinas. Não precisamos mergulhar profundamente para percebermos que os protestantes são tão adúlteros quanto os católicos romanos são idólatras (não estou apontando os erros das pessoas, mas do conjunto doutrinário que se ensina nessas religiões); e que ambos têm grande afeição pela “verdinha”, como bem admitiu o Pe. Zezinho em seu programa. Os sistemas religiosos no geral estão afundados em falhas, heresias, corrupção, hipocrisias e enganos profundos; e devemos todos fugir deles (quem quiser descobrir essa verdade basta examinar o Novo Testamento em especial e compará-lo com o que é ensinado nessas religiões). Até JESUS se viu liberto do Judaísmo religioso, quando a missão de Maria e José, como responsáveis terrenos DELE, havia se cumprido; quando o Seu Ministério se iniciara de forma itinerante na terra (para viver e divulgar apenas o Reino de DEUS e a Sua doutrina); mais ainda quando o véu do templo fora rasgado de cima a baixo na cruz do calvário.

 

Nosso SENHOR JESUS não fundou nenhum sistema religioso. ELE foi e é o único precursor da verdadeira igreja, que recebe o Espírito Santo em si e vive aprisionada apenas na verdade de DEUS, de JESUS e das Cartas do apóstolo Paulo, além dos outros textos inspirados pelo SENHOR. A Justiça clama por homens íntegros, honestos, libertos de sistemas religiosos e que ensinem apenas o que é Verdade sobre o Reino. É necessário e urgente aprender a AMAR A DEUS SOBRE TUDO (muito mais que a própria vida), AMAR COMO JESUS AMOU E AMA, PENSAR COMO ELE PENSOU E PENSA, liberto de dogmas religiosos, de templos e de doutrinas humanas. É imprescindível perseverar na sã doutrina, na porta estreita e no caminho apertado, quem quiser, um dia, morar no Céu. Pois, tão triste quanto afirmar que Maria ascendeu ao Céu, intercede por nós e se manifesta em diversas senhoras é ensinar que uma pessoa divorciada do primeiro cônjuge está livre para se casar novamente com quem quiser. A primeira afirmação faz parte da doutrina da idolatria; a segunda, do adultério. E, segundo o Espírito Santo em Paulo, nem idólatra nem adúltero herdarão o reino de DEUS (1 Coríntios 6:9-10).

 

E para concluir, preciso admitir que a letra da canção AMAR COMO JESUS AMOU, de autoria do Pe. Zezinho, é profundamente verdadeira e linda; mas, se não for praticada, será apenas mais uma canção bonita aos nossos ouvidos, que fará bem ao nosso EGO...

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

Tipos de casamento

29 de agosto de 2014.

DEUS criou o casamento no Éden para a glória e o louvor do Seu santo Nome. Mas o primeiro casal pecou, foi desligado da presença de DEUS e o casamento e a família sofreram as tristes consequências desse mal.

 

O padrão de um casamento lícito fora instituído pelo SENHOR: homem e mulher deixam a casa dos pais e se unem em uma só carne através de um pacto mútuo e uma confissão pública. Homem solteiro se casa com uma mulher igualmente solteira. Essa aliança espiritual testemunhada por DEUS só desfaz quando cessa a esperança de conjunção carnal entre um e outro, ou seja, na morte (porque ninguém há de fazer sexo com defuntos). Por isso, a Bíblia afirma que ambos são ligados entre si até que a morte os separe.

 

DEUS da queda no Éden, nenhum outro casamento nascera debaixo da aliança da perfeição. Casamentos nascem e se desenvolvem de forma imperfeita porque os cônjuges assim são. Por mais que sejam realizados em templos religiosos e por pessoas declaradamente religiosas, os casamentos tendem a ser repletos de falhas e imperfeições. Para que um casamento fosse imune aos fracassos seria preciso que maridos e esposas vivessem, todos os momentos, orando e examinando juntos a Palavra e aplicando todos os deveres bíblicos em suas vidas. Discutir se um casamento fora ou não da vontade do SENHOR é tarefa tola e praticamente impossível. O que sabemos, na Bíblia, acerca da Sua vontade é que devamos ser santos e andarmos conforme a Sua Palavra. Isto nos basta. O casamento vai se notabilizando à medida exata de nossa imperfeição enquanto cônjuges; como também à justa medida quando atraímos a santificação em nossa vida e dentro do lar. O que se pode afirmar, com segurança, à luz do Novo Testamento, é que recasamento de pessoa divorciada constitui-se em união adúltera aos olhos de DEUS.

 

O casamento do Éden, unido e projetado por DEUS, deve ser o modelo para todos os casamentos. A afirmação de JESUS “Não separe o homem aquilo que DEUS uniu”, em Mateus 19:6, foi uma reportação ao casamento da criação. Pelo menos em duas vezes nessa passagem, JESUS pede que os escribas e fariseus considerassem O PRINCÍPIO. Aquele casamento, DEUS uniu. Todos os outros primeiros casamentos, DEUS testemunhou. Aquele fora separável somente na morte (nem a queda foi capaz de destruí-lo). Todos os outros primeiros casamentos também devem ser. A ordem “não separe o homem” reporta a incapacidade total do homem de separar aquilo que DEUS autorizou por meio de um testemunho. Essa incapacidade não denota o aspecto físico, mas espiritual. Um marido pode até vir a se separar fisicamente da sua esposa, porém, a aliança espiritual haverá de permanecer até a morte dos cônjuges. Observe que o divórcio não entra na discussão do assunto, visto dentro de uma perspectiva espiritual. O divórcio foi um instrumento civil criado por satanás, para gerações bem posteriores à Bíblia, na tentativa de desvirtuar aquilo que o SENHOR fez. Nunca existiu CARTA DE DIVÓRCIO nas Sagradas Escrituras como está publicada nas mais diversas traduções. O que havia era uma permissão dada por Moisés para que as esposas judias repudiadas recebessem um ESCRITO À MÃO (algo essencialmente informal) dos seus maridos judeus, de coração endurecido, informando de que foram eles os autores do repúdio. Era uma forma encontrada para que as mulheres repudiadas não fossem mais vitimadas pelo preconceito social da época, além do que já eram. Os maus tradutores das versões bíblicas atuais tentaram adaptar à realidade antiga aos costumes atuais. Para isso, utilizaram-se do falso recurso, traduzindo um mero ESCRITO À MÃO DE REPÚDIO para a expressão CARTA DE DIVÓRCIO. Qualquer um desavisado ao ler, imagina tratar-se de um instrumento civil oficializado como nos dias de hoje; o que se constitui em um grande engano. Ora, se um documento público, assinado por um Juiz, é incapaz de desfazer a aliança espiritual testemunhada por DEUS, quanto mais um escrito à mão. O homem só pode destruir aquilo que é visível (florestas, instituições, pessoas, animais, a aliança – objeto – do casamento etc.). O que é invisível foge totalmente de sua capacidade de destruição (a aliança espiritual do casamento, a igreja como Corpo de CRISTO etc.).

 

Outro aspecto a ser considerado são as convivências conjugais. Elas fracassam porque os casais não buscam o objetivo comum de agradar a DEUS e de glorificar o Seu Nome através dessa união. Mas, afinal, quase ninguém, ao se casar, é cristão, amadurecido na Palavra (não considero ser cristão aqui o fato de ter nascido dentro da educação de alguma religião dita cristã). Quase todos, ao se casarem, e aqui também entram os religiosos, não tinham a vida em consonância com os conselhos de DEUS. Assim não poderiam ter o casamento também. Mas isso não descaracteriza o valor do casamento lícito. O fato de não conhecerem a DEUS não significa que o PAI não tenha testemunhado aquele casamento. O casamento é para a constituição da família; para o corpo não ser entregue à prostituição; o buscar a DEUS incessantemente, para a salvação dos indivíduos. Entendemos, assim, que a vida com CRISTO resulta em um casamento abençoado. A vida sem ELE, em uma união de contínuos sofrimentos e angústia. Há casamentos que são lícitos, que não sofreram com a dor da separação; mas ainda, cujos casais não nasceram de novo. É possível, sim, conduzir um primeiro casamento até a morte sem que haja separação e sem que ambos sejam IGREJAS DO SENHOR aqui na terra. Mas é impossível um casal bem unido no casamento ir para o Céu sem ter experimentado o novo nascimento em CRISTO JESUS. Há falsos casamentos, descaracterizados do casamento original (são chamados de casamentos adulterados) cujos casais, embora na ilicitude da relação, tentam, por esforço humano, viver uma vida com DEUS nos templos. Até usam expressões que possam dar sustentação ao erro em que vivem, tipo: DEUS não quer ver ninguém infeliz; creio em um DEUS de amor e de misericórdia etc.

 

O que eu quero mostrar aqui é que o fato de um casamento ser lícito aos olhos de DEUS não significa que ele esteja no agrado do PAI; e que um falso casamento feliz jamais pode ser um casamento abençoado pelo SENHOR. Por ser falso, jamais poderá receber as bênçãos de DEUS; mas o primeiro caso, por ser lícito, há toda esperança de restauração pelas Suas mãos.

 

Por isso, precisamos separar o que é lícito do que é ilícito; o que produz edificação e paz espiritual daquele que gera maldição e tristeza contínuas.

 

Olhando ao nosso redor e crendo na pureza, na santidade e na perfeição daquilo que o SENHOR fez, é impossível não termos a impressão de que está tudo completamente perdido (tanto o mundo como no seio dos templos religiosos). Há uma sensação de caos social e espiritual no ar. Basta que nos perguntemos: nos dias de hoje, qual casal, licitamente casado aos olhos de DEUS, busca estruturar a própria vida, a família e o casamento conforme os conselhos do SENHOR? São raríssimos os exemplos, certamente.

 

É preciso que a nossa vida, primeiramente, esteja alicerçada em todos os propósitos do REINO, estabelecidos por DEUS para o Seu povo, e que a nossa situação conjugal esteja de acordo com a Palavra, se quisermos ver o milagre de restauração e fazermos morada no Céu.

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

Submeto-me e obedeço, SENHOR!!

20 de agosto de 2014.

As palavras submissão e obediência estão muito presentes nas Sagradas Escrituras. Mas poucas são as pessoas que as compreendem exatamente e, consequentemente, executam-nas no dia-a-dia.

 

Submeter-se é se colocar à disposição de alguém para uma finalidade. Obedecer é o cumprimento dessa finalidade; é fazer, realizar, executar uma ordem dada por esse alguém. Assim como não existe, à luz da Palavra de DEUS, casamento com pessoas do mesmo sexo, também não é correto autoridade feminina.

 

A submissão e a obediência, além de serem uma prestação de contas de uma vida, em um nível cotidiano, são, também, o respeito à hierarquia de DEUS aqui na terra.

 

A partir desse conhecimento, veremos que DEUS transformou um povo, a quem ELE passou a chamar de filhos e ovelhas, para que ele fosse totalmente livre para a realização dos dois níveis de obediência: a DEUS, primeiramente, no Céu e dentro de nós; e ao nosso pastor, ungido e capacitado pelo SENHOR aqui na terra, como determina Hebreus 13:17.

 

Haverá uma prestação de contas dos pastores a DEUS. ELE cobrará a vida de cada ovelha aqui na terra. Isso, além de ser fato, é bíblico. Se uma ovelha tenta caminhar sem sujeição e obediência no aprisco, ela se desgarra, perde-se e é derrotada pelos inimigos. Se ela é extremamente obediente, aprende a caminhar e a vitória sobre a vida dela é mais que certa.

 

Quando JESUS afirma: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8:36), isso significa que os homens, libertos pelo SENHOR, foram livres do jugo e da escravidão do pecado. Livres estão do mundo, da vontade individual, da carne, dos pensamentos errados. Não apenas livres, mas verdadeiramente livres. Esses homens deixarão de fazer o que querem e o que acham que é certo para viverem presos ao Evangelho e serem guiados pelo Espírito Santo e por um pastor aqui na terra.

 

Observe uma realidade: quem é do mundo, faz a própria vontade, estabelece o que quer na vida, não se sujeita nem obedece a ninguém: é livre para fazer o que quer; ou seja, escravo do EU e do pecado. Quem é filho de DEUS, nega-se a si mesmo, não procura de maneira alguma fazer o que quer e o que acha que é certo; mas estabelece para DEUS em oração e ao pastor aqui na terra, que dirá, pelo Espírito Santo, o que deve ser feito e o que não deve. Esse é o padrão do REINO, a ordem estabelecida e desejada por DEUS para os Seus filhos.

 

Um pastor não se preocupa com o local em que ele está com as ovelhas; mas com as ovelhas em si, com a alma delas, com a vida espiritual de cada uma. À medida que o tempo vai passando, DEUS vai estabelecendo Suas promessas para a vida de cada uma e, mais do que tudo, cumprindo uma a uma, segundo o tempo estabelecido por ELE.

 

Pastores e ovelhas são exatamente iguais aos olhos do SENHOR; apenas com funções diferentes. Cada qual, individualmente, precisa ter comunhão com DEUS, perseverar em santidade, para a preservação da salvação, que é pessoal. Pastores de DEUS e ovelhas obedientes vencem todas as batalhas juntos.

 

Mas um filho pode estar sujeito à autoridade dos seus pais e não obedecê-los. A vida dele à disposição dos pais enquanto está debaixo do convívio dos mesmos. Porém, isso não significa que se trata de um filho obediente. Conhecemos inúmeros casos de filhos sujeitos, por morarem com os pais; porém, extremamente rebeldes e desobedientes. A nossa vida está, automaticamente, à disposição da Justiça do SENHOR; mas não quer dizer que somos obedientes a ELE. E assim recebemos diariamente os frutos daquilo que fazemos por obediência ou desobediência; ou mesmo daquilo que deixamos de fazer. Tudo será minuciosamente medido e contato no Grande e terrível Dia.

 

A igreja está sujeita, mas precisa obedecer. Primeiramente a DEUS como SENHOR da vida dela. Depois ao pastor, como autoridade na terra. Em seguida, como membros de uma família e de uma sociedade. Esposas submissas aos maridos; maridos que amam as suas esposas; e filhos sujeitos e obedientes aos pais. Assim como os funcionários se submetem e obedecem às ordens do patrão nas empresas. Toda obediência deve ser NO SENHOR, para quem faz algo para dar testemunho de DEUS em sua vida. Tudo o que está escrito é bíblico, sem a citação direta de um versículo sequer.

 

Obedecer é muito mais profundo e sério que as ordens que os participantes recebem durante os cultos protestantes: de aplaudir, de sentar-se, de ficar em pé, de abrir a Bíblia em tal livro e passagem, de esperar que o pastor chegue primeiro à porta para depois o público acompanhá-lo. Sujeitar-se é muito mais que ter uma carteirinha de membro e fazer parte de determinada denominação. Sujeição e obediência requerem relacionamento. Igreja que não se relaciona é uma instituição morta, perdida nos próprios passos.

 

DEUS não vai nos tratar como marionetes nem nos obrigar a obedecê-LO. Até a obediência no SENHOR deve ser livre e espontânea, com alegria; e não gemendo. Da mesma maneira que os pastores humanos também não farão. Aliás, para muitos, quanto mais frequentadores de templos, insubmissos e desobedientes, melhor; infelizmente. Nessa concepção, submissão e obediência, à luz da Palavra de DEUS, dão muito trabalho: tanto para quem obedece, como para quem recebe a obediência; e pela quantidade de gente nos templos, isso seria uma tarefa impossível.

 

Pelo que observo na Bíblia, o Juízo de DEUS será muito mais duro do que pensamos: tanto na cobrança da parte dos pastores como na parte das ovelhas. Eles por não terem conduzido corretamente as mesmas no caminho de sujeição e obediência; elas por não terem despertado para o perfeito cumprimento do dever de obedecer e de sujeitar-se.

 

Não existe obediência a DEUS, Autoridade maior e invisível, andar com o Espírito Santo, sem que se obedeça a uma autoridade visível da terra. DEUS espera e deseja que a igreja O honre obedecendo àquele que ELE instituiu, sem questionar e, como disse antes, sem gemer.

 

Quem é a sua autoridade aqui na terra? Ela foi verdadeiramente constituída pelo SENHOR? Há um chamado espiritual e um testemunho? E você tem se submetido e obedecido a ela? Qual o relacionamento que é mantido por ambos? Há o respeito à hierarquia do REINO?

 

Se sua resposta for “não”, então ore a DEUS e procure desde já consertar o seu viver. Talvez você esteja há muito tempo esperando uma resposta da parte do SENHOR, que nunca chega, nunca vem. E o problema esteja exatamente aqui. Não ande mais em círculos em seu deserto. Olhe e caminhe para frente. DEUS tem um manancial de bênçãos para a sua vida e sua família, que só virá quando você estiver na posição certa aos olhos DELE.

 

Que o SENHOR te abençoe com esta palavra!

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

A Palavra por si mesma é suficiente

14 de agosto de 2014.

“O meu povo foi destruído porque lhe faltou o conhecimento” (Oséias 4:6).

 

Ouço e vejo muitos debates teológicos acerca da Palavra de DEUS. Alguns religiosos dizem crer de uma maneira, enquanto outros, de outra. E tudo vai se construindo sobre o achismo das pessoas.

 

Quando o profeta Oséias escreveu que o povo de DEUS havia sido destruído por falta de conhecimento, isso nos leva a entender que a falta do mergulho diário nas Sagradas Escrituras fora o motivo da morte espiritual daquele povo. E, infelizmente, essa é a mesma razão da destruição espiritual das pessoas em nossos dias.

 

Acostumou-se a ir a templos físicos, a restringir a alimentação espiritual apenas aquilo que se ouve nesses lugares por 30, 40 minutos no máximo. Muitas vezes o que se é ministrado nos púlpitos serve apenas como levitação da alma; algo como uma massagem que se faz em determinado lugar onde a dor é maior. Porém, a doutrina bíblica pouco ou quase não é ensinada.

 

As pessoas, que se consideram transformadas pelo Espírito Santo, vivem sem base, sem fundamento doutrinário bíblico algum, perambulando como defuntos nos salões formosos dos templos. Isso, além de ser perigoso, é preocupante demais. E tudo o que subsiste sem alimento sólido, verdadeiro, com “agrotóxico humano”, um dia enfraquece e morre.

 

Se alguém posta, por exemplo, que o recasamento de pessoas divorciadas, para DEUS, é adultério, naturalmente muitos irão, nos dias de hoje, se manifestar contrários a essa assertiva, que é bíblica. Dirão: “eu não penso assim”; “eu não creio assim”; “meu pastor não me ensinou assim” ; “eu não concordo com isso”; e por aí vai. O máximo que se diz para justificar a divergência é: “Eu vivo no tempo da Graça, e não da lei”; “Creio em um Deus de amor e de misericórdia”.

 

Os maiores pensadores bíblicos do nosso tempo se perderam e se esgotaram dentro de uma filosofia exaurida e limitada. Sem o Espírito de DEUS, debateram muito em muitos congressos e encontros religiosos as suas profusões e complexidades teóricas sobre as Sagradas Escrituras, sem, no entanto, repito, serem direcionados pelo Espírito de DEUS. É como se a Palavra fosse levada para estudo em uma mesa de laboratório.

 

Esses são dois grupos de pessoas opostos que chegam sempre ao mesmo denominador comum: nada. O nada representa o vazio, a ausência do Espírito. E se multiplicarmos esse nada por um milhão de debates, o resultado se repetirá: nada. Os do primeiro grupo porque não se dão ao prazer de usarem um tempo precioso para examinarem a sã doutrina pelo Espírito de DEUS. Os demais porque estudam exaustivamente, mas, sem o Espírito, terminam em filosofias vazias.

 

A Palavra de DEUS, especialmente a sã doutrina, não é para ser discutida nem objeto de embates filosóficos ou achismos emblemáticos; muito menos posta em uma mesa para ver quem concorda ou discorda. O que as pessoas pensam ou creem por si mesmas não é parâmetro de fé bíblica; e isso nada interessa para DEUS. Se há dúvida acerca de algum ponto doutrinário, a Palavra por si mesma esclarece, quando se busca a exegese (o conjunto de versículos neotestamentários que tratam do assunto em questão).

 

Certa vez em um Congresso sul-americano de pastores no interior da Bahia, um pastor argentino, que estava no segundo casamento civil, perguntou a um pastor brasileiro antidivorcista qual era o opinião do mesmo sobre o que está escrito em Marcos 10:11-12. O brasileiro respondeu lendo exatamente os versículos mensurados: “Qualquer que deixa a sua mulher, e casa com outra, adultera contra ela. E, se a mulher deixar o seu marido, e casar com outro, adultera”. Não satisfeito, o argentino insistiu em saber a opinião pessoal do brasileiro, que voltou a recitar os tais versículos. Isso se deu por três vezes. Combatido, o argentino se convenceu de que as palavras de JESUS eram muito claras e que não necessitavam de entendimento pessoal de homem algum. Foi isso que o brasileiro quis ensiná-lo.

 

Outros mais atrevidos usam simplesmente dois textos correlatos (Mateus 5:32 e 19:9) para justificarem a legalidade divina do recasamento de pessoas divorciadas. Ora, se esses textos suscitam dúvidas, desconfianças, nada melhor que explorar, ao máximo, o tema no Novo Testamento. Daí, termos que analisar, com cuidado e responsabilidade, o que está escrito em Marcos 10:11-12, Lucas 16:18; a conversa de Jesus com a mulher samaritana em João 4; o porquê da morte de João Batista (quando o mesmo advertiu o rei Herodes do erro em querer se relacionar com Herodias, a esposa do seu irmão, Filipe); as Cartas de Paulo (Romanos 7:2-3; 1 Coríntios 7:2, 10, 11, 15 e o versículo 39; Efésios 5:24; 1 Timóteo 3:2).

 

Ora, aparentemente, Mateus foi o único evangelista que transcreveu um conselho antagônico daqueles dados pelos outros Evangelhos e pelas Epístolas de Paulo. E como Mateus poderia contradizer os demais sendo ele da mesma linhagem espiritual, da mesma fé e doutrina que eles? É claro que a dúvida se dilui quando, pelo Espírito de DEUS, sabemos que os textos de Mateus, supostamente polêmicos, receberam uma tradução errada ao longo do tempo por homens mal intencionados. Linguisticamente, o termo grego PORNÉIA, na suposta cláusula de exceção, jamais poderia ser traduzido por adultério, visto que, mesmo naqueles tempos distantes, já havia um termo grego ad litteram (ou seja, ao pé da letra) para esse outro tipo de pecado. Essa justificativa já seria necessária para que a discussão sobre o assunto se encerrasse e a igreja recebesse uma uniformidade de fé por parte das suas lideranças. Assim teria validade o adjetivo que temos uns pelos outros: irmãos. JESUS foi extremamente categórico, claro e preciso ao afirmar que o “novo casamento” seria adultério.

 

Sei que, se compararmos essa Verdade cristã à realidade civil da maioria das pessoas que frequentam templos protestantes, veremos um quadro espiritual triste, fúnebre. Daí a dificuldade dessas pessoas e seus líderes em não aceitarem esse ponto doutrinário bíblico no conjunto de ensinamento deles. Desfazer o que se fez de forma errada, reconstruir o que é certo aos olhos de DEUS, não são atividades fáceis nem simples. Ao contrário, dão um trabalho imenso. Isso exigiria obediência total, temor, um querer totalmente debruçado na Palavra; o que, exatamente, falta ao coração dessas pessoas. Admitir o caos espiritual doutrinário dentro dos templos protestantes seria o mesmo que confessar publicamente que viveram no erro por muito tempo.

 

A mente da grande maioria das lideranças protestantes ficou cauterizada quando os seus interesses foram muito além da busca por uma igreja santa e do desejo de morar no Reino de DEUS. O alvo deixou, há muito tempo, de ser o Céu para se voltar aos interesses espúrios dos homens: quantidade de pessoas, aplausos, fama, brilho e, principalmente, dinheiro. Muito dinheiro. E como, geralmente, os novos frequentadores chegam do mundo com a vida sentimental e familiar completamente destruída, melhor é não mexer em uma ferida cuja profundidade já se perdeu de vista. Fácil mesmo é organizar cultos: definir quem vai pregar e o quê, quem vai louvar e o quê, o horário certo dos teatros, das encenações; enfim, definir quem vai preparar a grande festa, tudo no nome do SENHOR. Quando, finalmente, dão oportunidade à Palavra, isso leva, como disse antes, menos de uma hora; e o que é dito não promove uma mudança de vida alguma em ninguém. Esse é um exemplo típico do espetáculo religioso em que vivemos.

 

A igreja sente muita falta dos pregadores antigos, sérios, responsáveis com a sã doutrina. Hoje o maior medo não é da Justiça de DEUS, do Dia terrível do Juízo; mas o de não desagradar o público e afastar os grandes dizimistas. A Palavra, para esse povo, nunca foi lâmpada para os seus pés nem luz para os seus caminhos (Salmo 119:105). Nunca foi viva e eficaz, nem mais penetrante do que espada de dois gumes. Não penetra até a divisão da alma e do espírito, juntas e medulas (Hebreus 4:12); mas, apesar disso, continua muito apta para julgar e discernir os pensamentos e intenções do coração de cada um. Eles não sabem ainda o que é ser transformado pelo poder do Espírito Santo. A Palavra de DEUS “é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus” (1 Coríntios 1:18).

 

O Espírito Santo quer ressuscitar quem já morreu e dar vida em abundância a quem nunca teve. Para isso, os filhos de DEUS precisam ser alimentados com a Palavra pura, sem máscara, anunciada sem nenhum outro interesse, a não ser o Reino de DEUS. Só haverá uma igreja com qualidade espiritual quando ela tiver suas vidas duramente confrontadas com a sã doutrina. Quando buscarem o conhecimento por meio do Espírito Santo, cessarão os achismos e as opiniões pessoais heréticas. Teremos uma só igreja, um só povo, uma só doutrina, uma só fé e um só Espírito para guiar.

 

Que o SENHOR tenha misericórdia de nós e nos conceda mais uma oportunidade de estarmos na presença DELE.

 

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

 

Na ignorância do deserto espiritual

22 de julho de 2014.

Senhor, quantas pessoas estão vivendo no deserto por causa da ignorância que há nelas!!

 

Essa é uma oração constante que tenho feito a DEUS.

Quando falo em posicionamento correto em uma batalha espiritual, ouço: “mas eu sou protestante”; “mas eu já me batizei nas águas”; “mas eu frequento um culto evangélico e faço parte de uma denominação protestante”.

 

Será que essas são condições primordiais para uma pessoa sair do deserto? Se fossem, certamente não haveria um protestante sequer vagando no deserto espiritual. Nem para o Reino de DEUS são condições. Se fossem, eu pararia de ler a Bíblia e transferiria a minha cama para dentro de um desses templos qualquer.

 

O deserto espiritual não existe no mundo concreto, visível. Assim como invisíveis são as ações malignas na vida de quem está acorrentado. Visivelmente então nada poderemos fazer como sacrifício nem esforço humano.

 

JESUS disse a um homem puramente carnal, religioso, chamado Nicodemos: “Se vos falei de coisas terrestres, e não crestes, como crereis, se vos falar das celestiais?” (João 3:12). Um homem carnal não consegue discernir as coisas espirituais.

 

Por isso, hoje entendo quando falo de coisas espirituais, posicionamento espiritual, anular as ações do diabo por meio da obediência; isso dá um nó na cabeça das pessoas. Talvez elas pensem: “o que será que esse pastor está me dizendo?”.

 

Por exemplo, semana passada, um dia após trabalhar muito em prol do Reino de DEUS, reuni-me com a igreja à noite e comuniquei que grandes retaliações infernais viriam contra a minha vida. E foi o que aconteceu. No outro dia, os carregadores de um celular meu (que uso para abençoar a vida de muitas pessoas) deixaram de funcionar. Detalhe: em meu aparelho só funcionam com carregadores originais. Nenhum alternativo serve. O valor de cada um, na loja, custa em torno de R$ 120,00. Ao sair de casa, liguei meu carro e fui à busca de solução. Ao dirigir em uma das avenidas em Brasília, ouvi um barulho enorme, como se algum pneu estivesse estourado. Encostei o carro (novo) para verificar o que havia acontecido. Uma grande avaria havia na lataria sobre o pneu traseiro. Outro detalhe: ninguém atirou nada contra o meu veículo. Eu sabia que aquilo era obra do inferno para me abater. Nesse mesmo dia, uma peça importante do meu celular deixou de funcionar misteriosamente; e perdi os dois chips que havia nele. Tudo o que me acontecera naquele dia era espiritual e eu sabia o que devia fazer, me posicionar para vencer a tudo aquilo.

 

Satanás não consegue atingir a nenhum filho de DEUS diretamente se este estiver bem posicionado. Nenhum dardo maligno atingirá o filho de DEUS. Você pode e deve até se angustiar e sofrer por algum pecado que você cometera. Mas jamais sofrer porque satanás está querendo que você sofra através de outra vida. Olhos espirituais para entender tudo o que vem do inferno.

 

Quando eu exorto à igreja a não desistir dos seus cônjuges opressos pelo diabo, é porque enxergo todo o universo espiritual que está por trás deles e o que é necessário para se posicionar bem e obter vitória. Pessoas que só olham com olhar natural não conseguem ir a muito longe no deserto, e terminam morrendo também.

 

Quando eu cito a importância de se submeter a um líder ungido, bem preparado espiritualmente, é para que a pessoa vá aprendendo, crescendo espiritualmente, até alcançar o dia da vitória. Obediência é tudo para ver um cônjuge liberto. Até porque, depois do casamento restaurado, é preciso uma nova visão e um novo comportamento para que uma nova separação não aconteça. Não é simplesmente frequentar templos; ou apenas ser batizado; ou mesmo ser protestante. Batalha espiritual não passa por essas coisas.

 

Posicione-se e a ignorância acabará.

 

No Amor de DEUS,

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

O valor da renúncia

25 de fevereiro de 2014.

“Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei” (Gênesis 12:1).

 

Em um espaço de uma linha muito tênue, a minha vida se confunde com a do patriarca Abrão.

 

Vejo, no chamado desse homem de DEUS, o meu chamado: “Fernando, Fernando!”. A voz inconfundível do PAI que brada com autoridade misturada à suavidade divina e ecoa dentro das veias do nosso coração. A voz que adentra ouvidos surdos e faz enxergar olhos cegos.

 

No meu caso, a Harã tinha o nome de Olinda, município no Estado de Pernambuco. E a casa da qual teria que me apartar não era a do meu pai, mas da minha mãe, dona Alzira. A terra “que Eu te mostrarei” também já estava bem definida nos pensamentos do meu SENHOR: Brasília, capital do Brasil.

 

Nasci em Recife, a famosa Veneza Brasileira, e fui criado toda a minha vida na velha Olinda, conhecida por sua beleza secular. Pernambuco fora a minha maternidade. Recife, Olinda e Pernambuco eram como ídolos na estante da minha alma.

 

Minhas raízes e toda a minha história remontam para lá. Meus amigos, minha formação, minhas travessuras e, sobretudo, meu desenvolvimento pessoal. Meu coração era revestido com a bandeira daquele lugar.

 

Observe como, humanamente, seria muito difícil para mim ter que um dia me apartar de toda essa colcha de retalhos sagrados. Trinta e nove anos vivendo na mesma terra, com as mesmas pessoas, repaginando cada folha das minhas paisagens eternas.

 

Mas um dia ouço o SENHOR me chamar: “Fernando, sai da tua terra amada, da tua parentela, de perto da sua mãe, sobrinha e irmãs, a quem tanto amas, e siga para a terra que te mostrarei”. Foi exatamente assim.

 

Quando o homem ouve a voz do SENHOR, ela se torna irresistível. Ou se obedece ou se vai para a barriga do peixe, como aconteceu com o profeta Jonas...

 

Assim como fez a Abrão, todo chamado é acompanhado de uma grande promessa: “E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gênesis 12:2-3).

 

Afastar-me das minhas cidades e do meu Estado natal, dos meus parentes, dos amigos que fiz, de uma vida aparentemente tranquila, era algo extremamente complicado de obedecer para mim. Largar a minha profissão de professor, depois de 17 anos de sala de aula, e depois de muito batalhar para entrar em uma Universidade Federal; deixar para trás uma vida financeira segura; e abraçar um vazio de promessas; só seria possível através de muita fé e de um coração temente.

 

Na época em que o SENHOR me chamou, havia três cidades que eu JAMAIS gostaria de morar: Brasília, Rio de Janeiro e Salvador. Os mais próximos a mim sabiam de minha angústia, tristeza e ojeriza em relação a esses três lugares.

 

Mas, mesmo assim, o SENHOR disse-me que eu iria para Brasília, terra seca, clima péssimo e de uma culinária horrível para o meu paladar; e ainda que eu iria ser sustentado por um povo, que me abençoaria. Nada havia de concreto em minhas mãos. DEUS sempre nos convida a experiências novas, por vezes, perigosas aos nossos olhos.

 

Fui para Brasília ainda sem mulher, sem filhos e sem emprego. Morar de aluguel. E ainda por cima: para ser pastor de ovelhas repudiadas.

 

Era o momento de eu conhecer o valor de uma renúncia. Renunciar o simples e o desejadamente possível é muito fácil. Muito difícil é renunciar aquilo que segura a alma e o faz dependente. Renunciar a uma vida, a uma história. E recomeçar do zero onde não se gostaria de estar.

 

Creio que não tenha sido nada fácil para Abrão. Fora o seu primeiro e grande chamado. Mas DEUS conhecia o seu coração e sabia do desejo em obedecê-lo. Canaã representaria uma terra de lutas, de conflitos, de ameaças, de gigantes, mas de grande vitória. Essa era a terra que o SENHOR tinha separado para ele. E as provas não parariam por aí. Adiante, já Abraão, o SENHOR pediria a vida do seu único filho, Isaque, em sacrifício no Monte Moriá. De novo a voz fazia-se ecoar em seus ouvidos: “Abraão! Abraão!” (Gênesis 22:1-2). De novo Abraão fora chamado para renunciar. E, calado, seguiu em obediência.

 

Assim que uma pessoa acaba de renunciar a algo, logo vem DEUS novamente fazendo novos convites de renúncia. Por que a todo tempo somos impelidos a renúncias diárias e constantes? Porque tudo o que chega até nós é produto que destrói a nossa alma. E só nos preservaremos dessas coisas através de uma vida de santidade e renúncia.

 

Já em Brasília e depois de ter renunciado a tanta coisa, o SENHOR mostra para a igreja, da qual sou líder, que ela teria que guardar todos os Seus Mandamentos. E fizemos a mesma pergunta do jovem rico: “Quais Mandamentos, SENHOR?” (Mateus 19:18). E o SENHOR nos respondeu:“Não terás outros deuses diante de mim; Não farás para ti imagem de escultura; Não tomarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão; Lembra-te do dia de sábado para santificá-lo; Honra teu pai e tua mãe; Não matarás; Não adulterarás; Não furtarás; Não dirás falso testemunho contra o teu próximo; Não cobiçarás a casa do teu próximo” (resumo de Êxodo 20:3-17).

 

Cada Mandamento desses representa um chamado de renúncia diferente.

 

Por exemplo, guardar os sábados e santificá-los era algo que fugiria totalmente ao padrão normal da igreja, acostumada a utilizá-los para passeios e encontros com amigos nas poltronas dos cinemas ou nas mesas dos centros comerciais. Todos os que congregam em Brasília vieram de templos e denominações protestantes, onde nenhum líder ensinou sobre a necessidade de guardar todos os Mandamentos de DEUS à época da Graça. Muitos trabalham e estudam nos dias de sábado. Sábado era um dia de lazer para a carne; e não de descanso espiritual.

 

Lá iria Fernando, que separava os sábados para ver o futebol na TV em casa, ter que renunciar novamente por amor a mais a esse chamado de DEUS.

 

Guardar sábado é fazer qualquer coisa que seja para a glória de DEUS: socorrer alguém, evangelizar, amar, congregar, orar, louvar; fugir de qualquer coisa que seja para glorificar o nosso EU ou a nossa carne.

 

Sei que, somente assim, poderei compreender o valor das palavras de JESUS: “Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Lucas 9:23) (grifo meu).

 

Toda renúncia é prazerosa quando se quer agradar a DEUS; mas muito penosa, sofrida, quando nosso coração ainda está inclinado a realizar os desejos da nossa carne. DEUS não quer que renunciemos a algo por obrigação, por imposição de uma lei ou de uma letra, mas em espírito, por amor a ELE.

 

E aqui estamos todos nós, juntinhos, unidos em um mesmo propósito: guardar todos os Mandamentos para agradar a DEUS. Do mesmo jeito como JESUS fez como homem aqui na terra. Leia João 15:10.

 

Brasília, para mim, é como uma Canaã. Aqui também há gigantes espirituais, mas há, principalmente, as mãos de DEUS sobre nós. Temos essa confiança. E se elas estão sobre nossa vida, nada poderá nos deter; a vitória é mais que certa.

 

Renunciar é ser repudiado, com poucos anos de casado; querer se casar de novo, e não fazer, porque isso não agradaria ao meu SENHOR. Renunciar é ter o desejo vivo e ardente de voltar a morar em Olinda, beira-mar e com uma culinária maravilhosa, perto da família e dos amigos; e não fazer, porque essa não é mais a vontade de DEUS para a minha vida. Renunciar é viver onde não se quer; é comer o que não se gosta; perdoar e amar quem não merece; orar por quem nos persegue; oferecer o outro lado do rosto, quando já bateram na outra face; enfim, é fazer qualquer coisa que não gostaríamos para o Nome do SENHOR ser glorificado em nossa vida.

 

Só conhece o valor de uma renúncia quem, definitivamente, tem o coração inclinado para agradar e servir a DEUS.

 

Não fazer o que gostaríamos. Esse é o nosso grande chamado e o nosso maior desafio.

 

Que o SENHOR nos ajude!!

 

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

Não erreis!!

13 de fevereiro de 2014.

Alguém já disse, um dia, que errar é inerente à natureza humana. Erramos porque somos humanos, falhos, limitados, revestidos de uma natureza carnal e pecaminosa.

 

Outros disseram que permanecer na prática insistente dos mesmos erros é tolice, ignorância.

 

Tanto uma expressão como outra são verdades inspiradas nas Sagradas Escrituras. O erro, por si só, representa se desviar do Caminho, cair.

 

O sábio Salomão escreveu: “Porque sete vezes cairá o justo, e se levantará; mas os ímpios ficarão prostrados na calamidade” (Provérbios 24:16).

 

A Bíblia afirma que os justos, santos e remidos irão cair, pecar, transgredir; porém logo se levantarão em lágrimas de arrependimento.

 

A permissão do erro na vida dos escolhidos representa a possibilidade de amadurecimento, de crescimento pessoal e espiritual. DEUS permitiu que o Seu amado rei Davi caísse algumas vezes. Moisés, que falava face a face com DEUS, também foi vítima da queda, dos seus próprios erros. O apóstolo Pedro demorou a se cansar das quedas. Eram quase que constantes. O certo é que o fracasso leva os justos a se regenerarem, a se reerguerem de forma mais madura, a amarem os caídos e a não atirarem pedras neles. Quando a casa do justo cai, ela se levanta mais forte.

 

Porém, viver aprisionado nos erros produz consequências desastrosas. A pior prisão é não reconhecer, não enxergar, não admitir. Como uma pessoa pode se livrar de um erro que ela mesma não reconhece? Sem reconhecer, como pode chegar ao arrependimento? E, sem arrependimento, como pode alcançar as misericórdias e ser reconciliado com DEUS?

 

“O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia” (Provérbios 28:13).

 

O rei Davi teve os olhos abertos, a visão ampliada, e pôde entoar cânticos de arrependimento ao SENHOR:

 

“Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto. Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não imputa maldade, e em cujo espírito não há engano. Quando guardei silêncio, envelheceram os meus ossos pelo meu bramido em todo o dia. Porque de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; o meu humor se tornou em sequidão de estio. Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade não encobri. Dizia eu: Confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado. Por isso todo aquele que é santo orará a ti,a tempo de te poder achar; até no transbordar de muitas águas, estas não lhe chegarão” (Salmos 32:1-6).

 

É preciso ter visão para enxergar; ser humilde para admitir; e sincero na confissão. Essas características fizeram de Davi um homem segundo o coração de DEUS.

 

Há muitos, que se dizem filhos de DEUS, que frequentam templos religiosos, completamente enrolados no erro. Os pecados já se tornaram uma bola de neve e os sufocam até levá-los à morte.

 

Em algumas de suas esplêndidas passagens, o apóstolo Paulo exorta a igreja: “Não erreis!”.Não errar não significa não cair; mas ter cuidado, atenção, para não viver caído nos velhos erros e pecados.Vejamos duas dessas conhecidas passagens. Uma foi dada à igreja em Corinto; outra, aos irmãos na Galácia.

 

“Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus” (1 Coríntios 6:9-10);

 

“Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna” (Gálatas 6:7-8).

 

Não podemos errar, ignorar essas Verdades. Pessoas, que se dizem filhas de DEUS, mas vivem aprisionadas em um desses pecados citados por Paulo ou por qualquer outro, impossível herdarem algum dia o Reino de DEUS.

 

Por isso sempre digo que há uma profunda diferença entre frequentar templos e ser templo do SENHOR. Os templos erguidos por homens estão repletos de adúlteros, mentirosos, roubadores do Evangelho, fornicadores. Mas quem é templo do SENHOR, impossível o pecado fazer morada.